LOGINOn my wedding day, my fiancé bailed. Sabina—his ex—had sent him a diary listing 77 things she'd done for him. Turns out she only dumped him because his family pushed her to. So, he ran back to her. While I was still reeling, Jacob—my fiancé's best friend—showed up. He got down on one knee, flashed a ring he'd clearly had ready, and said, "Yuna Auclair, I've liked you for a long time. Will you marry me?" I thought he was my person. But after the wedding, Jacob turned distant. Hot one second, ice-cold the next. Then I found a diary in his study. Just like the one Sabina had sent my ex. Page one hit like a truck: [Hurt Yuna Auclair seventy-seven times, and I'll break up with Gabriel and be with you.] Oh—and Gabriel? He was my ex.
View MoreScarlett Monroe aprendeu cedo que algumas casas não precisavam de grades para parecerem prisões.
A mansão Monroe ficava no alto de uma colina em Newport, Rhode Island, com vista para o Atlântico e jardins que pareciam cuidadosamente desenhados para enganar qualquer visitante. De fora, tudo ali ainda sugeria poder: as colunas brancas, os vitrais franceses, o mármore claro da entrada, os lustres importados e o som distante das ondas quebrando contra os rochedos.
Mas Scarlett conhecia os sinais da decadência.
Conhecia o eco frio dos corredores porque metade dos empregados havia sido dispensada nos últimos seis meses. Conhecia o cheiro de flores caras que sua mãe insistia em manter na sala principal, mesmo quando as contas médicas se acumulavam sobre a escrivaninha do escritório. Conhecia o brilho polido dos móveis antigos, preservados como relíquias de uma grandeza que a família já não tinha dinheiro para sustentar.
E, acima de tudo, conhecia o silêncio.
O silêncio de sua mãe quando os telefonemas de cobrança chegavam.
O silêncio de seu pai quando ela perguntava sobre as empresas. O silêncio dos advogados que entravam na mansão com pastas pretas e saíam sem olhar nos olhos de ninguém.Naquela manhã de outubro, o silêncio parecia mais pesado do que nunca.
Scarlett estava na biblioteca, sentada perto da janela, revisando alguns documentos da fundação beneficente que tentava manter funcionando apesar da ruína familiar. Usava uma calça de alfaiataria bege e uma blusa branca simples, os cabelos castanhos presos de qualquer jeito em um coque baixo. Não havia nada nela que lembrasse as fotografias glamourosas que a imprensa costumava publicar quando ainda se interessava pelos Monroe.
“Jovem herdeira americana comparece ao gala anual em Manhattan.”
“Scarlett Monroe: elegância discreta da aristocracia moderna.”
“Família Monroe mantém tradição entre os grandes nomes de Rhode Island.”
Mentiras bonitas.
Scarlett não era herdeira de nada além de dívidas, segredos e um sobrenome cada vez mais difícil de carregar.
Ela passou os olhos por uma planilha de doações canceladas e apertou os lábios. A fundação cuidava de bolsas de estudo para meninas sem recursos, um projeto que sua avó havia começado décadas antes. Para Scarlett, aquilo era a única parte do legado Monroe que ainda merecia ser preservada.
Todo o resto parecia podre.
A porta da biblioteca se abriu sem que ninguém batesse.
Richard Monroe entrou com a postura impecável de sempre. Alto, cabelos grisalhos penteados para trás, terno escuro feito sob medida e expressão controlada. Seu pai tinha o talento irritante de parecer vitorioso mesmo quando estava perdendo tudo.
Scarlett ergueu os olhos.
— Você poderia bater antes de entrar.
Richard ignorou o comentário e caminhou até o aparador, onde havia uma garrafa de conhaque aberta. Eram pouco mais de dez da manhã.
— Preciso falar com você.
— Isso raramente termina bem.
Ele serviu uma dose, mas não bebeu de imediato. Ficou encarando o líquido âmbar como se buscasse ali uma coragem que não possuía.
Scarlett fechou a pasta lentamente.
— É sobre a mamãe?
Algo passou pelo rosto dele. Não era tristeza. Richard Monroe raramente demonstrava tristeza. Era incômodo, talvez. Impaciência.
— Sua mãe está descansando.
— Isso não respondeu à minha pergunta.
— Victoria está estável.
Estável.
Scarlett odiava aquela palavra. Era uma palavra confortável demais para esconder verdades feias. A doença de Victoria Monroe havia começado como cansaço, depois virou exames, depois internações discretas, depois tratamentos caros com médicos de Boston que falavam baixo demais. Estável significava que ela não estava morrendo naquele minuto. Só isso.
Scarlett se levantou.
— Então sobre o que é?
Richard finalmente bebeu o conhaque. Depois pousou o copo com cuidado excessivo.
— Sobre o futuro desta família.
Scarlett sentiu o estômago se contrair.
— O que aconteceu agora?
Ele olhou para ela com uma calma que a irritou antes mesmo de ouvi-lo.
— A situação financeira chegou a um ponto crítico.
Ela soltou uma risada curta, sem humor.
— Crítico? Estamos vendendo obras de arte escondidos há meses, dispensamos funcionários, fechamos a casa de Palm Beach e os advogados vêm aqui mais do que parentes. Eu diria que o ponto crítico ficou para trás.
— Não seja dramática.
— Não me chame de dramática quando estou apenas descrevendo a verdade.
Os olhos de Richard endureceram.
— Ainda sou seu pai.
— E isso deveria significar alguma coisa?
A pergunta ficou no ar como uma lâmina.
Por alguns segundos, nenhum dos dois falou. A relação entre Scarlett e Richard nunca havia sido calorosa. Quando criança, ela tentara conquistar o afeto dele com notas altas, bons modos, vestidos escolhidos por Victoria e sorrisos perfeitos para fotografias. Mais tarde, aprendeu que Richard não amava pessoas. Amava utilidade. Amava prestígio. Amava vitórias.
Scarlett só passou a importar quando se tornou bonita o bastante para ser exibida e obediente o bastante para ser usada.
Ou assim ele pensava.
Richard caminhou até a mesa e tirou um envelope de dentro do paletó. Colocou-o diante dela.
— Leia.
Scarlett não tocou no envelope.
— O que é isso?
— Uma solução.
Ela encarou o papel grosso, creme, sem identificação externa.
— Soluções não costumam vir em envelopes fechados entregues por você.
— Scarlett.
O tom dele mudou. Ficou mais baixo. Mais perigoso.
Ela pegou o envelope. Seus dedos estavam frios antes mesmo de abri-lo.
Dentro havia uma proposta formal, escrita em linguagem jurídica. Ela reconheceu o nome do escritório de advocacia no cabeçalho. Um dos mais caros de Nova York. Passou os olhos pelas primeiras linhas, sem entender de imediato. Havia menção às dívidas consolidadas do grupo Monroe, à transferência de participação em propriedades, à quitação de passivos bancários, à preservação dos ativos residenciais em nome de Victoria Monroe.
Então viu o nome.
Damien Blackwell.
Scarlett levantou os olhos devagar.
— Por que o nome de Damien Blackwell está aqui?
Richard não respondeu.
Ela voltou ao documento. Leu mais rápido, o coração começando a bater de forma irregular.
Blackwell Holdings. Quitação integral das dívidas pendentes. Reestruturação de propriedades. Garantia de tratamento médico para Victoria Monroe. Preservação do nome Monroe perante a imprensa. União matrimonial entre Scarlett Elaine Monroe e Damien Alexander Blackwell.
Por um instante, o mundo perdeu o som.
O mar continuou batendo contra os rochedos lá fora. O relógio antigo continuou marcando os segundos. Em algum lugar da casa, uma porta se fechou. Mas para Scarlett tudo ficou distante, como se ela tivesse sido empurrada para dentro de uma água escura.
Ela leu a frase outra vez.
União matrimonial.
Não acordo comercial.
Não fusão empresarial. Não parceria estratégica.Casamento.
Scarlett deixou o papel cair sobre a mesa.
— Não.
Richard suspirou, como se ela tivesse recusado um convite para jantar, não a própria sentença.
— Você ainda nem ouviu os termos.
— Eu li o suficiente.
— Então compreendeu que é uma proposta generosa.
Ela olhou para ele, incrédula.
— Generosa?
— Blackwell quitará as dívidas mais urgentes, assumirá algumas obrigações corporativas e garantirá que sua mãe continue recebendo o melhor tratamento disponível.
O nome de Victoria atingiu Scarlett no ponto exato onde Richard sabia que atingiria.
Ela ficou imóvel.
— Não use a mamãe nisso.
— Eu não estou usando ninguém. Estou explicando fatos.
— Não. Você está me vendendo.
Richard apertou a mandíbula.
— Cuidado com o tom.
Scarlett sentiu algo dentro dela rachar. Não era surpresa. Talvez, no fundo, parte dela sempre soubesse que um dia o pai tentaria transformar seu corpo, seu nome ou sua vida em moeda de troca. A surpresa era a forma. A frieza. A naturalidade com que ele falava, como se tivesse acabado de negociar uma propriedade.
— Você quer que eu me case com um estranho para pagar suas dívidas.
— Damien Blackwell não é um estranho. É um dos homens mais poderosos do país.
— Isso deveria me tranquilizar?
— Deveria fazê-la pensar.
— Estou pensando. Estou pensando que meu pai acabou de me entregar a um homem que eu nunca vi pessoalmente como se eu fosse uma cláusula contratual.
Richard se aproximou da mesa.
— Você é uma Monroe. Privilégios vêm com responsabilidades.
The institute was buzzing about this huge performance, and out of nowhere, the director picked me for a solo. I was floored—hadn't performed since college.Leo swung by when he heard, hyping me up like always.When I hit the stage, I let go. Every move felt right. The crowd? Ate it up.Then backstage, this massive bouquet showed up—9,999 red roses. Everyone freaked, thinking Leo sent it. Until I read the card.[Yuna, I saw your performance today. It was perfect.]And boom—Jacob walked in."You like the roses?" he said. "Picked them one by one from the biggest garden around. Fresh and vibrant, just like you."I let out a dry laugh. "Oh? Thought red was more Sabina's vibe. Did she get her roses too? Or just the two dresses you prepped?"Jacob scrambled. "I'm done with her, I swear. Look—I even blocked her." He held up his phone like that proved something.I shut him down. "I don't care. I'll never forgive you. How are you still not getting that?""Yuna, I know you hate me. But
Jacob tried to say something else, but when he saw Leo standing firm in front of me, he backed off and left without another word.Just like that, he threw my life into chaos all over again.***Leo picked up on my mood and handed me a card. It was from the Royal Art Institute."They're recruiting ballet dancers. You should try.""But..." I hesitated."I think you've got it. You trained for years. Don't tell me you never loved it."His words landed soft, like rain on something I thought had already dried up.I took the card. After a beat, I looked at him and gave a solid nod.Next morning, I was heading out for the audition when someone darted out of nowhere, snatched my bag, and ran."Thief! Somebody stop him!"I shouted—and then saw a familiar figure take off after him.Jacob caught up to the thief fast, cornering him in some alley."Give it back," he said.But the guy pulled a knife.By the time I got there, a crowd had gathered. An ambulance was already parked."Dude
The second I stepped off the plane, I spotted my parents waiting nearby.They rushed over, grabbing my hands, their faces full of questions.Guess that's what blood ties do—soon as I said I was coming back to Norvane, they already knew something was up.Mom's eyes went glassy."It's enough that you're home. We were too caught up in work when you were little... but now? Stay with us. You'll always be our little princess."Her words hit me hard—eyes stinging, chest warm.My parents worked in chip development, all high-tech stuff, but there wasn't a spot for me there.Mom gently asked if I still wanted to dance. I shook my head.I'd only done ballet for someone else. That drive? Gone. Especially with the scar on my leg.Then Leo, our neighbor's son who was a little older, chimed in, "Wanna work at my flower shop?"It was actually a great idea, so the next day, I joined the "Love" flower shop crew.Leo was all-in on plants—majored in horticulture, started the shop right after co
Jacob's phone hit the floor.His ears rang, two sentences looping on repeat—She's loved you for nearly ten years. She risked everything to save you.But he hadn't known. Not really.That night, after getting jumped, he woke up in the hospital.The doctor said some frail girl had dragged him in.Then he saw Sabina in the hallway.He just... assumed it was her.Still reeling, Jacob drove straight to Sabina's place.As he pulled up, he spotted two figures kissing out front.One walked away.Only then did he step out of the car.Sabina turned, caught off guard."What are you doing here? Gabriel didn't see you, did he?"Jacob's eyes burned red."So you're scared he'll find out? Didn't you say you'd break up with him for me?"Sabina grabbed his hand, nervous."Of course I will—as long as you finish the seventy-seven tasks—""Yuna's gone," Jacob said, voice tight. "I need to know—was it really you who saved me that night? You said she bullied you in high school. That the li
Jacob texted back instantly:[Of course. I'd never fall for some girl who only knows how to act innocent.][Don't worry, Sabina. I'm gonna finish all seventy-seven. You have no idea how pumped I am to finally be with you.]He sounded thrilled.I snapped the laptop shut. No way I was reading anot
After we got married, Jacob said he wanted a homemade lunch for work. So I dragged myself up at five to make it.By noon? That same lunch showed up on his secretary Linda's feed:[Thanks for caring, Mr. Haag. My stomach doesn't hurt today!]I asked him why. He just shrugged. "It's a lunch. Who ca
I stood frozen outside the bathroom, listening. The sounds. The closeness.My heart just... dropped.My hand brushed the scar on my thigh—the one from college, when I jumped in front of a car to save him.Never thought he'd grow to hate it.***Jacob didn't get home until late.I lay there, st
Jacob freaked out.He fumbled for his phone, called Yuna. It rang and rang—no answer.He shot her a text. Red exclamation mark. Blocked.He called the maid."She left with a suitcase two hours ago," she said. "Told me not to tell you. But she did leave something—"He didn't wait. Hung up and sp






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