FAZER LOGINLucas ficou envergonhado e leva Luiza para longe para que se acalme. Ele pede desculpas a Lara pelo comportamento da sua noiva e diz que ela está nervosa por causa do casamento. Ele diz que ainda quer conversar com Lara e lhe fazer a entrevista. Ele diz que tem um assunto muito importante para lhe contar, mas que prefere fazer isso em um lugar mais reservado. Ele diz que vai esperar por ela no seu quarto, o número 1010, e lhe entrega a chave. Ele diz que ela pode ir até lá quando quiser, mas que não demore muito, pois ele tem que voltar para o evento. Ele diz que está ansioso para conhecê-la melhor e saber mais sobre o seu trabalho. Ele diz que ela é uma mulher incrível e que ele se sentiu atraído por ela desde o primeiro momento. Ele diz que espera que ela sinta o mesmo por ele. Ele se despede dela com um beijo na mão e sai com Luiza.
Lara fica surpresa e confusa com o convite de Lucas. Ela não sabe se deve aceitar ou recusar. Ela sabe que ele é o seu ídolo e o seu chefe dos sonhos, mas também sabe que ele é o noivo de outra mulher. Ela sabe que ele é um homem lindo e charmoso, mas também sabe que ele pode ser perigoso e manipulador. Ela sabe que ele tem um assunto importante para lhe contar, mas também sabe que ele pode ter segredos e mentiras. Ela sabe que ele está interessado nela, mas também sabe que ele pode estar brincando com ela. Ela olha para a chave na sua mão e se pergunta o que fazer. Ela olha para Mia, que está ao seu lado, e pede a sua opinião. - Mia, o que eu faço? Eu vou ou não vou ao quarto do Lucas? - pergunta Lara, indecisa. - Amiga, eu não sei o que te dizer. Essa é uma decisão difícil. Você tem que seguir o seu coração e a sua razão. Você tem que pesar os prós e os contras. Você tem que pensar nas consequências. - diz Mia, sincera. - Eu sei, Mia. Mas eu estou tão confusa! Eu não sei o que eu sinto pelo Lucas! Eu não sei se eu quero entrevistá-lo ou beijá-lo! Eu não sei se eu quero realizar o meu sonho ou viver um pesadelo! - diz Lara, angustiada. - Amiga, eu te entendo. Eu sei que você está em uma situação complicada. Mas você tem que tomar uma atitude. Você não pode ficar parada aqui. Você tem que ir atrás do seu destino. - diz Mia, encorajando-a. - Mas qual é o meu destino, Mia? É ficar com o Lucas ou esquecê-lo? É ser feliz ou sofrer? - pergunta Lara, desesperada. - Amiga, eu não sei qual é o seu destino. Só você pode descobrir isso. Mas eu sei qual é o meu conselho: vá ao quarto do Lucas. Vá ver o que ele quer te dizer. Vá saber o que ele sente por você. Vá viver essa aventura. Vá correr esse risco. Vá ser feliz! - diz Mia, animando-a. - Você acha mesmo, Mia? Você acha que eu devo ir ao quarto do Lucas? Você acha que isso vai dar certo? Você acha que isso vai valer a pena? - pergunta Lara, hesitante. - Eu acho sim, amiga. Eu acho que você deve ir ao quarto do Lucas. Eu acho que isso vai dar certo sim. Eu acho que isso vai valer a pena sim. E se não der certo, se não valer a pena, eu estarei aqui para te apoiar e te consolar. Mas eu tenho fé em você e no Lucas. Eu tenho fé no amor de vocês dois! - diz Mia, confiante. - Obrigada, Mia. Você é uma amiga incrível! Você sempre me apoia em tudo! Você sempre me dá os melhores conselhos! Você sempre me faz feliz! - diz Lara, emocionada. - De nada, amiga. Eu estou aqui para o que você precisar! Agora vai lá e arrasa! Vai lá e conquista o seu bilionário! Vai lá e realiza o seu sonho! - diz Mia, empolgada. Lara abraça Mia e agradece mais uma vez. Ela respira fundo e se enche de coragem. Ela caminha em direção ao elevador, levando a chave na mão. Ela não sabe o que vai acontecer no quarto do Lucas, mas sabe que vai mudar a sua vida para sempre. Lucas levou Luiza para um lugar mais reservado, longe dos olhares curiosos dos convidados. Ele estava furioso com o comportamento dela, que causou uma cena no salão e humilhou Lara. Ele temia que no dia seguinte todas as revistas de fofoca publicassem o seu escândalo e manchassem a sua reputação. Ele queria dar um fim naquela situação e naquele relacionamento. - Luiza, o que foi aquilo? Como você ousa tratar a Lara daquele jeito? Você não tem noção do ridículo? Você não tem respeito por mim? - disse Lucas, irritado. - Lucas, eu só fiz aquilo para te defender. Aquela mulher é uma vagabunda que quer te roubar de mim. Ela não merece o seu tempo nem a sua atenção. Ela só quer se aproveitar de você. - disse Luiza, tentando se justificar. - Não, Luiza, você não fez aquilo para me defender. Você fez aquilo por ciúmes e por insegurança. Você sabe que o nosso noivado é uma farsa. Você sabe que eu não te amo. Você sabe que eu só estou com você por conveniência e por pressão da minha família. - disse Lucas, revelando a verdade. - Não, Lucas, não diga isso. Eu sei que você me ama. Eu sei que você quer se casar comigo. Eu sei que você é feliz comigo. Nós somos o casal perfeito. Nós temos tudo o que queremos. Nós somos feitos um para o outro. - disse Luiza, negando a realidade. — você achou conveniente me envergonhar na frente de todos com esse ciúmes sem fundamento? a garota estava apenas me parabenizando e me falando sobre o evento que eu estava organizando, Luiza. - disse Lucas, segurando o braço dela com força .5 anos depois...A vida de Lara e Lucas se desenrolava na casa de praia que ele havia comprado para ela. Eles se casaram em uma cerimônia simples na areia, dois anos depois do novo "início". O terno de Lucas e o vestido de Lara se misturaram à areia, uma prova de que a simplicidade era a sua verdadeira riqueza.Maya já estava com cinco anos, uma menina perspicaz e alegre, com os cabelos cor de areia de Lara e os olhos curiosos de Lucas. Sua chegada havia destruído uma mentira e construído uma família. Ela era o centro de tudo, a prova viva de que a verdade, mesmo dolorosa, sempre prevalece.O casal tinha completado a família com Henrique, de 2 anos, o "garoto-âncora", que tinha a missão de manter os pais completamente focados no presente. Lucas era um pai impecável, presente em todas as peças de teatro e em todas as crises noturnas, provando a cada dia que o homem fraco da cidade havia sido enterrado para sempre.A casa de Lara era o ponto de encontro de
O ritmo de nossa vida em Laguna havia se estabelecido em uma rotina suave, ditada pelos horários de Maya. Lucas já estava morando conosco há alguns meses, mas nossa intimidade, embora real, era cautelosa. Éramos parceiros de parentalidade, amantes nas noites calmas, mas não éramos namorados no sentido público da palavra. A ferida da humilhação ainda exigia formalidade. Certa noite, Lucas me surpreendeu. Ele havia enviado Emma e Mia para jantar fora, com a condição de que levassem Maya para um passeio longo na orla. Quando voltei para a sala, ele havia montado uma mesa simples na varanda, de frente para o mar. Não havia flores caras, apenas velas, um vinho branco gelado e o cheiro do meu prato preferido: risoto de camarão. — Eu não cozinhei — ele confessou, sorrindo. — Pedi ao melhor chef da cidade. Mas eu montei a mesa. E a música é só o som do mar. Eu me sentei, sentindo a emoção subir. Não era o luxo da cidade, era o cuidado que eu havia perdido. — Lucas, isso é lindo. E
Os meses que se seguiram foram o verdadeiro recomeço. Lucas não apenas se livrou da farsa de sua vida anterior; ele desmantelou completamente o seu passado. Ele transferiu todos os seus negócios para Laguna e começou a trabalhar remotamente, recusando-se a voltar à cidade a não ser para audiências essenciais. Ele estava totalmente presente.Nossa reaproximação não foi apressada. Foi orgânica, construída em torno da rotina de Maya.Eu permiti que ele ficasse na casa que havíamos alugado, mas ele dormia no quarto de hóspedes. A distância física era necessária para curar a ferida emocional. Eu precisava ver que a mudança dele era permanente, não apenas um arrependimento de momento.Ele se tornou o pai que Maya precisava: trocava fraldas de madrugada, aprendia a dar banho e falava com a bebê sobre ações da bolsa, o que me fazia rir. Sua família , amavam vim ver Maya. Lucas olhava para Maya com um amor tão puro que eu não conseguia manter a raiva. O homem que ele havia sido na cidade estav
Os primeiros dois meses de Maya foram o purgatório e o paraíso. O purgatório foi a exaustão do puerpério; o paraíso foi ter a minha filha em meus braços, em Laguna, sob o sol e o apoio incondicional de Emma e Mia.Lucas não voltou para a cidade. Ele alugou uma casa próxima à nossa e começou a vida como pai, trocando ternos por camisas casuais e reuniões de diretoria por trocas de fraldas. Eu mantive uma distância cautelosa, mas o Lucas que eu via agora era irreconhecível. Ele era um homem humilde, focado apenas em Maya.A reaproximação não foi romântica, foi prática. Ele vinha todos os dias, mas pedia permissão para tudo. Eu o deixava cuidar de Maya por longas horas, e ele o fazia com uma devoção dolorosa, como se tentasse pagar a dívida de quatro meses de mentiras em cada toque.Nossa comunicação era sobre Maya: "Você viu a manchinha dela?", "Ela arrotou?", "O que a Dra. Lúcia disse?". As conversas íntimas estavam proibidas. Ele tentou pedir perdão incontáveis vezes, mas eu o cortava
A sala de parto estava saturada de sangue, suor e mentiras desmoronadas. O choro fraco do recém-nascido, prematuro e vulnerável, não era o som de uma nova vida para Lucas; era o grito de sua liberdade.Ele empurrou Marcos contra a parede, mas a raiva o paralisou. Ele não precisava de violência; a prova estava ali, nos olhos apavorados dos dois.— Ele é o pai? — A voz de Lucas era um sussurro rouco, mas carregado de uma fúria controlada.Marcos evitou o olhar, mas Luiza, exausta na maca, finalmente quebrou.— Sim! — ela gritou, não de arrependimento, mas de derrota final. — Sim, o Marcos é o pai! Eu te odeio, Lucas! Eu odeio você por ter me feito virar isso!A confissão, misturada ao cheiro de hospital, era a purificação mais dolorosa que Lucas poderia ter. Ele deu um passo para trás de Marcos, sentindo-se estranhamente leve. Ele não era mais pai daquele bebê. Ele era livre.O médico gritou para que todos saíssem. Lucas foi o único que se moveu por vontade própria. Ele parou na porta,
A pequena sala de recuperação em Laguna estava cheia de luz e amor. Lara segurava Maya, a bebê embrulhada em um tecido suave, dormindo pacificamente. O caos do tribunal e a dor do parto haviam sido varridos pela presença de sua família.Dona Helena e Seu Antônio entraram primeiro, os olhos marejados de emoção. Dona Helena beijou Lara e beijou Maya com uma ternura avassaladora. Emma e Mia completavam o círculo, sorrindo e tirando fotos. A força de Lara estava ali, completa.Lucas estava em um canto, observando. Ele havia ligado para seu advogado, ordenando a suspensão da ação de guarda e o início do processo contra Luiza e Marcos, usando as provas do Dr. Vicente. Ele era um homem destruído e em reconstrução.— Ela é a cara da Emma quando era bebê — Seu Antônio disse, rindo.Lara sorriu.— Ela é a Maya. A nossa Maya.Lucas se aproximou da cama. Seu Antônio olhou para ele com uma mistura de compaixão e firmeza.— Você fez besteira, rapaz. Mas o que importa é o que você faz a partir de ag







