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đŸ”„ CAPÍTULO 69 — RECIFE EM CHAMAS

Penulis: Yiskah
last update Tanggal publikasi: 2026-02-21 05:57:53

Recife nĂŁo amanheceu.

Recife apenas
 acordou queimando.

Não no sentido literal — ainda não — mas no sentido em que o ar muda, a cidade parece mais dura, e o pressentimento vira uma coisa física.

Como se alguém tivesse derramado gasolina no destino e riscado um fósforo.

O celular de Melina tocou Ă s 05h47.

Ela nĂŁo estava dormindo.

Melina nunca dormia direito desde que Miguel voltou a existir.

Ela atendeu na primeira vibração.

— Fala.

A voz do outro lado era do coordenador da un
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 tinha mudado. A HEM nĂŁo era mais o que foi. Alguns centros fecharam. Outros sobreviveram
 pela metade. Investidores desapareceram. Aliados ficaram mais distantes. E o nome de Melina
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    “Alguns monstros nascem. Outros sĂŁo criados. E alguns
 escolhem ser.” A localização enviada nĂŁo era um erro. Melina sabia disso no instante em que viu o ponto no mapa. Isolado. Fora dos padrĂ”es. Fora das rotas. Fora de tudo que Augusto costumava usar. — Ele nĂŁo esconde isso por estratĂ©gia — ela disse. A Mamba olhou o mapa ampliado. — EntĂŁo por quĂȘ? Melina respondeu: — Porque isso nĂŁo Ă© sobre poder. SilĂȘncio. — É sobre controle. Era uma casa. Simples demais. Limpa demais. Perfeita demais. No meio de uma ĂĄrea afastada, quase esquecida. Sem seguranças visĂ­veis. Sem cĂąmeras aparentes. Sem movimento. Kauan franziu o cenho. — Isso tĂĄ errado. A Mamba respondeu: — Ou perfeito demais. Melina jĂĄ estava saindo do carro. — Ele quer que eu veja. A porta nĂŁo estava trancada. Nunca estaria. Melina empurrou. O cheiro era neutro. ClĂ­nico. Artificial. Tudo organizado. Tudo alinhado. Como se ninguĂ©m vivesse ali. Mas alguĂ©m vivia. Ou jĂĄ viveu. Ou estava sendo mant

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 era o que ela esperava. AtrĂĄs dela, Kauan terminava de revisar um notebook cheio de arquivos criptografados. Aline dormia no sofĂĄ. Exausta. A Mamba estava na cozinha improvisada, desmontando um rĂĄdio de comunicação para alterar frequĂȘncia. SilĂȘncio era a Ășnica coisa que os quatro tinham em comum naquele momento. AtĂ© Kauan falar: — Ele matou o Rafael. Melina nĂŁo virou. — Sim. — VocĂȘ esperava isso? Ela demorou alguns segundos antes de responder. — Eu esperava que ele escolhesse controle. Kauan cruzou os braços. — E isso significa matar alguĂ©m que esteve c

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