FAZER LOGINRené mostra a ela quem está conhecendo pelo aplicativo; ela mostra a foto e, realmente, o rapaz é bonito, da mesma idade, e há um problema: ele é de renda baixa e está empolgado demais com ela. Josephine percebe o perigo, mas não se envolve, pois a sua filha quer lidar com tudo sozinha, e ela deixa, afinal, é uma adulta há mais de cem anos. Elas saem para o trabalho e, logo em seguida, a vampira recebe uma mensagem que não gosta nada; tem a ver com a sua empresa, e não mexer no dinheiro dela é muito importante, pois isso a deixa furiosa. Elas correm para lá, mas, quando Josephine chega, ela tem uma surpresa que não gosta nada. Pensava ser um problema financeiro, mas é um problema de amor que ela quer cortar pela raiz e não consegue!
— O que quer aqui, Léon?
Josephine entra em sua sala e vê Léon ali parado, segurando um ramalhete de rosas. Ela esperava que sua secretária a tivesse chamado com urgência para algo realmente importante, não aquilo. Ela olha para a menina com uma vontade enorme de exterminá-la. A menina se borra de medo da vampira, que a observa com olhos de fogo, olhar sanguinário.
— O que faz aqui, Léon? Te disse que não sairíamos e, se fosse o caso, entraria em contato!
O vampiro apaixonado está olhando para ela com olhos doces e um ar de romantismo que a deixa incomodada. Ela olha para sua filha, que ri disfarçadamente e solta uma gracinha:
— Mãe, vou para a minha sala. Deixarei a senhora à vontade com o meu novo papai?
Josephine não gosta da piadinha e vê a sua filha sair fazendo caretas e gestos, como se dissesse: "Está ferrada", e não gosta nada, mas entra na sala e coloca os papéis sobre a mesa para trabalhar, não dando muita atenção ao vampiro que a corteja ali.
— Josephine, eu tenho um evento para ir e gostaria que fosse minha acompanhante. Será no sábado e...
Ela o corta sem cerimônias, diz que não poderá ir, pois tem uma viagem de negócios importante e deverá sair da cidade, mas que, se tiver tempo, o chama para conversarem. Ele fica com cara de paisagem, mas, de uma maneira triste, os olhos que antes eram calorosos agora estão frios e patéticos.
— Olha, Léon, sinto muito, mas não tenho tempo para isso. Tenho muitos compromissos e não posso e não quero relacionamentos. Tenho um contrato em potencial com a Paly With Me; participo desses encontros mais para ter publicidade mesmo, entende isso?
Ele fica cabisbaixo, mas faz ela prometer que, quando voltar, falará com ele. Ela não lhe dá muita atenção e apenas concorda com a cabeça. Ele deixa sobre a mesa dela o ramalhete e sai feliz de lá. Ela olha sem entender e continua o que fazia antes: arrumar seu escritório.
— Sara!
Ela chama sua secretária, que vem prontamente. Ela adverte:
— Se este senhor vier aqui novamente, não me ligue, não o deixe entrar e, se preciso for, chame a segurança! Não quero mais este tipo de aparições em meu escritório, entendeu?
Sara diz que sim e se desculpa. Ela diz que não conseguiu impedi-lo, que ele a ameaçou de cortar a cabeça! Josephine pede então que ela ligue para a segurança e peça a proibição da entrada dele no prédio. A garota confirma e sai da sala dela. Ela grita novamente; Sara volta.
— Por favor, tire isso daqui e distribua para as secretárias, ok? Não as jogue fora, são bonitas!
Sara faz o que ela pede e a deixa sozinha, trancando a porta. A vampira senta para trabalhar, mas se pega pensando em Ana, seu sorriso, seu cheiro delicioso, sua voz doce. Quer saber se ela gostou do presente. Ela pensa em ligar, decide fazê-lo de seu celular em privado, para que não lhe cause problemas futuros. Ela liga, no segundo toque, Ana atende.
— Alô, deseja falar com quem?
Josephine sorri alegremente, sua face rosada e os olhos ficam pequenos pela extensão do seu sorriso de alegria ao ouvir a voz de Ana.
— Com a humana mais linda que tive o prazer de conhecer!
Do outro lado, Ana sorri de volta. Ela não percebe que se encanta com as palavras de Josephine, que o seu rosto está corando, um sorriso involuntário, e ela morde o lábio inferior.
— Por que liga privado? Não queria que soubesse que era você?
Josephine se surpreende com a pergunta; ela esperava que Ana ficasse evasiva a ela, mas se surpreende por saber que ela esperava que a vampira ligasse.
— Bom, não quero te causar problemas, então prefiro que apenas nós saibamos dessa ligação. Então, como foi a sua noite? Gostou do presente que te dei?
Ana gosta da cautela dela e da preocupação com a sua privacidade; pode ter medo de ser demitida ou alvo de algo.
— Eu passei a melhor noite da minha vida, amei o presente. Como foi a sua noite?
Josephine sorri e pensa em respondê-la mais romanticamente, mas não quer ser invasiva e abusar da sorte.
— Passei bem, preocupada se gostaria do presente; também queria ouvir sua voz.
Ana também queria, sim, ela está surpresa com isso, não queria pensar, mas pode ser uma boa experiência, conhecer e depois ver como fica, pode ser até o início de uma boa amizade.
— Amei o bilhete que mandou, Josephine. Me desculpa pelo encontro anterior; você foi um amor e eu fui detestável com você. Quero pagar-lhe de alguma forma, tentar fazer melhor!
Josephine diz a ela que não se preocupe, pois aquilo passou e ela não pensa mais nisso, apenas quer que seja sincera e, se não passar dos encontros, quer que sejam pelo menos amigas. Ana concorda, Josephine questiona.
— Então, nosso encontro é amanhã e espero que não falte! Marlos te buscará por volta das oito horas da noite e nos encontraremos na cobertura Burke. Lá há uma área VIP, não corremos riscos, combinado?
Ana confirma que sim e que estará lá, sorrindo. Elas trocam mais palavras e a vampira se despede, mas, antes, Ana lhe faz uma última pergunta.
— Josephine, o que pensa que acontecerá entre nós? O que sente por mim?
Ela reluta em dizer, não quer se adiantar e se machucar, apenas diz que amanhã conversarão mais e que, se tudo der certo, ela esclarecerá as dúvidas dela. Ana pensa no que acaba de acontecer, seu coração dispara, seu rosto queima, ruboriza, pensa em como sorri, involuntariamente, olhando para o celular em sua mão, ela se lembra das palavras no bilhete e se pergunta se uma vampira tão poderosa estaria apaixonada por ela, assim tão fácil, tão rápido, lembra da eletricidade que sentiu com o quase beijo entre elas, seu coração dispara, Jake entra na sala dela e a vê ali, sorrindo, ele entra sem permissão em sua sala, olhando como sorri, desconfia que está apaixonada.
"Eu disse que nos veríamos!"— Mãe, essas foram as palavras que guardei por séculos. Pensei que teria de morrer para te ver novamente! Ai, que saudade!René corre para abraçar Ana, mas, para ela, aquelas palavras têm um significado maior que a sua própria vida, pois foram as últimas palavras que ouviu de sua mãe antes dela falecer. Marcelle não entende, apenas observa de queixo caído a situação. Então, Josephine se aproxima dela e de Mina. Ela segura a pequena e fala baixinho para Marcelle que devem conversar em outra parte, pois René tem um encontro com a sua mãe neste exato momento.— Vem, Marcelle, vamos deixá-las a sós para conversarem.Marcelle a segue sem perguntar, porém, seu pensamento está em René, pois ela teme que sua esposa se magoe.— Mãe, como isso aconteceu? Como voltou agora e por que desse jeito?René escuta tudo o que ela fala; nem ela mesma sabe explicar, mas a curta explicação chega como uma bala.— René, sei que lhe parece estranho, mas lembro-me de tudo o que acon
— Não foi como eu imaginei, pensei que a encontraria viva, plena, mas ela não está. O que há com ela?Pergunta Josephine com dúvidas e lágrimas nos olhos, vendo sua amada esposa em sua cama, porém, ela está diferente: sua pele arroxeada e lábios cinzas, a pele pálida com manchas. Ela não sabe o que pode ser, mas olha para suas filhas e elas tampouco entendem o que aconteceu; apenas olham para ela e Marcelle lhe fala.— Mãe, acho que o seu sangue a trouxe de volta, mas não totalmente. Ela apenas entrou e perguntou pela senhora, mas caiu no piso.— Ela desmaiou e não despertou mais. Penso que há algo que possa fazer, não sei. Mordê-la seria uma opção!René grita com ela, discordando. Ela fala que o fato de Ana ter acordado já é um milagre, estar no túmulo com o qual sua mãe se tornou uma vampira também, então devem esperar, já que ela está viva! Josephine se aproxima de Ana vagarosamente, enquanto as duas discutem a vida de Ana. Ela senta na ponta da cama e, olhando ansiosa para ela, seg
— Eu sabia que era ela desde o início, sempre estive ali, por perto, de olho nela, em seu crescimento. Sua vida humana dessa vez foi diferente, pois ela agora tinha mais poder.— Antes ela era presa, como eu, vivia um dogma social que colocava qualquer decisão como perigosa! Nosso encontro foi desconcertante, mas pude provar para ela, pela primeira vez, que ela poderia amar além dos preconceitos, que poderíamos viver além dos tempos.— Assim como o Drácula, eu também a esperaria, por todas as vidas possíveis! Ana...O tempo é longo, a morte pareceu eterna; para Josephine, ainda é. Ela observa o nascer do sol, quando o seu corpo começa a formigar, como se uma corrente elétrica passasse por ele. Josephine pode sentir uma mudança no tempo; é como se ele parasse somente para ela, como se não houvesse mais nada em todo o planeta, além dela e dessa energia que ela não sabe de onde vem, mas escuta uma voz familiar sussurrando seu nome e seu coração dispara!René e Marcelle ainda festejam com
A morte é algo que não se prevê, apenas acontece, apenas se passa, se sente. É um frio, é um escuro sem fim, mas é algo poderoso, mais poderoso que a vida, pois você pode ver o filme da sua vida passar diante dos seus olhos e lhe dá tempo suficiente para analisar cada detalhe. É como se o tempo parasse, e, à medida que o sonho vai avançando, você não sente o tempo passar, mas vê a luz e a escuridão, sempre lá, sempre estão lá.O frio da morte é como um eterno inverno, como se uma ventania gelada passasse pela pele, rasgando. E este é o sentimento de solidão, de calmaria, até que você ouve vozes. Elas te chamam, elas te procuram, elas te buscam, e você vê rostos de pessoas que você conheceu ao longo da vida, pessoas que você amou, de quem teve raiva, com quem brigou, a quem deixou, mas, principalmente, os rostos daqueles que te deixaram e também, rostos mais importantes, das pessoas que te amaram. A melhor parte de ver estes rostos é que você pode falar para eles, mesmo que não te vejam
Chegou o dia do casamento. Casey e Francis se arrumam na mansão de Josephine. Toda a cerimônia será na mansão, mas as noivas estão em um dia de spa; elas fazem relaxamento e tratamento de pele com as madrinhas. Josephine, porém, ficou em casa com Mina e organizou a festa e os demais detalhes. Ela será a cerimonialista, pois, na qualidade de rainha, como ainda tem o título, e a pedido de Casey e Francis, ela realizará a cerimônia e os casará. Ela está em polvorosa e organiza para eles a festa e tudo o que implica o casamento. Foi um presente, assim como o apartamento que era de Ana para Suzi e Casey. Assim, eles não precisarão procurar casa.Os noivos estão felizes e conversam no quarto de hóspedes. Eles falam de seus desejos, sobre sua vida, que querem cumprir para suas esposas. Casey pede para Francis ser sempre gentil e leal com Clara, pois ela sempre foi uma menina de sonhos e disse sempre querer um esposo que a cuidasse, mas que também a deixasse livre para curtir a sua juventude c
Casey terminou seu horário no trabalho e voltou para casa. Chegando cedo, ele encontrou Suzi sozinha, mas ele a observou no terraço, lendo e olhando para o telefone.— Olha o que eu trouxe para nós, meu amor!Suzi olha em direção ao som da voz dele, vindo da porta de vidro da sala para o terraço, e Casey está ali parado, segurando o jantar. Ela sorri e ele balança a sacola de papel imensa com comida japonesa. Há também uma garrafa de vinho tinto. Ela sorri de volta e levanta, vagarosa devido à cirurgia. Ela se aproxima da porta e estende a mão. Ele entrega a garrafa de vinho e a chama para a mesa, onde ela senta e ele coloca dois pratos e talheres. Ela sente que é sortuda por ter um namorado como ele, sente as lágrimas descerem pelos olhos e os lábios se espremerem pelo choro que ela tenta conter.— Amor, por que chora?Suzi olha para ele sorridente; ela diz que a emoção de ter um namorado tão bom é devastadora. Ele sorri para ela, que continua a falar.— Eu sinto como se o meu coração







