MasukA ligação da Fundação Kang chegou numa terça-feira de manhã.Da-on estava conferindo uma entrega de leite quando o telefone tocou.— Café Dajeong, bom dia.— Senhorita Kim? Aqui é a diretora Han, da Fundação Kang.— Bom dia.— Gostaríamos de solicitar um serviço para uma reunião da Kang Group na próxima semana.Da-on pegou um bloco.— Quantas pessoas?— Vinte e quatro.— Horário?— Oito da manhã.— Local?— Torre Kang, décimo nono andar.— Precisam de atendimento no local?— Apenas entrega e montagem da mesa de café.— Quantos itens?A diretora começou a responder.Da-on anotou tudo, fez perguntas sobre equipamentos, restrições alimentares e horário de desmontagem. Ao final, enviou uma proposta formal.A resposta chegou no mesmo dia.Aprovada.Keaton soube do contrato por uma mensagem de Da-on.Vou trabalhar na Torre Kang na terça-feira.Ele respondeu quase imediatamente.Eu posso cancelar a reunião da manhã.Não.Posso mudar a sala.Também não.Posso pedir que ninguém incomode você.
No domingo seguinte, Keaton chegou ao Café Dajeong às nove da manhã.Dessa vez, não mandou mensagem avisando que estava a caminho.Também não enviou uma lista, um roteiro ou uma pergunta sobre o trânsito.Apenas entrou pela porta e colocou sobre o balcão uma pequena sacola de papel.Da-on olhou para a sacola.— Você trouxe um presente?— Não.— Com essa resposta, provavelmente trouxe.— É apenas uma coisa.— As coisas que você chama de “apenas uma coisa” costumam vir em caixas com certificados.Keaton abriu a sacola.Dentro havia dois sanduíches embalados e uma garrafa de suco.Da-on examinou os pacotes.— Você comprou café da manhã.— Sim.— Para nós dois?— Sim.— Você perguntou se eu queria?— Não.— Então é um presente.Keaton pareceu considerar.— É um café da manhã não solicitado.— Isso é ainda pior.Ele colocou os sanduíches sobre o balcão.— Escolhi o mesmo lugar da semana passada.— Por quê?— Você disse que as batatas estavam boas.— Eu disse que a batata era uma batata.—
No domingo seguinte, Keaton chegou à casa de Da-on às dez da manhã.Não carregava pasta, flores, cesta, presentes ou qualquer documento.Trazia apenas o celular e uma expressão cautelosa.Da-on abriu a porta.— Você está sozinho?— Estou.— Sem motorista?— O carro ficou na esquina.— Por quê?— Você disse que queria um dia comum.— Um carro preto estacionado diante da sua casa não é exatamente discreto.— Eu poderia ter vindo de transporte público.— Poderia.— Mas não sabia qual linha pegar.— Você ainda tem muito a aprender.Keaton assentiu.— Estou pronto.— Não diga isso.— Por quê?— Sempre que você diz que está pronto, alguém acaba recebendo uma planilha.Ele retirou o celular do bolso.— Não tenho nenhuma planilha.— Mostre.Keaton entregou o aparelho.A tela estava vazia, exceto por uma mensagem de Hyun-woo:O senhor realmente pretende passar o dia sem agenda?Da-on leu.— Seu assistente está preocupado.— Ele acha que sem agenda o mundo pode acabar.— Talvez ele esteja certo
Na quinta-feira, Keaton fez uma reserva.Da-on descobriu porque recebeu uma mensagem dele às seis da manhã.Domingo, dez horas. Não marque nada.Ela respondeu:Isso é um convite ou uma convocação?Um convite.Para quê?Um dia inteiro com você.Da-on leu a mensagem duas vezes.O dia inteiro?Sim.Você planejou?Planejei.Isso é preocupante.Por quê?Porque você planeja até a quantidade de grãos de um café.Keaton demorou alguns segundos.Prometo não levar tabelas.Você prometeu isso antes.Desta vez é verdade.Da-on sorriu.Está bem. Domingo, dez horas.Na sexta-feira, ele apareceu no Café Dajeong com uma pasta preta.Da-on olhou para a pasta.— Você disse que não levaria tabelas.— Não trouxe tabelas.— O que tem aí?— Informações da reserva.— Você reservou um restaurante?— Não.— Um hotel?— Não.— Um barco?— Não.Keaton abriu a pasta e entregou-lhe uma folha.Era um roteiro para o domingo.Havia horário para café da manhã, caminhada, almoço, visita a uma pequena exposição e janta
Na sexta-feira, Da-on recebeu uma ligação de uma empresa que nunca havia ouvido mencionar.O homem do outro lado apresentou-se como diretor de desenvolvimento da Hanseong Hospitality, um grupo conhecido por administrar hotéis, restaurantes e cafeterias em várias cidades.— Gostaríamos de conversar sobre uma possível parceria com o Café Dajeong — disse ele.Da-on estava atrás do balcão, conferindo os estoques de leite.— Que tipo de parceria?— Expansão da marca.Ela parou de escrever.— O Café Dajeong não possui uma marca disponível para expansão.— Talvez ainda não.— Isso significa que o senhor já decidiu alguma coisa antes de falar comigo?— Significa que vemos um grande potencial no negócio.— O café funciona há pouco tempo.— Justamente. O crescimento orgânico é um indicador muito interessante.Da-on olhou para Min-ji, que organizava os copos.— Como encontrou meu contato?— A matéria recente sobre a senhora e o presidente Kang mencionou o estabelecimento.Da-on fechou a caneta.
A mãe de Keaton apareceu no Café Dajeong numa quarta-feira à tarde.Sozinha.Sem motorista visível, sem assistente, sem uma pasta de documentos e sem a expressão de quem havia marcado uma reunião com o conselho administrativo.Da-on estava atrás do balcão quando a mulher entrou.Ela usava um casaco bege, óculos escuros e um lenço amarrado no pescoço. Não era um disfarce particularmente eficiente.Min-ji reconheceu-a imediatamente.Da-on também.As duas trocaram um olhar.— Boa tarde — disse a mulher.— Boa tarde — respondeu Da-on.A mãe de Keaton aproximou-se do balcão e estudou o cardápio.— Este é o Café Dajeong?— É.— Ouvi dizer que é um lugar popular.— Depende do horário.— A matéria da revista trouxe muitos clientes?— Trouxe alguns.— E isso é bom?— Ainda estamos descobrindo.A mulher abaixou os óculos.— Você sabe quem eu sou?— Sei.— Meu filho contou?— Não. A senhora tem o mesmo olhar dele quando não gosta de uma resposta.Min-ji tossiu para esconder o riso.A mãe de Keat