Kitty-ssi, Seu Café Está Pronto!

Kitty-ssi, Seu Café Está Pronto!

last updateDernière mise à jour : 2026-10-24
Par:  Yekaterina OrmanMis à jour à l'instant
Langue: Portuguese
goodnovel16goodnovel
Notes insuffisantes
42Chapitres
41Vues
Lire
Bibliothèque

Partager:  

Report
Overview
Catalog
Scanner le code pour lire sur l'application

Han Da-on é dona do Café Dajeong, mas prefere que os clientes a conheçam apenas como a barista que prepara o melhor café de Haedam. Sua rotina muda quando Kang Keaton, um bilionário e CEO conhecido por sua expressão assustadora, aparece para um encontro às cegas. Por causa de um mal-entendido, Keaton acredita que Da-on é sua acompanhante. Ela acredita que ele é apenas um cliente excêntrico, viciado em café e incapaz de conversar normalmente. Depois de ser chamado de “Kitty”, Keaton se apaixona perdidamente e começa a persegui-la com a delicadeza desajeitada de um gato enorme que não sabe pedir carinho. O problema é que Da-on não se deixa impressionar por dinheiro, presentes ou contratos milionários. Quando Keaton finalmente descobre que ela é a proprietária do café, percebe que seu maior erro não foi confundir o encontro às cegas — foi achar que poderia conquistar Da-on como administra uma empresa.

Voir plus

Chapitre 1

Capítulo 1 — O encontro da mesa sete

A primeira coisa que Kim Da-on descobriu naquela manhã foi que um encontro às cegas não ficava mais interessante só porque acontecia dentro de um café.

A segunda foi que homens desconhecidos ficavam ainda mais suspeitos quando chegavam cinco minutos antes do horário marcado, vestindo um terno escuro que provavelmente custava mais do que todas as mesas do Café Dajeong juntas.

Da-on observou o homem através do reflexo do vidro enquanto limpava a mesma xícara pela terceira vez.

Ele estava sentado à mesa sete, próxima à janela. Alto, elegante e completamente imóvel, parecia ter sido colocado ali por uma empresa de publicidade para vender relógios caros. O cabelo claro estava penteado de maneira impecável, embora algumas mechas caíssem sobre a testa. O rosto tinha traços definidos, olhos estreitos e uma expressão tão séria que fazia o croissant no prato parecer culpado de alguma coisa.

Da-on olhou para o relógio.

Oito horas e dois minutos.

O café ainda não estava oficialmente aberto.

— Então ele é o homem do encontro? — perguntou Min-ji, sua funcionária, baixinho.

— Aparentemente.

— Ele parece rico.

— Isso não é uma qualidade.

— Para o seu aluguel, talvez seja.

Da-on lançou um olhar para ela.

Min-ji imediatamente voltou a organizar os guardanapos.

O encontro às cegas, ou sogaeting, havia sido ideia de uma amiga que acreditava que Da-on trabalhava demais e sorria de menos. Na opinião da amiga, ambas as coisas poderiam ser corrigidas com um homem adequado.

Da-on não tinha entendido o que seria um homem adequado. Talvez alguém que soubesse preparar o próprio café. Talvez alguém que não confundisse gentileza com obrigação. Talvez alguém que não perguntasse, durante os primeiros cinco minutos, quanto ela ganhava por mês.

Ela havia aceitado apenas porque a amiga insistira durante três semanas.

Também deixara claro que não sairia do Café Dajeong.

— Se ele gostar de você, pode encontrá-lo depois do expediente — dissera a amiga.

Da-on achara aquela sugestão absurda. Se um homem gostasse dela, teria de aceitar que seu café fazia parte do pacote. O Dajeong não era apenas seu trabalho. Era o pequeno negócio que herdara do pai, o lugar que reformara com as próprias mãos e o único ambiente em Haedam onde conseguia respirar sem sentir que devia alguma coisa a alguém.

Por isso, naquela manhã, ela usava um vestido simples sob o avental terracota do café. Caso o encontro desse errado, poderia simplesmente voltar ao trabalho e fingir que nada acontecera.

O homem da mesa sete levantou-se quando ela se aproximou.

O movimento foi tão preciso que Da-on teve a impressão de estar diante de alguém prestes a iniciar uma reunião de acionistas.

Ele fez uma pequena reverência.

— Kim Da-on-ssi?

— Sim.

— Kang Keaton.

Ele estendeu a mão.

Da-on olhou para a mão dele, depois para a leiteira que segurava na sua.

— Desculpe. Estou trabalhando.

Keaton recolheu a mão sem demonstrar constrangimento.

— Entendo.

A voz dele era baixa e firme. Não havia nada de particularmente desagradável nela, mas também não havia calor. Soava como uma porta de elevador anunciando o décimo segundo andar.

— O senhor gostaria de pedir alguma coisa?

Keaton piscou.

— Alguma coisa?

— Café, chá, sobremesa. É para isso que as pessoas vêm a um café.

Ele olhou para a mesa, onde já havia uma pequena placa reservando o lugar.

— Fui informado de que deveria encontrá-la aqui.

— Está me encontrando.

— Você trabalha aqui?

Da-on inclinou a cabeça.

— Sim.

— Como barista?

— Também.

— Também?

A pergunta saiu tão rapidamente que ela estreitou os olhos.

— Há algum problema?

— Nenhum.

Keaton examinou o balcão, as prateleiras e as máquinas de café. Seu olhar era metódico, como se calculasse o valor de cada objeto.

Da-on teve certeza de que ele era algum tipo de inspetor.

Ou pior: um homem que pretendia abrir um café concorrente na mesma rua.

— Um americano — disse ele.

— Quente ou gelado?

— Quente.

— Açúcar?

— Não.

— Então um americano quente sem açúcar.

— Eu não disse que não gosto de açúcar.

— O senhor disse que não queria açúcar.

Keaton ficou em silêncio por um instante.

— É verdade.

Da-on anotou o pedido e se afastou.

Atrás do balcão, Min-ji se inclinou em sua direção.

— Ele está nervoso.

— Ele parece estar planejando comprar o prédio.

— Talvez seja o jeito dele de flertar.

— Se for, espero que venha com manual de instruções.

Da-on preparou o café e levou a xícara até a mesa sete. Keaton agradeceu com um aceno quase imperceptível. Ela esperou que ele dissesse alguma coisa sobre o encontro, mas o homem apenas bebeu o americano e olhou para o relógio.

— O senhor está com pressa?

— Não.

— Está olhando para o relógio.

— Tenho um compromisso depois.

— Então está com pressa.

— Não necessariamente.

Da-on puxou a cadeira em frente a ele e sentou-se por alguns segundos. Não porque estivesse interessada, mas porque sua perna começava a doer.

Keaton endireitou a postura.

— Você se senta aqui com todos os clientes?

— Só com aqueles que chegam antes da abertura e ocupam a mesa reservada para o meu encontro.

Pela primeira vez, algo mudou no rosto dele.

Não muito. Apenas um leve movimento nas sobrancelhas.

— Esta mesa foi reservada para o seu encontro?

— Foi.

— Eu também fui instruído a esperar alguém nesta mesa.

Da-on encarou o homem.

— Então nós dois estamos esperando a mesma pessoa?

— Parece que sim.

O silêncio que veio depois foi tão completo que o ruído da máquina de moagem, no fundo do café, pareceu um trovão.

Da-on olhou para o avental. Depois para o próprio vestido. Em seguida, voltou a olhar para Keaton.

— Espere. O senhor achou que eu era apenas a barista?

— Você disse que trabalhava aqui.

— Eu também disse que meu nome era Da-on.

— Muitos funcionários têm nomes.

Ela apertou os lábios.

— E o senhor achou que eu era o quê?

Keaton pareceu considerar a pergunta com seriedade.

— A pessoa que eu deveria encontrar.

Da-on apoiou o queixo na mão.

— Mas não tinha certeza?

— Você estava trabalhando.

— Porque este é o meu café.

Keaton olhou para ela.

Da-on percebeu o exato momento em que ele processou a frase, embora o rosto permanecesse quase impassível.

— Seu café?

— Meu.

— Você é a proprietária?

— Sou.

— E também barista?

— Também.

— E marcou um encontro às cegas no próprio estabelecimento?

— O senhor está fazendo muitas perguntas.

Keaton fechou a boca.

Da-on sentiu vontade de rir, mas conteve-se. O homem parecia sinceramente incapaz de decidir qual resposta seria adequada.

— O que exatamente o senhor esperava? — perguntou ela.

— Uma mulher chamada Kim Da-on.

— Essa sou eu.

— Uma pessoa que trabalhasse com café.

— Também sou eu.

— Alguém independente.

Da-on apontou para o balcão.

— O café é meu.

Keaton baixou os olhos por um instante. Talvez estivesse decepcionado. Talvez apenas estivesse tentando organizar as informações em alguma planilha mental.

— Então não houve engano — concluiu.

— Houve um pequeno engano.

— Qual?

— O senhor veio para um encontro. Eu vim trabalhar.

— Mas você aceitou o encontro.

— Aceitei. Não aceitei fechar o café por sua causa.

Keaton segurou a xícara com as duas mãos.

— Eu não pedi que fechasse.

— Ainda.

Mais uma vez, ele ficou em silêncio.

Da-on começou a pensar que aquele homem talvez fosse incapaz de conversar. Era bonito, sim. Extremamente bonito, na verdade. Mas possuía a espontaneidade de uma parede recém-pintada.

— O que o senhor faz, Kang-ssi?

— Trabalho em uma empresa.

— Qual empresa?

— Kang Group.

Da-on aguardou.

Keaton aguardou também.

— E isso deveria significar alguma coisa para mim?

— É uma empresa conhecida.

— Há muitas empresas conhecidas.

— A Kang Group é uma das maiores de Haedam.

— Parabéns para a Kang Group.

Ele franziu levemente a testa.

— Você não sabe quem eu sou?

— Deveria saber?

Keaton pareceu genuinamente desconcertado.

Da-on quase sentiu pena.

Quase.

— Não se preocupe — acrescentou ela. — Eu também não sou famosa.

— Eu não estava preocupado.

— Está olhando para o relógio outra vez.

Keaton imediatamente abaixou o pulso.

Da-on levantou-se quando ouviu a porta se abrir. Dois clientes entraram, cumprimentando-a com uma reverência educada.

— Bom dia, Da-on-ssi.

— Bom dia. Podem escolher qualquer mesa.

Ela voltou ao balcão, deixando Keaton sozinho.

Durante os vinte minutos seguintes, ele observou o funcionamento do café. Viu Da-on receber pedidos, corrigir a regulagem do moedor, sorrir para uma criança e repreender Min-ji por deixar uma colher fora do lugar.

Era difícil compreender como alguém podia parecer tão tranquila enquanto fazia tantas coisas ao mesmo tempo.

Quando o café ficou cheio, Keaton se levantou.

Da-on aproximou-se com a máquina de pagamento.

— Vai embora?

— Tenho uma reunião.

— Entendo.

— O encontro também terminou?

Ela olhou para ele.

— O senhor considera que isso foi um encontro?

Keaton permaneceu em silêncio por tempo demais.

Da-on suspirou.

— Kang-ssi, nós conversamos por vinte minutos. O senhor me fez perguntas como se estivesse avaliando uma candidata a emprego, eu preparei seu café e depois voltei ao trabalho.

— O café estava bom.

— Obrigada.

— Muito bom.

— Fico feliz.

— Eu gostaria de voltar.

Da-on ergueu as sobrancelhas.

— Para outro encontro?

— Para o café.

Ela passou o cartão para ele.

— Então pode voltar como cliente. É mais simples.

Keaton pegou o cartão e observou o recibo. O nome impresso nele dizia apenas Kang Keaton. Para Da-on, aquilo não significava nada além de um nome incomum e uma assinatura bonita.

Ele fez uma reverência curta.

— Kim Da-on-ssi.

— Sim?

— Amanhã o café abre às oito?

— Abre.

— Estarei aqui.

— Não precisa anunciar.

— Eu não estava anunciando.

— Pareceu.

Keaton saiu antes que ela pudesse dizer mais alguma coisa.

Do outro lado da rua, ele parou diante da fachada do Café Dajeong e olhou para a xícara vazia em sua mão.

O encontro às cegas havia sido inconveniente, improdutivo e completamente diferente do que sua avó prometera.

Ainda assim, o café era excelente.

E Kim Da-on não o reconhecera.

Pela primeira vez em muito tempo, Kang Keaton sentiu curiosidade por alguma coisa que não podia ser resolvida com dinheiro, influência ou uma pesquisa rápida na internet.

Dentro do café, Da-on colocou a placa de “aberto” na porta.

— Espero não vê-lo amanhã — murmurou.

Na manhã seguinte, às sete e cinquenta e oito, Kang Keaton entrou no Café Dajeong.

Da-on ainda não sabia, mas acabara de ganhar seu cliente mais fiel.

Déplier
Chapitre suivant
Télécharger

Dernier chapitre

Plus de chapitres

Vous vous intéresseriez aussi à

Aux lecteurs

Bem-vindo ao Goodnovel mundo de ficção. Se você gosta desta novela, ou você é um idealista que espera explorar um mundo perfeito, e também quer se tornar um autor de novela original online para aumentar a renda, você pode se juntar à nossa família para ler ou criar vários tipos de livros, como romance, leitura épica, novela de lobisomem, novela de fantasia, história e assim por diante. Se você é um leitor, novelas de alta qualidade podem ser selecionados aqui. Se você é um autor, pode obter mais inspiração de outras pessoas para criar obras mais brilhantes, além disso, suas obras em nossa plataforma chamarão mais atenção e conquistarão mais admiração dos leitores.


Pas de commentaire
42
Découvrez et lisez de bons romans gratuitement
Accédez gratuitement à un grand nombre de bons romans sur GoodNovel. Téléchargez les livres que vous aimez et lisez où et quand vous voulez.
Lisez des livres gratuitement sur l'APP
Scanner le code pour lire sur l'application
DMCA.com Protection Status