INICIAR SESIÓNLucie, porém decidiu que não devia deixar ele pensar o que quisesse dela, por isso ergueu o olhar de forma desafiadora, com coragem e fúria queimando no peito. Encarou Leon diretamente e disparou:
— Está louco? Ou por acaso é bipolar? Se estou usando essa coisa ridícula, foi porque você me obrigou! Ou já esqueceu o seu “maravilhoso” bilhete? Leon franziu a testa, confuso. — Eu lhe enviei isso? — Sim! E posso provar! Ela pegou o bilhete com Kassiani e o entregou. Enquanto Leon lia, sua expressão escureceu. Olhou para a entrada do cassino com puro ódio, murmurando entre dentes: — Maldito... Como ele ousa? Sempre querendo se divertir às minhas custas. — Do que você está falando? — perguntou Lucie, intrigada. — Esqueça. Você não vai se casar com esse trapo. De jeito nenhum. Lucie ergueu o queixo, provocativa: — Então como pretende que eu case? Nua? E quer saber? Agora eu até estou gostando desse vestido. Caiu muito bem em mim. O ar entre eles ficou pesado. O olhar de Leon recaiu sobre ela com fúria selvagem, mas também com algo mais profundo — desejo bruto. Lucie deu dois passos para trás, assustada, mas ele a segurou pelo cotovelo e a puxou para perto. Seus corpos quase se tocaram. O perfume natural dela, doce e sutil, invadiu o espaço dele novamente. Leon respirou fundo, involuntariamente, sentindo um calor perigoso subir pela espinha. Aquela essência o desestabilizava de um jeito que ele não conseguia controlar. — Não me provoque, Lucie — rosnou baixo, voz rouca e ameaçadora. — Eu não gosto de ser desafiado. Se não quiser sentir o peso das consequências, obedeça. Suba agora para o quarto 420 e me espere lá. — Você é um maldito lunático, Leon Durand! Primeiro me obriga a usar isso, agora se arrepende? — Não me conteste. Apenas obedeça! — disse ele entre dentes, apertando o braço dela. — Largue meu braço! Está me machucando! — Lucie puxou-se com força, olhos flamejantes. Foi então que Leon congelou. Seu olhar se fixou no rosto dela, perplexo. — Seus olhos... O que houve com eles? Estão diferentes. Lucie piscou, confusa. — Como assim? Eu não... — Leon querido, o que aconteceu? Dona Laurent e Kassiani se aproximaram, sentindo a tensão palpável. Kassiani puxou Lucie protetoramente para si. Leon disfarçou rapidamente: — Não está acontecendo nada, mãe. Estávamos apenas combinando detalhes. Poderia levar Lucie e Kassiani até o quarto 420 e fazer companhia a elas? Enquanto subiam, Lucie ainda sentia o calor do toque dele no braço. O olhar de Leon a perseguia — intenso, possessivo, carregado de desejo reprimido. Ele parecia lutar contra algo que a ela despertava nele. No quarto, o novo vestido chegou: elegante, rendado e discreto. Lucie se trocou, aliviada por finalmente se sentir coberta. Quinze minutos depois, Maxime Durand entrou. O pai de Leon a avaliou como mercadoria, um sorriso frio nos lábios. — Você está linda, querida. Agora entendo por que Leon está tão nervoso lá embaixo. Eu também ficaria... com medo de que uma noiva tão linda fugisse. A ameaça velada era cristalina. Lucie sustentou o olhar, sorrindo falsamente e respondeu, virando-se logo em seguida para a saídado quarto: — Não se preocupe, Senhor Durand. Eu cumpro minha palavra, e não vou fugir do seu filho. Enquanto desciam para o salão, o coração de Lucie martelava. Ao entrar, seus olhos encontraram os de Leon no altar. O ar crepitou novamente. Leon a observava com uma intensidade avassaladora. Seu olhar azul deslizou por ela devagar — agora com o vestido discreto —, mas ainda carregado de fome. Ele apertou o maxilar, tentando controlar a reação que o cheiro dela, mesmo à distância, provocava. Havia desejo, raiva e uma fascinação perigosa. Como se algo em Lucie o chamasse de forma primal, irresistível. Lucie caminhou até ele, sentindo cada passo como uma sentença. Leon estendeu a mão, segurando a dela com firmeza. O toque enviou um choque elétrico por ambos. Ele se inclinou levemente, sussurrando apenas para ela: — Você está linda... mas ainda consigo sentir seu cheiro. Isso está me deixando louco. Lucie estremeceu. Não entendia o que havia de diferente nela, mas percebia o efeito que causava nele. Leon apertou sua mão com mais força, como se quisesse marcar posse ali mesmo. A cerimônia começou. Mas os olhos dele não deixavam os dela. Mistura de controle, desejo carnal e algo mais profundo — quase obsessivo. Lucie sentiu que estava se casando não apenas com um homem, mas com um predador que já a queria por inteiro. E, pela primeira vez, ela se perguntou se conseguiria sobreviver àquela noite.O Silêncio seguiu Lucie, que naquele momento prendia o ar.Os dedos apertaram a carta até amassá-la. O mundo girava. — Ela... está viva! — A voz saiu rouca, quebrada. — Minha avó também. Elas... mentiram! Leon tentou tocá-la, mas ela ergueu-se de um salto, o rosto manchado de lágrimas. — Toda a minha vida... Toda a minha dor... foi uma mentira?! O vento rugiu dentro do quarto. Os objetos tremeram. As asas quase irromperam de suas costas novamente. Leon agarrou seus ombros. — Lucie, respira. Lucie balançou a cabeça em negativo apertou a carta entre os dedos, o papel amassando-se ainda mais. Seus olhos, ainda úmidos, incendiaram-se de raiva e confusão. — "Palácio"? "Reino"? "Ninfa"? — Ela soltou uma risada amarga, jogando o colar na cama como se queimasse. — Que história maluca é essa, Leon?Seus passos ecoaram pelo quarto, nervosos, enquanto o vento lá fora começava a uivar, respondendo à sua agitação. — Eu chorei por elas todos os dias. Meu pai quase morreu de desgosto
O sol da manhã acariciou o rosto de Lucie, despertando-a suavemente. Ela e Leon nem imaginavam que seus três guardiões mágicos haviam passado a noite inteira contendo o perigo que os rondava—um perigo que, na verdade, era o próprio poder descontrolado de Lucie, algo que ela ainda não compreendia por completo. Liz, porém, aguardava o momento certo para conversar com os dois. Enquanto isso, sob os lençóis, o corpo nu de Lucie se moveu sem querer contra Leon, provocando um gemido baixo dele. A pressão suave dela sobre sua ereção matinal o deixou à beira do descontrole, mas ele sabia que Lucie não cederia ao amor naquele momento—ainda assustada com o que acontecera na noite anterior. Com um beijo na testa dela, Leon a acordou, murmurando em voz rouca: — Minha fada… Você não faz ideia do que está fazendo comigo, não é? É tão sedutora, tão gostosa, que me enlouquece só de se mexer assim… Lucie corou, desviando o olhar. — Desculpa, Leon… Não foi de propósito. Ele riu, puxando-a m
O que Leon e Lucie não sabiam era que, durante a noite, algo extraordinário havia acontecido... Ainda escondidos nos galhos mais altos da árvore, dois gatos observavam a mansão. Mas esses não eram felinos comuns—seus olhos brilhavam com cores sobrenaturais: um verde intenso, como esmeraldas vivas, e outro âmbar dourado, flamejante como ouro derretido. — Pelos Deuses, você sentiu isso, Lily?! — Josh projetou a voz telepaticamente, suas pupilas dilatadas de espanto. — Só se eu estivesse morta para não sentir, Josh! — respondeu Lily, as patas trêmulas agarradas ao galho. E esse poder... É como se o próprio ar estivesse se curvando a ela! De repente, um vento cortante ergueu-se do nada, torcendo os galhos e arrancando folhas em um redemoinho violento. Lily, ainda em sua forma felina, arregalou os olhos para a janela do quarto do casal, onde luzes roxas e douradas pulsavam atrás dos vidros. — Maldição! Nessa forma, não consigo criar escudos de mana! — Lily gritou, saltando da árvo
Assim que terminou de falar, Lucie caiu novamente nos braços de Leon. Ele a estreitou com cuidado, beijando o topo de sua cabeça. Foi então que ambos ouviram a governanta da mansão de Paris — que Lucie agora sabia chamar-se Lina — bater na porta e perguntar, com voz preocupada:— Senhor Leon, o senhor e sua esposa estão bem? Esse vendaval apareceu do nada e destruiu parte do jardim e algumas janelas da mansão. Ficamos preocupados com vocês!Leon percebeu que Lucie ficou assustada, como se estivesse implorando para que ele não abrisse a porta. Ele fez um gesto para que ela ficasse em silêncio e respondeu:— Não se preocupe, Lina. Estamos bem. Amanhã, ligue para os meus funcionários para organizarem essa bagunça, ok?— Sim, senhor. Farei isso.— Ótimo. Boa noite.— Boa noite, senhor Leon. — A voz de Lina se afastou, seguida por outros passos, provavelmente de algum dos seguranças da propriedade.Assim que os passos desapareceram, Leon cobriu Lucie com o lençol e a levou de volta para a
Porém, ela não parou continuou a se mover sobre ele, Leon sorriu mordendo os lábios, pois imaginou que a sua pequena era simplesmente insaciável, por isso ajudou ela nos movimentos, no entanto notou que Lucie começou a falar algo, que para ele pareciam palavras totalmente incoerentes, uma mistura de gemidos e sussurros que soavam quase como uma invocação. — Selēnē... theá tēs selēnēs... photízō tēn agápē… (Selene… deusa da lua… ilumina nosso amor…) Lucie murmurou, estas palavras ecoando com uma estranha musicalidade. — Giortázō ti zoí... giortázō tin agápē... me ton ándra pou agapó… (Celebra a vida… celebra o amor… com o homem que eu amo…) Leon parou por um instante, surpreso com as palavras que saíam da boca dela. Era grego ele tinha certeza daquilo, enquanto olhava para ela, percebeu seus olhos brilhando com uma luz estranha, quase sobrenatural. A íris de Lucie, antes de um tom suave, agora brilhava, como se refleti
Antes que ela pudesse responder, ele desceu seus beijos e lambidas em direção à sua intimidade, arrancando mais gemidos de prazer dela. O quarto parecia responder novamente; as sombras nas paredes se moviam mais rápido, e o vento lá fora voltou a uivar, como se estivesse em sintonia com ambos novamente. Ao tocar seu ponto mais sensível, ela soltou um gemido rouco, pois ainda estava extremamente sensível. Ele sorriu e sussurrou:— Deliciosa… como sempre imaginei.Ele sugava, lambia e brincava com seu clitóris, arrancando gemidos de prazer de Lucie, que se segurava no lençol. Leon, então, sugeriu:— Posso te ensinar um lugar melhor para segurar, pequena… — Ele pegou suas mãos e as guiou por seu corpo, fazendo-a tocar cada parte dele. Lucie sentiu a rigidez e a força de seus músculos, e ao descer até seu membro, soltou um suspiro ao sentir sua pulsação em suas mãos pequenas.— Oh! É… grande! — ela disse, involuntariamente, surpresa.Leon deu