INICIAR SESIÓNO salão principal estava elegantemente organizado, com cadeiras dispostas e o juiz esperando. Poucas pessoas — cerca de uma dúzia. O ambiente era sofisticado, mas a tensão no ar era sufocante.
Lucie caminhou até o altar ao lado de Leon, sentindo o peso de cada passo. Ele não a olhava nos olhos. Parecia ainda irritado com a discussão anterior. Ela, por sua vez, analisava-o discretamente. Leon era o tipo de homem acostumado a mandar, nunca a pedir. Tudo o que queria, conseguia com um estalar de dedos. Isso a aterrorizava. “Será que sou um castigo imposto pelo pai dele? Minha vida vai ser um inferno pior do que imaginei”, pensou, sentindo um calafrio. Durante os votos, a voz dele era firme, controlada. Quando trocaram as alianças, Lucie se surpreendeu: o anel serviu perfeitamente. Como ele sabia o tamanho exato? Assim como o novo vestido — elegante, rendado, exatamente o estilo que ela gostava. Ele parecia conhecê-la bem demais para alguém que nunca tinham se encontrado antes. — Pode beijar a noiva! — declarou o juiz. Lucie congelou. Era real. Ela estava casada com um desconhecido. Leon segurou seu rosto com firmeza, uma mão em sua cintura. Seus olhos azuis encontraram os dela por um segundo — intensos, famintos. Então ele a puxou e a beijou. Não foi um beijo casto. Foi profundo, possessivo, avassalador. Seus lábios dominaram os dela com urgência, como se estivesse se contendo desde o momento em que a vira. Lucie, que nunca havia beijado ninguém, sentiu o mundo girar. O corpo dele pressionado contra o seu, o calor, o gosto dele... Era errado, perigoso, mas seu corpo traía a mente. Um calor traiçoeiro subiu por sua barriga. Quando ele se afastou devagar, Lucie estava zonza, os lábios entreabertos e os olhos fixos na boca dele. Leon percebeu. Um sorriso lento e diabólico curvou seus lábios. Ele inalou discretamente perto de seu pescoço, captando mais uma vez aquela essência doce e natural dela. Seu maxilar tensionou. Aquela fragrância o afetava de forma visceral, mexendo com algo primal que ele não conseguia ignorar. — Mon Dieu, femme... — murmurou ele, só para ela. — Você destrói um homem com esse olhar. Enquanto posavam para as fotos, Leon a abraçou por trás, o corpo colado ao dela. Sussurrou em seu ouvido, voz rouca e sensual: — Ainda está aborrecida comigo, esposa? Ou já me perdoou? Lucie corou intensamente. Antes que pudesse responder, uma mulher vestida de vermelho invadiu o salão. Linda, curvilínea, dramática. Ela se jogou no pescoço de Leon, chorando: — Leon! Como você pôde? Você é meu! Eu nunca vou aceitar te perder! O clima ficou gelado. Maxime e Dona Laurent demonstraram clara hostilidade. Leon tentou se livrar dela, irritado: — Chega, Charlotte. Acabou. Saia. Mas Charlotte se virou para Lucie com ódio puro: — Você trocou por essa garotinha? Ela nem parece uma mulher! Eu sim, eu sou a mulher que nasceu pra você! A ex-amante avançou, mas Leon a segurou. Charlotte ainda conseguiu dar um beijo atrevido na boca dele antes de ser arrastada para fora pelos seguranças, cuspindo veneno: — Esse casamento não vai durar nem duas noites. Você vai voltar pra mim, Leon. Ela é só um passatempo! O silêncio que se seguiu foi constrangedor. Kassiani, furiosa, não se conteve: — Quanta falta de respeito com a minha menina! Deveria controlar suas ex-amantes antes de humilhar Lucie! Leon, para surpresa de todos, baixou a cabeça ligeiramente. — Desculpe, Kassiani. Isso não vai se repetir. Enquanto os convidados tentavam voltar ao normal, Leon apertou a mão de Lucie com força. Seus olhos encontraram os dela novamente — aquele olhar elétrico, carregado de desejo contido e possessividade. Ele se inclinou, roçando os lábios em sua orelha: — Você é minha esposa agora, Lucie. E eu cuido do que é meu. Ninguém mais vai te humilhar. Nem ela... nem ninguém eu juro! A voz dele era baixa, rouca, prometendo proteção e perigo ao mesmo tempo. Lucie sentiu um arrepio percorrer sua espinha. O beijo ainda queimava em seus lábios. O cheiro dele, o toque, o jeito como ele reagia à presença dela... tudo era intenso demais. Ela não entendia por que seu corpo respondia daquela forma. Nem por que os olhos dele pareciam escurecer sempre que se aproximava dela, como se lutasse contra uma atração irresistível. Enquanto a festa continuava, Lucie percebeu que havia entrado em um jogo muito maior do que imaginava. Leon não era apenas controlador. Ele era obcecado. E algo nela — sua essência, seu olhar — mexia com ele de forma perigosa. O Filho do Demônio agora era seu marido. E a noite estava apenas começando.O Silêncio seguiu Lucie, que naquele momento prendia o ar.Os dedos apertaram a carta até amassá-la. O mundo girava. — Ela... está viva! — A voz saiu rouca, quebrada. — Minha avó também. Elas... mentiram! Leon tentou tocá-la, mas ela ergueu-se de um salto, o rosto manchado de lágrimas. — Toda a minha vida... Toda a minha dor... foi uma mentira?! O vento rugiu dentro do quarto. Os objetos tremeram. As asas quase irromperam de suas costas novamente. Leon agarrou seus ombros. — Lucie, respira. Lucie balançou a cabeça em negativo apertou a carta entre os dedos, o papel amassando-se ainda mais. Seus olhos, ainda úmidos, incendiaram-se de raiva e confusão. — "Palácio"? "Reino"? "Ninfa"? — Ela soltou uma risada amarga, jogando o colar na cama como se queimasse. — Que história maluca é essa, Leon?Seus passos ecoaram pelo quarto, nervosos, enquanto o vento lá fora começava a uivar, respondendo à sua agitação. — Eu chorei por elas todos os dias. Meu pai quase morreu de desgosto
O sol da manhã acariciou o rosto de Lucie, despertando-a suavemente. Ela e Leon nem imaginavam que seus três guardiões mágicos haviam passado a noite inteira contendo o perigo que os rondava—um perigo que, na verdade, era o próprio poder descontrolado de Lucie, algo que ela ainda não compreendia por completo. Liz, porém, aguardava o momento certo para conversar com os dois. Enquanto isso, sob os lençóis, o corpo nu de Lucie se moveu sem querer contra Leon, provocando um gemido baixo dele. A pressão suave dela sobre sua ereção matinal o deixou à beira do descontrole, mas ele sabia que Lucie não cederia ao amor naquele momento—ainda assustada com o que acontecera na noite anterior. Com um beijo na testa dela, Leon a acordou, murmurando em voz rouca: — Minha fada… Você não faz ideia do que está fazendo comigo, não é? É tão sedutora, tão gostosa, que me enlouquece só de se mexer assim… Lucie corou, desviando o olhar. — Desculpa, Leon… Não foi de propósito. Ele riu, puxando-a m
O que Leon e Lucie não sabiam era que, durante a noite, algo extraordinário havia acontecido... Ainda escondidos nos galhos mais altos da árvore, dois gatos observavam a mansão. Mas esses não eram felinos comuns—seus olhos brilhavam com cores sobrenaturais: um verde intenso, como esmeraldas vivas, e outro âmbar dourado, flamejante como ouro derretido. — Pelos Deuses, você sentiu isso, Lily?! — Josh projetou a voz telepaticamente, suas pupilas dilatadas de espanto. — Só se eu estivesse morta para não sentir, Josh! — respondeu Lily, as patas trêmulas agarradas ao galho. E esse poder... É como se o próprio ar estivesse se curvando a ela! De repente, um vento cortante ergueu-se do nada, torcendo os galhos e arrancando folhas em um redemoinho violento. Lily, ainda em sua forma felina, arregalou os olhos para a janela do quarto do casal, onde luzes roxas e douradas pulsavam atrás dos vidros. — Maldição! Nessa forma, não consigo criar escudos de mana! — Lily gritou, saltando da árvo
Assim que terminou de falar, Lucie caiu novamente nos braços de Leon. Ele a estreitou com cuidado, beijando o topo de sua cabeça. Foi então que ambos ouviram a governanta da mansão de Paris — que Lucie agora sabia chamar-se Lina — bater na porta e perguntar, com voz preocupada:— Senhor Leon, o senhor e sua esposa estão bem? Esse vendaval apareceu do nada e destruiu parte do jardim e algumas janelas da mansão. Ficamos preocupados com vocês!Leon percebeu que Lucie ficou assustada, como se estivesse implorando para que ele não abrisse a porta. Ele fez um gesto para que ela ficasse em silêncio e respondeu:— Não se preocupe, Lina. Estamos bem. Amanhã, ligue para os meus funcionários para organizarem essa bagunça, ok?— Sim, senhor. Farei isso.— Ótimo. Boa noite.— Boa noite, senhor Leon. — A voz de Lina se afastou, seguida por outros passos, provavelmente de algum dos seguranças da propriedade.Assim que os passos desapareceram, Leon cobriu Lucie com o lençol e a levou de volta para a
Porém, ela não parou continuou a se mover sobre ele, Leon sorriu mordendo os lábios, pois imaginou que a sua pequena era simplesmente insaciável, por isso ajudou ela nos movimentos, no entanto notou que Lucie começou a falar algo, que para ele pareciam palavras totalmente incoerentes, uma mistura de gemidos e sussurros que soavam quase como uma invocação. — Selēnē... theá tēs selēnēs... photízō tēn agápē… (Selene… deusa da lua… ilumina nosso amor…) Lucie murmurou, estas palavras ecoando com uma estranha musicalidade. — Giortázō ti zoí... giortázō tin agápē... me ton ándra pou agapó… (Celebra a vida… celebra o amor… com o homem que eu amo…) Leon parou por um instante, surpreso com as palavras que saíam da boca dela. Era grego ele tinha certeza daquilo, enquanto olhava para ela, percebeu seus olhos brilhando com uma luz estranha, quase sobrenatural. A íris de Lucie, antes de um tom suave, agora brilhava, como se refleti
Antes que ela pudesse responder, ele desceu seus beijos e lambidas em direção à sua intimidade, arrancando mais gemidos de prazer dela. O quarto parecia responder novamente; as sombras nas paredes se moviam mais rápido, e o vento lá fora voltou a uivar, como se estivesse em sintonia com ambos novamente. Ao tocar seu ponto mais sensível, ela soltou um gemido rouco, pois ainda estava extremamente sensível. Ele sorriu e sussurrou:— Deliciosa… como sempre imaginei.Ele sugava, lambia e brincava com seu clitóris, arrancando gemidos de prazer de Lucie, que se segurava no lençol. Leon, então, sugeriu:— Posso te ensinar um lugar melhor para segurar, pequena… — Ele pegou suas mãos e as guiou por seu corpo, fazendo-a tocar cada parte dele. Lucie sentiu a rigidez e a força de seus músculos, e ao descer até seu membro, soltou um suspiro ao sentir sua pulsação em suas mãos pequenas.— Oh! É… grande! — ela disse, involuntariamente, surpresa.Leon deu