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CAPÍTULO 8 – A NOITE DE NÚPCIAS

last update publish date: 2024-07-11 07:41:32

Dona Laurent se aproximou de Lucie com o rosto ainda pálido, segurando suas mãos com carinho maternal.

— Querida, eu jamais imaginei que aquela mulher fosse aparecer e causar todo esse caos. Provavelmente se aproveitou por ser cliente VIP do cassino e enganou os seguranças. Me desculpe, meu anjo.

Lucie forçou um sorriso fraco e tomou um gole de champanhe, mas por dentro pensava:

"Maldição, por que ela não entrou antes? Teria impedido esse casamento e me poupado desse destino sombrio."

Ao olhar novamente para Leon, percebeu que nada nem ninguém teria barrado aquele casamento. Havia uma determinação férrea no semblante dele, algo que a assustava e, ao mesmo tempo, exercia uma fascinação perigosa. Como se lesse seus pensamentos, Leon se aproximou por trás, envolvendo sua cintura com possessividade e murmurando perto de seu ouvido:

— Ninguém impediria nosso casamento, meu amor. Nem mesmo a louca da Charlotte. Você agora é minha, e ninguém vai tirar você de mim.

Lucie se afastou sutilmente, irritada.

— Já chega dessas insinuações sem graça. Você nem me conhece direito, e eu mal te conheço. Nós dois sabemos que esse casamento é fruto de uma aposta suja entre nossos pais. Pare de bancar o noivinho apaixonado.

Leon abriu aquele sorriso diabólico, lento e devastador, que ela já aprendera a temer e odiar.

— Engano seu, ma fée. Eu sempre te conheci. Desde muito tempo. E, desde sempre, te amei.

Lucie ia questioná-lo quando um casal se aproximou para se despedir, interrompendo o momento.

Cerca de uma hora depois, a despedida de Kassiani foi devastadora. Lucie chorou em seus braços, apertando-a com força, sabendo que aquela era a última barreira de proteção que lhe restava. Com o coração pesado, seguiu Leon até o carro. Durante o trajeto, mil perguntas giravam em sua mente, mas o cansaço emocional venceu. Adormeceu encostada na janela.

Acordou quando o veículo atravessou um enorme portão de ferro batido. O perfume intenso de flores noturnas invadiu o interior do carro. Mesmo no escuro, os jardins eram de tirar o fôlego: gramados perfeitamente aparados, canteiros exuberantes com profusão de cores, e uma grande estufa ao fundo.

— Pelo menos a nossa “casinha” parece ter sua aprovação — comentou Leon com um meio-sorriso.

Não era uma casinha. Era uma mansão imponente, luxuosa e intimidadora.

No hall elegantemente iluminado, foram recebidos por Julia Moreau, a governanta. Vestida de forma clássica e austera, ela tinha um sorriso genuíno.

— Boa noite, Senhor Durand. Tudo preparado conforme o senhor pediu.

— Esta é minha esposa, a nova Senhora Durand — apresentou Leon.

Lucie estendeu a mão.

— Lucie Katsaros. Muito prazer.

— Durand — corrigiu Leon imediatamente, franzindo a testa. — Você agora é Lucie Durand.

Julia interveio com delicadeza, percebendo a tensão:

— É normal no começo, senhor. Grandes mudanças custam a se acostumar.

Julia acompanhou Lucie pela grandiosa escada. Enquanto subia, Lucie sentiu o olhar de Leon queimando em suas costas. Virou-se discretamente e o flagrou descendo os olhos por seu corpo com uma luxúria descarada. Ele mordia o lábio inferior, sem desviar o olhar. Pelo contrário, sustentou o contato e sorriu de forma maliciosa, prometendo tudo o que viria.

"Meu Deus, Leon é tão pervertido..." , pensou ela, corando e acelerando o passo.

Julia notou seu nervosismo e tentou confortá-la:

— A senhora é muito jovem. É normal sentir apreensão. Mas o Senhor Leon parece amá-la de verdade.

Lucie apenas agradeceu, sabendo que Julia não conhecia o verdadeiro Leon.

O quarto era um sonho de luxo: mobília refinada, quadros caros, cortinas pesadas e detalhes sofisticados. Quando Julia abriu o closet, Lucie ficou sem palavras. Roupas de grife, sapatos e bolsas de luxo — tudo do seu tamanho exato.

— Eu não entendo... Essas roupas não são minhas — murmurou.

— A senhora as enviou esta manhã — respondeu Julia, sorrindo.

Nak aquelas roupas não eram dela, foi Leon provavelmente qyem comprou tentando controlar tudo sobre ela, mas Lucie desistiu de explicar. Pediu ajuda para encontrar uma camisola. Julia deixou uma peça rosa, fina e transparente sobre a cama.

Após o banho quente, Lucie vestiu a camisola. O tecido delicado era quase transparente, marcando cada curva de seu corpo. Sentiu-se exposta e vulnerável. Olhou pela janela, lágrimas silenciosas escorrendo.

Por Deus, pai... Em que situação você me meteu?

Fez uma prece silenciosa, respirou fundo e se virou para a cama.

Mas quando se virou para se deitar tomou um susto tremendo...

Leon estava parado junto à porta, observando-a com um olhar profundo e luxurioso. Lucie não fazia ideia de quanto tempo ele permanecia ali, devorando cada centímetro de seu corpo. Quando ela se virou e o viu, deu um salto, assustada.

— O que... que você está fazendo aqui? — perguntou ela, a voz trêmula.

Ele sorriu de forma extremamente sensual, como o próprio demônio encarnado, e inclinou a cabeça.

— Pardon, chérie. Te assustei?

Lucie sacudiu a cabeça, tentando recuperar o fôlego, enquanto aquele maldito sorriso a desarmava.

"Droga, por que Leon tem que ter esse sorriso avassalador?" pensou, irritada consigo mesma. "Ele deve usar isso sempre que quer seduzir uma mulher. Quantas promessas terá feito àquela tal de Charlotte?"

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