FAZER LOGINFicar no empasse entre meus irmãos me deixou cheio de raiva!
Fazer o Natan ver que a Clarice é uma vadia, e ainda tentar por juízo na cabeça do David de que não precisa brigar, isso me tirou do sério!
Tive que ser grosseiro com os dois, só assim mostrando que era isso que essa vadia queria. Destruir a nossa família.
Levei o Natan para casa, nossa mãe ficou preocupada pelo olhar triste, e isso eu tenho que concordar. O Natan não tinha brilho em seus olhos. Se eu ver a Clarice sou capaz de destruir ela, por fazer meu irmão sofrer.
Após conversar com meu irmão fui para meu quarto, tomei um banho, estava sem fome, estava com o caso em minha mente. E como iria fazer esse julgamento. Sou desperto com a minha mãe batendo na porta.
Libero a sua entrada e ela fica me analisando.— Filho, o que aconteceu?— ela me pergunta preocupada.
— Só foi um mal-entendido, mãe, Natan logo se dará conta de como é**. — ela me interrompe.
— Não estou falando de Natan, e sim de você.
— Não aconteceu nada, mãe.
— Liam, te conheço como ninguém, você está tenso, pensativo, tem certeza de que não quer me falar?— eu não posso deixar minha mãe assim preocupada, mas também não vou tirar sua paz. Ela não merece isso.
— É só um caso complicado, mas não precisa se preocupar mãe. — tento me manter calmo, para tranquilizar o seu coração.
— Têm certeza, filho?— ela insiste mais uma vez.
— Tenho mãe. Logo isso acabará. — a confesso me abraça forte.
— Eu sempre estarei aqui para você e por você filho. Eu te amo muito!— ela diz me deixando emocionado.
— E eu por você mãe, sempre a senhora é muito importante para mim.
Ficamos um momento assim, abraçados até ouvir a voz da Iara chamando pela nossa mãe.
— Qualquer coisa é só me chamar.— ela diz deixando um beijo no meu rosto e sai em busca da caçula.
Eu não posso deixar ela perceber, se ela souber do Paulo ficará muito preocupada, além de trazer alguns gatilhos e isso eu não vou permitir.Pego o outro caso que precisa da minha intenção e começo analisar, me perco trabalhando, sou desperto com David batendo na porta, retiro meu óculos para o encarar.
— Liam, eu quero me desculpa com você pela forma que agi no bar. Eu só não queria ver o Natan daquele jeito.— ele diz, eu solto um suspiro cansado dessa situação que a vadia da Clarice, pois os dois.
— David, eu sempre vou está aqui para vocês, mas agindo com a cabeça quente não ajuda em nada. Não gostei dessa situação que ela, pois vocês dois, mas não permita que ninguém diga coisas ruim sobre você. Ela que fez essa palhaçada, você não teve culpa, e por mais que tivesse evitado. Deixe o Natan se acalmar, e depois você conversa com ele. Infelizmente ele a ama, e meio que fica difícil de aceitar que ela não vale nada. Mas estaremos ao lado dele, para o que for preciso. Só de o tempo, para ele realmente ver toda essa situação. — falo para ele que fica pensativo.
— Liam, eu recebi uma proposta ontem, de concluir a minha faculdade em Londres. Um dos clientes no escritório que eu trabalho fez essa proposta, eu estava pensando em aceitar. Acredito que seria o melhor agora me afastar, será por pouco tempo, mas quem sabe seja o melhor agora.— ele diz sério.
— Sabe que você não precisa ir, sempre terá o melhor aqui ao meu lado. Mas infelizmente você precisa fortalecer algo dentro de você. Pode contar comigo sempre irmão. Mas antes de ir, se acerte com Natan, ele te ama muito. Além de que precisa preparar dona Amara! Ela fará um drama quando souber para onde você vai.
— Obrigado Liam por sempre me apoiar. Sou grato a tudo que tem feito por mim, sabe que você é o meu pai!— ele diz, eu o puxo para o abraço.
— Eu sempre vou está aqui, David e não importa a circunstância. Tenho muito orgulho de quem você é.
— Vou precisar da sua ajuda para falar com nossa mãe. Ela fará um drama!— ele diz, e isso eu tenho certeza.
— É só me dizer que eu falarei com ela.
Ele acena e sai do meu quarto.Merda não era para isso tá acontecendo. Tenho certeza que se não fosse isso do Natan e Clarice ele não iria aceitar essa proposta. Amanhã falo com Natan, eu não vou deixar o David viajar assim. Volto para minha mesa, e tento voltar ao trabalho…
Acordei todo quebrado, acabei dormindo sobre a mesa, depois de um banho fui para cozinha e só estava minha mãe tomando o seu café e fazendo algumas anotações.
— Bom dia, filho! Me acompanha?— ela diz com sua alegria.
— Bom dia, mãe, sim! Me acomodo na mesa, e começo a tomar o meu café.
— Você pretende sair hoje?
— Não, tenho um caso que preciso analisar e fazer algumas anotações.
— Bom dia!— David vem e se senta na mesa, ele fica me olhando, isso quer dizer que ele falará com a nossa mãe agora.
— Bom dia, filho!
— Mãe, preciso compartilhar uma novidade que aconteceu comigo.
— Hum, gosto muito de novidades!
— Eu recebi uma proposta para concluí minha faculdade em Londres, um dos clientes que estou acompanhando gostou do meu trabalho de estagiário, e me pediu para acompanhar ele em um caso. E eu estou pensando em aceitar. — ele diz de uma vez pegando nossa mãe de surpresa.
— Filho, essa novidade é ótima, mais por que tão longe? Quanto tempo você ficará por lá, o meu bebê, não sei se aguento fica tanto tempo longe de você. — minha mãe fala fazendo o seu drama.
— Não será por muito tempo, acredito que em até seis meses eu esteja de volta, exceto caso eu goste e arrume um trabalho bom por lá!
— Nem fale uma coisa dessa, nem por brincadeira, eu quero os meus cinco filhos aqui comigo, pertinho de mim, e isso eu não abro mão David!
— Eu estava brincando mãe, nem eu conseguiria ficar tanto tempo longe da senhora. Estava pensando em aceitar a proposta.
— Se é isso que você quer, estarei ao seu lado, você merece todo esse apoio, sei o quanto isso é importante para você. Mas antes resolva as coisas pendentes, principalmente com seu irmão.
— Obrigado, mãe por tudo. Eu farei isso! Liam estava pensando de combinar para saímos a noite, eu você e nossos irmãos, temos que comemorar e fazer uma despedida, pois pretendo viajar no meio da semana.
— Pois vamos comemorar irmão, você merece! É só falar com eles!
— Bom dia! Falar com quem?— Celina pergunta curiosa.
— Eu recebi uma proposta para Londres e precisamos comemorar e fazer a despedida ao mesmo tempo! Conto com você irmã para saímos hoje!— David diz animado, enquanto a Celina olha para mim e nossa mãe.
— Que notícia boa irmão parabéns, mais porque tão longe? Quanto tempo ficará por lá?—Celina não esconde a sua preocupação com nosso caçula.
— Será por pouco tempo irmã, acredito que em menos de seis meses já estou de volta, não vai dar nem tempo de sentir saudades!— ele diz e Celina vai até ele e abraça, fico rindo, pois sempre ela sente mais, quando precisamos passar alguns dias fora!
— Não fale isso! Já estou com saudades, e só de imaginar o meu caçula mais lindo longe, meu coração se aperta!
— Prometo que você nem vai sentir a minha falta irmã!
Não demora e Iara chega, e David diz, para ela que fica triste por ir para longe. O Natan é o último a chegar na mesa, a cara dele está cansado. David o contato sobre a viagem e ele tenta se manter duro, mais sabemos que nós cinco somos muito unidos para deixar uma novidade dessa passar em branco e além de ficamos preocupados com David.
David diz o nome de uma boate que ele foi com a Iara, alegando ele que é da hora.
Aviso que preciso trabalhar…
Passei o restante do dia trabalhando quando chegou a noite, meus irmãos estavam impaciente, pois eu estava demorando, a verdade que eu não estava a fim de sair, mas também não poderia fazer essa desfeita com o David, então eu teria que enfrentar a noite com eles!
Não tive opção e viemos todos de carro de app por que o caçula quer todos os bêbados hoje, não prometi nada, mas é compreensível que ele queira aproveitar.Chegamos quase todos juntos na frente da boate, compramos as entradas, e lavamos nós para mais uma loucura dos Barcelos.
Vamos até o bar, as meninas fazem os pedidos, e acabo me deixando levar pela alegria deles, peço uma bebida e Natan e David fazem o mesmo. Ficamos em uma parte que dá para ver as pessoas dançando em meio a toda essa multidão.
Já estava na minha quinta dose, quando vejo uma bela ruiva, a forma que ela dança, o sorriso em seu rosto, isso me desperta. Fico acompanhando ela, até perceber ela indo em direção do bar. Essa é a minha deixa. Saio de perto dos meus irmãos e chego um pouco depois dela no bar, ela fala algo para o barman. Chego e fico bem atrás dela...
— Você é muito linda!— falo e ela responde sem nem mesmo se vira. Gosto de como ela reage.
— Eu sei, tenho espelho em casa.— que abusada.
— O que posso fazer para ter você em meus braços?— a pergunto, e acredito que algo interessou, pois se virou. Ela fica me analisando, o barman entrega a bebida, ela pede outro o deixando confuso, ela se vira e j**a a porra da bebida dela em meu rosto.
— Você teria que se afogar para isso!— ela diz séria.
— Olha o que você fez, sua louca?— falo segurando em seu braço.
— Se você não me solta, vou te deixar de joelho, velho tarado!— ela diz com seu nariz empinado me enfrentando.
O quê?
Nos dias que se seguiram ao jantar, parecia que havia um brilho diferente em tudo. O ar estava mais leve, os sorrisos mais espontâneos, e meu coração, finalmente, em paz. Meus filhos estavam empolgados, cada um à sua maneira. As filhas começaram a fazer desenhos de vestidos, flores e bolos de casamento como se já soubessem, instintivamente, que aquele momento era especial. E Bruno... Bruno, mesmo com sua rotina puxada no hospital, se fazia cada vez mais presente. Em gestos simples, em palavras doces, em olhares silenciosos que diziam mais do que mil promessas.Numa sentei-me na varanda com uma pasta de ideias para o casamento no colo e um chá de erva-doce na mesa. A brisa suave balançava as cortinas e o céu começava a se tingir de tons quentes quando Celina apareceu, com aquele sorriso sereno que ela herdou do pai e a mão repousando sobre a barriga ainda discreta.— Tá muito quieta aqui, mãe… — disse ela, se aproximando.— Tô pensando na vida, filha. Tentando entender como o tempo pas
O jantar na casa do Liam trouxe exatamente o que eu esperava: alívio. Bruno se sentiu mais à vontade à medida que as conversas fluíam, e meus filhos, ainda que cautelosos no início, foram se desarmando aos poucos. Ao final da noite, o clima já era leve e descontraído, como se ele sempre tivesse feito parte da família.Bruno me deixou em casa com um beijo na testa e um sorriso terno. Tinha plantão no hospital na manhã seguinte, então precisava descansar. Ainda assim, antes de ir, apertou minha mão como quem diz: “Foi só o começo.”Na manhã seguinte, fui surpreendida por uma visita animada das minhas filhas. Alegaram que queriam tomar um café comigo, mas eu sabia estavam curiosas. Queriam saber mais sobre o homem que havia mexido com minha rotina e, mais do que isso, com o meu coração.Sabia que não podia evitar aquele momento. Era justo com elas e comigo, mostrar o quanto Bruno era especial. Compartilhei detalhes, histórias engraçadas, gestos que me conquistaram. Entre risos, provocaçõ
Após resolvermos tudo durante a viagem, voltamos para casa. Mel, mesmo ainda fragilizada, parecia mais conformada com tudo que havia enfrentado. A dor que quase a derrubou acabou se transformando em algo poderoso: uma ponte para unir ainda mais os irmãos. Ver aquela conexão entre eles, nascida da dor, mas fortalecida pelo amor, trouxe paz ao meu coração. Assim que retornamos ao Brasil, fui surpreendida por uma notícia: Mone havia sofrido um acidente e precisou ser internada para repouso. Corri para ficar ao lado dela, e nos dias que se seguiram, nossas orações foram atendidas de forma maravilhosa, os gêmeos nasceram! Um momento mágico que iluminou a nossa família. E como se a vida quisesse compensar os tempos difíceis, ainda teve o casamento triplo: David e Mel, Natan e Mone, Celina e Gustavo. Uma celebração de amor que transbordou felicidade. Me vi completamente envolvida com os preparativos e as emoções, e, mais uma vez, deixei minha vida em segundo plano. Ainda assim, mantinha c
A varanda do quarto estava iluminada apenas pelas luzes suaves vindas da cidade e pela meia-luz de algumas velas que Bruno havia pedido ao serviço do hotel. A brisa noturna acariciava minha pele, e, por um instante, tudo parecia distante: as preocupações, o passado, as dores que eu havia enterrado fundo para seguir em frente.Bruno ajeitava a mesa com naturalidade, como se já fizesse parte da minha vida há muito tempo. Era estranho e, ao mesmo tempo, acolhedor. O aroma da comida recém-chegada se misturava ao perfume das rosas que ele havia me dado. Coloquei-as em um vaso improvisado e o deixei no centro da mesa. Ficaram perfeitas ali.— Espero que goste do vinho — ele disse, abrindo a garrafa com cuidado e servindo duas taças. — Eu pedi algo leve, mas marcante… como você.Sorri sem saber exatamente como reagir àquele elogio. Era diferente ouvir isso depois de tanto tempo. Era diferente me sentir desejada, admirada… vista.— Bruno, você tem um jeito de tornar tudo mais leve… — confesse
Mesmo tendo vindo para Londres com o propósito de apoiar minha nora, essa viagem acabou me proporcionando algo inesperado: uma aproximação maior com o Dr. Bruno. Aceitei o convite para dar uma volta pelas ruas da cidade, tenho quase certeza de que foi ideia do meu filho e, mesmo relutante no início, acabei concordando.A proposta era simples: sair um pouco, respirar, aliviar a tensão que se instalou desde que desembarcamos. Minha nora precisaria permanecer por mais alguns dias, e eu sabia que não podia fazer muito por ela naquele momento, então, por que não tentar distrair a mente?Pegamos um táxi e seguimos rumo ao centro. Eu me esforçava para aproveitar a paisagem urbana de Londres, quando senti a mão de Bruno tocar suavemente a minha. Um gesto discreto, carinhoso, que me pegou de surpresa. Seu toque me trouxe uma inesperada sensação de conforto. Um suspiro escapou dos meus lábios, e um sorriso se formou no meu rosto, não apenas pela surpresa do gesto, mas porque, de verdade, eu gos
Quando me casei com Paulo, acreditei que estava selando o início de uma vida digna, como ele prometera aos meus pais. Sempre vivi com simplicidade, mas cercada de amor e respeito. Meus pais fizeram de tudo para me dar uma vida decente, ainda que humilde. Quando conheci Paulo, ele logo tratou de conquistar a confiança deles, com palavras doces, bons modos e um comportamento exemplar. Aos olhos deles, eu finalmente teria algo melhor. E por um tempo, eu também acreditei nisso.Nos primeiros meses de casamento, tudo parecia perfeito. Ele me tratava bem, se mostrava atencioso e carinhoso. Mas tudo começou a mudar quando descobri que estava grávida do nosso primeiro filho, o Liam. A notícia que deveria ter sido motivo de alegria revelou um lado sombrio dele. O carinho virou indiferença. A indiferença, gritos. Os gritos, agressões. E, por fim, ele cruzou limites que jamais deveriam ser tocados.Sofri calada por muito tempo. Me calei por medo, por vergonha, por meus filhos. Sempre tentando ma







