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Capítulo 12

last update Data de publicação: 2026-09-21 03:38:25

Vivian

Sustentei o olhar dele sem recuar, abrindo um sorriso discreto e firme.

— Os números continuarão sendo o prato principal, Sr. Vance. Mas um boa apresentação visual sempre ajuda a fechar o negócio — respondi, cruzando as pernas com elegância. O tecido de cetim deslizou levemente, destacando a fenda do vestido na penumbra do carro.

Rômulo deu um meio-sorriso — um gesto raro e perigosamente atraente no rosto gélido do CEO. Ele se reclinou no banco de couro, sem tirar os olhos cinzentos
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Último capítulo

  • MEU CHEFE, MEU SEGREDO   Capítulo 27

    Vivian O vento frio da madrugada paulistana cortava as ruas silenciosas do Jardim Europa enquanto o conversível cortava a iluminação alaranjada das avenidas. Sentada no banco do carona, observei o perfil de Rômulo refletido no painel de LED. As mãos dele seguravam o volante com a mesma precisão firme que demonstrava ao gerir bilhões no mercado financeiro. Quando o carro finalmente parou, estávamos na garagem privativa da cobertura de Rômulo, nos Jardins. O silêncio do subsolo era absoluto. Rômulo desligou o motor, mas não fez menção de abrir a porta imediatamente. Ele virou o corpo em minha direção, apoiando o braço direito sobre o encosto do meu banco. O cheiro de uísque, couro e seu perfume amadeirado preenchia o espaço confinado do veículo. — A Faria Lima dorme achando que tem o controle do mundo, Vivian — disse ele, a voz num tom grave que ressoava quase como um sussurro dentro do carro. — Mas pouquíssimas pessoas têm a coragem de cruzar as linhas que nós cruzamos hoje.

  • MEU CHEFE, MEU SEGREDO   Capítulo 26

    Vivian Um meio-sorriso lento e extremamente seguro desenhou-se nos lábios de Rômulo. Ele não puxou a mão de volta de imediato. Em vez disso, o polegar dele deu mais um carinho sutil na curva do meu lábio inferior antes de ele recolher o braço devagar, apoiando o cotovelo na mesa sem perder a postura impecável. — Se eu estivesse tentando te seduzir, Vivian... você não precisaria perguntar — respondeu ele, a voz baixinha e grave ressoando com uma autoridade que fez o meu estômago dar uma volta. — Eu sou um homem prático. Apenas não gosto de ver uma obra de arte com um detalhe fora do lugar. Soltei uma risada baixa, balançando a cabeça e encostando no encosto da cadeira de couro, sem desviar os olhos dos dele. — Obra de arte? Pensei que eu fosse a sua sócia-proprietária e diretora de operações. — Uma coisa não anula a outra — pontuou ele, pegando o copo de uísque e dando um gole lento, o olhar cinzento cravado no meu por cima do cristal. — Na verdade, é exatamente a sua mente q

  • MEU CHEFE, MEU SEGREDO   Capítulo 25

    Vivian Deixamos o Palácio dos Bandeirantes antes mesmo do servir da sobremesa. Com a garantia do contrato de 15 bilhões no bolso, a formalidade do evento já não nos servia para nada. Rômulo dispensou o motorista particular e assumiu a direção do seu conversível clássico. A brisa amena da noite de São Paulo bagunçava levemente o meu cabelo enquanto deixávamos os holofotes do palácio para trás. Ele dirigiu até um pequeno bistrô italiano às margens do Jardim Europa — um refúgio discreto, escondido atrás de uma fachada de tijolos aparentes, frequentado apenas por quem buscava silêncio e distância do burburinho da Faria Lima. O maître nos guiou até uma mesa reservada nos fundos, sob a meia-luz de velas e cercada por adegas de vidro. Assim que nos sentamos, tirei o casaco de pele sintética e o dobrei sobre a cadeira. O decote generoso do vestido esmeralda e a fenda pronunciada na minha perna ganharam um tom dourado e intimista sob a luz ambiente. — Uma mesa sem analistas, sem mon

  • MEU CHEFE, MEU SEGREDO   Capítulo 23

    Vivian O pregão de sexta-feira mal havia fechado quando o convite oficial do Banco Central Europeu e da Aliança Global de Investimentos chegou à minha mesa. Um jantar de gala exclusivo no Palácio dos Bandeirantes, reunindo os maiores players do mercado financeiro internacional. O objetivo da noite era selar a contratação do consórcio que intermediaria a fusão de 15 bilhões de dólares da gigante de tecnologia alemã Aethel no Brasil. A disputa era feroz, e a CashWave estava lado a lado com os três maiores bancos globais. Às vinte horas, desci do carro na entrada do palácio. O vestido que escolhi para a ocasião era de um tom esmeralda profundo em cetim pesado: um decote generoso que valorizava a postura ereta e uma fenda profunda na perna esquerda que trazia uma elegância ousada, perfeitamente emoldurada por joias discretas e um salto prateado. Rômulo já me aguardava no foyer. Ele vestia um smoking preto impecável, sob medida, com uma gravata borboleta perfeitamente ajustada. Quando

  • MEU CHEFE, MEU SEGREDO   Capítulo 22

    Vivian Rômulo deu meio passo à frente, segurando a minha mão com a compostura de um rei que acabara de reaver o seu domínio sem disparar uma única palavra em tom alto. — Uma pena, senhor Lemes — a voz de Rômulo ressoou pelo salão, clara, pausada e amplificada pelo silêncio sepulcral que dominava o Hyatt. — Pelo visto, a sua arquitetura não passa de um castelo de cartas. Uma cópia mal executada de um código que você nunca teve capacidade de compreender por inteiro. Os diretores da Vanguard tentavam em vão conter o pânico. O presidente do banco concorrente aproximou-se do palco com o rosto vermelho de fúria, exigindo explicações de Enzo enquanto os repórteres de finanças começavam a metralhar perguntas e disparar os flashes das câmeras diretamente para o painel em colapso. Enzo desceu os degraus do palco a passos descompassados. A gravata desalinhada, o olhar desorientado e o suor escorrendo pelas têmporas contrastavam de forma humilhante com o terno impecável que vestia no início

  • MEU CHEFE, MEU SEGREDO   Capítulo 21

    Vivian Às sete e meia da manhã de terça-feira, tomei um banho gelado, vesti um terno de alfaiataria preto, corte impecável e postura ereta, e me arrumei como se estivesse indo assumir a presidência da Faria Lima. Não havia espaço para vestígios de cansaço ou vestígios de derrota no meu rosto. Com o notebook pessoal na bolsa e a compilação da Hidra pronta, peguei o carro e fui direto para a torre da CashWave. Quando passei pelas catracas de vidro, o segurança da recepção hesitou por um segundo, sabendo do meu afastamento, mas a minha postura implacável fez com que ele liberasse a minha entrada sem questionar. Subi pelo elevador até o 45º andar. O andar da presidência estava tenso. Os analistas conversavam em voz baixa e as telas da TV continuavam exibindo os desdobramentos da contratação de Enzo pela Vanguard Capital, acompanhados da alta expressiva nas ações do banco concorrente. Caminhei a passos firmes até a sala de Rômulo Vance. Passei pela secretária dele antes que ela pudess

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