
A ACOMPANHANTE DO BILIONÁRIO
Henrique Montenegro é um bilionário sério, metódico e completamente dedicado aos negócios. Para fechar um acordo milionário, porém, ele precisa cumprir uma exigência inesperada: aparecer publicamente ao lado de uma namorada.
Como não tem tempo nem interesse em relacionamentos, Henrique encontra uma solução simples e objetiva.
Contratar uma acompanhante de luxo.
Jade Monteiro está acostumada a acompanhar homens poderosos, frequentar lugares exclusivos e interpretar o papel que esperam dela. Bonita, inteligente e dona de uma língua afiada, ela sabe exatamente como lidar com homens ricos.
O que Jade não esperava era encontrar alguém como Henrique.
Frio. Controlador. Extremamente racional.
E aparentemente incapaz de entender uma piada.
O contrato deveria ser simples: ela seria sua namorada de mentira, ele pagaria pelo acordo e, quando o negócio fosse fechado, cada um seguiria sua vida.
Mas Jade não demora a transformar a rotina perfeitamente organizada de Henrique em um caos que ele não sabe como controlar.
Quanto mais tempo passam juntos, mais difícil fica separar o que é atuação do que é real.
Ela começa a descobrir que existe muito mais por trás do homem frio que todos conhecem.
E ele começa a perceber que aquela acompanhante de luxo, que deveria ser apenas parte de um acordo, está se tornando a única pessoa capaz de tirá-lo do automático.
O problema?
O contrato tinha regras.
E nenhuma delas previa o que aconteceria quando os sentimentos entrassem em cena.
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Chapter: FimCinco anos depois… — Matteo! Não vale correr para o corredor dos fundos! A gargalhada aguda e cristalina do menino ecoou estrondosamente pela casa inteira, rebatendo nas paredes da sala e invadindo a cozinha. — Não pego! — respondeu ele, disparando em desabalada carreira com aquelas perninhas curtas e rápidas que pareciam equipadas com um motor a combustão invisível, totalmente incompatível com uma criança de apenas dois anos e meio de idade. Atrás dele, tropeçando levemente no tapete da sala, vinham Dona Cecília e Seu Antônio. Ou, pelo menos, tentavam acompanhar o ritmo implacável. — Matteo Henrique Montenegro! — reclamava Dona Cecília entre um acesso de riso e o esforço para recuperar o fôlego. — Volte aqui agora mesmo para o seu avô colocar o seu sapato! Nosso filho travou uma freada brusca em cima do carpete, olhou para trás por cima do ombro apenas para confirmar se os bisavós ainda vinham no encalço, e abriu um sorriso travesso. Quando viu que eles estavam se aprox
Last Updated: 2026-09-25
Chapter: Noventa e noveJADE Sempre achei que, se um dia me casasse… Seria usando um vestido alugado de última hora. Numa cerimônia simples em algum cartório burocrático e impessoal. Sem muita gente. Sem nenhuma importância real para o mundo. Porque, durante anos de uma existência fragmentada e cinzenta, eu me acostumei a acreditar que certas coisas simplesmente não eram feitas para mulheres como eu. Histórias de final feliz pareciam impressas em um idioma estrangeiro que eu não tinha o direito de falar. Eu estava redondamente errada. Na manhã do casamento, acordei antes mesmo de o despertador tocar no criado-mudo. Fiquei alguns segundos inteiros deitada de olhos abertos, encarando o teto do quarto, tentando convencer meu coração a diminuir o ritmo frenético das batidas. Não adiantou nada. O peito parecia pequeno demais para tanta vida. Sorri sozinha, sentindo o sol da manhã cortar a cortina leve. Hoje... Eu ia me casar. Ouvi batidas suaves e ritmadas na porta do quarto. — Posso entrar? —
Last Updated: 2026-09-25
Chapter: Noventa e oitoJá passava das dez da noite. A imensidão iluminada de São Paulo brilhava silenciosa do outro lado do vidro da varanda, como um oceano de luzes distantes. Dentro do apartamento, o silêncio era denso, confortável e acolhedor. Jade estava sentada diretamente no piso de madeira da sala, com as pernas cruzadas e os pés descalços. Estava totalmente absorta, folheando com cuidado um álbum de fotografias antigas com capa de couro desgastada que Dona Cecília havia nos emprestado dias antes. Sorri ao vê-la parar em uma página específica e soltar um muxoxo divertido. — Não acredito nisso — murmurou ela, balançando a cabeça em negação. Aproximei-me e inclinei o corpo por cima do ombro dela para enxergar melhor a imagem impressa no papel fotográfico amarelado. — O quê? O que há de errado com essa página? Ela virou o álbum bruscamente na minha direção, apontando com o dedo para uma foto minha tirada em uma época que eu preferia esquecer. — Henrique... me explique detalhadamente que aberraçã
Last Updated: 2026-09-25
Chapter: Noventa e seteHENRIQUE As margaridas amarelas finalmente encontraram o seu lugar definitivo na mesa de madeira da varanda. Jade passou vários minutos avaliando a posição do vaso sob a luz da tarde. Girava o recipiente alguns milímetros para a esquerda. Depois, examinava de relance. Dava dois passos para trás para checar o ângulo, franzia a testa e voltava a ajustar as hastes com uma paciência cirúrgica. Sorri discretamente, observando a cena de pé, encostado no batente da porta da cozinha. — Querida, você sabe que elas vão continuar sendo exatamente as mesmas flores, não importa se o vaso estiver virado dois centímetros para o norte ou para o sul, não sabe? — provoquei com um tom de voz suave. Ela nem se deu ao trabalho de desviar os olhos da tarefa. — Não ouse atrapalhar o meu processo criativo com a sua lógica corporativa, Henrique. Levantei as duas mãos em um gesto imediato de rendição. — Perdão. Ficarei em absoluto silêncio. Ela encontrou o ponto perfeito, respirou fundo e deu um tapi
Last Updated: 2026-09-25
Chapter: Noventa e seisJADE A cebola comprada naquela tarde acabou custando muito mais caro do que o esperado. Não pelo preço marcado na gôndola do supermercado, é claro. Mas porque Henrique resolveu transformar uma simples e trivial missão de resgate culinário em um longo, despretensioso e descarado passeio pela cidade. — Você faz isso de propósito, não é possível — reclamei quando notei que ele havia acabado de passar direto pela entrada do estacionamento do mercado, ignorando completamente a nossa rota original. Ele manteve as duas mãos firmemente no volante, o perfil iluminado pelo sol da tarde, com um sorriso quase imperceptível nos cantos da boca. — Faço o quê, meu amor? — Fingir sistematicamente que não sabe onde fica a seção de hortifrúti. — Eu sei exatamente onde ela fica. É o setor com os vegetais expostos na entrada. — Então por que você passou direto pela rua de acesso, Henrique Montenegro? — Porque ainda está cedo e a tarde está agradável demais para ficarmos enfiados entre co
Last Updated: 2026-09-25
Chapter: Noventa e cincoHENRIQUE — Eu simplesmente não acredito. Olhei para Jade, que estava parada diante da geladeira escancarada, com as mãos na cintura e uma expressão de profunda indignação no rosto. — Não acredita em quê? — perguntei, erguendo os olhos da tela do notebook onde tentava revisar um relatório rápido. — Você mora sozinho neste apartamento há anos. Anos, Henrique. — Sim, é verdade. Qual é o espanto? — E nunca, em todo esse tempo, fez uma compra de supermercado de verdade? Daquelas com lista, corredor de produtos de limpeza e produtos frescos? Fechei a tampa do notebook com um estalo suave. — Eu comprava o que precisava. Ela me encarou por cima do ombro, semicerrando os olhos. — Água mineral, café em pó solúvel e iogurte light não contam como compras de supermercado, Henrique. Isso é kit de sobrevivência de escritório. Sorri de lado, recostando-me na cadeira. — Sempre deu muito certo para mim. Nunca morri de fome. Jade balançou a cabeça negativamente, soltando um sus
Last Updated: 2026-09-25

MEU CHEFE, MEU SEGREDO
Vivian sempre soube que sua vida estava longe de ser simples.
Com um passado que prefere manter escondido e uma personalidade que definitivamente não ajuda quando o assunto é tomar boas decisões, ela decide que começar a trabalhar na CashWave pode ser a oportunidade perfeita para colocar a vida nos eixos.
Mas, antes mesmo de começar seu primeiro dia de trabalho, Vivian conhece Enzo.
Uma noite impulsiva, uma atração inesperada e a certeza de que aquilo não significaria nada no dia seguinte. Afinal, eles não precisavam se conhecer de verdade e, depois daquela noite, suas vidas jamais precisariam se cruzar novamente.
Pelo menos era isso que Vivian pensava.
Porque, ao começar a trabalhar na CashWave, seu caminho acaba se cruzando com o de Rômulo.
E Rômulo não é exatamente o tipo de homem que Vivian consegue ignorar.
Entre provocações, encontros inesperados, segredos que deveriam continuar escondidos e uma atração cada vez mais difícil de controlar, Vivian começa a perceber que colocar a vida nos eixos talvez não seja tão simples quanto imaginava.
Principalmente quando o passado insiste em voltar, o presente começa a sair do controle e sentimentos inesperados surgem justamente onde não deveriam.
Agora, Vivian terá que descobrir quanto tempo conseguirá esconder seus segredos, o que realmente existe entre ela e Rômulo e se algumas histórias estão destinadas a começar muito antes de serem reconhecidas.
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Chapter: Capítulo 32Vivian O silêncio que se instalou na sala da presidência foi tão denso que era possível ouvir o som do ponteiro do relógio de parede. Rômulo permaneceu imóvel, o rosto transformado numa máscara de pedra. Os olhos cinzentos dele, que poucas horas antes transbordavam desejo, agora me encaravam com uma frieza cortante. — Um filho... — repetiu ele, a voz baixinha, num tom perigosamente calmo. — E você esperou o cronômetro de um chantagista para me contar isso? — Não era só sobre ter um filho, Rômulo — dei um passo à frente, a voz embargada pela urgência, mas sem baixar o olhar. — É sobre de quem e como ele veio ao mundo. O Leo é fruto de um relacionamento que quase me destruiu antes de eu pisar na Faria Lima. Rômulo encostou-se no encosto da cadeira de couro, cruzando os braços sobre o peito. A postura dele não era de um amante magoado, mas de um juiz implacável. — Continue — ordenou ele, frio. — O pai do Leo... nós tínhamos uma relação tóxica, agressiva e doentia na Europa. Ele era
Last Updated: 2026-10-04
Chapter: Capítulo 31Vivian Não havia tempo para hesitação. Ceder à chantagem e renunciar ao cargo de sócia estava fora de questão — eu havia lutado demais para conquistar o topo e restaurar minha honra. Mas expor o Leo a um escândalo público era um preço que eu jamais permitiria que meu filho pagasse. Assim que Rômulo se afastou para uma reunião presencial com o conselho financeiro, fechei a porta da minha sala e peguei meu celular pessoal, ativando uma linha encriptada de uso exclusivo. Disquei para um número com código de área suíço. — Müller falando — atendeu a voz firme e profissional do outro lado da linha. Gottfried Müller era um ex-agente de inteligência e o detetive particular de minha extrema confiança em Zurique. Ele havia sido o responsável por blindar os documentos de nascimento do Leo anos atrás. — Gottfried, é a Vivian. Alguém rompeu a blindagem dos arquivos de Zurique — disse direto ao ponto, tentando conter a trepidação na voz. — Recebi um e-mail de chantagem hoje. Tiveram acesso à
Last Updated: 2026-10-04
Chapter: Capítulo 30Vivian O som do trinco da porta de madeira nobre Ecoando na minha nova sala de diretoria pareceu selar o mundo lá fora. A Faria Lima, com seus indicadores piscando em telas gigantes e o burburinho incessante dos analistas, ficou do outro lado da parede à prova de som. Rômulo deu passos lentos na minha direção, dispensando qualquer distância formal. O terno escuro feito sob medida acentuava a postura imponente de um homem acostumado a comandar, mas o olhar cinzento que ele fixava em mim não trazia a frieza das reuniões de conselho. Trazia a mesma fome perigosa que havia tomado a cobertura durante a madrugada. — O mercado já entendeu o recado — disse ele, a voz baixinha e aveludada, parando a poucos centímetros de mim. — A nota oficial destruiu o resto da credibilidade do Enzo. Ele virou página virada. Sentei-me no canto da minha mesa de jacarandá, cruzando as pernas e deixando a fenda discreta da saia de alfaiataria abrir ligeiramente. Ergui o queixo, encarando-o com um sorriso
Last Updated: 2026-10-04
Chapter: Capítulo 29Vivian O sol já iluminava completamente o quarto quando despertei. A claridade atravessava as imensas paredes de vidro da cobertura, projetando o desenho da arquitetura dos Jardins sobre o chão. Tentei me mexer para me espreguiçar, mas meu corpo pesou. Uma dor muscular sutil, porém inegável, percorria minhas coxas e quadris a prova física e deliciosa de que Rômulo cumprira cada palavra da sua promessa até o amanhecer. Ao meu lado, o lençol escuro estava vazio, mas ainda preservava o calor e o aroma amadeirado dele. Sentei-me devagar na cama, puxando o lençol de linho para cobrir o peito. No chão, a poucos metros, os restos do meu vestido de cetim esmeralda rasgado testemunhavam a fúria e o desejo desenfreado da noite anterior. O som suave de louça vindo da cozinha integrada chamou minha atenção. Com certa dificuldade para firmar os passos no chão de madeira, levantei-me e vesti uma camisa social branca de Rômulo que estava dobrada sobre a poltrona. As mangas compridas cobriam mi
Last Updated: 2026-09-24
Chapter: Capítulo 28Vivian Rômulo puxou o tecido do meu vestido esmeralda sem a menor delicadeza, rasgando o cetim pelas laterais para se livrar do último obstáculo entre nós. O peso do corpo dele sobre o meu era esmagador, uma presença física imposibilitante de ignorar que ocupava cada centímetro da cama. Ele segurou meus dois pulsos acima da minha cabeça com apenas uma das mãos gigantescas, cravando os dedos no meu joelho oposto e erguendo minha perna esquerda até apoiar meu calcanhar diretamente sobre o ombro dele. A postura me deixou completamente aberta, vulnerável e à mercê daquele homem que comandava o mercado com a mesma brutalidade com que agora comandava o meu corpo. — Rômulo... — o nome saiu rasgado da minha garganta. — Olhe para mim, Vivian — ordenou ele, a voz num tom grave e gutural que reverberou no meu peito. Sem qualquer aviso ou preliminar suave, Rômulo se afundou dentro de mim de uma só vez, com um golpe fundo, seco e impiedoso que fez minha cabeça pender para trás e a minha
Last Updated: 2026-09-23
Chapter: Capítulo 27Vivian O vento frio da madrugada paulistana cortava as ruas silenciosas do Jardim Europa enquanto o conversível cortava a iluminação alaranjada das avenidas. Sentada no banco do carona, observei o perfil de Rômulo refletido no painel de LED. As mãos dele seguravam o volante com a mesma precisão firme que demonstrava ao gerir bilhões no mercado financeiro. Quando o carro finalmente parou, estávamos na garagem privativa da cobertura de Rômulo, nos Jardins. O silêncio do subsolo era absoluto. Rômulo desligou o motor, mas não fez menção de abrir a porta imediatamente. Ele virou o corpo em minha direção, apoiando o braço direito sobre o encosto do meu banco. O cheiro de uísque, couro e seu perfume amadeirado preenchia o espaço confinado do veículo. — A Faria Lima dorme achando que tem o controle do mundo, Vivian — disse ele, a voz num tom grave que ressoava quase como um sussurro dentro do carro. — Mas pouquíssimas pessoas têm a coragem de cruzar as linhas que nós cruzamos hoje.
Last Updated: 2026-09-22