LOGINVivian sempre soube que sua vida estava longe de ser simples. Com um passado que prefere manter escondido e uma personalidade que definitivamente não ajuda quando o assunto é tomar boas decisões, ela decide que começar a trabalhar na CashWave pode ser a oportunidade perfeita para colocar a vida nos eixos. Mas, antes mesmo de começar seu primeiro dia de trabalho, Vivian conhece Enzo. Uma noite impulsiva, uma atração inesperada e a certeza de que aquilo não significaria nada no dia seguinte. Afinal, eles não precisavam se conhecer de verdade e, depois daquela noite, suas vidas jamais precisariam se cruzar novamente. Pelo menos era isso que Vivian pensava. Porque, ao começar a trabalhar na CashWave, seu caminho acaba se cruzando com o de Rômulo. E Rômulo não é exatamente o tipo de homem que Vivian consegue ignorar. Entre provocações, encontros inesperados, segredos que deveriam continuar escondidos e uma atração cada vez mais difícil de controlar, Vivian começa a perceber que colocar a vida nos eixos talvez não seja tão simples quanto imaginava. Principalmente quando o passado insiste em voltar, o presente começa a sair do controle e sentimentos inesperados surgem justamente onde não deveriam. Agora, Vivian terá que descobrir quanto tempo conseguirá esconder seus segredos, o que realmente existe entre ela e Rômulo e se algumas histórias estão destinadas a começar muito antes de serem reconhecidas. Essa é história combina com a capa e nome? Ou da outra sugestão de nomes
View MoreEra a última noite antes de a vida adulta me engolir de vez. Amanhã começaria a trabalhar na CashWave, na Faria Lima. Queria aproveitar cada segundo: beber sem culpa, dançar até o corpo doer, beijar alguém e, talvez, passar a madrugada nos braços de um estranho só para aliviar a pressão. Eu não era de casos de uma noite, mas quem sabia quando teria outra chance de me perder assim em São Paulo?
O clube era privado, frequentado pela elite da cidade e por garotas que fingiam interesse apenas para conquistar um homem rico. Eu não era uma delas. Estava ali por convite de uma amiga da faculdade, que conhecia o lugar de cor. Assim que atravessei a entrada, procurei por Bruna. Não conhecia mais ninguém ali. Como sempre, a encontrei no bar, já com um copo na mão. Aproximei-me sorrindo. — Boa noite, Bruna. Nem esperou eu chegar para começar a encher a cara? — Oi, vadia. Só estava esquentando — respondeu ela, piscando. — Bebe comigo e depois a gente se j**a na pista. Hoje eu não saio daqui sem um gato. Pedi cinco shots de tequila e virei todos de uma vez. O líquido queimou a garganta e espalhou calor pelo peito. Segui Bruna até a pista. Depois de alguns minutos dançando, senti um olhar pesado sobre mim. Virei o rosto e o encontrei: Um moreno, alto, de presença intensa. Não consegui desviar os olhos. Usava calça preta e uma camisa branca justa, alguns botões abertos deixando entrever a tatuagem no peito extremamente sexy, eu tinha de admitir. O cabelo bagunçado de propósito completava o visual jovem e despojado. Duas garotas o cercavam, mas ele parecia nem notar. Continuava me olhando, seco, como se eu fosse a única pessoa naquele salão. Bom. Achei minha presa. De repente começa a tocar "Satisfy", do Calvin Harris com a Jazzy uma das faixas que está dominando o Top 10 das baladas este ano, e eu resolvo me exibir para ele. Me aproximo um pouco mais e começo a dançar devagar, mexo no cabelo, deslizo as mãos pelo próprio corpo, balanço os quadris em um ritmo lento e continuo encarando-o enquanto mordo os lábios. Não demora nem um minuto para ele se livrar das garotas e vir até mim. Coloca as mãos na minha cintura e começa a dançar junto, colado. Continuo com os movimentos sensuais e sinto ele ficar duro contra mim. A calça justa deixa bem nítido que o volume escondido é generoso ótimo. Absolutamente delicioso. Dou um sorriso malicioso e encaro seus olhos castanhos. — Prazer em conhecê-lo. Me chamo Vivian. — O prazer é todo meu, Vivian. Meu nome é Enzo. — Ele sorri de um jeito safado e me aperta ainda mais contra o corpo. — Tenho que admitir… você dança extremamente bem. Continuamos dançando por mais algum tempo, e eu fico cada vez mais excitada. Ele é tão lindo e sexy que a única coisa que passa pela minha cabeça é tirar a roupa dele e devorá-lo a noite inteira. Mesmo assim, me controlo para não parecer ainda mais atirada. Ainda dançando, ele me vira de costas e começa a beijar meu pescoço. Não consigo segurar o gemido de prazer enquanto a boca dele sobe do pescoço até a orelha, alternando beijos e mordidas leves. Estou cada vez mais entregue a ele… e ainda nem nos beijamos de verdade. — Eu quero te beijar. Posso? — pergunta ele, com a voz rouca. Em pensamento eu penso: Por favor, gato… falando desse jeito você pode tirar minha calcinha e me comer bem aqui. — Tenta a sorte — respondo, sorrindo de lado. Ele então me vira de frente, passa uma mão por baixo do meu cabelo e a outra na cintura, e me beija com fome. Deus do céu… que beijo. Parece que ele está devorando meu corpo inteiro só com a boca. Falei para Bruna que iria embora acompanhada. Ela me parabenizou pelo gato que eu tinha conseguido e me deu um olhar cúmplice antes de voltar para a pista. Passei o resto da noite com Enzo. Bebemos, dançamos e nos beijamos sem parar. A cada beijo o desejo só aumentava, e o olhar que ele me lançava deixava claro que a atração era recíproca e intensa. Quando sentamos para descansar um pouco, não resisti: subi no colo dele e o beijei com vontade, querendo tomar aquela boca deliciosa para mim. Puxei o cabelo dele para trás, passei a língua pelo pescoço e mordisquei a orelha. Me senti satisfeita ao ouvir o gemido baixo que escapou dele enquanto me apertava ainda mais contra o volume duro da calça. — Vamos embora daqui. Agora — murmurou ele, a voz rouca. — Achei que nunca fosse pedir, lindo — respondi, mordendo os lábios. — Não estou pedindo. Você vai ser minha essa noite. É um fato. — Ele puxou meu cabelo com firmeza e mordeu minha boca. — E se você morder esses lábios de novo na minha frente, vou ser forçado a te comer bem aqui. — Prefiro um lugar mais reservado. — Eu também. Então não me provoque, gata. Vem. Vamos para a minha casa. Ele se levantou e me puxou consigo. Enzo pediu um uber, pois não estava em condições de dirigir. No caminho inteiro nos beijamos com urgência. O clima estava tão quente que, por um momento, pensei que iríamos acabar transando ali mesmo. Eu sabia que me arrependeria quando a sobriedade voltasse, mas naquele instante não me importava. Para minha sorte, Enzo estava mais sóbrio do que eu e conseguiu se controlar. Quando saímos do Uber, percebi que a casa dele era uma verdadeira mansão. Eu não imaginava que ele fosse tão rico. A construção sozinha dava pelo menos dez vezes o tamanho do meu apartamento, sem contar a piscina iluminada e a área verde ao redor, que facilmente poderia ser um parque. Fui tirada da contemplação quando ele me puxou em direção à entrada. — Vamos entrar. Preciso te ter agora — disse ele, a voz baixa e urgente. Me deixei ser levada até o quarto. Assim que a porta se fechou, Enzo tirou a própria camisa com pressa e veio até mim. Puxou meu vestido por cima da cabeça e me empurrou suavemente em direção à cama. — Caralho… você é muito gostosa. — Você também não é nada mal — respondi, a respiração já irregular. — Quero saber sua opinião de verdade quando eu acabar com você — murmurou ele, subindo sobre mim e abrindo meu sutiã com destreza. — Pode deixar que eu te digo. Ele abriu as minhas pernas e se posicionou entre elas, descendo os beijos pelo meu pescoço, clavícula, até abocanhar um dos meus seios com vontade. Soltei um arfar alto, cravando as unhas em suas costas enquanto sentia sua língua trabalhar com precisão, alternando chupões e mordidas leves que me faziam contorcer na cama. — Porra, Enzo… — murmurei, puxando o cabelo dele. Ele soltou um riso rouco contra a minha pele, descendo a boca pelo meu ventre até chegar na borda da minha calcinha. Segurou o tecido rendado com os dentes e o puxou devagar, arrancando a peça e deixando-a de lado. Seu olhar subiu pelo meu corpo, faminto, antes de voltar a me encarar nos olhos. — Quero ouvir você me pedindo mais — sussurrou, deslizando a mão por dentro das minhas coxas até tocar a minha intimidade, já completamente molhada. Com um roçar lento dos dedos, ele fez meu quadril dar um salto involuntário. Enzo não perdeu tempo: levou a boca direto para lá, fazendo a primeira lambida subir da base até o topo. Um gemido alto e sem controle escapou da minha garganta, e eu apertei os lençóis de seda sob mim. A forma como ele me devorava ali, alternando sucções firmes e movimentos rápidos de língua, estava me levando ao limite em questão de segundos. — Meu Deus… Enzo, por favor… — supliquei, sentindo a onda de prazer se acumular com força total. — Fala o que você quer, gata — provocou ele, fazendo uma pausa só para me encarar por entre as minhas pernas, com um sorriso de canto e os lábios brilhando. — Eu quero você dentro de mim. Agora! Ele não fez mais charme. Levantou-se de vez, tirou a calça e a cueca em um único movimento rápido e se posicionou sobre mim. O tamanho de seu membro me fez engolir em seco por um segundo, mas a urgência era maior que qualquer hesitação. Enzo segurou firme na minha cintura, alinhou a cabeça dele na minha entrada e se empurrou para dentro de mim de uma só vez, preenchendo cada centímetro. A sensação foi tão intensa que quase perdi o ar. Nós dois soltamos um palavrão ao mesmo tempo. Ele esperou apenas alguns segundos para que eu me acostumasse com o seu tamanho e começou a ditar o ritmo: estocadas fundas, lentas e firmes, que faziam a cabeceira da cama bater contra a parede. A cada investida, seu corpo quente se chocava contra o meu, e o som dos nossos corpos se encontrando ecoava pelo quarto enorme. Segurei no seu pescoço, puxando-o para um beijo desesperado enquanto ele acelerava o ritmo, transformando as estocadas ritmadas em impulsos rápidos, violentos e precisos. — Você é minha essa noite, Vivian… escutou? — murmurou ele contra a minha boca, mantendo o ritmo frenético lá embaixo. — Sou… sua… — consegui responder entre arfadas. O prazer subiu como uma descarga elétrica. Senti minha vagina se contrair fortemente ao redor dele, prensando-o enquanto o primeiro orgasmo me atingia em cheio, me fazendo arcar as costas e gritar seu nome. Ao sentir meu aperto, Enzo soltou um gemido grave, deu mais três estocadas profundas e se entregou junto comigo, gozando fundo dentro de mim enquanto se colava ao meu peito, completamente sem fôlego. A pulsação entre nós aos poucos foi desacelerando, deixando apenas o som da nossa respiração pesada dominando o ambiente.A reunião da tarde no auditório da diretoria reuniu a cúpula da CashWave e os analistas seniores do 42º andar. O clima era tenso. Rômulo estava na cabeceira da mesa, impecável e gélido, enquanto eu apresentava a reestruturação da carteira internacional no projetor.Na metade da minha apresentação, Enzo pediu a palavra. Dava para ver no olhar dele que a postura de provocador sensual tinha sido completamente soterrada pelo orgulho ferido. Quatro anos de dedicação na empresa, quatro anos tentando cavar uma vaga na diretoria executiva... e eu, em menos de vinte e quatro horas, estava ali no centro dos holofotes, liderando o projeto.— Excelente teoria, Vivian — interveio Enzo, a voz firme, cruzando os braços e tentando me encurralar no campo técnico na frente de todos. — Mas a sua projeção ignora o risco de liquidez no mercado asiático caso os juros subam na abertura de Tóquio. É uma manobra arriscada demais para a CashWave assumir agora.Rômulo nem piscou, apenas desviou os olhos cinzent
O som do salto alto no mármore importado da recepção executiva era o único ruído que quebrava o silêncio absoluto do 45º andar. Eram exatas 06:52 da manhã. Vesti um conjunto de alfaiataria acinzentado, corte reto, impecável. Batom neutro, cabelo preso em um coque baixo e alinhado. Eu não estava ali para ser bonita; estava ali para ser inquestionável. Quando a porta metálica do elevador privativo se abriu, dei de cara com a silhueta de Enzo parado junto ao painel de vidro que dava para a Faria Lima. Ele segurava um copo de café expresso, sem paletó, com as mangas da camisa social dobradas até os antebraços e os botões do colarinho abertos. Ele parecia não ter dormido. O ego dele estava nitidamente em carne viva. Assim que me viu, ele deu um riso seco, balançando a cabeça devagar enquanto dava um gole no café. — Chegou cedo, Dra. Vivian — ironizou ele, o tom carregado de uma amargura velada. — Veio garantir que o teto da diretoria continue sem poeira ou já veio assinar o contrato d
Ao longo de toda a tarde no 42º andar, a tensão entre mim e Enzo se transformou em uma guerra fria de olhares, sorrisos de canto e toques calculados.Toda vez que cruzávamos pelos corredores de vidro ou nos esbarrávamos na iluminação moderna da área do café, havia algo não dito pairando entre nós. Enzo parecia disposto a provar a cada segundo que minha promessa de "apenas amigos" era uma ilusão frágil e, por mais que eu tentasse manter a postura profissional diante das planilhas, a lembrança do hálito quente dele no meu pescoço dentro do elevador me perseguia.Ao mesmo tempo, a presença invisível de Rômulo Vance pesava sobre todo o escritório. O relatório que eu havia deixado na mesa dele de manhã parecia uma bomba-relógio. Nenhum feedback, nenhum e-mail, nenhuma ligação. Apenas o silêncio gelado da diretoria executiva pairando sobre o meu dia.Por volta das cinco e meia da tarde, quando a movimentação já começava a diminuir e o pessoal organizava suas mesas para ir embora, ajeitei me
— Só um instante, Sr. Monteiro! — respondi rápido, usando a voz mais profissional que consegui engolir. Enzo soltou minha nuca devagar, mas sem pressa. Com um sorriso sacana e vitorioso, deu um passo para trás, abotoou a camisa e vestiu o paletó em um movimento perfeitamente ensaiado. Eu arrumei a barra do vestido midi, passei a mão pelo cabelo e segurei a pasta de arquivos contra o peito. Ele destrancou a porta e a abriu com calma, mantendo a postura impecável. — Pois não, Sr. Monteiro? Estava ajudando a Vivian a localizar as pastas do último trimestre — explicou Enzo, com uma serenidade invejável. — As prateleiras mais altas estavam com o travamento emperrado, então dei uma força. O Sr. Monteiro nos olhou de cima a baixo. Por um segundo, meu coração quase saiu pela boca, mas o chefe pareceu engolir a desculpa sem desconfiar de nada. — Perfeito, Lemes. Ótima iniciativa — disse Monteiro, ajeitando os óculos. Em seguida, ele se deu conta do homem alto que estava ao seu lado. — Ah,












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