Mag-log inEle observou a multidão à frente — funcionários da escola misturados a membros da Organização —, o caos burocrático crescendo em vozes e gestos desordenados.
Arqueou uma sobrancelha, cruzando os braços com aquele ar de calma calculada.
— Hm… parece que o caos administrativo resolveu se adiantar à sua chegada. — comentou, o sorriso de canto aparecendo. — Um gesto de boas-vindas bastante previsível, se me permite dizer.
Deu um passo à frente, inclinando-se levemente na direção dela.
— Não se preocupe. — o tom era calmo, quase reconfortante, mas o toque provocador permanecia — Eu conheço este lugar como ninguém.
— Pelo menos o suficiente para te guiar até o dormitório sem que percebam que está sendo disputada por duas organizações ao mesmo tempo.
O sorriso se curvou um pouco mais.
— Então, professora Borh… pronta para uma entrada sorrateira no seu novo território? Prometo que ninguém vai notar a sua chegada — se me seguir.
Yaskara sentiu um desconforto súbito nas mãos — o frio subindo pelos dedos, tornando-os azulados. Fechou-os com cuidado, escondendo-os sob as mangas, antes de responder:
— Sim. Vamos rápido.
Voss notou o leve tremor, a rigidez dos movimentos — sinais discretos, mas claros.
O sorriso permaneceu, embora os olhos perdessem um pouco da leveza.
— Certo. — disse firme, sem mudar o tom — Vamos ser rápidos.
Deu um passo mais próximo, oferecendo discretamente o braço.
— Fique perto de mim e tente não chamar atenção. — murmurou, o olhar percorrendo o ambiente, calculando cada ponto cego da multidão.
— Eu garanto que chegaremos ao seu dormitório sem problema… pelo menos, sem que percebam que você já está aqui.
Com o queixo trêmulo e os lábios azulados, ela o fitou e murmurou num suspiro:
— Como você sabe em qual dormitório eu vo...
Antes que concluísse a frase, a luz em seus olhos se apagou — e ela simplesmente desabou.
O corpo de Yaskara perdeu a força nos braços de Voss; o ar ao redor vibrou com um estalo sutil de energia antes de tudo se aquietar novamente. Ele percebeu de imediato que não se tratava de um desmaio comum, mas de um estado profundo, quase como uma hibernação mágica.
— Ei... — murmurou ele, tocando de leve o ombro dela. Nenhuma resposta. Voss suspirou, ajustando-a com cuidado em seus braços.
— Você realmente sabe como causar uma primeira impressão, professora.
Seu olhar percorreu o entorno: funcionários, representantes e oficiais da organização — todos distraídos pela confusão.
Sem hesitar, Voss convocou o Nóumena, a manifestação do espaço consciente. O Éter respondeu ao seu chamado com uma leve distorção, reconhecendo-o como parte de si.
Por um breve instante, a distância perdeu o significado — o mundo, dobrado em pensamento, trouxe-o exatamente onde queria estar. Quando a realidade retomou sua forma, já se encontravam dentro da escola, em um lugar que ele julgava seguro — mais precisamente, o dormitório dele.
Ele a deitou sobre a cama, observando-lhe o rosto por um momento. O fluxo de energia que emanava do corpo dela era suave e constante, embora nitidamente drenado.
— Hm… não é ferimento. — murmurou, pensativo. — Parece uma sobrecarga de energia. O corpo entrou em modo de recuperação.
Recostou-se na cadeira ao lado, cruzando os braços, um leve sorriso surgindo nos lábios.
— Vai dormir por horas, hein? — comentou num tom divertido. — Tomara que não ronque.
O quarto estava silencioso, embalado pelo som distante dos grilos que vinham da janela aberta. Voss ergueu o olhar para o teto, o semblante relaxado, mas atento.
— Uma maga que brinca com o tempo e apaga depois... perigosa e cheia de segredos. — Um sorriso discreto lhe curvou os lábios. — Acho que este semestre será bem mais interessante do que eu esperava.
Quase doze horas se passaram.
A coloração rosada havia retornado ao rosto antes pálido de Yaskara. Em dado momento, ainda mergulhada no sono profundo, ela se moveu, virando-se de lado na cama — na direção de onde Voss estava sentado.
Por algum motivo onírico, murmurou baixinho:
— Sorvete...
Logo depois começou a roncar — nada exagerado, apenas o som leve e ritmado de um pequeno filhote adormecido.
Voss, que folheava distraidamente um relatório da escola — embora já tivesse perdido o foco há muito tempo — ergueu o olhar ao ouvir o murmúrio sonolento. Um sorriso preguiçoso curvou-lhe os lábios enquanto apoiava o queixo na mão, observando-a.
— Sorvete, é? — murmurou em tom divertido, a voz baixa, quase cúmplice. — Depois de tudo o que fez ontem, acho que você merece uma sorveteria inteira, professora do tempo...
Inclinou-se levemente para a frente, os cotovelos apoiados nos joelhos, estudando o rosto dela por um instante. O contraste entre a serenidade adormecida e a lembrança da força absurda que ela demonstrara o intrigava. Naquele momento, o “mago mais poderoso do mundo” parecia mais curioso do que qualquer outra coisa.
Voss suspirou, recostando-se novamente na cadeira. Deixou o relatório de lado, passou a mão pelos cabelos brancos e ajeitou os óculos com um gesto automático.
— Dorme, dorme... — disse num tom leve, quase paternal. — Não é todo dia que alguém me deixa de queixo caído.
O silêncio que se seguiu era confortável. Do lado de fora, o som distante dos estudantes e o farfalhar das árvores suavizavam o ambiente. Ele esticou as pernas, acomodou-se melhor e cruzou os braços, lançando-lhe um último olhar curioso.
— Quando acordar, vamos conversar sobre esse “simplesmente apago depois de certo tempo”. — sorriu de canto, já antecipando que ela tentaria mudar de assunto. — Mas, por enquanto... dorme em paz, Yaskara.
Fechou lentamente os olhos, relaxando na poltrona. A cabeça tombou de leve para o lado, e, mesmo em repouso, sua energia permanecia fluindo em torno dela — uma barreira sutil, invisível, que impedia qualquer mal-estar ou intrusão.
Ela despertou devagar, preguiçosa, sentindo uma energia cálida e protetora envolver-lhe o corpo.
— Que sensação boa... — murmurou, a voz arrastada pelo sono, enquanto abria lentamente os olhos.
Ainda deitada de lado, puxou o cobertor até o rosto. O tecido macio guardava um perfume discreto e agradável — limpo, amadeirado, desconhecido.
— Eu não lembro desse cheiro... — sussurrou, franzindo o cenho. Por algum motivo, acreditava ainda estar no hotel.
À escrivaninha, próximo à cama, Voss terminava de revisar uma pilha de relatórios e papéis espalhados — uma cena rara para alguém como ele. Usava óculos simples, e o cabelo solto caía de modo despretensioso sobre o rosto. Ao ouvir a voz sonolenta dela, ergueu o olhar, um leve sorriso curvando-lhe os lábios.
— Hm? Finalmente despertou, Bela Adormecida. — disse em tom leve, cruzando os braços e se recostando na cadeira. — Dormiu tanto que comecei a achar que teria de pedir uma certidão de óbito.
Yaskara piscou algumas vezes, tentando ajustar a visão à luz da manhã. O teto era diferente, as paredes claras demais para o quarto do hotel, e o silêncio… era pontuado por ruídos suaves: passos distantes, o farfalhar de folhas, vozes abafadas de estudantes no pátio.
— E–Eiran?!
— Ah, então lembra meu nome. — Ele inclinou a cabeça, fingindo um suspiro teatral. — Estava começando a achar que tinha virado apenas parte de algum sonho seu.
Com a mesma tranquilidade de sempre, levantou-se e caminhou até a janela. Abriu um pouco mais a cortina, deixando a luz suave banhar o quarto — agora inconfundivelmente o dormitório da escola.
— Antes que pergunte: você desmaiou e estava com o corpo exaurido. — disse ele, sem tirar os olhos da janela. — Imaginei que não quisesse que ninguém soubesse disso... então, achei melhor trazê-la pra um lugar onde pudesse se recuperar em paz.
Ele lançou-lhe um olhar breve, medindo a reação dela antes de continuar, num tom quase casual:
— Todos temos nossos pontos fracos, professora. E os inteligentes sabem mantê-los em segredo.
Ergueu o canto dos lábios, deixando transparecer o mesmo sorriso travesso de antes.
— E não se preocupe, prometo que não abusei do privilégio de te ver dormindo.
Fez uma pausa breve, o olhar cintilando com ironia.
— Embora... você tenha murmurado algo sobre sorvete. — ergueu uma sobrancelha, divertido. — Isso eu realmente fiquei curioso.
Sorvete...?
Ela piscou, confusa, antes que o pensamento a atingisse — eu falei dormindo?!
O rosto corou imediatamente. Engoliu em seco e, entendendo finalmente onde estava, sentou-se na cama, ainda meio atordoada.
— O senhor ficou todo esse tempo cuidando de mim?
— Sim — respondeu ele, apenas.
— Eu não devia ter te metido nisso tudo. — começou, levando a mão à cabeça em um gesto de leve exaustão. — Eu tinha certeza de que havia calculado certo o tempo para retornar e descansar em um ponto seguro. Achei que o tempo vindo até o dormitório da escola seria suficiente...
Ela fez uma pausa, o olhar encontrando o dele.
— Com certeza, a culpa disso foi sua! — disse, arqueando uma sobrancelha. — Provavelmente gastei mais Vontade Etérea do que o normal para reparar o seu corpo e ainda tive de lidar com essa quantidade ridiculamente exagerada de Éter que você emana.
Suspirou, o semblante suavizando.
— Eu não previ isso... — completou, mais baixo. — Me perdoe.
Eiran inclinou levemente a cabeça, observando-a com aquele mesmo ar despreocupado que parecia nunca deixá-lo. Um sorriso suave — diferente do habitual, menos zombeteiro, mais genuíno — se formou em seus lábios.
— Então foi isso... — disse em tom calmo, aproximando-se lentamente da cama. — Eu achei estranho mesmo. A forma como sua energia colidiu com a minha foi… intensa.
Parou a poucos passos dela, cruzando os braços e a fitando com um olhar mais sério, ainda que houvesse um leve brilho divertido em seus olhos azuis.
— Mas, Yaskara… você não tem que se desculpar. — Sua voz soou mais baixa, quase como uma confissão. — Se não fosse por você, eu ainda estaria no chão, quebrado.
Ele fez uma pausa, inclinando-se um pouco, o rosto a poucos palmos do dela.
— E, convenhamos, quem mandou tentar ajustar minha “quantidade ridiculamente exagerada de Éter”? — o sorriso retornou, provocador. — É como domar um raio enquanto está chovendo.
Ele endireitou-se de novo, coçando a nuca com um ar relaxado.
— De qualquer forma, eu te devo uma. E, para ser justo, você ficou apagada quase meio dia… então diria que estamos quites. — fez uma pausa e acrescentou, rindo de leve: — A menos que queira cobrar juros por danos mágicos.
Yaskara se levantou da cama com calma. Ajustou a camisa social, alisando o tecido ainda um pouco amarrotado, e endireitou a saia tubinho. Prendeu os longos cabelos loiros em um rabo de cavalo alto antes de calçar o scarpin. Mesmo após o colapso, conservava uma elegância natural — firme e serena.
Percebia perfeitamente as provocações sutis de Voss, mas escolheu ignorá-las. Em silêncio, reconheceu o gesto dele — o cuidado velado, a maneira discreta com que a havia protegido. Um pequeno suspiro escapou, quase imperceptível. Talvez ele não dissesse em voz alta, mas havia agradecimento em seu olhar.
— Sim, estamos quites, senhor Voss. — respondeu por fim, ajeitando a gola da camisa. — Mas eu lidaria novamente com a sua energia... quantas vezes fosse necessário. — A frase saiu com uma leve ironia, quase uma provocação de volta.
Ele ergueu uma sobrancelha, observando-a ajeitar o cabelo e as roupas com aquela serenidade quase ensaiada — uma tentativa de disfarçar o constrangimento, talvez? O sorriso dele se formou naturalmente, carregado de uma provocação leve, mas o olhar… esse era de genuína admiração.
— “Quantas vezes fosse necessário”, hein? — repetiu, fingindo um tom pensativo. — Isso soa perigosamente como uma promessa, Yaskara. — O canto de sua boca se curvou num meio sorriso brincalhão. — Eu poderia me acostumar com esse tipo de dedicação.
O tempo não tinha cor.Nem som.Nem direção.Yaskara existia — ou acreditava existir — dentro de uma vastidão translúcida, onde o passado e o futuro se dissolviam em ondas de luz dourada.Via fragmentos de si flutuando ao redor: a voz de Eiran, o toque do vento, o eco distante de sinos.Mas nada era fixo.Tudo era lembrança tentando se lembrar de ser real."Quem... sou eu?"A pergunta soou, e o espaço respondeu em vibrações suaves.Luzes se agruparam, formando uma figura humana — calma, envolta em véus azulados.Os olhos dela eram como espelhos cheios de eras.— Ainda se lembra de mim? — perguntou Aetharion, com voz leve.Yaskara piscou, tentando reconhecer a forma.— A voz... é antiga.— Porque vem de onde o tempo descansa.A presença de Aetharion irradiava serenidade.Ela se aproximou, observando as linhas de luz que saíam do corpo de Yaskara — fios dourados que atravessavam o vazio e desapareciam em todas as direções.— Você se expandiu demais, — disse Aetharion. — Tornou-se o próp
O entardecer cobria o pátio da Academia Arcana.Yaskara segui pelos corredores a caminho do dormitório. O ar estava frio, e o silêncio era quebrado apenas pelo som distante dos sinos.Então, o vento mudou.O espaço à sua frente tremeu — e Voss surgiu, como se o mundo tivesse piscado.— Você acha que é muito tarde para testarmos algo? — perguntou ele, sorrindo. — Tive uma ideia que não podia esperar até amanhã.Antes que ela pudesse responder, o ar se distorceu outra vez.Em um piscar de olhos, os dois estavam em outro lugar — um anexo antigo, nos limites da Academia, esquecido entre as árvores.A energia ali era densa e calma, um espaço onde até o tempo parecia hesitar antes de seguir.Ela o observou em silêncio.— Pela sua ansiedade já sei sobre o que é.Voss assentiu.— O Selo da Concordância. Acho que encontrei uma maneira de neutralizá-lo sem romper nada.Explicou, em voz baixa, o raciocínio que amadurecera desde o entardecer: criar um espaço inverso — uma dobra onde o selo pudess
O som do berimbau cortava o ar quente da manhã como um chamado ancestral.Cada toque reverberava pelo pátio da Academia Arcana, guiando o ritmo dos alunos que treinavam descalços.A arena de combate — ampla, aberta e cercada por colunas antigas — vibrava no compasso da ginga, onde o corpo e o Éter se tornavam um só.Pedro Oliveira, os longos rastafáris presos em um rabo de cavalo, caminhava entre os alunos com o peito nu e o sorriso escancarado de quem transformava luta em celebração.O sotaque arrastado e a voz grave ecoavam com energia contagiante, misto de mestre e trovão.— Mais força, idiotas! — gritou, batendo palmas no ritmo do berimbau. — Vocês não estão brigando com fantasmas, estão brigando com o medo de morrer!Um dos rapazes tentou uma esquiva mal calculada e caiu de joelhos.Pedro soltou uma gargalhada sonora, vibrante, que ecoou por toda a arena.— É isso! Sinta o chão! Aprenda com ele! — exclamou, batendo o pé ritmado no tatame. — O solo é seu primeiro inimigo e seu pri
O distrito da Liberdade, em São Paulo, despertava com o amanhecer, embalado pelo murmúrio constante de passos e idiomas misturados.Mas sob o chão — em uma rede antiga de túneis esquecidos pela prefeitura e apagados dos registros do Conclave —, um grupo de magos trabalhava em silêncio.Nenhum selo familiar, nenhuma insígnia.Apenas um discreto emblema gravado no metal dos braceletes: um anel dividido em doze marcas equidistantes, cruzado por um ponteiro fixo — o símbolo da Organização Bohr, a casa que dominava o estudo do tempo e das linhas de causalidade.“Ponto zero confirmado. A anomalia ressonante persiste entre o 12º e o 14º subnível. O fluxo etéreo está… instável.”— relatou o mago de campo Elias Varga, ajustando o sensor de Éter enquanto as leituras formavam curvas oscilantes em dourado e branco no visor.Essas leituras não pertenciam a um fluxo comum de Éter.Eram pulsos cronais — fragmentos de tempo residual, como se o próprio passado tentasse se repetir em silêncio.“Mantenh
# RELATÓRIO DE MISSÃO — ARQUIVO CONFIDENCIALDocumento: Nº 478-A / Conclave EtéreoData: [RESTRITO]Local: Ruínas de Paraitinga – Interior de São Paulo, BrasilMissão: Estabilização e redistribuição do Fluxo Etéreo – Área de Colapso Temporal ResidualClassificação: Tipo Especial / DiplomáticaResponsável de Campo: Bárbara Lima (Arcanista Sábia – Instituto Arcano de São Paulo)Colaboradora Designada: Yaskara Bohr (Arquimaga Temporal – Registro Internacional Bohr-07, Filiação Estrangeira reconhecida pelo Conclave)* Resumo da OperaçãoA missão iniciou-se às 09:40.O objetivo principal era avaliar as condições de estabilização do Fluxo Etéreo nas ruínas e redefinir o perímetro de contenção sob jurisdição do Instituto Arcano de São Paulo, com autorização do Conclave Etéreo.Durante a inspeção, constatou-se instabilidade temporal espontânea, de origem indeterminada.As flutuações de Éter coincidiam com distorções no eixo cronológico local — repetição de eventos, inversão da luz solar e per
As nuvens cobriam o céu do Vale de Paraitinga como um manto de chumbo, e o vento que descia da serra parecia hesitar antes de tocar o chão.O antigo mosteiro, parcialmente engolido pela mata, era agora um ponto de contenção etérea — um lugar onde o tempo começara a escorregar pelas frestas da realidade.Bárbara Lima ajustou o manto escuro do Conclave, o brasão rosa-âmbar gravado no ombro.Arcanista do tipo sábia, era conhecida pela serenidade com que manipulava o Éter — uma calma que se refletia nos olhos amendoados e no tom disciplinado da voz.Os cabelos cacheados emolduravam o rosto delicado, mas a postura firme denunciava uma precisão treinada.Sua presença bastava para acalmar o ar, e até o Éter parecia se reorganizar em torno dela.Pela experiência, ela sabia:o silêncio ali não era natural.Era o tipo de silêncio que escuta de volta.Atrás dela, dois assistentes do Instituto Arcano de São Paulo preparavam os selos de estabilização, enterrando prismas de quartzo sob o solo úmido







