FAZER LOGINo que estão achando?
Assim que saiu do quarto do seu pai, Carlos chegou. — Conseguiu ver ele?- — Consegui. — E como ele está? — Tá respondendo bem aos medicamentos. — Que bom.- a abraçou.— Tá melhor depois de vê-lo? — Muito!- o abraçou também. Ana não sabia como dizer a ele que havia dito ao seu pai que ele era seu namorado e muito menos que seu pai o queria ver. — Tem algo para me dizer? — Não, por que pergunta? — Sei lá…deve ser impressão minha. — Pode me deixar na empresa?- desfez o abraço. — Claro!- segurou na mão dela e a levou até o carro. Carlos a levou até a empresa dos Miller e a deixou lá. — Bom dia senhora Ana!- sua secretária a saudou. — Bom dia Cris!- ainda estava desanimada. — O senhor Davis a procurou. — Ele disse o que queria? — Não! — Me passa tudo o que aconteceu de ontem para hoje e me traz um café, por favor. — Claro! Ao entrar na sala de seu pai, que agora ela ocupava, olhava todos os quadros e prêmios que ele havia ganhado com os seus hotéis. — Espero dar conta d
Naquela mesma manhã encontrou Marcos irritado.— Sabe que horas são? — disse irritado.— Bom dia para você também! — estava de bom humor.— Pela cara já sei o que estava fazendo, mas tem que saber que existe tempo para tudo nessa vida e agora é hora de trabalhar.— Tá, eu sei! — entrou em sua sala pegou seu notebook e foi para sala de reunião que havia sido atrasada por causa dele.— Cris, precisarei me ausentar por algumas horas, então se houver algo de emergência liga no meu celular. — disse para sua secretária antes de sair.Ana, decidida e resoluta, foi ao seu apartamento e recolheu todas as coisas dele que ainda estavam lá. Ela as empacotou cuidadosamente em várias caixas, como se estivesse embalando uma parte de sua vida que estava prestes a deixar para trás.Ela mudou a senha do apartamento, deixando as caixas na portaria, com instruções firmes para que ele não fosse autorizado a subir caso tentasse.Ela estava determinada a encerrar o que eles haviam rotulado de "relacionamento
Seus olhos percorriam Carlos, que dormia serenamente ao seu lado, enquanto sua mente fervilhava de pensamentos. Desde o início, ela estava ciente da complexidade dessa relação, entendendo que o futuro era incerto. Mesmo assim, escolheu se entregar completamente àquele instante, às sensações intensas e aos sentimentos únicos que apenas ele conseguia despertar.Ela compreendia que, apesar de ele demonstrar sentimentos por ela, o amor pela sua falecida noiva persistia, mantendo-o ligado ao passado. Sem ousar usurpar o espaço que um dia fora dela, ela ansiava, ao menos, por ocupar um lugar único no coração e na vida dele. Silenciosamente, levantou-se, tomou banho, vestiu-se e partiu mais cedo do que o habitual, deixando-o descansar sem despertar.Ao despertar com o som do despertador, ele percebeu sua ausência ao se mover. Ao checar o celular, não encontrou mensagens, chamadas ou sequer um recado ao lado do abajur deixado por ela. O silêncio falante da manhã deixou um vazio que ecoava em
Ana não esperava conhecer o seu sogro tão cedo, ainda mais naquele momento. Caminhando em direção a porta, Carlos deu passagem para que seu pai entrasse.— Pai! — sorriu sem graça, tentando disfarçar o que estava acontecendo.— Quanto tempo, meu filho! — O abraçou — Sua secretária disse que estava em reunião — Olhou para Ana que desviou o seu olhar ao vê-lo olhar em sua direção — Espero não estar atrapalhando… — disse percebendo o comportamento estranho dos dois.— Não, já terminamos… inclusive, ela já está de saída.— Sim, estou! — respondeu sem saber como deveria se comportar diante daquilo.— Agradeço pela proposta senhorita, assim que o contrato estiver redigido minha secretária entrará em contato com a sua.Carlos, ansioso para que aquilo terminasse, que sem ao menos perceber praticamente a expulsou do escritório sem sequer apresentá-la.— Acho que já tenho a minha resposta… — sussurrou em frente a porta.— Desculpa por antes! — disse a secretária a tirando dos seus pensamentos.
Por mais que tenham feito as pazes, o prazo que ela o havia dado estava findando, e se ele não quisesse dar um passo a mais naquela relação que nem mesmo ela sabia definir, colocaria um ponto final naquele breve e intensa história que eles estavam vivendo.— Bom dia — se aproximou e a abraçou por trás enquanto sentia o cheiro do seu cabelo recém secado.— Bom dia! Com um pequeno sorriso o olhou pelo reflexo do espelho enquanto tentava pôr o outro brinco.— Quer ajuda?— Sim! — ficando frente a frente com ele o entregou o brinco — Aqui! — Deixa eu ver — afastou o cabelo dela para trás da orelha — Não é tão difícil assim! — sussurrou.— Nunca colocou um brinco antes, não é? Perguntou ao vê-lo olhar sua orelha como se estivesse criando todo um plano para conseguir realizar tal tarefa — Deixa que eu coloco — tentou pegar o brinco, mas ele afastou sua mão da dela.— Fica quieta que eu vou conseguir — disse concentrado.Ao vê-lo assim tão concentrado em uma tarefa tão simples fez com que el
Na manhã seguinte Marcos o encontrou descontando todas as suas frustrações em quem passava perto dele.— Chupou limão, foi?— Não enche! — respondeu ríspido.— Discutiu com Ana, foi?— Vamos para a minha sala.— Vai, desembucha! — disse Marcos se sentando na poltrona.— Já sabe que Ana está indo a vários encontros marcados pelo seu, não é?— Sim, sei!— Adivinha quem foi o homem com quem ela teve que se encontrar ontem?— Não sei, não estava lá.— Miguel!— Esse cara tá em todo lugar, é?— Pois…— Espera… o pai dela pensou que Miguel fosse um bom partido para a filha dele, mas não pensou em você?— Não tinha parado para pensar nisso… por que ele não me escolheu? Não acha que eu não sou um bom partido para a filha dele? — Não era sobre isso que iria falar…— Tive uma briga feia com ela e ela me deu algumas condições.— Quais?— Ela quer que eu assuma o nosso relacionamento para o pai dela ou paramos com tudo.— Uma hora isso iria acontecer, ainda mais no caso dela que está tentando agr







