Compartir

Capítulo 7

last update Fecha de publicación: 2025-09-11 08:57:02

MARIA AMARAL

— Tem certeza que vai fazer isso? E se ele não estiver lá? — Candy pergunta enquanto termino de me vestir.

Naquela manhã, o motorista dele me deixou na casa de Candy. Amaymon apenas se levantou do sofá e seguiu pelo corredor. Foi nessa hora que o motorista apareceu me dizendo que era hora de ir. Sem um tchau sequer. Foi decepcionante. E quando já estava no caminho me critiquei por não ter insistido em ir atrás dele através do corredor, pelo menos exigir um adeus. Era assim que eu deveria agir se quisesse uma chance. Mas era tarde demais.

— Pelo menos eu me divirto vendo a cara daquela desgraçada. Só de pensar que aquele homem ia... Que ódio! Tudo por causa dela. Se não fosse o Seven...

— Te salvou e deu um belo trato na sua boceta jovem... — Apesar do tom brincalhão, me lembro como ela ficou assustada quando contei o que aconteceu no beco. Não me julguem. Duvido que ela conte a alguém... e não me pediram segredo.

Sorrio da sua tentativa de saber como terminou a noite.

— Não adianta. Eu não vou contar o que aconteceu.

— Estraga prazeres. — Ela mostra a língua. — Ainda estou perplexa por ele ter sorrido naquele lugar. Isso nunca aconteceu. — Ela suspira, dessa vez uma expressão séria surge em seu rosto. — Só toma cuidado. Seu sugar daddy não vai gostar de saber que fodeu uma boceta que ainda nem fez dezoito anos. Ele é um mafioso certinho, cheio de regras.

— Não saberá enquanto eu não conseguir colocar meu plano em prática.

— Que seria?

— Só da minha conta. — Rio.

Ela revira os olhos. Terminamos de nos arrumar e algum tempo depois entramos no salão.

Ninguém fala nada sobre o que aconteceu uma semana atrás, mas posso sentir os olhares curiosos sobre mim. O que não é estranho, já que protagonizei o show da última vez. Talvez esperem outro. Já eu, nem quero pensar em ser alvo de curiosidade por mais tempo.

— Acabei de saber que a primeira dama não trabalha mais aqui. Foi banida. — Candy conta com um sorrisinho debochado.

— Então quem é aquela? — aponto com um gesto de cabeça, a infeliz que tentou me ferir está entrando de braços dados com um velho asqueroso, com um vestido longo dourado de fenda até as coxa e decote exagerado.

— Isso vai dar confusão — ela murmura.

— Não se depender de mim. Ela pode ficar. Não pretendo trabalhar aqui de verdade, você sabe.

Para ilustrar, ignoro Amber por um longo tempo. Afinal tenho mais coisas para pensar, principalmente em como esse sapato está me machucando ao ponto de que sinto que está sangrando meus pobres dedos. Os sapatos de Amber são instrumentos de torturas, só pode.

— Acho que sua noite com o Seven não foi tão boa. — Candy diz com uma careta.

— Por que diz isso?

— Se tivesse sido, ele não estaria indo até ela.

Sigo seu olhar e vejo o homem que invadiu meus sonhos durantes esses dias. O homem que não me ligou para falar da chave, que simplesmente depositou uma quantia absurda na minha conta. Agora entendo porque. Ele não me quer. Pagou para se livrar de mim. Simples assim.

— Parece que não foi mesmo — murmuro desanimada. Amber está com um sorriso no rosto enquanto conversa com ele.

Fui muito tapada de acreditar, apenas porque fiquei jogando a noite toda com alguém, que ele era diferente. Diferente nada, só não me quis. Simples assim. Talvez ele prefira loiras... Ou só prefira qualquer uma que não seja eu.

Maldita vontade de chorar.

— Oi! — um homem para na minha frente quando eu estava prestes a ir ao banheiro chorar escondido, o mesmo da primeira noite que me abordou primeiro. — Vi que o rolo com o grandioso Seven não deu certo. Meu convite ainda está de pé, quer subir? — o jeito como ele menciona Amaymon é desdenhoso, tem um toque de inveja.

Por um momento, penso em ir com ele e deixar que use meu corpo. Não poderia fazer nada que já não fizeram. Seria apenas uma dor a mais, para cobrir essa sensação estranha de tristeza e vazio que o fora daquele homem causou.

— Desculpe, mas hoje não vai dar, já chamei um táxi para a Maria. Ela está um pouco doente. — Candy vem ao meu socorro, antes que eu faça algo que abra minhas feridas.

— Eu vou te dar um chá que vai te sarar rapidinho. — O cara inconveniente segura meu braço.

— Por favor, me solte — peço baixo. Não quero fazer outra cena aqui.

— Não quero. Devia tratar melhor os clientes, se quiser manter esse rostinho lindo como está. — Ele aperta, me fazendo gemer de dor e ter uma pequena prova do que pode fazer comigo.

— Tira as mãos da minha mulher — aquela voz ordena, fazendo cada pelo do meu corpo se arrepiar com o tom autoritário. O “minha mulher” fica repetindo sem parar na minha cabeça. Não quero sentir isso, mas gosto do tom, gosto das palavras... Ouvir isso tem um gosto tão doce.

Na mesma hora sinto alivio do aperto sumindo.

— Você vem comigo. — Dessa vez sinto seus dedos ao redor do meu pulso, firmes, mas sem machucar, ele me conduz para fora do lugar.

Continúa leyendo este libro gratis
Escanea el código para descargar la App

Último capítulo

  • Maria e o Mafioso - Contos da Máfia – Livro 5   Epilogo

    AMAYMON SEVENHoje é mais um dia de baile. Depois que meus filhos começaram a se apaixonar, e devo confessar que eu também, esse castelo anda muito movimentado. Estou sentando em um sofá com a cabeça da minha mulher gravidíssima em meu colo enquanto vejo a movimentação.Hoje os pais dela estão presentes. A nossa convivência está cada dia mais harmoniosa. E acreditem ou não, o senhor Amaral está gostando do cargo de prefeito, pensando até em reeleição. — Está pensando em que, amor?— Como administrar seus amantes quando eu estiver velho demais para te satisfazer — brinco. Maria revira os olhos e me belisca, ela sabe que é brincadeira, que não tenho esse tipo de insegurança.Eu sou um homem vivido, que confia no amor da minha mulher. Enquanto eu puder dar prazer a ela, tudo certo. Se um dia a idade se tornar um problema, pensaremos em como resolver. Sofrer pelo futuro é tolice.A noite segue entre pausas para descansar da agitação da família e muita comilança da minha doce esposa grávi

  • Maria e o Mafioso - Contos da Máfia – Livro 5   Capítulo 35

    MARIA AMARALO assunto pela cidade é o mesmo: O suicídio do prefeito. Meu pai está quase fazendo buraco no chão da casa, andando de um lado para o outro.— Prefeito, eu? Eu não sei se dou conta disso — murmura de novo.— A melhor coisa que aquele homem fez foi suicidar. — João diz descascando uma maçã e me passando pequenos pedaços. Depois da quantidade de doces que comi ontem, preciso de frutas. Eu estava descascando, mas ele sentou ao meu lado e tomou meu trabalho.— Não diga isso, filho. — Mamãe olha triste para João. — Ninguém merece morrer assim.— O senhor dá conta sim. Eu estarei ao seu lado. No fim, nosso negócio de pai e filho vai ser mais que um simples comércio. Sem falar que seu genro conhece muita gente poderosa, não tanto quanto ele mesmo, mas poderosas. Ele pode ajudar.— Seu noivo é tão rico assim? — mamãe pergunta olhando para mim.Assinto.— O cara mora em um castelo de verdade. Deixa eu mostrar pra senhora. — João pega o celular e busca imagens do castelo dos Seven.

  • Maria e o Mafioso - Contos da Máfia – Livro 5   Capítulo 34

    JOÃO AMARALEssa calma desse Seven me dá nos nervos. E só piora ele não dar detalhes do que pretende fazer.— Caralho! — resmungo enquanto saímos da sala.— Boca suja — ele devolve calmamente.— Dá para dizer o que pretende?— Vamos torturar esse pedaço de merda e ao fim do dia de hoje haverá um suicídio, mesmo que seja forçado.Gargalho.— Pedaço de merda? Depois diz que minha boca é suja.Saio rindo. No caminho, me despeço da gatinha da recepção com uma piscadela. Essa noite a trepada está garantida.— Vamos naquela loja comprar doces para Maria. — Ele sugere mostrando a loja de fachada colorida do outro lado da rua da prefeitura.Dou de ombros e seguimos para o local. O atendente sorria de orelha a orelha pela quantidade de produtos que o Seven comprava. Se minha irmã comer todos esses doces, ela explode. Ah, não passou nem cinco minutos que entramos na loja e o prefeito saiu apressado. Aposto que foi ver a mulher e as filhas. Os filhos dos outros pode sofrer, os dele não. Maldito!

  • Maria e o Mafioso - Contos da Máfia – Livro 5   Capítulo 33

    AMAYMON SEVENO sorriso que o meu cunhado deu ao ouvir a frase “Hoje teremos um suicídio” foi meio que assustador. Acho que ele sabe exatamente o que pretendo.— Posso participar?— Seria uma pena se não participasse.— Então come logo. Estou doido para ver um suicídio.Sorrio de canto. Deixo para que ele descubra que não vai participar tanto assim mais tarde, para que não acabe com sua alegria. Depois do café, seguimos direto para a prefeitura.Claro que o prefeito não estava. São apenas nove da manhã. Aposto que vem e volta quando bem entende. Se é assim em grandes cidades, imagine em uma cidade pequena onde as pessoas vivem à mercê do prefeito.— Vamos aguardar — aviso para a secretária e me sento em um canto. Meus seguranças param um em cada lado, de pé, em postura de atenção, enquanto meu cunhado está apoiado na mesa da secretária claramente seduzindo-a.Dez minutos depois o prefeito chega. Acredito que foi avisado sobre a visita.Assim que ele chega, João muda completamente. O s

  • Maria e o Mafioso - Contos da Máfia – Livro 5   Capítulo 32

    AMAYMON SEVENO pai de Maria com certeza quer me intimidar. Estamos andando há quase dez minutos pela estrada de asfalto malcuidado. Ele não diz uma palavra sequer. Penso em seguir pelo mesmo caminho e manter silêncio, para mostrar que também sei intimidar. Mas mudo de ideia, é o pai da mulher que amo, e se eu estivesse no lugar dele, certeza que estaria intimidando muito mais, talvez até mesmo usando algumas armas cortantes para mostrar ao desgraçado que ousou engravidar minha filha quem manda.— Irei entender se o senhor for contra a minha relação com sua filha — digo firme.— Senhor? — ele faz uma careta. — Pelo que soube, sou um ano mais novo que o “senhor”. — Ele faz uma entonação de desgosto com a palavra, como se quisesse mostrar o quanto o incomoda.— Entendo seu ponto de vista. Pretende impedir que eu me case com sua filha? — Vou direto ao ponto.— A minha filha de dezoito anos grávida — murmura para si mesmo.— Entendo como se sente. Eu sou pai e faria tudo pelos meus filhos

  • Maria e o Mafioso - Contos da Máfia – Livro 5   Capítulo 31

    MARIA AMARAL— Mamãe, preciso te contar uma coisa. — Ela larga as verduras que estava cortando dentro da vasilha e me olha séria. — Espero que a senhora não fique triste comigo. Desculpa por isso. Eu... — engasgo com as palavras, começo a chorar.— Ei! — Ela me abraça. — Está tudo bem.Antes que eu posso dizer algo, uma voz conhecida aquece meu coração.— Que chororo é esse aqui? — Olho para a porta e vejo meu pai de braços abertos, esperando um abraço. Ele está sujo, como se tivesse trabalhado muito no pesado.— Pai! — corro para seus braços, abraçando forte. O cheiro de cansaço e suor conhecido me faz chorar.— Como você está, princesa? E cadê seu irmão?— Estou bem. — Limpo as lágrimas. — Estava com tanta saudade. João foi levar... — interrompo.— Levar o noivo dela pra pousada. Porque aqui não cabe um homem daquele e ainda com segurança.— Noivo é? Quero saber essa história direitinho. Como minha filha de dezoito anos está noiva de uma homem mais velho que eu.— Ai pai, ele é só u

Más capítulos
Explora y lee buenas novelas gratis
Acceso gratuito a una gran cantidad de buenas novelas en la app GoodNovel. Descarga los libros que te gusten y léelos donde y cuando quieras.
Lee libros gratis en la app
ESCANEA EL CÓDIGO PARA LEER EN LA APP
DMCA.com Protection Status