LOGINAmália foi traída por aqueles que deveriam protegê-la. Vendida pelos próprios pais, que viam em sua beleza uma oportunidade de lucro, ela foge — mas a liberdade dura pouco. Capturada e levada a um leilão clandestino em Salerno, seu destino muda ao ser comprada por um estranho: Glauco. Homem poderoso e aparentemente impenetrável, Glauco a adquire por puro capricho, sem saber que aquela decisão colocará em risco as muralhas que construiu ao redor de si. O que ele não esperava é que, ao trazer Amália para sua mansão nas colinas de Sorrento, também abriria as portas para segredos antigos, feridas mal cicatrizadas e verdades perigosas. Enquanto o passado ressurge — e nomes como Sofia, Laerte e Danilo ganham novos contornos —, Amália luta não só por liberdade, mas também por sentido, dignidade e justiça. Nessa casa de silêncios e memórias, quem aprisiona quem?
View MoreOs dias seguiram tranquilos, e Laerte, com relutância, deixou Natália sob os cuidados da equipe do hospital. Ana, Amália e ele se revezavam para que ela nunca ficasse sozinha. Glauco e Paolo também faziam visitas frequentes, e até os pais de Natália vieram vê-la, emocionados ao encontrá-la mais forte a cada dia.Era um domingo de manhã quando Natália sentiu as primeiras contrações. Faltavam apenas duas semanas para completar as quarenta semanas de gestação. Mas Eleonora não quis esperar, em menos de meia hora, veio ao mundo cheia de vida e força.Quando Laerte chegou ao corredor, só deu tempo de ouvir o primeiro choro. Entre a primeira contração e o nascimento, tudo aconteceu tão rápido que ele mal acreditava. Assim que Amália o avisou, ele veio correndo em sua moto direto da empresa. Abriu a porta da sala de parto a tempo de ver a enfermeira colocar a pequena Eleonora nos braços de Natália, que chorava emocionada.Laerte ficou parado, atônito, com os olhos marejados. Aproximou-se dev
Glauco chegou em casa e abriu a porta com um suspiro pesado. Assim que entrou, Amália veio ao seu encontro, os olhos aflitos.— Onde estão as crianças? Perguntou ele, após beijar rapidamente os lábios dela.— Dormindo. Respondeu, um pouco tímida.Ana estava parada no meio da sala, aguardando notícias. Glauco fechou a porta e caminhou até o sofá, mas nenhum dos três conseguiu sentar. Ele procurava as palavras certas, tentando disfarçar a preocupação que o corroía por dentro.— Não se preocupem, ela está bem. A pressão já estabilizou, foi uma perda de potássio. Ela vai ficar em observação, mas está fora de perigo. Disse, aproximando-se de Amália e a abraçando.— Você está com fome? Perguntou ela, tocando o rosto dele com ternura.— Estou... vou tomar um banho. Prepare duas marmitas, vou levar para Paolo e Laerte. Vou ficar lá com eles.— Claro. Respondeu Amália, vendo-o se afastar pelas escadas.— Eu te ajudo. Disse Ana, indo para a cozinha.Amália ficou parada, olhando enquanto ele sub
Um tempo depois, Paolo olhou para Glauco, quebrando o silêncio que tomava o corredor.— Você avisou Amália? Perguntou, a voz baixa.— Não… Glauco respondeu, passando a mão pelos cabelos. — Ela estava sozinha, achei melhor esperar um pouco.— Vou falar com Ana e deixá-la com Amália. Nós dois ficaremos aqui com você. Disse Paolo a Laerte, decidido.— Não precisa… eu posso ficar sozinho.— Nós vamos ficar. Insistiu Glauco, firme. — Como tem as crianças, elas ficam em casa, e nós ficaremos aqui por vocês. Assim que ela acordar e puder receber visitas, elas virão vê-la.Laerte respirou fundo, o olhar fixo em algum ponto do chão.— Obrigado. Murmurou, a voz embargada, quase se apagando.Paolo se levantou e saiu apressado para levar Ana até a mansão Bergamo.Enquanto isso, Glauco ligou para Amália, explicando com calma que Ana iria até lá para ficar com ela, pois ele permaneceria no hospital com Laerte, pois Natália havia sido internada.Amália ficou em choque no primeiro momento. O coraçã
Algumas semanas depois ... Laerte e Natália estavam arrumando as malas para uma viagem de uma semana a Milão.— Vou até a empresa, tenho uma reunião com Glauco e um fornecedor de combustível árabe. Não vou demorar. Disse Laerte, beijando os lábios de Natália.Com certa dificuldade por causa da barriga e dos pés inchados, ela demorou um pouco para ajeitar as coisas. Desceu as escadas com cuidado e foi até a cozinha. Lá, conversava com a governanta da casa quando sentiu um desconforto.— A senhora está bem? Perguntou a mulher, percebendo a mudança em seu semblante.— Apenas um mal-estar. Respondeu Natália, levando a mão à barriga e tentando sorrir. Levantou-se para voltar à sala, mas a cor foi sumindo de seu rosto. Seus lábios empalideceram.— Oh, meu Deus! Exclamou a governanta, assustada, amparando-a antes que caísse. — Senhora? Chamou, aflita, abanando o rosto de Natália, que já não reagia.A mulher começou a gritar pelo segurança, e o homem entrou esbaforido.— Chame o patrão e um






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