INICIAR SESIÓN🐺🐺🐺
Alina Por muito tempo, achei que a felicidade fosse passageira. Algo que aparecia por alguns minutos e depois desaparecia, levando consigo qualquer esperança de que eu pudesse ter uma vida tranquila. Mas, naquela manhã, enquanto caminhava ao lado de Eric pela bela floresta de Arcadia, percebi que tudo havia valido a pena naquela última década. Eu amava meus filhotes, os dele e toda a confusão que vinha junto com eles. Amava a casa cheia de vozes, as risadas que ecoavam pelos corredores e até o caos que parecia nos acompanhar por onde quer que fôssemos. Ao longo daqueles anos, também havia crescido profissionalmente. Eu já não era apenas a mulher que tentava sobreviver às circunstâncias que outros impunham a ela. Cada projeto que desenvolvi foi devidamente documentado, cada pagamento registrado, cada conquista construída com meu próprio esforço muito bem remune. E foram muitos projetos, muitas conquistas e muito trabalho. Agora, eu tinha meu próprio patrimônio, conhecimento e pode
Alina Na arena de treinamento suspensa, meu pai e eu observávamos Bram e Balthazar serem encurralados por oito oponentes adultos. Os gêmeos estavam com as costas coladas uma à outra, cada um servindo de escudo para o outro. Se não agissem em perfeita sincronia, dificilmente sairiam daquele treino com a dignidade intacta. E essa era exatamente a intenção de Eric. Meu companheiro estava transformando os dois em uma verdadeira simbiose de combate. Os garotos tinham treinamentos individuais e em dupla, mas era quando lutavam juntos que se tornavam realmente assustadores. A coordenação entre eles era tão precisa que, recentemente, haviam recebido um apelido: Os Dois Trovões. — Eles são espetaculares em combate, Alina — comentou meu pai, acompanhando cada movimento dos garotos. — Nossa alcateia da Cidade do Sul não corre mais o risco de ser rebaixada. Entregá-la a Eric foi a melhor decisão que tomei. Não pretendia discutir os métodos de treinamento do meu companheiro naquele momento. M
Aryane A dor veio tão forte que minhas pernas cederam. Curvei o corpo, pega de surpresa, e me apoiei na mesa. — Não... Não pode ser agora! Outra contração atravessou meu corpo. Apertei a borda da mesa e respirei fundo, tentando manter a calma, mas o medo já começava a tomar conta de mim. Meu filhote estava chegando muito rápido. Eu deveria ter ido ao hospital da tia Elara, onde havia feito todo o meu acompanhamento. — Aryane! Diogo correu até mim e me amparou, com o olhar tomado pela preocupação. Ouvi passos apressados pelo corredor enquanto ele me ajudava a chegar ao quarto. — Chamem a curandeira! Acho que o parto começou! — gritou, fazendo a movimentação na casa aumentar imediatamente. Tudo aconteceu rápido demais. Fui levada para a cama enquanto as fêmeas da alcateia entravam e saíam do quarto, trazendo água quente, tecidos limpos e tudo o que a curandeira precisava. Fechei os olhos quando outra contração chegou. A dor era tão intensa que parecia que meu corpo se partiria
Aryane A estufa estava silenciosa naquela tarde. Eu havia transformado uma das estufas em um jardim de roseiras. Pequenos vasos com terra adubada estavam espalhados pela mesa, enquanto algumas mudas aguardavam o momento de serem transplantadas. O cheiro de terra molhada tornava o ambiente ainda mais agradável. Era o meu lugar favorito em todo o território. Eu amava aquele lugar como se tivesse nascido ali. Os membros da alcateia me respeitavam, viviam me mimando e me faziam sentir parte de uma família como nunca havia experimentado antes. Eu também os amava como se fossem meus parentes. E agora não tinha mais dúvidas sobre o meu filho. Sendo de Diogo ou não, ele era inocente e merecia todo o meu amor. Estava concentrada em uma roseira que daria rosas amarelas, minhas favoritas, quando ouvi passos do lado de fora. Nem precisei olhar para saber quem era. — Você está trabalhando de novo? — Diogo perguntou, em mais uma de suas reprimendas. Sorri antes mesmo de responder.
Alina Eu já desconfiava disso. Durante toda a gravidez de Sofia, Igor, ainda tão jovem, parecia incapaz de controlar o instinto de proteção que despertava sempre que algo se aproximava dela. Seu amor por Sofia era enorme, assim como o que sentia pelos filhotes que ainda nem havia segurado nos braços. — Que absurdo! Não deixar a madrinha ver os próprios afilhados? Aryane resmungava, enquanto esperava na sala, com o barrigão já enorme, ansiosa para conhecer os sobrinhos. Naqueles meses, eu havia ficado encantada ao perceber como o amor de Diogo havia transformado a vida de Aryane. — Calma, filha. Isso acontece mais do que você imagina. O instinto de proteção do lobo dele é mais aguçado, mas, uma hora, ele vai liberar os filhotinhos para a gente conhecer. Eric defendeu Igor. — O importante é que deu tudo certo e que daqui a pouco vamos conhecer os seus filhotinhos e os do Diogo também, mana. Bram a abraçou com cuidado e beijou sua barriga, que já estava bem grande. Ele tinha um c
Igor A recepção do hospital parecia pequena demais para a quantidade de pessoas reunidas ali. Minha família inteira estava espalhada pelas cadeiras, andando de um lado para o outro ou simplesmente encarando a porta por onde Sofia havia desaparecido duas horas atrás. Eu não conseguia ficar parado. Sentava. Levantava. Dava alguns passos. Voltava a sentar. Minhas mãos permaneciam fechadas em punhos, enquanto meu coração batia tão forte que parecia querer sair do peito. — Igor, você vai acabar furando o chão — Nikos meu irmão comentou, acompanhando meus passos. Ignorei. Como eu poderia ficar tranquilo? Sofia estava lá dentro. E nossos filhotes também. Só de pensar neles, meu lobo ficava completamente inquieto. Eu queria ouvir o choro deles. Queria saber se estavam bem. Queria ter certeza de que Sofia também estava segura. — Ela está sendo cuidada pela Elara — Alaor tentou me tranquilizar. — Eu sei vô. - bufei. — Então pare de andar. — Não consigo. Theon meu irmão mais v






