INICIAR SESIÓN— Ricardo, eu não estou com cabeça pra ouvir você, só vai embora.
Peço tentando demonstrar um pouco mas de calma, só não consigo entender o por que de ter voltado e continuar em silêncio, eu sinceramente não preciso disso. Não posso mas aturar esse homem mexer comigo, com a minha vida. isso é loucura! tudo isso, simplesmente não posso mas aguentar. Seu olhar é triste sobre mim, de certa forma sei que o magoei, mas ele me magoou muito mas. as coisas não vão ser tão simples assim, pelo menos não como ele pensa. não sou mas a garota que ele conheceu, e ele não é mas o garoto que conheci. agora somos adultos, e temos pensamentos diferentes. vidas diferentes. Deus! ele até mesmo pode ser casado e ter filhos. esse pensamento não me agrada mas é uma terrível possibilidade.
— Clara, você tá bem?
o mesmo pergunta, a preocupação agora incobrindo seu olhar triste. seus olhos fixos nos meus, seu rosto está tão perto do meu, que até mesmo posso sentir sua respiração morna tocae minha face.
— Acho que essa não é a pergunta certa.
Falo tirando suas mãos do meu rosto, mas ele leva uma para a minha testa. Mesmo assim insisto em tirar suas mãos de mim. não posso me permitir sentir seu toque, porque sei que vou querer mas, e não sei se vou conseguir parar.
— Você está queimando em febre.
Diz preocupado me analisando. a preocupação tomando seu rosto, minha mente está vaga. mas ainda tenho meus sentimentos, não posso deixar que Ric, fique mas um segundo aqui. tenho sorte por Adam, ter viajado. ele ficaria furioso em vêr o causador da minha dor aqui, na sua própria casa.
— Ricardo, eu não preciso que você se preocupe comigo, só quero que você saía da minha casa.
Sem mas relutar ele balança a cabeça em forma positiva, e finalmente ele se afasta, dando um passo para fora do apartamento. sinto uma ponta de alívio, mas também de decepção que tenho de ignorar.
— Eu vou agora, mas você precisa me ouvir. Se quer saber toda a verdade me encontre nesse hotel, é onde estou hospedado.
Fala me dando o cartão e indo embora, fecho a porta e me encosto na mesma escorrego nela até sentar no chão, solto um longo suspiro e fico por alguns minutos refletindo. o choque por vêr Ric, novamente ainda queima em minhas veias, o jeito como ele está mudado, mas maduro. Não sei o real motivo dele ter voltado, não quero criar expectativas pensando ser por minha causa, mas meu coração é algo que não consigo controlar. o cartão de visita pesa na minha mão, me levanto é vou indo até o meu quarto, antes de entrar no banheiro deixo o cartão de visita em cima do móvel ao lado da minha cama. ligo a torneira para encher a banheira, deixo torneira aberta, enquanto isso vou tirando minhas roupas molhadas e frias. ando para frente do espelho, meus olhos estão fundos e com olheiras, meu cabelo bagunçado. Minha aparência é de alguém cansado, e pra piorar acho que Ric, estava certo. sinto minha temperatura aumentar mas nada que um banho quente não ajude. Entro na banheira com água morna e sinto um grande alívio em não sentir mas frio, me afundo na banheira e volto a superfície minha respiração está ofegante e alguns fios estão na minha face, passo a mão pelo rosto tirando os fios do mesmo, me encosto na banheira e abraço minhas pernas apoiando a cabeça em meus joelhos, encaro a janela a minha frente e observo a chuva que ficou mas forte do que antes, me pergunto se ele ficará bem lá fora com essa tempestade, balanço minha cabeça em negação e pego um pouco da água na banheira com ambas a mãos e jogo no rosto, preciso afastar esses pensamentos e focar no que tanto quero, esquecê-lo.
Termino meu banho e visto algo quente, não quero que essa febre piore. Me jogo na cama e tento dormir um pouco mas é quase impossível, gostaria tanto que o Adam, estivesse aqui. ele me daria ótimos conselhos. Depois de fica alguns minutos me virando de um lado para o outro, me enrolo no meu coberto é vou andando até o quarto do mesmo, entro no seu quarto vazio e me deito em sua cama. pego seu traviseiro e me encolho abraçando o mesmo quando ouço um trovão. Espero que ele volte logo. Não sei quanto tempo dormi mas quando abro meus olhos vejo a bela Vista de New York a noite pela janela de vidro. a chuva cessou, mas o ceu ainda está coberta de nuvens. rastejo meu olhar para a porta aberta do quarto, me surpreendo quando vejo Adam, sorrindo para mim.
— Você dorme demais, sabia?
Fala o mesmo divertido, sorrio e me descubro indo na sua direção. ainda grogue pelo sono o abraço. Adam, é a única pessoa em que posso confiar. é bom ter ele aqui comigo..
— Acho que essa é a melhor recepção que já tive.
Diz o mesmo, brincalhão como sempre. se divertido com meu estado ainda sonâmbulo ele retribuí meu abraço, me afasto um pouco dele e vejo sua feição mudar de animo para preocupação.
— Meu Deus! Clara, você está queimando em febre.
Fala o mesmo colocando a palma da sua mão contra minha testa, medindo minha temperatura. de forma nada convencional.
— Eu pensei que você só voltaria segunda.
praguejo, a voz arrastada. sinto um pouco de frio, meu corpo está um pouco pegajoso e coberto de suor. sento na cama enquanto ele olha suas gavetas. fico apenas em silêncio observando, vendo seus movimentos ágeis enquanto se movo pelo quarto. me sinto molenga, e extremamente cansada.
— Eu também, mas como terminei tudo lá antes resolvi voltar. Estava morrendo de saudades.
Fala abrindo a última gaveta do seu cômodo, onde acha um envelope de comprimidos. o mesmo saí do quarto por alguns segundos e depois volta segurado um copo com água. Adam, me entrega o mesmo e o comprimido depois senta ao meu lado.
— Então o que eu perdi?
Pergunta sorrindo se deitando por completo na cama, coloco o remédio na boca e bebo toda a água, minha garganta está um pouco seca. me deito ficando ao seu lado e solto um longo suspiro antes de começar a falar.
— Viajei para aquele lugar.
Falo baixo umidecendo os lábios, não preciso falar onde por que sei que ele sabe, acho que não tem nada da minha vida que o Adam, não saiba. somos quase como irmãos gêmeos, não temos segredos e confiamos cegamente um no outro. a ligação que temos é especial o suficiente para que eu veja Adam, dessa forma. como um irmão mas velho, um protetor que sempre posso contar.
— Fizeram um chalé lá, e os donos são um casal de velhinhos muito simpáticos.
Completo. Não sei se devo falar para o Adam, que Ricardo apareceu aqui, e tentou uma reaproximação. Adam, nunca soube lidar bem com essa situação, mas não quero mentir para ele. recordo que quando nos conhecemos foi Adam, que juntou meus pedaços. cuidou de mim em todos os momentos, e fez eu me tornar um pouco do que eu era, e já fui algum dia. por fim decido que ele merece a verdade.
— O Ricardo, esteve aqui.
Falo direta encarando o teto, sei o que ele vai dizer mas de certa forma preciso ouvir isso, para me incentivar mas a esquecê-lo. com Adam, me incentivando sei que posso esquecer Ric, não vai ser algo imediato, mas talvez aos poucos. ele posso so ser uma lembrança ruim. O mesmo fica em silêncio por mas alguns minutos antes de falar, o que estranho um pouco. Adam, sempre foi instantâneamente explosivo quando se trata do assunto Ric.
— O que ele disse?
Me surpreendo com a calma em sua voz, sempre que falei sobre o mesmo Adam, sempre ficava irritado e não queria ouvir, mas agora ele está diferente, sua voz soa calma e passiva.
— Pra falar a verdade, nem eu mesma sei.
Essa é a verdade. não entendo suas intenções, por que voltou se continua tão mistérioso e cheio de segredos. Mas que se bem, ele até tentou falar mas não era uma boa hora para que eu ouvisse, minha mente está confusa fazendo com que as decisões que eu tome não fosse eu que as escolhesse. O mesmo não fala mas nada e estranho sua ação, viro meu rosto em sua direção e vejo que ele dorme, me surpreendo com a facilidade que ele dorme. Ele deve ter trabalhado bastante nesses últimos dias, ou está querendo evitar está conversa. Me levando da cama e pego um coberto no cômodo, cubro o mesmo e beijo sua cabeça antes de sair do quarto. Vou até a sala e vejo que já passam de uma da manhã, desligo as luzes e vou para o meu quarto, sinto meus olhos pesados deve ter algum calmante no comprimido que tomei. Me deito na cama e aprecio a chuva que começa a cair novamente, as gotas não são tão grossas, não demora muito para que eu caía em um sono pesado. Sou acordada pela manhã com o despertador tocando como um louco, faço menção de levantar da cama mas sou interrompida por Adam, que entra em meu quarto carregando uma grande bandeja de comida. minha moral levanta um pouco, e me sinto mas animada do que ontem. noto que meu corpo não está tão quente, imagina que minha febre deva ter baixado.
— Nada disso moçinha, pode ficar ai mesmo. Você está doente e precisa descansar.
suas palavras me atraem. um dia de cuidado e carinho é tudo o que preciso depois de ontem.
— Por que está fazendo isso, eu te ajudei a ver o que você não viu.Responde o mesmo apavorado, se arrastando para longe de mim.— Tem razão. Mas você podia ter impedido isso.Respondo por fim indo para trás do mesmo, passo meu braço por seu pescoço e começo a apertar. O mesmo começa a se debater pela falta de ar, a cada segundo aperto cada vez mais, até seu corpo perder as forças e ele ficar inconsciente. Largo seu corpo e encaro o corpo do Ben.— Não se preocupa, isso tudo vai acabar.Falo ao Ben, mesmo sabendo que ele não vai me ouvir. Vou em direção a uma caixa grande de madeira, e jogo todos as armas de dentro da mesma fora. Arrasto a caixa para fora e volto para dentro pego o corpo do Derek, ainda vivo e punho dentro da caixa. Trampando com pregos. Pego o corpo do Ben, e levo para fora colocando o mesmo em cima da caixa e jogo gasolina no mesmo.— Não vai ser o enterro dos senhos, mas já é alguma coisa Ben. Espero que façam o mesmo comigo. Obrigada por tudo.Suspiro e acendo o f
— Ben.Chamo seu nome mais uma vez, antes de me aproximar do mesmo. Deixo a arma de lado e tento soltar suas mãos amarradas a cadeira. Do seu rosto escorre sangue ainda fresco, suas roupas estão destruídas e sua cabeça está inclinada de uma forma que é possível notar seu pescoço quebrado, lágrimas descem pelo meu rosto. Está claro que ele foi espancado até a morte, e pra garantir isso quebraram seu pescoço. A cena é de total terror, como eu pude deixar isso acontecer. Sinto uma dor profundo no peito, uma dor que não posso descrever. Seguro seu rosto em ambas as mãos, aproximando nossas testas.— Me perdoa Ben, me perdoa.Peço enquanto choro cada vez mais. Prometi pra mim mesma que nunca mas choraria, mas perder o Ben foi uma coisa que nunca imaginei. Ouço um som de passo atrás de mim, giro meu rosto em direção ao som sinto minha cabeça ser golpeada forte, e uma escuridão me engolir.Sinto algo gelado em meu rosto, e rapidamente percebo que jogaram um balde de água gelada em mim. Rapid
Seu corpo cai sem vida no chão, miro na nuca do outro homem ajoelha e atiro novamente. Solto seu braço fazendo seu corpo cair no chão, vou até a porta e a tranco na chave. Não vou ter bala o suficiente para derrubar todos, tenho que pensar rápido. Encaro as paredes, a janela e por fim o teto. Pego a outra arma e coloco as duas dentro da minha calça, e subo em cima da mesa. Puxo com força a grade de metal do duto de ventilação e entro no mesmo. Me rastejo pelos dutos até o grande salão onde Filipo estava. Observo a sala com cinco homens vigiando. chuto a grade metálica que faz barulho ao se chocar no chão, chamando a atenção dos mesmo. Um homem vem olhar de perto e atiro no seu rosto, o mesmo vai ao chão. Antes que os outros quatros atirem onde estou. Desço do local e atiro em ambos, em segudos não restam nada alem de cadáveres. Vou correndo em direção a porta, com um chute a mesma se abre. Vejo Govin fazendo menção de entra em um carro, mas quando o mesmo me ver. Sua feição muda para
— Lar doce lar.Fala Max, se jogando no sofá. Acho que Max, nunca vai mudar e uma parte de mim acredita que não quer isso, vê esse garoto cheio de vida faz uma pequena parte dentro de mim acordar, não é como antes da tragédia da minha vida acontecer, mas é uma sensação boa. afasto esses pensamentos e me volto a lembrança que na mesma hora que destruí a máfia Stenton, acabei com todas as minhas provas de que estive lá e principalmente, a ajuda que tive. Não foi fácil, mas essa aliança com Filipo, foi um truque de mestre. Consegui resolver dois assuntos de uma única vez, tenho certeza que isso me uma grande vantagem. Vou para o quarto e tomo um rápido banho, troco de roupas e volto para perto dos outros. Mesmo que parte do problema tenha sido resolvido, ainda não estou nem perto do meu objetivo. Preciso seguir em frente, nada mas pode me parar agora.— Você não para nunca?Pergunta Denver, quando me vêr colocando a mochila nas costas, onde está a cabeça de Olivia. Tenho um longo caminho
Após alguns dias tudo estava esquematizado, o ataque a esposa do Filipo, foi a gota d'agua. Na mesma hora ele marcou o dia, que finalmente chegou. Não posso dizer que estou feliz, mas posso sentir uma pontada de eufória. Sinto que cara vez mas estou perto do meu objetivo, se eu continuar seguindo esse caminho sei que posso finalmente pegá-lo. A esposa do mesmo não tinha se recuperando 100% mas fez questão de ir, e desmascara a tal Olivia. Tenho que admitir, a Família Stenton é dura na queda. O que impediria muitas famílias, não para por nada eles. Mesmo sendo esfaqueados, baleados e quase perderem suas vidas. eles voltam a correr para o campo de batalha. Agora entendo porque são a Máfia, mas poderosa e todos almejam destruí-la. Deixo esses pensamentos de lado e foco no meu objetivo. Termino de colocar tudo o que preciso dentro de uma mochila, quando ouço o som de algo no ar e em poucos segundos estou com uma katana na mão. Olho para Ben que sorri presunçoso.— Não se esqueça que ele p
Ao chegar no local do treinamento, homens me observam atentamente. Sei bem o que eles estão pensando, fui treinado para saber. Mas não vou dar para trás, estou chegando perto do meu objetivo, preciso continuar em frente, não importa o que aconteça. Ao andamos pelo local ouço alguns dizem piadas nojentas, e outros me olham com malícia. Não deixo que isso me abale, qualquer pessoa normal na minha situação iria tremer até os ossos, mas eu não. Fui treinada, sei o que fazer e como agir. E nesse momento, a única coisa fixa na minha cabeça é pegar esse desgraçado. O mesmo homem que falou comigo no escritório aparece.— Por favor rapazes, respeitem a Senhora Purisck.— Como vai Sr. Govin?Tento ser simpática, ele sorri educado ao meu comprimento e estende o braço me pedindo para que o siga, sem queridonar faço o que ele diz. O mesmo anda em direção a um galpão. Ao entramos vários homens estão treinando e outros atirando, paramos em frente a um ringue.— Bom senhora, primeiro irá aprender a l







