FAZER LOGINMais um dia de trabalho finalizado com sucesso e sem nenhuma tentativa de assassinato. Isis e eu fomos buscar as crianças com Dona Inês, que trata meu pequeno como seu neto. Chegando lá, as crianças estavam pintando. Julietta pintou um unicórnio para a mãe e Romeu um dragão para mim. O que posso dizer? Meu mundo é azul (risos).
Dona Inês não deixa as crianças irem embora sem lancharem. Seu marido, Homero, aparece e nos cumprimenta. Isis o chama para sentar conosco e ele aceita. Minha amiga não o aceitava no início, mas agora eles têm uma bela amizade, o que deixa sua mãe muito feliz.
Já dentro do carro, Isis percebe que estou um pouco distante e me pergunta o que está acontecendo. A princípio, não queria dizer, mas ela foi tão insistente que acabei contando tudo que está acontecendo entre Matteo e eu e lhe digo que, além de tudo, ele é um cara arrogante.
Ela se oferece para pedir a Sebastian para conversar com ele, mas digo que consigo lidar com a situação sozinha. Ela dá de ombros e sorri, me dizendo que quando eu chegar ao meu limite, ela entrará em ação. Sinceramente, tenho medo disso. Isis perguntou se eu queria que ela me buscasse amanhã, mas digo a ela que não quero atrapalhá-la. Minha amiga desviou a atenção da pista e olhou para mim com um olhar mortal.
"Se falar isso novamente, vou te esmurrar. Nunca irrite uma mulher grávida."
"Tudo bem!", digo, levantando a mão em sinal de rendição, e ela sorri satisfeita.
"Amanhã, pegarei meu carro e finalmente essa provação vai acabar."
"Finalmente, amiga. Já estava achando que você tinha levado seu carro para consertar em Nárnia." Nós duas começamos a rir, e logo as crianças nos chamam dizendo que queriam tomar sorvete.
"Mamãe, a gente quer sorvete de açaí", diz Romeu.
"Nada disso! A gente quer sorvete de chocolate com muita calda de chocolate", diz Julietta olhando seriamente para Romeu.
"A gente quer isso que ela falou", meu pequeno diz e minha amiga e eu nos entreolhamos.
Olho para Isis e pergunto a quem Juju puxou o jeito mandão e ela dá de ombros, dizendo que os meninos precisam aprender desde cedo que a última palavra é sempre das meninas. Ela olha pelo retrovisor e faz um sinal de aprovação para filha, que repete o gesto. Coitado do meu pequeno, tenho até pena do que o espera. Como não negamos nada a esses seres maravilhosos, aqui estamos na sorveteria. Nesse exato momento, minha amiga está reclamando com sua filha que não deixa meu pequeno nem escolher a calda de seu sorvete.
"Mas mamãe, ele gosta de calda de chocolate, não é, Romeu?" Ela cruza os braços e olha para meu filho.
"Eu gosto sim, titia. A Juju sempre escolhe pra mim, ela tem bom gosto", diz Romeu.
Me pergunto onde meu filho aprendeu a ser desse jeito tão submisso.
"Viu só? O moço bota muita calda de chocolate pra gente", Julietta diz para o atendente.
"Julietta Hernandez Roux, cadê a educação que eu te dei?" A pequena abaixa os olhos sem graça.
"Moço, bota muita calda de chocolate, por favor". Ela sorri de um jeito angelical e o atendente sorri de volta.
Essa menina vai dar muito trabalho se já está assim nessa idade. Nem quero imaginar na adolescência. Meu filho se aproxima de mim e me abaixo para ficar à sua altura. Digo a ele que se ele não gostar da cobertura de chocolate, ele pode dizer, mas meu filho diz que gosta de tudo que a amiga gosta. Por Zeus, esse menino parece até um adolescente apaixonado. Rio comigo mesma. Um menino se aproxima de Julietta e meu filho sai correndo para ficar ao lado dele. Definitivamente, o Sebastian vai infartar cedo com essa menina. Que Isis não me escute. Minha amiga se aproxima perguntando o que eu estava olhando e digo que não era nada demais. Ela me entrega uma casquinha de sorvete e eu a lembro que havia dito que não queria. Ela dá de ombros.
"Claro que queres. Eu pedi sorvete de pistache, que é o teu favorito, agora toma-o todo." Ela diz com seu famoso olhar assassino.
"E depois não queres que a filha seja mandona."
"Minha filha não é mandona, ela apenas transmite a sua forte opinião."
Depois do sorvete, as crianças pedem para ir à pracinha e nós os levamos. Depois de brincarem muito, finalmente chegamos em casa. Meu filho está tão cansado que toma banho e vai direto para a cama. Como não estava afim de cozinhar só para mim, cortei uns pedaços de queijo e servi-me de uma taça de vinho. Ser mãe solteira é cansativo, mas ao mesmo tempo gratificante. Já estava um pouco alterada pelo vinho, então pego o celular e abro o aplicativo para enviar uma mensagem a Lucca, que se tornou a minha melhor companhia noturna.
Lidi: Olá! Boa noite. – Ele demora um pouco para responder.
Lucca: Olá! Como está, meu bem? Desculpe a demora, estava compondo.
Lidi: Bem, e você? Espero que não tenha atrapalhado.
Lucca: Igualmente. Você nunca me atrapalha. E o pequeno Romeu, como está?
Lidi: Está bem. Dormiu de tão cansado. Ele passou o dia com Julietta.
Lucca: Esses dois vão acabar se casando.
Lidi: Segundo o pai dela, a filha se casará aos quarenta anos.
Lucca: Esse é o plano dele, não sei se será o dela. Ele diz e ri, imaginando meu filho pedindo ao tio permissão para namorar a filha dele.
Ficamos conversando pelo resto da noite. Ele me conta como está a gravação do seu primeiro álbum e me pergunta se já ouvi alguma música dele nas redes sociais. Mais uma vez, fomos dormir às três da manhã. Tenho vontade de conhecê-lo pessoalmente, porém, tenho medo de que ele não seja nada do que diz e acabe pondo a vida do meu filho e das pessoas do meu convívio em risco.
No dia seguinte, minha amiga vem nos buscar. As crianças pedem para ouvir a música "Pão de Queijo" e cantam animadas todo o trajeto. Não vejo a hora dessa fase passar, essa música é muito chata.
Os dias foram passando e a minha relação com Matteo parece que não vai melhorar. Quando reclamo com Isis, ela diz que esse filme ela já assistiu. Realmente, antes de se casarem, Sebastian e Isis viviam em pé de guerra, mas acho que com Matteo será diferente. Eu também tenho Lucca, que se tornou a melhor companhia quando meus amigos estão ocupados. Finalmente, achei suas músicas no Spotify e não é que ele canta muito bem? Quem diria que a pessoa com quem converso é Lucca Bee? Isis, Joana e Dona Inês vão ficar loucas quando souberem quem ele é, pois são fãs dele.
Diz a lenda que todos nós nascemos com um fio vermelho amarrado ao nosso dedo mindinho, que se estende pelo tempo e espaço, conectando-nos à nossa alma gêmea. O fio pode esticar, emaranhar e se complicar, mas nunca se romperá. É assim que, um dia, encontraremos a pessoa que está destinada a nós.Essa história tem sido passada de geração em geração no Japão e é frequentemente usada como metáfora para o amor verdadeiro e o destino. Acredita-se que o fio vermelho conecta as almas gêmeas, independentemente de distâncias ou circunstâncias.A história do Akai Ito é uma expressão da crença no amor verdadeiro e na ideia de que cada um de nós tem um destino que nos aguarda. A lenda sugere que não importa quão longe estejamos de nossa alma gêmea, eventualmente encontraremos o caminho de volta para ela, graças ao fio vermelho que nos une.Após lermos um pouco sobre o Akai Ito percebemos que essa história se aplica bem aos nossos personagens Romeu e Julietta, fiquem a vontade para conhecer a hist
Lidiane Feitosa BaumannEu estava deitada naquela sala de parto, sentindo uma mistura de emoções - nervosismo, ansiedade e uma expectativa avassaladora. Matteo estava ao meu lado, segurando minha mão com firmeza, transmitindo-me uma sensação de segurança e apoio inabaláveis. A cada contração, eu me concentrava em sua presença, sabendo que ele estava ali para me acompanhar em cada momento.O médico e a equipe de enfermeiros se movimentavam com agilidade ao meu redor, preparando-se para a chegada do nosso tão esperado filho. Eu sabia que aqueles profissionais eram experientes e competentes, mas isso não me impedia de ficar nervosa. Afinal, trazer uma vida ao mundo é um milagre, e eu queria que tudo corresse perfeitamente.Enquanto as contrações se intensificavam, eu fechava os olhos e respirava profundamente, buscando força para enfrentar a dor. Matteo estava lá, encorajando-me a cada momento, dizendo palavras gentis e reafirmando o quanto me amava. Sua presença era um bálsamo para minh
Isis Hernandez Roux Fui buscar as crianças na escolinha como de costume. Assim que entrei na sala, a tia nos recebeu com um olhar preocupado. Meu coração começou a acelerar, já prevendo que algo não estava certo."Isis, preciso conversar com você sobre um incidente que aconteceu hoje", disse a professora com seriedade.Meu estômago se apertou e eu me aproximei, ansiosa para saber o que havia acontecido. "O que aconteceu? Está tudo bem com as crianças?", perguntei preocupada.A professora respirou fundo e explicou: "Houve uma briga na escola. Um menino estava zombando do Romeu e rindo da forma como ele fala. Julietta, então, deu um soco no menino para defendê-lo."Meus olhos se arregalaram de surpresa e eu senti uma mistura de orgulho e preocupação. Por um lado, eu admirava a coragem da minha filha em defender o amigo, mas, por outro, queria garantir que ela entendesse como lidar com seus sentimentos de forma pacífica."Entendo", eu respondi, tentando controlar minha reação emocional.
Joana Valentina estava com três anos e, enquanto brincávamos juntas em casa, ela olhou para nós com seus olhinhos curiosos e perguntou: "Por que eu tenho duas mães e um pai?"Eu sorri para ela, sentindo-me grata por sua curiosidade e abertura para entender nossa família. Me agachei para ficar na altura dela e comecei a explicar: "Querida Valentina, você é muito especial. Você tem duas mães, a mamãe Júlia e eu, e um pai, o papai Vagner."Ela franziu a testa, tentando assimilar a informação, e perguntou: "Mas por quê? As outras crianças têm só uma mãe e um pai."Eu segurei suas mãozinhas e disse com carinho: "Valentina, todas as famílias são diferentes. Algumas têm uma mãe e um pai, outras têm duas mães, dois pais ou até mesmo mais de dois pais. O importante é que todas essas formas de família são especiais e cheias de amor."Ela ponderou por um momento, processando a informação, e então perguntou: "Como as duas são minhas mamães?"Júlia se juntou a nós e respondeu com doçura: "Valenti
Joana Após a cerimônia emocionante, finalmente chegou o momento que eu, Júlia e Vagner esperávamos ansiosamente: nossa noite de núpcias. Enquanto caminhávamos de mãos dadas em direção ao nosso quarto, sentíamos um misto de felicidade, excitação e amor preencher nossos corações.A suíte estava maravilhosamente decorada, com pétalas de rosa espalhadas pela cama e velas iluminando o ambiente com uma luz suave e romântica. Eu olhava para Júlia e Vagner com os olhos brilhando, sabendo que aquele momento seria o início de uma nova fase em nossas vidas juntos.Enquanto entrávamos na suíte, Júlia me olhou com carinho e sussurrou: "Joana, estamos finalmente aqui, prontos para começar uma nova jornada como marido e esposas. Mal posso esperar para compartilhar este momento especial com vocês".Vagner, com ternura nos olhos, aproximou-se de nós e disse: "Joana, Júlia, vocês são as mulheres dos meus sonhos. Estou tão grato por termos encontrado um ao outro e por termos a chance de construir uma v
Yan Estava ansioso e um pouco nervoso na manhã do meu casamento. O sol brilhava intensamente sobre a fazenda, criando uma atmosfera perfeita para o dia mais importante da minha vida. Enquanto me arrumava, cercado pela minha família e amigos mais próximos, senti uma mistura de emoções se agitando dentro de mim.Olhei no espelho e ajustei minha gravata, tentando controlar o tremor das minhas mãos. Sabia que estava prestes a embarcar em uma jornada única, ao lado do homem que amava. Afonso era minha âncora, minha fonte de força e felicidade.Enquanto esperava o momento de nos encontrarmos no altar, meu coração se enchia de alegria. Não apenas pelo amor que compartilhávamos, mas também pela coincidência especial de dividir o dia do nosso casamento com duas amigas muito queridas, Joana e Isis.Estaríamos juntos nessa celebração, unindo nossos laços de amor e amizade. A fazenda era o cenário perfeito para esse momento tão especial. As árvores altas, as flores coloridas e a brisa suave nos







