Após o Divórcio, Um Segredo. O Filho Não É Dele!

Após o Divórcio, Um Segredo. O Filho Não É Dele!

Por:  Doce MeninaAtualizado agora
Idioma: Portuguese
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O ex-marido de Cecília sempre foi um homem frio, distante, incapaz de demonstrar afeto. Durante o dia, ela era sua secretária e à noite, sua esposa. Em dois anos de casamento, não recebeu sequer uma fração de amor genuíno. No dia em que a amiga de infância dele voltou do exterior, os dois assinaram pacificamente os papéis do divórcio. Inesperadamente, seis meses depois, Cecília descobriu que estava grávida. Depois de anos de amor, ela simplesmente desistiu do ex-marido e foi embora grávida, sem olhar para trás! O ex-marido assumiu publicamente o relacionamento com a sua amiga de infância? Ela não tinha nada a ver com isso! Ele pediu a amiga de infância em casamento? Ela fez questão de mandar felicitações! Desejou-lhes que fossem felizes para sempre e que tivessem muitos filhos. Mas quem diria que o mesmo ex-marido que, supostamente, estava prestes a se casar com a outra apareceria na porta da sala de parto no dia em que ela deu à luz, implorando implorando para reatar com ela! — Sr. Heitor, o bebê não é seu! — Cecília balançou a cabeça repetidas vezes. — Mesmo que não seja, eu ainda quero tê-lo! — Heitor respondeu, sem hesitar.

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Capítulo 1

Capítulo 1

No meio da noite, Cecília postou uma foto do seu bebê recém-nascido, acompanhada da legenda:

[Promovida a mamãe! Meu herdeiro legítimo!]

Em menos de uma hora, o ex-marido, de quem ela tinha se divorciado há seis meses, bateu à porta.

Assim que Cecília abriu a porta, o rosto sombrio de Heitor fez a temperatura daquele pequeno apartamento de dois quartos despencar.

— O que você está fazendo aqui? — A mão de Cecília apertou com força a maçaneta.

O homem manteve o rosto frio, sem dizer uma palavra, entrou diretamente. Seus sapatos de couro impecavelmente polidos contrastavam com o piso antigo e estampado do prédio velho.

Não era a primeira vez que ele estava ali. Sem hesitar, ele seguiu direto para o quarto de Cecília.

Seu assistente, Leandro Santos, carregava um documento nas mãos.

— Secretária Cecília, quanto tempo. Este é um acordo de custódia redigido às pressas pelo advogado pessoal do Sr. Heitor. — Ele estendeu o documento para ela.

Cecília pegou o acordo e deu uma rápida olhada.

O primogênito da família Siqueira deve ser criado pela família Siqueira.

Em meio a todo aquele texto longo e formal, foi essa frase que seus olhos captaram de imediato.

Como esperado, Heitor queria a guarda da criança. Ainda assim, ele não era completamente desumano, ela poderia ficar com o filho até os três anos de idade. Contanto que estivesse disposta a aceitar. Se não estivesse, ele levaria a criança naquele mesmo instante.

Uma dor leve, mas persistente, floresceu no fundo do peito de Cecília, espalhando-se lentamente por todo o corpo.

Ela ainda estava atordoada quando Heitor saiu do quarto.

— Onde está a criança?

Quando se casou com ele, dois anos atrás, Cecília já sabia que ele era um homem de poucas palavras e de sangue frio.

Mas Heitor era correto. Depois de uma noite inesperada entre os dois, ele assumiu a responsabilidade e propôs a ela o casamento.

Ela aceitou por causa do amor não correspondido que ela carregava há seis anos.

Mas, num momento como aquele, ele estava sendo reservado demais. Ele não tinha mais nada a dizer?

Leandro olhou para Cecília com pena. Percebendo o clima tenso, retirou-se discretamente do apartamento, fechando a porta atrás de si.

O espaço apertado mergulhou em silêncio.

— Que criança? — Cecília soltou uma leve risada, quebrando o silêncio.

Heitor permaneceu de pé no centro da sala. A luz amarela sobre sua cabeça tornava seus traços indistintos.

Cecília virou-se. Seu rosto claro estava completamente iluminado, e seus olhos, negros e límpidos, pareciam inocentes, como se realmente não entendesse o que estava acontecendo.

— Segundo as minhas contas, você já estava grávida quando nos divorciamos. Se era assim, por que quis se divorciar? — O tom de Heitor não carregava emoção alguma.

Era pura curiosidade.

Depois de se casar com ele, Cecília percebeu que ele só havia se casado por responsabilidade. Se tivesse que encontrar outra razão além da responsabilidade, talvez fosse apenas o desejo de ter uma parceira legítima para satisfazer suas necessidades físicas.

Em dois anos, ela entendeu perfeitamente qual era seu lugar no coração dele.

Crescida em um orfanato, Cecília sempre careceu de amor e de segurança. E aquele casamento não lhe trouxera nenhum afeto. Exceto nos momentos em que ele a desejava na cama, quando seus olhos pareciam enxergar apenas ela.

Por isso, foi Cecília quem pediu o divórcio.

E, quando pediu, Heitor se limitou a dizer:

— Contanto que você não se arrependa.

Na mesma tarde em que oficializaram o divórcio, Cecília solicitou transferência no trabalho. Foi enviada para outra filial, em um distrito diferente de Belnorte, como gerente geral.

Seis meses depois, ela deu à luz.

Heitor não conseguia descrever o que sentia.

— Não estou apenas abrindo espaço para a Srta. Nicole? — Cecília sorriu levemente. — Se você realmente levar a criança, acha que ela vai aceitar? Ouvi dizer que vocês estão prestes a se casar. E se ela ficar com raiva e terminar com você?

Diziam que Nicole Borba era a única mulher que Heitor amou em toda a sua vida.

Os dois cresceram juntos. Depois, por razões desconhecidas, separaram-se, e ela foi para o exterior.

Nos anos seguintes, Heitor permaneceu solteiro, sem se envolver em escândalos. A mídia repetidamente dizia que ele estava esperando por ela.

Seis meses atrás, Nicole voltou ao país. Isso acabou sendo a última gota d'água que fez Cecília decidir partir, apesar da relutância.

Na mesma noite em que soube do retorno dela, Cecília pediu o divórcio.

— Isso não tem nada a ver com você. E não é algo com que você deva se preocupar. — Disse Heitor, impassível. — Você é inteligente. A criança não deveria crescer num lugar como este. Ficar com a família Siqueira é a melhor escolha.

Cecília era inteligente, mas até a pessoa mais racional perderia o equilíbrio quando há sentimentos envolvidos.

— Nem cachorro despreza a própria casa por ser pobre. — Retrucou ela. — Meu filho certamente também não vai. Ele não se importa, mas você se importa por ele? Está me desprezando no lugar dele?

Sua língua sempre foi afiada. Heitor a conhecia bem e, quando ela tomava uma decisão, não mudava de ideia tão fácil.

No trabalho, ela já havia enfrentado ele sem medo, arriscando até ser demitida por discordar de uma avaliação de projeto.

A única hora em que cedia era na cama.

Mas desta vez era diferente. E, por mais que ela insistisse, ele não permitiria.

— Cecília, você acha mesmo que pode competir comigo?

Ele não demonstrou piedade. Era como se mãos invisíveis apertassem o pescoço dela, tirando-lhe qualquer possibilidade de reação.

— Sr. Heitor, acho que o senhor entendeu errado. — Cecília forçou um sorriso. — Aquele bebê é da Manuela. Eu só fui visitá-la no hospital depois do trabalho e depois voltei para casa.

Heitor franziu levemente a sobrancelha, encarando-a, desconfiado, examinando-a.

E então, finalmente, percebeu que ela ainda vestia uma saia justa que marcava o corpo, a cintura fina, o quadril bem delineado. Não parecia alguém que tivesse passado por uma gravidez, muito menos por um parto recente.

— Ah, você lembra da Manuela, não lembra? Eu sempre falei dela... — Cecília tentou explicar.

Mas ele já não estava ouvindo.

Tirou um cigarro do bolso, colocou-o entre os lábios, acendeu-o e foi até a janela, fumando em silêncio. Em menos de uma hora, ele havia se tornado pai e deixado de ser. Precisava se acalmar.

Depois de seis meses sem vê-la, Cecília parecia diferente. Ele não sabia dizer exatamente o quê, mas ela estava diferente.

Refletida no vidro da janela, ele a observou com atenção.

Antes, apesar de seu temperamento forte, ela era dócil e obediente como um gato domesticado quando estavam a sós. Agora parecia um gato selvagem.

Capaz de fazer uma brincadeira absurda como aquela?

Cecília aproximou-se e abriu a janela. O vento cortante do inverno entrou, dissipando um pouco a fumaça do cigarro.

— Mesmo que tenha sido um mal-entendido, fiquei curiosa. — Disse ela. — Se realmente houvesse uma criança, e você tivesse que escolher entre ela e a Srta. Nicole, qual escolheria?

Ela sabia muito bem o seu lugar. Nunca foi parte das opções dele.

— Não existe "se".

Heitor apagou o cigarro. Procurou um cinzeiro, não encontrou, e saiu com a bituca ainda na mão.

Ele não era do tipo que perderia tempo, no meio da madrugada, conversando com a ex-mulher.

Cecília pensou que, se não fosse por aquela postagem, talvez ele nunca mais aparecesse em sua vida.

A não ser por um mês antes, quando os dois se encontraram por acaso em um hotel. Ele estava bêbado. E eles acabaram dormindo juntos novamente.

Para evitar constrangimentos, Cecília se vestiu às pressas e foi embora antes que ele acordasse.

Ela queria enterrar aquele episódio para sempre. Mas, inesperadamente, ela estava realmente grávida. De seis semanas. O feto se desenvolvia de forma saudável.

Lá fora, a neve caía. Flocos grandes e densos tornavam ainda mais visível o homem vestido de preto.

Cecília fechou a janela e encostou a testa no vidro gelado, observando-o jogar o cigarro no lixo, entrar no Bugatti estacionado na rua e partir em alta velocidade.

Aquele carro parecia tão deslocado naquele bairro pobre.

Assim como Heitor. Alguém que nunca deveria ter existido na vida de Cecília.
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