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CAPÍTULO 51

last update publish date: 2026-06-07 21:42:46

NAYLA

O corredor do jatinho parece apertado demais para a conversa que o Hector quer ter ou talvez eu só esteja cansada dele.

Cansada da voz dele.

Das desculpas.

Da forma como ele sempre tenta parecer o homem sensato da história enquanto tudo ao redor desmorona.

Enquanto eu já não me sinto mais igual. Algo dentro de mim quebrou no momento que o vi com aquela mulher.

No exato momento que soube sua vida dupla, sua mentira, nossa mentira.

Uma vida que planejei com ele que nunca ex
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    — Já disse para não me ligar no meu número direto! Faça o nosso acordo, os homens já estão esperando o sinal! — Como vai, Núbia? soltei com calma. — Gostando de ouvir minha voz? O silêncio do outro lado da linha foi imediato e absoluto. A respiração dela simplesmente travou. — Eu mandei você sair do meu caminho. continuei, deixando o tom frio tomar conta da chamada. — Mas você não é muito boa em compreender ordens. — Seu desgraçado... ela rosnou, o pânico vazando pela voz. Fiz um gesto com a mão para o Montanha. — Eu também tenho um sinal para você. murmurei ao telefone. Do outro lado da linha, o som abafado de um estrondo alto de invasão ecoou, seguido imediatamente pelo grito enfurecido da Núbia: — Argh! Droga! Que droga! — Acho bom você correr. avisei com um sorriso de canto. — Seu desgraçado! Ela gritou antes da linha ser cortada. Desliguei o aparelho e o entreguei ao segurança ao meu lado. — Se livrem das provas. Deixem o celular limpo no apartamento,

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    CÁSSIO O bipe no painel avisou que a mensagem tinha entrado. A notificação chegou no celular da Laysa e no nosso ao mesmo tempo. Demos a largada. O plano que a gente passou a semana inteira ajustando finalmente tinha começado. — Elena mandou a mensagem. Hector disse, puxando a tela das câmeras. Aproximei o rosto do monitor. Na imagem, as duas apareciam perto da penteadeira. Hector apertou dois botões no console e o áudio do celular grampeado da Laysa começou a sair limpo nas caixas de som. Acompanhei cada segundo em silêncio. Através da voz hesitante da Laysa, a chantagem da Elena ficou escancarada: ela tinha uma foto de um vídeo do passado da minha mulher, o ultimato para que assinassem um acordo de silêncio e a ameaça de divulgar tudo em pleno dia do nosso casamento. Elas sabiam dar as cartas, mas não sabiam que o dono daquele jogo, já estava na partida. Senti o Hector tensionar ao meu lado com o golpe baixo contra a garota dele, mas o que veio a seguir me fez travar o

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    Laysa franziu o cenho, surpresa. Ela apertou o botão lateral várias vezes, mas o aparelho deu uma travada bizarra, a tela piscando em linhas disformes como se estivesse bugado. — Que estranho... ele estava com carga cheia. — Desliga e liga de novo. Antes que pudéssemos entender o que tinha acontecido com o telefone, duas batidas firmes soaram na porta de madeira, fazendo nós duas darmos um pulo. — Guarda isso! Vai... sussurrei rápido. Laysa enfiou o celular na bolsa, fechando o zíper às pressas. A porta se abriu e o Cardoso apareceu no portal, vestindo um terno alinhado. — Está pronta, Violet? ele perguntou, mantendo o tom profissional e calmo de sempre. — Está na hora. O senhor Cupertini já está aguardando na cerimônia. Tentei disfarçar o tremor nas mãos e sorri fraco. — Eu já vou, Cardoso... Noivas sempre se atrasam um pouco, me dá só mais um minuto. Ele assentiu com um leve gesto de cabeça. — Não demore. E fechou a porta, saindo pelo corredor. Assim que f

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