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Capítulo 47

Autor: Ella
last update Fecha de publicación: 2026-11-04 21:52:31

O barulho era irritante. A dor também. Não entendeu nada quando seu carro foi jogado para fora da pista. O carro chegou a rodopiar antes de receber um novo impacto, e no momento seguinte começar a capotar. Uma, duas, três vezes. Parando de cabeça para baixo. Sentiu o sangue da testa descer até sua boca. Mesmo com dor no ombro, moveu o braço afim se livrar do cinto. Levou um tempo para conseguir. Sentiu um cheiro de gasolina. Isso era ruim. Muito ruim. Seu corpo caiu. Sentiu sua mão ser perfurad
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  • Meu Melhor Contrato   Capítulo 50

    Ela escutou o barulho do carro no momento em que desceu para tomar um chá. Mia dormia tranquila no quarto dela. Em um sono profundo. Precisou de duas histórias e uma canção para que ela apagasse. Se ela tivesse tido um dia mais “agitado”, ela teria dormido rapidamente, mas não foi o caso. Realmente, ela pensava que devia levar Mia mais vezes para brincar fora, ou só visitar a melhor amiga. Ou os primos. Ela chegou à janela grande que lhe dava acesso para observá-lo sair do Bugatti. Abriu uma das cortinas e o viu tentar abrir a porta. Girou a maçaneta por mais de duas vezes antes de franzir o cenho e buscar pela chave no bolso. E depois dentro do carro. E depois tentar o celular. O dela tocou. O nome “marido” estava piscando na tela. Ignorou. Até que ele a viu. Ali. Na janela. Desafiando-o. Como ele a desafiou mais cedo. — Já entendi. Isso é vingança. Ela não sorriu, não se moveu, não teve nenhuma reação. — Aimé... — Algum problema, querido? Ele suspirou. — Abra a porta

  • Meu Melhor Contrato   Capítulo 49

    Uma Semana Depois — O que está fazendo? Ela quase não acreditou quando o viu de pé, colocando um blazer sem nenhum cuidado, mesmo estando ainda em recuperação, com a calça negra e os sapatos de sempre. Pronto para sair. Ela não queria acreditar. Com os olhos sobre ele, ela queria que fosse uma miragem, ou um sonho muito louco. Porque ele não seria tão estúpido de sair naquelas condições. — Ih, o papai vai ficar de castigo. Garrett fitou suas duas pessoas preferidas, que tinham acabado de entrar no quarto. Primeiro sua esposa e logo em seguida sua filha, que vinha logo atrás da mãe. — Eu posso ficar com a carteira do papai? Garrett riu antes de responder: — Nem pensar, sua pestinha. — Eu quero algodão-doce, como eu vou comer algodão-doce sem a carteira do papai? — Você ainda não me respondeu. – Aimé cortou a resposta, ainda com a feição de desagrado no rosto. — Eu preciso... dar uma saída. Ela reagiu rapidamente, como ele imaginou que aconteceria. — Nem pensar!

  • Meu Melhor Contrato   Capítulo 48

    Aimé colocou algumas coisas que o marido gostava dentro de uma bandeja. Havia se passado apenas dez dias desde que tudo aconteceu. Ele não quis ficar mais que cinco dias no hospital. Teimoso do jeito que era, conseguiu ser liberado depois de assinar um termo de responsabilidade. Ela até tentou fazê-lo ficar por mais um ou dois dias, mas ele insistiu que se sentiria bem melhor em casa. E ela respeitou o desejo dele. Depois de ele prometer que não faria nenhuma loucura e que só sairia do repouso quando o médico desse a autorização. Ela sabia que ele tentaria descumprir aquele acordo, e por isso ficaria bem atenta. Principalmente quando ele não estivesse sozinho. Como naquele dia. Os amigos dele, incluindo o primo, tinham ido visitá-lo em casa pela primeira vez. Ela agradeceu por eles não aparecerem antes, principalmente quando ele iria querer falar sobre coisas que poderiam abrir os pontos. E ele já tinha aberto os pontos antes. No primeiro dia dele no hospital. Quando ele tentou se sen

  • Meu Melhor Contrato   Capítulo 47

    O barulho era irritante. A dor também. Não entendeu nada quando seu carro foi jogado para fora da pista. O carro chegou a rodopiar antes de receber um novo impacto, e no momento seguinte começar a capotar. Uma, duas, três vezes. Parando de cabeça para baixo. Sentiu o sangue da testa descer até sua boca. Mesmo com dor no ombro, moveu o braço afim se livrar do cinto. Levou um tempo para conseguir. Sentiu um cheiro de gasolina. Isso era ruim. Muito ruim. Seu corpo caiu. Sentiu sua mão ser perfurada pelo vidro quebrado. Escutou chamados. Gritos. Ambulâncias. Era irritante, mas ao menos sabia que significava que era para ele. O que era bom, porque ele tinha acabado de perceber a perfuração dilacerante em sua costela. Era um vidro muito maior que o de sua mão. De repente ele escutou a porta ser puxada. Pelo menos três pessoas puxavam aquela porta para que conseguisse abrir. Ele ao menos pensava que sim, porque ela estava parcialmente destruída. Encontrou os olhos azuis de seu melhor amigo

  • Meu Melhor Contrato   Capítulo 47

    O barulho era irritante. A dor também. Não entendeu nada quando seu carro foi jogado para fora da pista. O carro chegou a rodopiar antes de receber um novo impacto, e no momento seguinte começar a capotar. Uma, duas, três vezes. Parando de cabeça para baixo. Sentiu o sangue da testa descer até sua boca. Mesmo com dor no ombro, moveu o braço afim se livrar do cinto. Levou um tempo para conseguir. Sentiu um cheiro de gasolina. Isso era ruim. Muito ruim. Seu corpo caiu. Sentiu sua mão ser perfurada pelo vidro quebrado. Escutou chamados. Gritos. Ambulâncias. Era irritante, mas ao menos sabia que significava que era para ele. O que era bom, porque ele tinha acabado de perceber a perfuração dilacerante em sua costela. Era um vidro muito maior que o de sua mão. De repente ele escutou a porta ser puxada. Pelo menos três pessoas puxavam aquela porta para que conseguisse abrir. Ele ao menos pensava que sim, porque ela estava parcialmente destruída. Encontrou os olhos azuis de seu melhor amigo

  • Meu Melhor Contrato   Capítulo 46

    Foi um completo silêncio o caminho até em casa. Ele nem tentou falar nada, até porque, ele sabia que não adiantaria. Não tiraria nada dela enquanto Mia estivesse ali. E apesar de muito cansada, a pequena ainda estava desperta. Talvez até ainda ligada. Garrett imaginava que fosse pelo doce. Mas não pensou muito sobre isso. Ela iria se deitar, assistir um desenho, e dormir sozinha, sem nem ao menos perceber. Porque apesar de tudo, ela estava muito cansada. Tentou manter uma conversa com filha, porque queria que ela tomasse um banho quando chegassem em casa. Quando ela pediu o celular, não relutou como relutaria antes. Não gostava de dar um celular nas mãos dela. Ela era muito pequena. Mas tinha as exceções. E aquela era uma exceção. Ela escolheria um joguinho e se manteria desperta até em casa. E ele poderia tirar da esposa, o que ela parecia estar pensando. Ela estava calada demais. O cenho franzido o fazia pensar que ela estava chateada. Se perguntava se ela estaria pensando no moti

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