Compartilhar

Capítulo 03

last update Data de publicação: 2024-09-13 09:23:10

Maria Eduarda

Que homem era esse?

E, que voz!

Vamos Duda, você precisa reagir – pensei comigo mesma.

Então, me lembrei das suas últimas palavras.

— Como você prefere, em temperatura ambiente ou gelada? — É a única frase que consegui falar. Meu Deus, Duda, como você era burra.

— Pode ser gelada. — Ofereci água gelada sem saber se tinha. Fui até a geladeira e, para minha surpresa, tinha uma garrafa com água.

Comecei a procurar por um copo, ainda não sabia em qual lugar a minha mãe os havia guardado.

— Desculpe, é que ainda não sei onde minha mãe guardou as coisas — falei, e não olhei para trás, continuei olhando pelos armários. — Achei! — disse e me virei, percebendo que ele deu um meio sorriso, e que sorriso, hein!

Ele se aproximou e pegou o copo da minha mão, fiquei sem reação, não sabia o que fazer. Ele ficou parado me observando, os olhos azuis não pararam de me fitar.

— Água? — perguntei, sustentando o seu olhar.

— Claro. — Ele esticou o copo em minha direção, abri a garrafa e enchi o seu copo.

Ele levou-o até sua boca e começou a beber a água sem tirar os olhos dos meus.

— Vejo que já se conheceram. — Meu pai entrou na cozinha com tudo.

Não sabia se agradecia ou se ficava furiosa com ele.

— Ainda não nos apresentamos — o bonitão falou, me olhando novamente. Deixou o copo em cima da ilha e foi em direção ao meu pai.

— Caleb, essa é a minha pequena Duda. — Meu pai me apresentou com orgulho. —  Minha Maria Eduarda.

— Prazer, Duda. — Caleb veio em minha direção e esticou sua mão, retribui o comprimento, sentindo um arrepio passar pelo meu corpo quando toquei sua mão.

— Ele é o meu chefe, filha. — O homem parecia ser bem mais novo do que o meu pai.

Ele tinha cara de ser um desses playboys, CEO, esses homens bilionários e possessivos, só pelo seu jeito de andar e falar. Deveria ter, no mínimo, 1,90 de altura, moreno, olhos azuis, cabelo curto, todo penteado para trás, e usava uma camiseta branca, calça jeans preta que marcava muito bem suas coxas e o volume na frente da sua calça, não consegui deixar de reparar, pois era muito grande.

— Já está pronto? — Minha mãe entrou na cozinha, perguntando sobre o bolo e o café. — Oi, Caleb! — ela falou em seguida.

— Oi, de novo, Melissa. 

— Que isso, Caleb, pode me chamar apenas de Mel — falou e deu um beijo no meu pai. — Já podemos tomar café, Duda?

— Sim — falei enquanto me voltei para o forno, tirando o bolo. — Só vou preparar a calda.

— Nossa, que cheiro maravilhoso — meu pai falou.

— Sim, o cheiro realmente está maravilhoso. — Caleb concordou, mas senti que ele não estava se referindo ao bolo.

“Pare com isso Duda, um homem como ele nunca iria olhar para uma menina como você”, meu subconsciente me repreendeu.

Eles começaram a conversar enquanto preparava a calda do bolo e assim que a terminei fiz o café, e toda vez que olhava para Caleb, seus olhos estavam cravados aos meus, ele sempre me dava um sorriso de canto.

Fui para sala de estar e preparei a mesa para tomarmos o café.

— Está pronto — gritei, enquanto terminava de arrumar tudo.

Logo em seguida, os três entraram na sala e Caleb continuou sem tirar os olhos de mim. Todos nos sentamos à mesa, minha mãe ao lado do meu pai e eu de frente para o seu chefe.

Servimo-nos e começamos a comer.

Nesse momento, o meu celular tocou, recebi uma mensagem de um número desconhecido.

[Desconhecido]: Oi, Duda, tudo bem? Aqui é o Andrés, a Elisa me disse que você está por aqui.

[você]: Oi, estou sim.

[Andrés]: Se você quiser, posso te mostrar a cidade. O que acha?

[você]: Claro que quero. 

[Andrés]: Me envie o seu endereço. Em dez minutos estarei aí. 

[você]: Ok.

— Posso saber o motivo desse sorriso? — minha mãe perguntou, toda curiosa.

— É o Andrés.

— Seu namorado? — Caleb perguntou.

— Não, é só o irmão da minha melhor amiga. — Ele fez uma careta.

— O que ele queria? — meu pai perguntou.

— Ele se ofereceu para me mostrar Nova Iorque. 

— Eu também posso fazer isso! — Caleb falou, eu o olhei assustada e meus pais não pareceram ligar.

— Não quero incomodá-lo.

— Claro que não é nenhum incômodo.

— Sim, filha, Caleb já é um homem bem mais maduro e de confiança — minha mãe falou.

— Andrés já está a caminho, preciso me trocar — concluí e já saí da mesa, subindo para o meu quarto.

Troquei de roupa, vesti um shorts jeans preto de cós alto, um cropped amarelo com detalhes em renda, e uma rasteirinha, queria aproveitar os poucos dias de sol de Nova Iorque.

Ouvi alguém tocando a campainha, então, desci as escadas correndo. Quando cheguei à sala, meu pai já tinha atendido a porta.

— Aqui está você — senhor Roger falou quando me viu, já Caleb me lançou um olhar atravessado. — Andrés acabou de chegar.

— Duda! — ele falou e veio ao meu encontro, meu pai e Caleb me deram passagem para que eu passasse.

— Andrés, quanto tempo. — Nos abraçamos.

— Quem está aí? — Minha mãe surgiu do nada. — Andrés! Nossa, menino, como você cresceu.

Andrés deveria ter mais de 1,80 de altura, eu ficava uma anã ao seu lado, já que tenho 1,65m.

Ele era moreno, olhos castanhos claros e estava com a barba por fazer. Só de pensar que eu já fui apaixonada por ele me fez ficar com as bochechas coradas..

— Vamos? — falei e comecei a puxá-lo pelo braço, antes que começassem a fazer muitas perguntas.

— Comportem-se! — meu pai grita, conforme ficou na porta com Caleb.

Andrés veio de carro e abriu a porta para que eu entrasse, coloquei o cinto, olhei para a porta da minha casa e Caleb não parava de me encarar.

— Vocês têm alguma coisa? — Andrés me tirou dos meus pensamentos.

— Não. — Tentei disfarçar. — Ele é o chefe do meu pai, nos conhecemos hoje.

Realmente, a atitude de Caleb era muito estranha.

— Hmmm. — Andrés não pareceu convencido, mas o que eu havia dito era verdade. — Vamos! — E então, arrancou com o carro.

Ele me levou para conhecer o Museu de Artes e o Central Park. Eu gostei muito desses lugares.

— O que achou? — me perguntou, assim que saímos do Museu.

— É lindo!

— Achei que, com o tempo, você deixaria de gostar dessas coisas — falou e sorriu.

— Tem algumas coisas que nunca deixamos de amar. — Eu amava museus, literatura e tudo o que se relacionava a isso.

— Tudo bem, senhorita Maria Eduarda.

— O que anda fazendo por aqui, e a faculdade?

— Estou no primeiro ano de Direito. — disse — Estou com 21 anos — falou, enquanto seguíamos em direção a um carrinho de sorvetes. — E você, já sabe o que fazer depois do Ensino Médio?

— Queria ser escritora, como a minha mãe. — Ele pegou dois picolés e me entregou um de maracujá.

— E por que não tenta?

— Obrigada. — Agradeci quando peguei o picolé. — Ela demorou muito para chegar aonde chegou.

— Não custa tentar.

— Eu sei, mas…

— Mas? — me incentivou a continuar.

— Também queria fazer Direito, como meu pai.

— É uma profissão um pouco amedrontadora. — Rimos juntos.

— Assim você me assusta.

— Mas tem o seu lado bom.

— Ah é! Qual? — Nesse momento, sentamo-nos em um dos bancos que tinha por perto.

— Faça o curso e você saberá!

— Ah! Isso não vale, Andrés. — Dei um tapa no seu braço que o fez derrubar o seu picolé nas minhas pernas. — Aaah! Tá gelado.

Ele pegou o picolé com as mãos, encostando-as nas minhas pernas. Ficamos nos encarando por uma fração de segundos.

— Duda! — Reconheci a voz. — Posso ajudar? — Estendeu um lenço em nossa direção.

— Caleb? — Será que ele estava me perseguindo? Pare de pensar besteira, Duda, um homem como esse nunca iria me olhar de tal maneira - pensei.

— Pegue! — Ele continuou com o lenço estendido e fuzilando Andrés com os olhos, já que ainda estava com as mãos nas minhas pernas.

Aceitei o lenço e Andrés jogou o picolé derretido na lixeira ao lado.

— Já volto, vou lavar minhas mãos — Andrés falou, não esperando pela minha resposta e entrando novamente no Museu.

Continue a ler este livro gratuitamente
Escaneie o código para baixar o App

Último capítulo

  • Meu Vizinho Ao Lado   Capítulo 61

    CalebMais uma vez, a minha estadia no México se prolongou mais do que eu planejava e Roger precisou vir para me ajudar.Meu relacionamento com a Duda estava cada vez melhor, estávamos nos esforçando para dar certo e eu continuava provando para ela que nenhuma distância poderia apagar o que sentíamos. Toda vez que falava com ela, contávamos os dias para nos reencontrarmos. Decidi pedi-la em casamento e Roger me ajudou a escolher o anel de noivado.Quando retornamos para Nova Iorque, pensei que a surpreenderia com o pedido e o anel, por fim, eu que fui surpreendido, já que minha Duda estava grávida e teríamos um filho ou filha. Nossa vida deu um giro de 360°, e o que parecia impossível aconteceu, não imaginava me apaixonar por alguém depois que Louise faleceu, muito menos ter uma família.Maria Eduarda chegou para somar e me mostrou que o amor realmente existia, e que era possível amar quando seu coração estava em pedaços, quando a sua pior parte parecia se tornar o seu novo eu.Nos ca

  • Meu Vizinho Ao Lado   Capítulo 60

    Maria EduardaAbri a porta e dei de cara com o meu príncipe encantado, e para variar, ele estava usando um dos seus ternos pretos, os seus olhos azuis percorreram todo o meu corpo.— Você está linda. — Você não está nada mal. — Ele riu. — Pai. — Me joguei em seus braços.— Achei que você não tinha me visto — resmungou.— Eu também te amo. — Dei um beijo na sua bochecha, e então, dei passagem para ele entrar, e depois, pulei no colo do Caleb e o beijei.— Você está bem? — ele perguntou, assim que saí dos seus braços.— Estou com saudades. — Segurei-o pela mão e o puxei para dentro.Ele cumprimentou a minha mãe e encheu a Helena de beijos. Os dois contaram como havia sido a viagem e o treinamento do novo diretor e vez ou outra, eles disseram que iriam se revezar para ir ao México checar se tudo estava se encaminhando.— Que delícia, meu amor, parmegiana! — meu pai falou quando cortou um pedaço e o levou à boca.— Está uma delícia. — Caleb concordou. — Você não vai comer?— Eu já comi —

  • Meu Vizinho Ao Lado   Capítulo 59

    Maria Eduarda— Tenho uma coisa que vai nos ajudar. — E mais uma vez, Caleb saiu de dentro de mim e caminhou em direção ao seu closet. E que visão maravilhosa, que bunda maravilhosa. — Espero que goste. — Ele ergueu as mãos e vi que estava segurando um consolo da cor rosa.— Nossa!— Eu não sei se ele está funcionando. Já faz 3 anos que eu o comprei. — Arqueei uma das minhas sobrancelhas e ele pareceu entender que eu queria fazer uma pergunta. — Depois da nossa primeira noite, eu considerei comprar alguma coisa para não cairmos na rotina. — Então, ele pensou que ficaríamos juntos desde a primeira vez, assim como eu. — Está funcionando. — Ele ligou o consolo, que começou a vibrar.Caleb abriu as minhas pernas e o colocou bem em cima do meu clitóris.— Porra! — gritei e quando me dei conta, eu já estava de ladinho, com as minhas pernas fechadas e quase tendo mais um orgasmo conforme o Caleb entrava e saía com todo o fervor do meu ânus. E sim, eu tive vários orgasmos nessa mesma posição

  • Meu Vizinho Ao Lado   Capítulo 58

    Maria Eduarda— A sua roupa, já faz mais de duas horas que estou aqui, me perguntando quando vou poder olhá-la mais de perto.Eu me aproximei mais ainda dele, peguei a garrafa e tomei mais um gole generoso da bebida, direto no gargalo da garrafa, e então comecei a desamarrar o meu robe e a tirá-lo lentamente. Caleb se levantou e quando ele ia colocar as mãos no meu corpo, eu o empurrei e ele caiu sentado na cadeira, mas sorriu com o meu gesto.Desci o robe lentamente, começando pelos meus ombros, e enquanto ele foi caindo pelo meu corpo devagar, eu fechei os meus olhos e imaginei o Caleb me tocando, assim que o objeto delicado tocou o chão eu abri os meus olhos e ele estava me comendo com os dele.— Você continua linda. — Senti o meu rosto corar com as suas palavras. — Você é a única mulher que imaginei as curvas perfeitas e não me enganei.Fiz um sinal com o dedo, para que ele ficasse em silêncio, por fim, me sentei em seu colo, deixando uma perna de cada lado, e o beijei.Ah! Aquele

  • Meu Vizinho Ao Lado   Capítulo 57

    Maria EduardaEnchi uns balões em formato de coração e colei-os no teto, e na ponta das fitas cetim colei frases diferentes da música do John Stimson — “Smile”:“You and I get through the darkness...”, “Knowing we'll find the light...”,“Maybe we focus on the future...”, “No use in living in the past...”, “Try to remember that...”, “The bad times never last...”, “And if we take one step...”, “One step at a time...”, “We're gonna make it...”, “Gonna make it alright...”,“If we stick together, we'll be fine...”.Essa música era muito a nossa história.Na sala de estar coloquei uma toalha de mesa vermelha e um arranjo com uma rosa-vermelha, umas duas velas na mesa, a garrafa de vinho, os pratos, as taças e os talheres.Coloquei o pão no forno e fiz uma trilha com as velas.O meu celular tocou, olhei visor com uma mensagem da minha mãe.[Mamãe]: Duda, cantaremos parabéns, se apresse.Fechei toda a casa e voltei para a casa da minha mãe. Após uns 20 minutos cheguei, e assim que abri a port

  • Meu Vizinho Ao Lado   Capítulo 56

    Maria EduardaJosh entrou no banheiro e eu procurei pelo meu vestido, até que o encontrei, ele era de manga longa com um recorte acima do seio, o que me deixava com um leve decote, deixei o meu cabelo solto e calcei um coturno preto.— Está um arraso. — Josh saiu do banheiro secando o seu cabelo.— Eu também acho — minha mãe falou, assim que entrou no meu quarto.— Obrigada, mãe.— A pizza já chegou.— Já estou pronta.— Vamos? — Ela me dá passagem e saímos do quarto.— Não demore, Josh.Ele resmungou alguma coisa que eu não entendi, caminhamos até a sala e lá estava o Caleb, sem a Madelyn, o meu pai e a pequena Helena.— Cadê o Josh? — meu pai perguntou, assim que nos viu.— Terminando de se vestir. — Respirei fundo e me sentei do lado oposto deles. — Oi, Caleb.— Oi, Duda. — Cumprimentou, e então, começamos a comer.Algum tempo depois, o Josh apareceu e se sentou ao meu lado, e eu senti que o Caleb ficou incomodado com isso.— Caleb, e a Madelyn? — minha mãe perguntou. — Terminamo

Mais capítulos
Explore e leia bons romances gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de bons romances no app GoodNovel. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no app
ESCANEIE O CÓDIGO PARA LER NO APP
DMCA.com Protection Status