LOGINEu ainda tremia por inteiro, o peito subindo e descendo numa respiração desgovernada. O calor das mãos dele na minha pele, o olhar azul carregado de uma preocupação crua e genuína... tudo aquilo fez a última barreira de controle dentro de mim ruir. A descarga de adrenalina, o medo da morte e a urgência sufocante de me sentir viva se fundiram num único impulso visceral.
Antes que a razão pudesse me deter, avancei sobre ele. Segurei as lapelasUm ano depois Kayla Um ano se passou desde o nosso casamento. Eu estava no quarto, embalando a pequena Letícia, de apenas um ano e sete meses, para dormir. Enquanto isso, Apolo estava sentado na cama, reclinado nos travesseiros, ensinando a lição de casa ao nosso pequeno Léo, que estava perto de completar cinco anos. Mesmo focado ensinar nosso filho , Apolo não conseguia tirar os olhos de mim , o que me deixava um pouco envergonhada. Eu tinha ganhado alguns quilos depois da gravidez da nossa filha e me sentia bastante insegura quanto ao meu corpo. — Bom, filho, terminamos por hoje — disse Apolo, guardando os mat
Quando as portas da nave central se abriram, meu coração acelerou de uma forma que me deixou sem ar, mas não de medo, e sim de uma emoção pura e avassaladora. Caminhei devagar sobre o tapete de pétalas. Eu me sentia deslumbrante no meu vestido sob medida; o tecido de seda desenhava minhas curvas com elegância e deixava sobressair, de forma sutil e graciosa, a minha barriga de quatro meses. Meus olhos, marejados de lágrimas de alívio e felicidade, fixaram-se imediatamente nos de Apolo. Ver o homem da minha vida ali no altar, tão forte e imponente, me olhando como se eu fosse todo o seu universo, fez lágrimas quentes escorrerem pelo meu rosto sem qualquer vergonha. Ao meu lado, caminhando com firmeza e um sorriso orgulhoso que não cabia no rosto, estava o vovô Alfredo. O homem que forjou o nosso destino estava ali, saudável, vestindo seu melhor terno para me entregar ao neto. Quando chegamos ao altar, vovô segurou a minha
Quando acordei, a primeira coisa que vi foi a luz fraca do quarto de hospital. Minha cabeça ainda girava, mas o calor de uma mão pequena segurando a minha me trouxe de volta para o mundo. Kayla estava sentada em uma cadeira próxima a mim, segurando minha mão com a cabeça reclinada sobre a borda da cama. Ver o rosto dela ali, em paz, fez o peso no meu peito finalmente sumir. Levei minha mão trêmula até a cabeça dela e acariciei seus cabelos com todo o amor que sinto pela minha pequena. Ela se mexeu devagar e abriu os olhos. Quando me viu consciente, suas pupilas se dilataram de pura emoção. Graças a Deus, eu havia acordado.
No mesmo segundo, a imagem que mantinha na cabeça evaporou e o teatro acabou. Meu rosto virou uma máscara de puro ódio. Fechei o roupão, avancei para cima dela, joguei-a no sofá e apertei seu pescoço com extrema violência. — Sua desgraçada! Eu sempre suspeitei de você! E aposto que você tentou matar meu avô e fingiu que salvou a vida dele! — Apolo, não! Para! — ouvi a voz aflita de Kayla correndo do esconderijo em minha direção, vendo que eu iria matar aquela vadia. Eu estava cego pela fúria. A porta da cobertura foi arrombada e os policiais invadiram o local. Foram precisos três agentes fortes no batente para me arrancar de cima d
Apolo Desci para a sala vestido apenas com um roupão, pronto para colocar meu plano de sedução em ação. Poucos segundos depois, a campainha tocou. Abri a porta e Eleonora entrou como se fosse a dona de tudo — e, principalmente, como se fosse minha dona. Ela trazia um sorriso vitorioso nos lábios. — Por que não me esperou para tomarmos banho juntos como nos velhos tempos? Eu lembro como nossos banhos eram prazerosos... — disse ela, acendendo um cigarro e caminhando até o bar para se servir de uísque. Ela se aproximou, empurrando meu peito para que eu caísse sentado no sofá, e sentou-se direto no meu colo. Ofereceu o uísque do seu próprio copo, e eu bebi o líquido de uma vez só, apenas
Me deu uma vontade absurda de ir atrás, de espionar até onde o Apolo iria na sua farsa... mas não consegui. Tive que engolir o seco e me segurar ali na sala para não colocar o plano inteiro a perder. Por isso, quando j a noite chegou e já estávamos na cobertura dele , que os técnicos e policiais terminaram de instalar as escutas escondidas e nos deixaram a sós para esperar a vadia, o meu ciúme acumulado explodiu de vez. — Você ficou louca de ciúmes, não ficou, pequena? Agora está sentindo como eu me sinto ao seu respeito . — provocou Apolo, caminhando devagar na minha direção, trancando a porta da entrada com um estalo seco. — Você está empenhado demais para meu gosto , Apolo! — reclamei, de braços cruzados, encarando-o com fogo nos olhos. — Fingir que eu nem existia? Ir para o seu antigo quarto e deixar aquela mulher ir atrás d







