LOGINChiara narrando
Eu não sei se fiz a coisa certa indo até aquela agência, eu agi por impulso, na força do momento, mas o que eu sei, é que eu preciso salvar a Aurora, ela é a minha única família, não posso deixá-la morrer. O meu telefone começa a tocar, me tirando dos meus pensamentos, eu pego o celular na mão e vejo que é a Giulia, eu atendo a ligação e a voz da minha melhora amiga ecoa nos meus ouvidos. Ligação Onn - Oii, meu amor!! Onde você esta?! - ela fala carinhosa. - Estou chegando em casa. - eu falo procurando as chaves de casa, dentro da minha bolsa. - Ah que bom!! - ela fala e desliga a chamada. Ligação Off Essa minha amiga é maluquinha, não me deixou nem perguntar o que ela queria e desligou na minha cara. Ela é muito doida, mas eu amo ela, a Giulia é a única que me entende e não me julga, pelo contrário, ela sempre está disposta a me ajudar. Eu começo a rir dos meus pensamentos e finalmente acho as minhas chaves, quando ergo a minha cabeça para olhar a minha casa, vejo a maluquinha em pé na frente da porta. - Finalmente!! Eu fui até o hospital e me falaram que você já tinha saído a um tempo, mas eu estou aqui a mais de meia hora e nada de você, onde estava? - ela fala meio histérica e preocupada. - Vamos entrar e eu te conto. - eu falo séria. Ela franze a testa e fica me encarando confusa, eu dou um sorriso amarelo, quase entregando a minha culpa, eu tenho certeza que dessa vez, ela vai querer me matar. Eu acho que qualquer pessoa em sã consciência, me mataria depois do que eu fiz hoje, mas é necessário. Nós entramos na minha casa, ela continua me olhando fixo, nós tiramos os nossos sapatos, colocamos eles na sapateira ao lado da porta e entramos descalço para a sala. A Giulia não tira os olhos de mim, eu estou começando a me sentir constrangida com o seu olhar sobre mim. - Dá para você parar de me olhar assim?! - eu peço e tiro o meu casaco. - Eu quero saber o que você aprontou!! - ela fala séria. Eu olho para ela indignada, fingindo estar chateada, mas, na verdade, eu só estou tentando adiar essa conversa. - Nem adianta fingir o drama, esse olhar entrega tudo. - ela fala autoritária. Eu estreito os meus olhos e agora eu fico indignada de verdade, eu não posso ser tão transparente assim, posso?! Eu faço sinal para ela se sentar no sofá, me sento ao lado dela e começo a contar sobre onde eu fui e o que eu fiz. Ela fica me olhando de boca aberta, com os olhos arregalados e em completo choque. - Você pode falar alguma coisa, por favor?! - eu falo aflita. - Chiara Rosseti!!! Você só pode estar brincando comigo, neh?! Onde esta a câmera?! - ela fala levantando do sofá e procurando a câmera. - Amiga, não tem câmera. Eu preciso de dinheiro, esse é o jeito mais "rápido" de conseguir. - eu falo um pouco cabisbaixa. - Chiara, eu falei que iria te ajudar, por que você foi fazer uma coisa dessa?! - ela fala brava comigo. Essa é a primeira vez que eu vejo a Giulia brava, ela nunca falou assim comigo, mas eu não a julgo, porque eu sei que ela só esta querendo me ajudar. - Amiga, eu não quero me aproveitar de você e da sua boa vontade, eu sei que não é uma coisa de se orgulhar, eu agi por impulso, mas também, agora já está feito. - eu falo dando de ombros. - Você vai ligar para essa mulher e falar que não quer mais nenhuma proposta. - ela fala brava. Eu concordo com a cabeça, para não continuar mais com esse assunto. Eu já tenho as minhas próprias dúvidas sobre esse assunto, mas eu ainda preciso do dinheiro, então eu vou esperar ela me ligar e depois eu decido se continuo com isso ou não. - Você esta com fome? Eu vou preparar uma macarronada para nós. - eu falo mudando de assunto e indo até a cozinha. Eu começo a pegar as coisas para preparar a massa, a Giu vai me ajudando a cortar o tomate e a cebola para fazer o molho. Nós continuamos conversando sobre coisas aleatórias, eu contei como o médico me deu o diagnóstico da Aurora e ela me contou que recebeu uma promoção na empresa que ela trabalha. A Giu trabalha em uma grande empresa de cosméticos, agora ela é a nova gerente de vendas, ela disse que vai tentar me arrumar um emprego la, mas eu já desanimei dessas grandes empresas. Eu já fiz várias entrevistas, mas nenhuma delas quis me contratar, primeiro devido ao meu peso e segundo devido a eu não ter experiencia, nem uma formação. Eu tive que largar a faculdade para poder cuidar da Aurora, os meus pais faleceram em um acidente de carro a cinco anos atrás e nós não temos mais ninguém, então eu parei a minha vida para poder cuidar dela. Eu sempre busquei dar o melhor para a Aurora, mesmo ela não reconhecendo as vezes. Logo que os meus pais morreram nós descobrimos que ela estava com uma irregularidade nos batimentos cardíacos, depois de um tempo fazendo exames, o dinheiro que os nossos pais deixaram para nós, foi acabando e eu tive que arrumar um emprego. Eu consegui uma vaga de garçonete em uma cafeteria aqui perto, eu não ganho muito, mas consegui manter as desespesas de casa até alguns meses atrás. Agora que o problema da Aurora se agravou, ela está passando mais tempo no hospital, os gastos estão maiores e eu estou me afundando em dívidas, já peguei alguns empréstimos no banco e não estou conseguindo pagar. No ultimo empréstimo que eu fiz, dei a nossa casa como garantia e na semana passada chegou uma carta, dizendo que eu tenho um mês para pagar as parcelas, senão eles irão tomar a nossa casa, por isso eu agi no impulso quando o médico me falou sobre a cirurgia da Aurora. Talvez eu consiga um bom dinheiro e além de pagar as despesas médicas da Aurora, eu consiga pagar essas dividas que fiz também e não perco a nossa casa, que é a única coisa que restou dos nossos pais. Eu termino de fazer a macarronada, a Giu já arrumou a mesa para nós comermos, eu sirvo para nós duas e nos começamos a comer. Depois de nos alimentarmos, a Giu quis lavar a louça, depois ela se despediu de mim e foi para a sua casa.Henry narrando *** UM MÊS DEPOIS *** Hoje faz um mês que a Chloe descobriu que está grávida, ela tem passado mal, tem vomitado bastante, tem se sentido enjoada e eu fico muito preocupado com ela. Ela falou que é normal, que o médico já falou que logo passa, mas eu não gosto de ver ela passando mal. Nós conseguimos conversar sobre a gravidez e eu disse que não vou deixar ela sozinha, ela tem passado bastante tempo comigo e eu estou curtindo muito. O Don Renzo já saiu do hospital, ele me chamou para conversar, eu confesso que quase infartei de medo dele me matar, mas ele só pediu que eu cuidasse bem da Chloe e não a magoasse. Eu tenho me esforçado bastante para fazê-la feliz, ela parece que está gostando, mas eu sinto que ela está meio distante de mim. Já tentei tirar alguma coisa dela conversando, mas ela sempre fala que está tudo bem, que são só preocupações da gravidez. Eu entendo ela, por que eu também estou com muito medo de não ser um bom pai para esse bebê. - Você vai f
Chloe narrandoO Henry segura a minha mão e eu aperto forte a mão dele. Eu me aproximo dele devagar, a Vívian continua me olhando estranho.- Vocês vão se arrepender. - ela fala com raiva e sai pisando firme.Quando ela bate a porta, eu me jogo nos braços do Henry e respiro aliviada. Ele me abraça com força e fica fazendo carinho nos meus cabelos.- Eiii… se acalma, eu não vou deixar ela fazer nada com você. - ele fala calmo e eu me sinto aliviada.- Eu estou sentindo uma sensação estranha. - eu falo me aconchegando nos braços do Henry.Ele me aperta mais contra o seu corpo e beija o topo da minha cabeça. Eu me sinto protegida nos seus braços e consigo me acalmar.O Henry me pega no colo, ele começa a subir as escadas e me leva até o seu quarto, me coloca deitada em cima da cama e entra no banheiro.- Eu coloquei a banheira para encher, pode ir tomar um banho. - ele fala calmo me olhando nos olhos.Eu estou indecisa, mas eu não quero mais ficar sozinha. O Henry se vira e caminha até a
Chloe narrando O Henry senta ao meu lado no sofá, fica me olhando sério e eu fico esperando ele falar alguma coisa. - Chloe, eu quero dizer que… eu fiquei sem reação, quando você disse que estava grávida… mas em momento algum eu duvidei de você. - ele fala pausadamente. - Eu sei que você não queria filhos, eu também não estava planejando isso por agora, mas… - eu falo aflita, mas ele me interrompe. - Eiii… eu não estou te culpando. - ele fala me olhando nos olhos e segurando a minha mão. - Eu realmente não queria ter filhos, mas nós vamos criar esse bebê juntos. - ele termina de falar. Eu não sei o que dizer, não sei se fico feliz por ele dizer que vai me ajudar a criar o bebê, ou se fico triste por que ele assumiu que não quer filhos. - Você não precisa fazer nada contra a sua vontade, Henry. Eu tenho condições financeiras e psicológicas de criar o meu bebê. - eu falo seria. - Nós fizemos juntos e vamos criar juntos. - ele fala firme e me olhando fixo. Eu não falo mais nada,
Chloe narrando Eu confesso que fiquei muito surpresa com a presença do Henry, eu não estava esperando que ele aparecesse aqui. Ele assumiu para o meu pai, que é o pai do meu bebê, outra coisa que eu não esperava, depois da reação que ele teve mais cedo. O Henry me olha sério, eu disfarço e olho para o papai, esse é outro que está me deixando confusa. Eu jurava que ele ia querer me matar quando soubesse que eu estou grávida, mas não, ele simplesmente pediu para o Henry cuidar bem de nós. Juro que eu não consigo mais entender esses homens. A Fio começa a conversar com o meu pai e depois dá um sermão nele. - Eu sei o que faço, não preciso de ninguém para mandar em mim. - o meu pai fala bravo. - Pai!! O senhor quase nos matou do coração e ainda quer ter razão?! - eu falo brava e fico olhando seria para ele. – A Fio está muito certa de ficar brava com o senhor. - eu termino de falar e ele fecha a cara. - É… ahram… eu sei que eu não sou da família, mas… até eu fiquei com muito med
Henry narrando Eu fiquei em choque quando ouvi a Chloe dizer que estava grávida, eu não sabia o que dizer e nem o que fazer.Ela acabou ficando nervosa e dizendo coisas que mexeram comigo. Eu não acho que ela seja uma golpista ou uma “prostituta”, assim como ela disse.Eu confio na Chloe e sei que esse bebê é meu filho, ou filha, mas eu não estou preparado para ser pai.Optei por sair do hospital, eu preciso pensar com calma e assimilar tudo o que está acontecendo, eu estou muito confuso.Eu dirijo até o cemitério, sempre que eu estou confuso e nervoso, venho até aqui e converso com o meu pai.As pessoas devem me achar um louco, pois não é comum vir ao cemitério, conversar com uma pessoa morta, mas eu consigo me acalmar sempre que faço isso.Eu fico um bom tempo sentado no túmulo do meu pai, eu fico refletindo e pensando no que devo fazer da minha vida.Nunca pensei em ser pai, eu sempre achei que não tinha jeito para isso, eu não saberia como cuidar e amar uma criança.Mas eu não po
Chloe narrando O médico obstetra chegou para me examinar, a Mia ficou ao meu lado, me acompanhando durante o exame, a minha irmã preferiu ficar do lado de fora. Como eu estou de pouco tempo, o médico teve que fazer um ultrassom por baixo, para poder ver melhor o embrião. - Está tudo bem com o embrião, mas por você estar de poucas semanas, não é bom passar por fortes emoções. - o médico fala sério e eu concordo com a cabeça. Ele continua me explicando o que devo fazer, o que posso comer e o que devo evitar de fazer. Eu fico olhando atenta e prestando atenção em tudo o que ele fala. - Eu vou deixar a prescrição das vitaminas, que você precisa tomar e vou pedir para a minha secretária entrar em contato com você, para agendar os seus exames. - o médico fala, eu concordo com a cabeça e ele sai do quarto. - Como você está se sentindo?! - a Mia fala fazendo carinho na minha cabeça e me olhando com ternura. - Estou bem. Eu vou conseguir, vou tentar ser a melhor mãe que o meu bebê pos







