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last update Fecha de publicación: 2022-10-08 12:26:11

Eu abri minha boca para lhe dizer que eu não era Jane, mas de repente me lembrei do que Jane tinha dito sobre este negócio. Se eu o corrigisse e ele pedisse para falar com a minha irmã, eu teria que admitir que ela não estava aqui e isso poderia ser mal interpretado. Com a Sra. Breashears foi diferente. Ela era a contratante e sabia que se Jane não estava aqui era por algum motivo compreensível. Não sabia o que esse homem pensaria.

— É bom ver você também. — Eu apertei sua mão estendida. — Espero que tudo o tenha agradado esta noite.

— Bastante. — Ele deu um aperto de mão amigável antes de soltar minha mão. —Tenha uma noite maravilhosa.

— Você também. — Eu continuei sorrindo mesmo quando ele se afastou.

Eu só esperava que ele não falasse com ninguém que realmente saberia que eu não era Jane. Andei em torno do perímetro da sala, dando acenos e sorrisos para quem olhava para mim, tentando parecer ocupada demais para parar e falar com qualquer um. Felizmente, as pessoas acharam que eu realmente era minha irmã, e os que não caíram nessa, pareceram entender que ela tinha me enviado em seu lugar porque estava em outro lugar ocupada.

Eu estava terminando de fazer um círculo completo quando alguém entrou no meu caminho. Parei abruptamente, quase tropeçando, mas uma mão me pegou pelo cotovelo, me firmando no chão. O calor me inundou, tanto de constrangimento na quase colisão como pelo toque do estranho.

Eu olhei para um homem vários centímetros mais alto que eu e encontrei um par de olhos cinza ardósia. Ele tinha um rosto de beleza clássica, com a combinação certa de bonito e robusto, com um queixo forte e apenas um traço de barba tão bela que era quase invisível. Seu cabelo era meio loiro meio castanho, não soube dizer, do tipo que eu imediatamente associei a praias e surfistas. O smoking caro que ele usava, no entanto, era muito elegante e não tinha nada a ver com quem curte pegar ondas por aí.

— Sinto muito. — Disse ele com a voz baixa. — Eu não queria assustá-la.

Eu quis dar um passo adiante, deixar sua mão envolver minha cintura e me jogar em cima dele. Mas ao invés disso, e de forma muito mais sensata, eu me afastei.

— Eu estava distraída. — Eu disse com a boca seca. — Tentando me certificar de que tudo está perfeito.

Ele sorriu e uma covinha apareceu em sua bochecha. É claro que ele tinha uma covinha também. Tinha que ter. Mas que porra, ele era lindo demais.

— Eu não esperaria nada menos, senhorita Hunter. Esta empresa tem uma boa reputação a defender.

Eu balancei a cabeça e tentei pensar em algo que não me faria soar como uma idiota. Felizmente, ele me impediu de precisar falar.

— Reputação significa muito para mim. — Ele enfiou a mão no bolso e tirou um cartão de visita. — Eu tenho uma proposta de experiência para você. — Ele estendeu a mão, e eu automaticamente estendi a minha para pegar o seu cartão. — Uma experiência para saber se você pode ser... bem... digamos, submissa.

Eu olhei para ele com descrença. Ele acha que eu não posso seguir ordens? Por acaso ele acha que eu estou aqui e não estou cumprindo meu dever? Eu sou subordinada à minha irmã, ora essa. Eu posso ser uma ótima submissa.

Ao ver minha cara, ele riu e ficou absurdamente mais bonito.

— Pelo menos considere. Poderia ser muito benéfico para você.

Fiquei olhando enquanto ele se afastava, tentando imaginar do que ele estava falando. Seria possível que aquele homem maravilhoso de ombros largos e corpo musculoso, usando um smoking com um corte perfeito tivesse me oferecido um emprego?

Eu olhei para o cartão. Apollo Hendrix. Havia um número de telefone e um endereço de e-mail, mas nada que explicasse quem era esse homem ou o que ele estava me oferecendo. Ou por que no mundo ele iria até uma pessoa aleatória e ofereceria um trabalho com ele. A menos que essa fosse a forma como as coisas eram feitas aqui.

Talvez ele tivesse falado com Kimberly e ela tivesse mencionado que eu só estava nessa posição de gerente de negócios da Jane temporariamente. Isso fazia sentido de alguma forma, especialmente se Kimberly, realmente, queria este trabalho. O que não fazia sentido era que um homem tão bonito e rico quisesse ter uma gerente de negócios que mal tinha largado a faculdade. Mas, ele disse que era uma proposta de experiência, certo? Talvez ele soubesse que eu era uma recém-formada, afinal, só porque ele parecia ser podre de rico, não significava que deixasse as coisas nas mãos dos outros, levianamente.

Um ruído vindo da cozinha me fez sacudir a cabeça, lembrando-me da verdadeira razão de eu estar aqui. Não era para receber ofertas de emprego de homens bonitos. Eu já tinha um trabalho, e agora, isso significava descobrir o que aconteceu na cozinha.

Eu pensaria sobre Apollo Hendrix mais tarde.

Talvez, enquanto saboreasse um copo de vinho e um banho quente. Ele era lindo demais para não pensar nele enquanto estivesse nua.

Mas esse não era o momento para isso.

Corri para a cozinha, esperando que minha sorte não tivesse acabado e que não tivesse acontecido nada demais por ali.

Eu estava exausta, realmente exausta.

Eu estava acostumada ao trabalho duro. Desde crianças, todos na minha família trabalhavam no nosso negócio de autopeças; eu trabalhei meio período quando fazia faculdade e mesmo assim mantinha minhas notas em alta. Não era incomum ter apenas algumas horas de sono por dia, especialmente na fase final da faculdade.

Mas esta noite... Balancei minha cabeça enquanto observava o último dos funcionários sair. Jane estava a caminho, finalmente, tinha conseguido que as coisas dessem certo. Ela me pediu para esperar no restaurante para que pudéssemos voltar para o apartamento juntas. E enquanto eu esperava, encostei-me ao balcão e tirei os sapatos com um suspiro de alívio. Eu tinha sido inteligente e escolhido sapatos confortáveis, mas nem mesmo eles evitaram que meus pés estivessem pedindo socorro desesperadamente.

Enfiei a mão na minha bolsa e tirei o cartão de visita que Apollo Hendrix tinha me dado. O que ele poderia querer que eu fizesse? Eu tinha que admitir, mesmo que tivesse adorado a última semana de trabalho com a Jane, eu estava tentada a aceitar sua oferta de emprego. Mas eu também tinha que admitir que era menos porque eu queria um trabalho diferente, e muito mais, porque eu queria conhecer o homem que o ofereceu.

Fazia tempo que eu tinha conhecido um cara interessante.

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Último capítulo

  • Minha Submissa    Epílogo

    Apollo era provavelmente o bilionário mais obscuro de Los Angeles, e eu sabia que ele não gostava de usar sua influência para fazer as coisas. Mesmo assim, ele tinha feito isso por mim quando Jane foi sequestrada, e quando soube que Howard e Kimberly iriam a julgamento, ele fez novamente.E, portanto, ele quis jogar golfe com algumas pessoas importantes. Não havia muito o que se fazer, mas Apollo conseguiu que a data fosse mudada para que todos estivéssemos mais confiantes e preparados.Então, agora, estávamos no meio de setembro, e eu estava sentada na fileira atrás do promotor com Apollo de um lado e Jane do outro. Eu estava segurando a mão dele com uma mão, seus dedos se entrelaçavam aos meus, e Jane estava agarrada à minha outra. O namorado dela, Michael, estava do outro lado dela, com o braço em volta dos seus ombros. Jane era uma das pessoas mais fortes que eu conhecia, mas ela precisava do nosso apoio durante esta coisa toda.Os médicos do hospital estavam certos quando dissera

  • Minha Submissa    31

    — Tudo bem?O tom do Apollo era tão enganosamente casual quanto sua pose, encostado à parede com os braços cruzados sobre o peito. Ele estava tentando fazer parecer que tudo o que aconteceu estava bem para ele. E eu poderia me apaixonar por ele.Se não tivesse ouvido sua confissão na noite passada.Eu balancei a cabeça.— Expliquei a ela o que aconteceu entre nós.Ele desencostou da parede.— E como exatamente você fez isso?Fui até ele, fechando a distância entre nós, até estarmos a poucos centímetros um do outro.— Eu não acho que é isso o que realmente você quer saber.Ele levantou uma sobrancelha.— Não é?Eu balancei a cabeça e dei mais um passo. Coloquei minha mão em seu peito e senti a batida, agora familiar, do seu coração.— Eu acho que você quer saber o que diabos vai fazer comigo. — Subi minha mão pelo seu peito até ficar em volta do seu pescoço. — O seu mundo não foi o único que virou de cabeça para baixo esta semana, Apollo.Seus olhos se arregalaram, em seguida, se estre

  • Minha Submissa    30

    Empurrei de lado as emoções confusas que queriam vir à tona. Este não era o momento nem o lugar para isso. Apollo ficou ao meu lado enquanto caminhávamos em direção à recepção. Quando chegamos, ele colocou a mão na base da minha coluna.— Estou aqui para ver a minha irmã. — Eu disse para a mulher mais velha atrás do balcão. — Jane Hunter.Seus olhos se arregalaram um pouco, e eu soube que ela deveria ter ouvido sobre o que foi que aconteceu.— Claro. Os detetives disseram que você viria.Ela nos deu instruções rápidas, e nos indicou em qual porta deveríamos entrar. Teria sido fácil encontrar o quarto da Jane, mesmo se não tivéssemos tido instruções. Detetive Bison estava do lado de fora da porta ao lado de um policial.— Senhorita Hunter. — O detetive disse assim que me viu. — O médico está com a sua irmã agora, terminando algumas perguntas. — Ele olhou para Apollo. — Sr. Hendrix.— Detetive. — Apollo assentiu, mas não disse mais nada.Houve um momento de silêncio constrangedor antes

  • Minha Submissa    29

    Na cabana, Apollo e eu não tínhamos realmente dormido juntos. Nós dois cochilamos um pouco depois do sexo, mas quando acordamos, voltamos aos nossos quartos separados. E eu tinha dormido bem lá, na soneca nos braços do Apollo, ou na cama do quarto de hóspedes. Porém, a noite passada eu não tive um sono tranquilo. Eu dormi profundamente, mas fui atormentada por pesadelos.Um foi sobre a Jane. Recebendo um telefonema onde os detetives diziam que era tarde demais, que eles tinham encontrado apenas o corpo dela. Outro foi sobre os nossos pais. Eles me culpavam por não ter percebido o envolvimento da Kimberly antes. Teve o em que eu fui presa por ser uma irmã má e gastar todo o meu tempo fazendo sexo em vez de me preocupar com a Jane. E ainda, um em que os policiais encontravam a Jane viva, mas ela me odiava por eu estar com o Apollo.Eu tive uns sobre ele também. Um em que ele me dizia que eu não era o suficiente para ele, que eu não tinha sido uma aprendiz boa o bastante. Outro em que el

  • Minha Submissa    28

    Eu gozei. Gritando seu nome e tremendo descontroladamente. Ele ficou de joelhos e me levou consigo, mantendo minhas costas coladas no seu peito. Depois segurou meus dois peitos com as mãos e os apertou enquanto me fodia com força e muito rápido.— Ah, Jessica. — Ele berrou. — Eu vou gozar.E então eu gozei novamente, sem aviso prévio, enquanto Apollo se esvaziava no meu ânus, com a boca no meu ombro, deixando outra marca na minha pele. Eu me senti solta, como se todos os membros do meu corpo tivessem sido separados e, em seguida, colocados de volta, mas não tão apertados. Eu sabia que meu corpo relaxaria após um orgasmo, mas isso era algo diferente. Como se a combinação de tudo o que ele tinha feito hoje, de alguma forma, tivesse tirado até a última gota de tensão de mim.Estremeci quando ele saiu de mim, mas não me movi quando ele saiu da cama. Eu podia me sentir a deriva na neblina de orgasmos e bom sexo, e eu não que isso acabasse. Eu queria apenas ficar ali, pairando, sem nenhum p

  • Minha Submissa    27

    Dizer que Apollo Hendrix tinha resistência seria um eufemismo, para dizer o mínimo. Depois que eu pedi ajuda para esquecer a realidade da minha vida, ele me colocou sobre a cama, tirou apenas as peças essenciais de roupas, e me fez gozar muito rápido. Então nós fomos para a cozinha, onde ele me fez um jantar que só poderia ser chamado de magnífico.Isso foi há três horas.Desde então, ele me deu uma massagem no corpo inteiro, transou comigo novamente, na sala em frente à televisão, e em seguida, tomei um banho. Ou melhor, ele me banhou. Eu imaginava que daríamos a noite por encerrada depois de tanto sexo, mas então ele começou a tocar um lugar totalmente novo em mim.Engoli em seco quando o seu dedo, liso por causa do sabonete, pressionou o meu ânus.— Apenas respire, querida. — Ele murmurou. — Isso vai arder um pouco, mas eu vou fazer você se sentir muito bem.Olhei para cima para que meus olhos encontrassem os dele, e então assenti. Relaxei, sibilando o ar entre os dentes, quando el

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