Share

Capítulo 3

last update Tanggal publikasi: 2024-07-08 19:29:57

Juan Carlos

Estava colocando minha filhinha para dormir.

— Não esqueça o bichinho — falei, pegando o elefante de pelúcia que ela tem desde que estava na barriga. Comprei quando soube que seria pai, e a Nina adora ele. São inseparáveis.

— Papito, eu não estou com sono, e também não quero viajar amanhã — ela choramingou.

— Meu anjinho, o papito já te explicou várias vezes que temos que ir. O papai vai trabalhar lá agora — falei, e ela fez bico e sentou, cruzando os braços.

— Mas e se a mamãezinha voltar e eu não estiver aqui? Eu sonhei com ela ontem e ela falou que não falta muito para nos encontrarmos. Por favor, papito, fica aqui, por favor — ela pediu com aqueles olhinhos lindos, e me dói vê-la assim.

— Filha, já está na hora de dormir — falei, depositando um beijo na testa dela, e a deitei e a cobri.

Fiquei fazendo carinho na cabeça dela até ela adormecer.

Saí do quarto; a casa já está quase toda vazia. Tem apenas umas caixas e as malas. Estávamos dormindo em colchões no chão.

Terminei de arrumar umas coisas que estavam faltando, já que vamos viajar cedo amanhã.

— PAPITO! — Nina gritou, e fui até o quarto dela. Ela estava chorando.

— O que aconteceu? — perguntei, colocando-a no colo e ninando-a.

— A mamãe não apareceu no meu sonho. Eu a chamei e ela não veio — ela falou chorando.

Toda vez que a Nina fala da mãe, meu coração se parte. Mas não posso fazer nada. Não foi minha decisão ir para a Argentina. Mas a Nina está precisando de um novo ambiente. Espero que seja bom para ela. Aqui, ela não consegue fazer amigos na escola e sempre acaba se sentindo sozinha.

Ela sempre me fala que sonha com a mãe, coisa que eu não entendo. Ela não conheceu a mãe. Afinal, a Nicole nos abandonou quando ela tinha apenas três dias de vida. E me dói muito quando ela me pede para ver a mãe ou fala que a mãe disse algo no sonho. A Nicole nem quis registrar nossa menina e me deu todos os documentos para que ela não fosse mais considerada mãe dela.

Ela quis cortar qualquer vínculo que pudesse ser ligado com a minha filha.

— Ela deve estar arrumando as coisas dela, filha. Afinal, vamos viajar muito cedo amanhã — falei para amenizar a angústia dela.

— Posso dormir com o senhor hoje? — ela pediu.

— Pode sim, meu amorzinho — falei, indo para o meu quarto e colocando-a no colchão.

Arrumei a roupa que vamos usar amanhã e organizei todos os documentos. Quando você está com aquela sensação boa de estar fazendo a coisa certa, é tão tranquilo. Eu já fui para vários lugares do mundo, mas quando me tornei pai, meu foco se voltou para esse serzinho e para o trabalho.

E essa oportunidade será muito boa para a minha filha.

Deitei-me com ela, fazendo carinho. Ela é a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Só não soube escolher a melhor mãe para ela. Minha menina merecia ter uma mãe que a amasse de verdade e desse todo o carinho que ela merece.

Demorei a pegar no sono vendo meu anjinho dormir. Quando finalmente adormeci, meu alarme tocou, então tive que me arrumar e arrumar a Nina.

— Papai, eu não quero ir — ela falou novamente chorando. E eu não entendo. Ela não tem nenhum amigo, não temos família, na verdade não temos nada neste lugar.

— Filhinha, o papai vai trabalhar na Argentina, e vai ser bem legal. Você vai para um colégio só de garotas, pertinho do hospital, e nosso apartamento fica perto de uma praça...

— E a minha mãe vai aparecer nos meus sonhos? — ela perguntou muito preocupada.

— Vai sim, filha. Vamos nos arrumar para ir — falei com ela, alisando o seu cabelo, e ela fez isso.

Fomos para o aeroporto. Nosso voo ia ser muito cansativo. De Cancún, vamos para a Cidade do México, depois para Manaus e de lá para São Paulo, onde vamos passar cinco horas, para só depois ir para Buenos Aires, na Argentina.

O voo durou mais de 12 horas. Com uma criança pequena, é muito cansativo. Depois tive que passar por toda a papelada por estar entrando em outro país. Quando saí, vi o quanto estava chovendo e coloquei a Nina dentro do meu casaco. Quando consegui chegar no táxi, uma moça chegou também. Nossas mãos se encontraram e não sei como explicar a sensação que tive. Algo que nunca senti antes. Olhei para ela e fiquei sem acreditar. Que mulher bonita! E não sei, ela me lembrava alguém.

Íamos brigar pelo táxi, mas quando a minha filha falou, ela desistiu, e isso mostra que ela tem um bom coração. Afinal, estava chovendo muito e não havia outro táxi.

E não sei o que aconteceu. Ela fez uma careta e se desequilibrou. Notei que ela estava sentindo muita dor e tentei ajudá-la.

Então resolvi propor dividir o táxi com ela e não pude acreditar que íamos para o mesmo lugar o tempo todo, e estávamos ali discutindo por um táxi. Coloquei minha princesa dentro e ajudei-a a sentar. Notei que ela estava com muita dificuldade em uma das pernas. Fui ajudar com as malas e guardei as minhas e as dela.

— Nem acredito que íamos brigar pelo táxi, sendo que vamos para o mesmo bairro — falei entrando, mas parei quando vi uma cena inusitada.

Minha filha estava com a cabeça deitada no peito da moça, toda aconchegada nela.

Uma coisa que não é normal, a Nina mal fala com as pessoas e nunca se aproxima de ninguém, e está ali deitada no peito da moça, meio que abraçando-a. Não acredito naquilo.

— Eu sou o Juan Carlos, qual é o seu nome? — perguntei, me apresentando e sorrindo para ela.

— O meu é Rosa, muito prazer — ela sorriu de volta e não sei explicar a sensação que tenho ao vê-la sorrindo. Saí do transe quando a Nina começou a se tremer, mas antes que eu fizesse alguma coisa, a Rosa pegou uma manta pequena que estava em sua bolsa e a enrolou.

— Obrigado — agradeci e ela fez carinho com cuidado na cabecinha da minha filha.

— Não foi nada — ela falou, e parecia emocionada. — E qual é o nome desta princesa? — ela perguntou, e antes de eu responder, a Nina levantou a cabeça, se cobrindo com a manta e abraçando um elefante de pelúcia.

— Nina, e obrigada — ela falou para Rosa.

— De nada, anjinho — Rosa disse, olhando para minha filha com um carinho que me fez sorrir.

Quando o táxi parou, percebi que o destino era o mesmo para nós dois. Insisti em pagar a corrida, apesar das tentativas de Rosa de dividir a conta. Pegamos nossas malas e seguimos juntos para o prédio.

Depois de falar com o porteiro, entramos no elevador. Nina, sentindo-se à vontade, segurou a mão de Rosa.

— Rosa, pode apertar o 8º andar para mim? — pedi, já notando que ela tinha apertado o botão. — Imagina se alugamos o mesmo apartamento?

— Seria engraçado, especialmente se você tivesse alugado o meu — ela respondeu com um sorriso amigável.

©©©©©©©©©©

Continua...

Lanjutkan membaca buku ini secara gratis
Pindai kode untuk mengunduh Aplikasi

Bab terbaru

  • Minha gotinha de amor   Capítulo 51

    Juan Carlos Hernandez Tudo ficou branco quando vi a Alma, e sim era a Alma á reconheceria em qualquer lugar não ouvir mais nada quando a senhorita Grey saiu para pegar as atividades para podemos ver, a Rosa me puxou para me apresentar a mamãe da Luz amiga da Nina. — Alma — a Rosa falou e já se abraçaram, quando ela me ver faz uma cara tipo, te conheço. — Alma? — perguntei com a voz surpresa. — Juan Carlos? — quando ela pergunta eu a abraço com força. Sei que a Rosa deve está sem entender nada, só notei que estava chorando quando vi o meu irmão, ele me abraçou estávamos em meio a lágrimas quando nos soltamos olhei para eles e ficamos nos olhando e nossa meu irmão está aqui meu irmão. Estávamos em silêncio e todos emocionados, meu irmão está tão diferente, de como me lembrava. — Rosa este é meu irmão, e bom está é minha cunhada — ela estende a mão para ele que a abraça e a Rosa retribui. — Escolheu bem mano, que cunhada mais linda eu tenho — a Alma fez uma cara de segura a risad

  • Minha gotinha de amor   capítulo 50

    Rosa FernandezA quarta passou muito rápida e hoje já é quinta e já acordei com uma entrega na portaria eram um buquê de rosas vermelhas que o Cristopher tinha mandado para mim, e tinha um cartão " uma rosa nem de longe tem a sua beleza, então resolvi te dar 13 por ser o número de horas que estarei contando para te ver" li e logo um sorriso surgiu nos meus lábios.— Estás rosas são lindas — a Nina falou enquanto eu colocava as rosas vermelhas junto com as minhas duas rosas brancas.— Sim são lindas — falei sorrindo.— O tio Cris gosta mesmo da senhora — ela falou mais estava com uma carinha estranha.— Espero né filha, mas vamos para a escola que hoje o papai vai te buscar, e a mamãe vai sair com o tio Cris — falei para ela.— Mas você me promete que vai me colocar para dormi, eu quero muito que a senhora me coloque na cama — ela me pediu.Ela fez aquela carinha de anjo e não consigo resistir.— Tudo bem meu amor, a mamãe vai te colocar para dormi. — falei beijando ela e vamos para a

  • Minha gotinha de amor   Capítulo 49

    Juan Carlos HernandezA semana passou muito rápido e graças a Deus só tive plantão ontem, eu vou todos os dias ver a Dolores, a gravidez dela é de alto risco e estou muito preocupado, ela não quis ficar internada, e os médicos estão com medo do caso dela, porque além da pressão e da desnutrição ela tem HIV, coisa que a mesma não sabia, a Nara por sorte não tem nada só desnutrição.A Dolores ficou acabada quando soube principalmente porque o bebê vai nascer com a doença, a coitada já passou por tanta coisa, além de ser estuprada, e acabar grávida ainda está doente, estamos tentando cuidar dela, mas não está sendo nada fácil.Hoje eu tive que levar os documentos da Nina na escola e não vejo a hora da Rosa receber um dos seus presentes de aniversário, ela com certeza vai ficar muito feliz.Hoje a Rosa saiu de novo com o namorado, eu estou na sala com a Nina ajudando ela com o dever de casa.— Papito a Luz sabe o nome dela todo e eu não sei. Só sei Nina, qual é o meu nome todo? — ela perg

  • Minha gotinha de amor   Capítulo 48

    Rosa Fernandes Naquela terça-feira, Cristopher insistiu para me levar a um barzinho que, segundo ele, era “a cara dele”. Um lugar pequeno, aconchegante, com mesas de madeira rústica, paredes cheias de quadros coloridos e uma iluminação baixa que deixava o ambiente mais íntimo. No palco ao fundo, um microfone descansava ao lado de um violão — era noite de karaokê.Quando entramos, percebi que já havia uma mesa ocupada. Dois casais nos esperavam. Um deles eu reconheci de imediato: eram Matheus e Maitê, os pais da Tina, uma amiga próxima. O outro casal, porém, era novidade para mim.— Boa noite — cumprimentei com um sorriso, tentando parecer à vontade.— Boa noite! — respondeu o homem que eu ainda não conhecia. — Pensei que vocês não viriam.Cristopher riu, como se a cena fosse corriqueira.— Eu estou apenas uns quinze minutos atrasado. Como sempre, você exagera, Pablo. — Olhou para mim, pousando a mão em minhas costas com um certo orgulho. — Deixa eu apresentar: esta é a minha namorad

  • Minha gotinha de amor   Capítulo 47

    Juan Carlos Hernandez Depois da conversa com Rosa, eu tinha certeza de três coisas: a primeira, ela nos colocava sempre em primeiro lugar; a segunda, eu estava certo em recusar a promoção; e a terceira, eu não podia perdê-la de jeito nenhum. Com essa certeza, fui dormir mais tranquilo. Mas, por algum motivo, uma menininha invadiu meus pensamentos. Pequena demais, frágil demais… Se tivesse quatro anos, era muito. Sozinha nas ruas com a mãe, que ainda por cima estava grávida. Meu coração apertou. Tive uma noite péssima de sono. De manhã, levantei cedo, arrumei a Nina para a escola e me preparei para o trabalho. Mas, mesmo ocupado, aquela menina não saía da minha cabeça. Na hora do almoço, resolvi ir ao mesmo lugar onde as tinha visto no dia anterior. E lá estava ela, segurando uma cestinha de flores. Me aproximei devagar. — Oi, princesinha, lembra de mim? — perguntei, sorrindo. Ela me olhou desconfiada e logo virou o rosto na direção da mãe. Resolvi ir até a mulher. — Mãe! — a

  • Minha gotinha de amor   Capítulo 46

    Rosa Na manhã seguinte, seguimos nossa rotina como de costume, mas dessa vez fomos de carro. O dia passou tão rápido que, quando percebi, já era a hora da saída. Como na véspera, Juan me esperava no portão e, para minha surpresa, me entregou outra rosa branca. — Você é muito fofo — murmurei, segurando a flor com carinho. Ele sorriu, um pouco sem jeito. — Só queria te ver sorrindo. Assim que ele se afastou, senti um olhar atravessado sobre mim. Senhorita Grey, a professora que sempre tinha um comentário na ponta da língua, estava parada na porta, de braços cruzados. — Dando em cima do pai da minha aluna, senhorita Fernández? Revirei os olhos internamente, mas preferi ficar calada. Engolir sapo às vezes é mais saudável do que discutir. — Oi, meninas! — outra professora apareceu, sorrindo. — Oi! — respondemos juntas. Aproveitei a deixa e escapei para a sala, onde arrumei minhas coisas até que todos os meus alunos fossem embora. Quando fui até a sala dos professores guardar um

Bab Lainnya
Jelajahi dan baca novel bagus secara gratis
Akses gratis ke berbagai novel bagus di aplikasi GoodNovel. Unduh buku yang kamu suka dan baca di mana saja & kapan saja.
Baca buku gratis di Aplikasi
Pindai kode untuk membaca di Aplikasi
DMCA.com Protection Status