INICIAR SESIÓNEmily Harris
Entro no elevador xingando o CEO da empresa por todos os nomes possíveis e conhecíveis, e quando acabo de falar os que conheço, começo a xingá-lo em outros idiomas. Mas nada daquilo parecia estar controlando a raiva que estava sentindo, percebo que estou hiperventilando pela raiva ao notar que o senhor Walker estava agindo de forma discriminatória.
— É um arrogante, idiota…
Já protegida pelas paredes espelhadas do elevador, me dou conta de que, além de muito arrogante, o senhor Walker é um homem extremamente bonito, pelo seu rosto não aparentava ter a idade que ele tem. Quando pesquisei um pouco sobre a empresa, me surpreendi em saber que ele tem apenas trinta e quatro anos e já é o CEO da Walker Corporation.
Com o falecimento de seu pai, alguns anos atrás, ele acabou herdando a empresa e, pelo que as notícias eram espalhadas desde que assumiu, a empresa se tornou ainda mais notória e a cada dia se tornava ainda maior. Sinal que, além de muito arrogante, ele tem uma boa visão sobre o mercado que faz parte.
Mas, quando ele me julgou, senti uma raiva enorme dele. Nem mesmo a visão magnífica de seus ombros largos, seus músculos marcando o seu terno, a gravata no mesmo tom da saia que estava usando que me deu ideias, amenizou o desconforto em saber que ele não desejava que uma mulher trabalhasse ao seu lado.
Ver em seu rosto a expressão de que ele é um homem decidido, que sabe o que fazer quando quer, foi isso que me deixou um tanto que nervosa enquanto idealizava pensamentos inapropriados com o homem que poderia se tornar meu chefe.
Ao ouvi-lo dizer que a vaga era para alguém do sexo masculino, fez notar que esse mundo corporativo talvez não seja o meu lugar. Um pouco mais tranquila ainda no elevador, decidi desencanar e não ficar na expectativa de ser chamada para preencher a vaga. Respiro fundo quando chego ao térreo e me aproximo da recepção para entregar o crachá de visitante.
Dou um sorriso amistoso para a moça e procuro meu celular na bolsa para avisar a Emma que estou voltando para casa, pensando em uma desculpa simples para dar a ela sobre o fiasco da entrevista que acabei de ter. Se puder chamar aquilo de entrevista, uma vez que Noah Walker apenas fez uma simples pergunta e logo em seguida deixou claro que ele prefere um homem para a vaga, o que me faz revirar os olhos com a atitude do CEO arrogante.
Assim que abro a bolsa, me dou conta de que esqueci o envelope com meus documentos na sala do senhor Walker, paro de andar antes de sair do prédio. Respiro fundo e olho em direção à atendente, fico pensando se vale a pena voltar até o último andar para tentar reaver os meus documentos e encarar aquele homem que parece se achar o dono do mundo.
“Será que consigo uma segunda via de tudo que deixei lá em cima?”
Penso ainda parada no meio do saguão, mas acho que acabo chamando a atenção da recepcionista, que se aproxima de mim com um olhar questionador por ainda estar parada no meio da entrada.
Sorrio e crio coragem para ir falar com a atendente que me dava um sorriso caloroso. Respiro fundo, porque sei que será uma dor de cabeça conseguir todos os meus documentos novamente, sem falar que terei vergonha para pedir uma nova carta de recomendação aos meus professores.
— Senhorita? Aconteceu algo ou precisa de ajuda? — A atendente fala toda prestativa.
A vejo olhar para fora do prédio, talvez esteja pensando que esteja sendo coagida por alguém, chega até me sentir acolhida por ela nesse momento, fico sem jeito e tento ser simpática.
— É que só me dei conta agora que esqueci o envelope que estava com todos os meus documentos e algumas outras coisas importantes que são importantes, na sala onde fui. — Digo gentilmente, tentando não aparecer uma ameaça.
Surge um sorriso gentil em seu rosto e sinto um alívio enorme quando ela me devolve o crachá que acabei de entregar. Agradeço e tomo coragem de ir buscar o que esqueci, pego a identificação de sua mão e o prendo novamente em minha blusa.
Caminho para os elevadores e a expectativa de rever aquele homem, que mesmo sendo um arrogante, é muito sexy com aquele olhar em cima de mim, deixando claro que ele poderia fazer loucuras comigo. Aperto uma coxa na outra ao sentir a minha excitação se tornando um incômodo.
Não há como negar que o seu olhar me deixou com as pernas bambas, sinto que um furacão de borboletas se instala em minha barriga e um nervosismo que não havia na primeira vez que subi até esse andar começa a me deixar cada ansiosa e com falta de ar.
Ao sair do elevador no andar da presidência, posso sentir a fragrância de seu perfume, o mesmo com toques amadeirados, a fragrância que impõe respeito e um comando absurdo. Tento não demonstrar nenhuma reação e vou até a sua secretária. Olho para a sua mesa atolada de documentos e percebo o quão atarefada estava.
Antes que fale qualquer coisa, a voz do senhor todo-poderoso ecoa do telefone que estava sobre a sua mesa. A mulher confirma o seu comando e a vejo se erguer, pegando algumas coisas, e antes que se afaste muito de sua mesa, ela deixa cair vários documentos que tinha em suas mãos no chão.
Olhando para a mulher que parecia que não estava em seus melhores dias, acabou me compadecendo da pobre moça. Me abaixo para poder ajudá-la com a tarefa e não me dou conta de que, quando a caixa se abriu espalhando todos os documentos, a porta de seu escritório abriu e entrei agachada.
— Desculpe, senhor Walker, vou organizar toda essa bagunça! — A secretária diz e engulo em seco.
Enquanto estou abaixada ajudando a infeliz secretária, me sinto observada e isso me deixa com menos vontade ainda de enfrentar o CEO, que deve estar sentado em seu trono. Suspiro e entrego para a moça todas as folhas que haviam caído.
Levanto e arrumo a minha postura, puxo uma última respiração profunda antes de encarar os olhos azuis do CEO. Mas quando o encaro, percebo que nesse momento ele estava sem o seu terno e sua gravata estava frouxa, assim como seu primeiro botão aberto. Seu olhar era diferente, me senti sendo analisada como se fosse uma presa.
Suas sobrancelhas grossas estavam franzidas e creio que esteja se perguntando o motivo de estar ali novamente.
Emily WalkerOs meses foram se passando, Tom estava completando oito meses, estava tão esperto e engatinhando por todos os cantos. Larissa estava quase completando seis anos e decidimos comemorar o seu aniversário com as festas de fim de ano, já que poucos dias depois seria o Natal.Meu pai achou ridículo isso, dizendo-lhe que ela perceberia estarmos tentando economizar nos presentes. Sempre que ele vinha com esse argumento começava a rir dele.— Papai, pense pelo seu lado, seriam dois presentes. — Digo enquanto estou em cima de um banquinho terminando de preencher a nossa árvore-de-natal com os enfeites.— Deixe de ser mão fechada Emy, faça uma festinha pequena, somente para a família. — Reviro os olhos para o meu pai insistente, coloco a mão na cintura e olho para ele.— Por que está insistindo tanto nessa festa, papai? — Flora estava rindo com a Julia em seu colo mamando, ela somente revira os olhos em direção ao meu pai.— Estou ficando velho, não posso querer mimar um pouco meus n
Noah WalkerAssim que chegamos ao restaurante e vi a poça de água no chão, entrei em choque. Tommáz não estava programado para esse mês, era para ele nascer somente na metade do próximo mês. Sentia que meu coração não estava funcionando direito, não conseguia achar soluções lógicas, o medo do que estava para acontecer começou a me atingir.Se não fosse a minha tia e a Emma acho que não teria saído do lugar. O medo me atingiu, graças a Deus o Mike pegou as chaves e nos levou, não teria condições de dirigir.As contrações da Emy começaram a ficar muito mais próximas, segurei a sua mão em cada contração ela apertava meus dedos com força. A via se inclinando para a frente e respirando fundo entre cada uma delas.— Acho que não vamos chegar no hospital! — Minha esposa se virou na minha direção com os olhos arregalados e a testa molhada.— Calma! Já estamos perto… — Digo tentando tranquilizar.— Não, Noah, ele está vindo… Aiii!!! — Seu grito de dor me apavora com medo de perder algum dos doi
Emily WalkerVia o reflexo no espelho e estava me sentindo enorme com o vestido que escolhi para a minha formatura. Larissa estava sentada na minha cama e balançava as suas perninhas do lado de fora.Ela estava ansiosa, veio no meu quarto somente para me chamar. Não estava satisfeita com o que via no espelho. Estava usando um vestido longo verde-escuro com uma fenda até o início da coxa, com um ombro de fora e amarração na cintura, mas estava me sentindo enorme.Noah já havia descido, estava admirando o colar de diamantes que ele havia colocado em meu pescoço, era lindo.— Mamãe, vamos. Está ficando tarde. — Ouvia a minha filha falando.— Tudo bem, vamos. — Ajudo a descer da cama e começo a caminhar.Respiro fundo para controlar o pequeno desconforto que estou sentindo com o Tommáz, estamos quase completando nove meses. Espero que ele nasça logo, estou bem cansada com ele dentro de mim, principalmente quando sinto essas cólicas um pouco mais chatinhas.Desço as escadas devagar e com cu
Emily WalkerDurante os dias que fiquei internada, Noah evitou me contar muito sobre o que ele foi descobrindo, mas sabia que ele estava à procura de alguém e pelo visto descobrirei agora quem é a pessoa.Quando o elevador se abre, vemos o Antony escoltando uma mulher bem vestida e com uma emoção em seu rosto. Um sentimento de tranquilidade me atinge.É impossível não perceber as semelhanças que existem entre eles dois, até mesmo a Larissa é a cara dessa mulher.Noah se levanta e vai até o meio da sala para cumprimentar a visita que estava tão emotiva quanto ele.— Acho que será melhor vocês conversarem sozinhos. — William estava lá e percebeu que seria melhor deixá-los para conversarem.— Podemos ir conversar sobre aquele assunto Will, preciso resolver aquela situação… — Olho para o meu pai que chama todos para saírem.Estava me levantando para seguir a todos, mas a mão do meu marido segura o meu pulso e me mantém ao lado dele. Seu olhar tinha um pedido silencioso: “Fica, por favor”.
Noah WalkerNão podia simplesmente deixar as coisas acontecerem naturalmente, precisava saber os motivos pelos quais ela resolveu me entregar para a Marta.Também precisava providenciar que a Marta se mantivesse presa. Sei que se ela sair daquele lugar ela voltará para nos infernizar ou pior ainda, ela pode conseguir nos matar dessa vez.Não deixarei que mais ninguém faça nenhum mal à minha família. Emily, Larissa e o pequeno Tommáz são minhas prioridades.Procuro meu celular e ligo para o meu homem das informações. Patrick sempre me ajuda e não será diferente agora.— Diga o que precisa Walker? — Como sempre direto ao ponto.— Preciso das informações sobre a Enora Miller, a única coisa que sei é que hoje ela mora em Paris. — Ele suspirou do outro lado da linha.— Já tenho quase tudo para te entregar. Foi mais difícil do que imaginei, mas acredito que ainda hoje tenha algo para você. — Ele é competente, tenho certeza de que logo vai me dizer qualquer coisa.— Outra informação, acabei d
Emily WalkerAcordo sentindo dores por todo o meu corpo e não faço mais ideia do que realmente aconteceu. Minha cabeça estava com várias memórias, estava tudo tão confuso nesse momento.— Olá Emily? — Meu olhar vai para um homem que estava com um jaleco e me olhava curioso. — Consegue falar?— Sim, estou confusa, o que houve? — Pergunto. — Minha última memória é de estar nadando e cansada.— Você se afogou antes que pudesse chegar à margem, fez uma parada respiratória, mas agora está tudo bem. — Ele fala com satisfação. — Outra informação importante, seu bebê está bem, daqui a pouco sua obstetra virá fazer um exame.Minha obstetra? Olho pela janela para tentar me localizar.— Onde estamos? — Não acredito que Noah conseguiu nos trazer para casa.— Está em Chicago, você chegou há um pouco mais de duas horas. — Minha respiração se acalma assim que ele fala que estava tudo tranquilo.Depois de um tempo que o meu marido me deixou com meu pai, vejo um sorriso no rosto do homem que me criou,







