LOGIN— Meu Deus… Meu Deus…Aproximei-me de Dante, tentando entender em que estado ele estava. Meu coração apertou ao vê-lo daquele jeito, desacordado no chão.— O que fizeram com ele?— Eles bateram nele porque tentou me defender — Gabriela respondeu entre o choro.— Por favor, tentem manter a calma. Precisamos chamar uma ambulância e a polícia.— Sim, Júlia, por favor — implorei, percebendo que ela parecia ser a mais equilibrada entre nós naquele momento.Júlia saiu rapidamente do banheiro, dizendo que utilizaria o telefone fixo, já que os homens haviam levado os celulares delas.— Dante… — chamei assim que ela saiu, aproximando-me ainda mais dele. — Dante, por favor, fala comigo.Eu só conseguia chorar, e Gabriela não estava muito diferente.— A culpa é minha — ela repetia, desesperada. — Fizeram isso com ele por minha culpa. Um daqueles homens queria me levar para o quarto, e meu pai não deixou. Ele foi para cima deles, Fabiane. Mesmo com todos armados, ele tentou me defender.Olhei par
— Titia…A voz do meu sobrinho ecoou no meu subconsciente.— Titia, levanta, tô com fome.Lentamente, abri os olhos, sentindo uma dor enorme na cabeça. Levei alguns segundos para entender onde estava. Eu me encontrava deitada no chão da edícula e, abaixado ao meu lado, estava Vinícius, me olhando com uma expressão confusa.Mexi o corpo com dificuldade e senti dor por toda parte. Minha cabeça latejava de uma maneira terrível e, por alguns segundos, não consegui entender por que estava no chão.O que tinha acontecido?Olhei ao redor, ainda desnorteada, reconhecendo aos poucos a cama, os móveis e o banheiro da edícula. Foi então que tudo voltou de uma vez.Os homens. As armas. O golpe na cabeça. — Dante…Tentei me levantar rapidamente, mas uma dor atravessou minha cabeça e tudo ao meu redor começou a girar. Apoiei uma das mãos na cama e fechei os olhos, respirando fundo enquanto esperava aquela sensação passar.— Titia, tô com fome — Vinícius repetiu.Abri os olhos e olhei para ele. Meu
Não pensei nas armas, nem em quantos eram e muito menos no que poderia acontecer comigo. Só vi aquele desgraçado segurando Gabriela e avancei para cima dele.Consegui alcançá-lo, mas, antes que pudesse fazer qualquer coisa, outros homens vieram para cima de mim. Tentei me soltar, tomado por uma raiva que me fazia ignorar completamente o perigo, mas fui imobilizado. Ainda assim, continuei tentando avançar.— Solte-a, seu filho da puta!— Pai! — ouvi Gabriela gritar.Um golpe me atingiu e senti meu corpo perder o equilíbrio. Mesmo assim, tentei me levantar. Não conseguia aceitar que aquele homem levasse minha filha para dentro do quarto enquanto eu simplesmente obedecia e assistia.— Doutor, para! — Júlia gritou em desespero.Outro golpe veio, depois mais um. Minha visão começou a ficar turva, mas ainda procurei Gabriela. Ela continuava no corredor, completamente paralisada, olhando para mim como se não acreditasse no que estava vendo. Talvez, depois de tudo o que havia acontecido entre
— Queremos tudo de valor que tiver nessa casa — respondeu um deles. — Se colaborar, ninguém precisa se machucar mais.Assenti devagar. Naquele momento, pouco me importava com o que levariam. Dinheiro eu recuperaria, objetos poderiam ser comprados novamente. Só queria que saíssem dali sem machucar mais ninguém.Dois deles me agarraram pelos braços e me colocaram de pé.— Onde ficam as coisas de valor?— Dentro da casa.— Onde?— Tenho dinheiro no escritório. As joias e outras coisas ficam no meu quarto.O homem me encarou por alguns segundos.— Vai levar a gente até lá.— Tudo bem.— E não tenta nenhuma gracinha.— Não vou tentar nada. Podem levar o que quiserem.Antes de começar a andar, procurei Fabi com os olhos. Continuava caída, e aquilo fez meu peito doer. Fui empurrado em direção à casa. A cada passo, tentava controlar a raiva e pensar com clareza. Precisava descobrir onde Gabriela e Júlia estavam e ter certeza de que continuavam bem.Ao atravessarmos a porta, meus olhos percorr
Dante AlencarQuando minha filha me pediu para terminar com Fabi e mandá-la embora de casa, hesitei. Minha mente e meu coração não queriam aquilo de maneira alguma. Ainda não entendia e nem sabia explicar o que significava aquele sentimento, mas compreendia que Fabiane havia se tornado alguém importante para mim, alguém que eu não queria simplesmente descartar da minha vida.No entanto, aquela havia sido a primeira vez que Gabriela me pedia algo e explicava seus motivos sem gritar ou brigar. Talvez por isso, por impulso, eu tenha dito que faria o que ela queria, mas impus minhas condições.— Não posso terminar um noivado da noite para o dia. Sabe que tenho um nome a zelar e que prezo por isso tanto quanto pela minha própria vida. Além do mais, ainda tem o fato de Fabiane estar me ajudando com os escândalos envolvendo o meu nome.— Sempre você em primeiro lugar, não é? — zombou.— E quem mais me colocaria em primeiro lugar se não eu mesmo? — questionei.Ela ficou séria.— Posso fazer
Assim que ouvi minha própria voz, senti meu rosto esquentar. Eu tinha falado e não havia mais como voltar atrás. — O que disse? — perguntou, surpreso.— Por favor, não me faça repetir — pedi, nervosa.Sem coragem de continuar encarando-o, fiz menção de me levantar, mas Dante segurou minha mão antes que eu conseguisse fazer qualquer movimento.— Onde pensa que vai?— Para qualquer lugar onde eu não precise olhar para o seu rosto, depois do que acabei de falar.Ele riu.— Senta aqui.— Não.— Fabiane…— Sinto-me envergonhada.— Não precisa sentir-se assim.— Então solta a minha mão.— Também não.Tentei puxá-la, mas seus dedos continuaram envolvendo os meus.— Dante…— Olha para mim.— Não quero.— Fabi.Respirei fundo antes de finalmente criar coragem para encará-lo.— Você não faz ideia de quanto eu queria ouvir isso — confessou.Antes que eu pudesse falar qualquer coisa, ele me puxou para mais perto. Meu corpo foi de encontro ao seu e, no instante seguinte, seus lábios estavam sobre







