LOGINCapítulo 126Fim da Fase 1 O Começo da Uma nova fazeChegamos ao fim da primeira fase desta história. Uma jornada marcada por lágrimas, perdas, reencontros, batalhas, superação e, acima de tudo, por um amor capaz de enfrentar a guerra, a dor e o preconceito.Cada personagem que cruzou estas páginas deixou uma marca. Noemi mostrou que a verdadeira beleza está na força de uma mulher que nunca deixou de acreditar em si. Ruivo provou que até o homem mais temido pode se render ao amor de uma única mulher. Bárbara e Miúdo construíram uma família cercada de carinho e cumplicidade. Débora encontrou coragem para recomeçar, mesmo depois de perder quem tanto amava, descobrindo que o coração sempre encontra um novo motivo para voltar a bater. Alice e Maestro também escreveram sua própria história, mostrando que o amor pode nascer onde antes só existiam cicatrizes.Foram muitos momentos inesquecíveis.Celebramos nascimentos que encheram os morros de esperança. Choramos despedidas que deixaram cic
Capítulo 124Narrativa do AutorDois dias se passaram desde o nascimento de Alexandre.Débora se recuperava muito bem, e o pequeno também surpreendia a equipe médica. Mamava com vontade, dormia tranquilo e arrancava sorrisos de todos que passavam pelo quarto.Na manhã de domingo, o médico entrou para fazer a última avaliação.Depois de examinar mãe e filho, sorriu satisfeito.— Está tudo certo. Os dois estão bem e já podem ir para casa. Apenas mantenham o acompanhamento das consultas de rotina e bastante repouso para a mamãe.Débora agradeceu emocionada.Mago parecia uma criança. Enquanto a esposa terminava de se arrumar, ele já conferia pela terceira vez a bolsa do bebê.— Fraldas...Olhou dentro da mochila.— Estão aqui.— Roupinhas...Conferiu novamente.— Também estão.Débora começou a rir.— Amor, você já olhou essa bolsa umas dez vezes.— É porque agora qualquer coisa que faltar vai ser culpa minha.Ela segurou a mão dele.— Vai dar tudo certo.Pouco tempo depois, deixaram o pos
Capítulo 123Narrativa do AutorUm mês passou muito rápido.Naquela madrugada, o silêncio tomava conta da casa quando Mago escutou alguém chamando seu nome de forma abafada.— Mago...A voz parecia sufocada.Ele abriu os olhos ainda sonolento e virou para o lado da cama.— Amor...Dessa vez a voz saiu mais alta.— Mago!Ele deu um pulo da cama, quase tropeçando no próprio cobertor.— Débora! O que aconteceu?Ela respirava com dificuldade, segurando a barriga enorme.— Acho... acho que chegou a hora...Outra contração fez seu corpo inteiro enrijecer.Mago ficou completamente desesperado.Começou a andar de um lado para o outro sem saber o que fazer.Pegou o celular com as mãos trêmulas e ligou imediatamente para Ruivo.Depois de algumas chamadas, a ligação foi atendida.Do outro lado, uma voz rouca e sonolenta respondeu:— O que foi dessa vez, Mago? Outro alarme falso?— Não! Ela entrou em trabalho de parto!Sua voz tremia tanto que parecia a de uma criança assustada.— O que eu faço?
Capítulo 122Narrativa do Autor A poeira densa do acerto de contas na salinha aos poucos começou a baixar, permitindo que a rotina do morro retomasse um ritmo mais brando, ainda que marcado por um alerta constante. A sombra que a irmã do Magrão projetou sobre o posto de saúde servira como um aviso doloroso para todos: as feridas do passado, quando não cicatrizadas por completo, podiam tentar envenenar o presente no momento de maior vulnerabilidade.No entanto, o tempo continuou sua marcha inexorável, e o ciclo da vida renovou as esperanças da comunidade. Débora finalmente alcançou o oitavo mês de gestação. A barriga já ostentava uma curvatura grande e bonita, pesada, anunciando que o momento do nascimento estava cada vez mais próximo.Com o avanço da gravidez, Mago transformou-se em uma verdadeira coruja. O homem, sempre prático e compenetrado nos afazeres da comunidade, simplesmente parou de circular sem necessidade. Ele já não saía de casa para quase nada que não fosse estritament
Capítulo 121Narrativa do Autor O veículo voou pelas ladeiras do morro, derrapando nas curvas estreitas até cantar pneu na entrada da emergência do posto de saúde. Quando Miúdo atravessou as portas automáticas como um furacão, encontrou um cenário de pura devastação emocional. Bárbara estava no chão da recepção, aos prantos, soluçando convulsivamente enquanto era amparada e abraçada por Alice, que tentava em vão acalmá-la.Miúdo correu até a esposa, ajoelhou-se no chão e a envolveu em um abraço desesperado e protetor, sentindo o corpo de Bárbara tremer descontroladamente contra o seu.— Calma, meu amor! Calma, Bárbara! Eu tô aqui! A gente vai atrás dessa mulher, eu vou virar esse morro do avesso, eu vou achar a nossa filha nem que seja no inferno! — jurava Miúdo, com os olhos vermelhos e lágrimas de raiva e pavor descendo pelo seu rosto.Nesse exato instante de pico de tensão no corredor, a porta lateral de acesso ao pátio interno se abriu com um estrondo. Um dos vapores da contenção
Capítulo 120 Narrativa do Autor Três dias inteiros haviam se passado desde o nascimento de Hinara, e o ambiente abafado e constante do postinho de saúde já começava a sufocar Bárbara. Acostumada com a liberdade e o espaço de sua casa no alto do morro, ela contava as horas para receber a alta médica e poder finalmente levar sua princesinha para o aconchego do seu lar. A recuperação do parto doía, o cansaço acumulado pesava sobre seus ombros, mas nada superava o desejo de estar em seu próprio canto com a família reunida.Naquela manhã ensolarada, Bárbara decidiu levantar da leito para tomar um banho rápido e tentar espantar a exaustão. A pequena Hinara dormia calmamente em seu berço acoplado ao lado da cama, envolta em uma manta cor-de-rosa, transbordando paz. Bárbara caminhou devagar até o banheiro do quarto, deixando a porta entreaberta para escutar qualquer resmungo da recém-nascida.Ao terminar o banho, a jovem mãe se enxugou rapidamente, vestiu uma roupa leve e abriu a porta do b