INICIAR SESIÓNRick
Finalmente chegou o dia da inauguração. Não queria parecer muito ansioso, mas eu estava. Desde a hora que acordei, aqueles olhos castanho e castos não saía da minha memória. Cheguei primeiro na boate, vi ela ganhar vida, tudo tinha que estar perfeito. Após observar atentamente o óculos encher rapidamente, então eles entram. Sophia. Ela está deslumbrante. Vestido vermelho escuro, justo na cintura, decote discreto mas que destaca os seios cheios, saia com fenda lateral que mostra a coxa a cada passo. Salto alto preto, cabelo castanho solto em ondas suaves, batom vermelho que eu vejo mesmo daqui de cima. Ao lado dela, o marido, o marido, loiro, olhos azuis, corpo de quem malha regularmente. Ele usa camisa social preta, calça social cinza escura, sem gravata. Eles param na entrada, olhando ao redor como se tivessem entrado em outro planeta. Sophia aperta a mão dele com força. Dá pra ver a ansiedade dela de longe: ombros tensos, respiração acelerada, olhos arregalados percorrendo o salão. Eu sorrio sozinho. Ela veio. Eles vieram. Eles pegam as máscaras na bandeja que uma hostess oferece. Sophia hesita, olha para Alex. Ele balança a cabeça devagar, diz algo no ouvido dela. Eles colocam as máscaras e, de repente, parecem um pouco mais à vontade. Como se o anonimato parcial desse permissão para serem outras pessoas por uma noite. The Eclipse estava no auge da luxúria e prazer. Luzes douradas e vermelhas pulsavam no teto alto, projetando sombras sensuais nas paredes de veludo preto. O ar estava carregado de perfume caro, incenso de sândalo e o cheiro sutil de desejo antecipado. Era a noite de inauguração oficial, não uma simples festa, mas um evento que eu tinha planejado por meses. O maior clube de swing de luxo da cidade, com salas privativas, áreas abertas, quartos temáticos e uma política rigorosa de consentimento e discrição. E eu, como um dos sócios e principal atração, iria dançar. Não era uma dança qualquer. Era o espetáculo de abertura. O momento em que eu mostraria ao mundo, e especialmente a duas pessoas específicas quem eu era quando me entregava completamente. O salão principal estava lotado. Homens e mulheres elegantes, alguns de máscara, outros de rosto descoberto, circulavam entre os sofás de couro, as alcovas com cortinas semiabertas e o bar de mármore preto. No centro, um palco circular elevado esperava por mim. Eu vou para os bastidores, coração acelerado, corpo já untado com óleo para brilhar sob as luzes. Calça de couro preta justa, sem camisa, novas tatuagens destacadas no peito e braços. Cabelo solto, ondulado caindo nos ombros. Máscara preta veneziana cobrindo a metade superior do rosto. Eu sabia que eles estavam lá. Sophia e o marido. Tinha visto eles se sentarem um pouco afastados do palco. Eu tinha confirmado pessoalmente. E agora, enquanto a música de abertura começava, grave, lenta, sensual, eu subi ao palco. As luzes se concentraram em mim, a plateia silenciou por um segundo, depois explodiu em aplausos e sussurros excitados. Eu comecei a dançar. Não era o show provocador de sempre. Era algo mais profundo, mais cru. Meus movimentos eram fluidos, poderosos, quase rituais. O quadril girava em círculos lentos, como se eu estivesse fazendo amor com o ar. Mãos deslizavam pelo peito, unhas arranhando de leve a pele, descendo até a barra da calça. Eu abria as pernas, rebolava baixo, subia devagar, o corpo ondulando como uma serpente. Meus olhos vasculharam a multidão até encontrá-los. Sophia e Alex estavam na área VIP, sentados em um sofá semicircular. Eles observavam quietos, mas observavam. Eu dancei para eles, cada rebolada, cada toque no meu próprio corpo, cada olhar demorado era direcionado a eles. Desci do palco devagar, caminhando entre os convidados, mas sempre voltando para o sofá deles. Minhas mãos descendo pela calça, abrindo o zíper lentamente, revelando a cueca boxer preta justa, o volume era evidente. Sophia apertou as coxas. Alex engoliu em seco, maxilar travado. Eu sorri por trás da máscara. Voltei ao palco para o clímax. Tirei a calça devagar, ficando apenas de cueca. O corpo brilhava de suor e óleo, depois me virei de frente, mão dentro da cueca, masturbando-me por cima do tecido enquanto olhava diretamente para eles. A plateia gritava, mas eu só via Sophia mordendo o lábio e Alex a olhando enquanto ela me media de cima abaixo. Então ele a puxou para um beijo quente. Quando a música terminou, eu saí do palco sem acenar, corpo suado, pau ainda semi-duro marcando a cueca. Fui para o camarim, mas não fiquei lá, eu precisava falar com eles.Sophia Eu nunca imaginei que o dia em que minha filha nascesse seria tão caótico e tão lindo ao mesmo tempo. A dor começou de madrugada fraca e chata. Mas ao amanhecer ficou forte, constante, como se meu corpo estivesse sendo aberto por dentro. Rick estava deitado ao meu lado, acordou no mesmo instante em que eu soltei um gemido baixo. Ele se sentou na cama imediatamente, já com a mão na minha barriga. — Soph… é hora? Assenti, apertando os dentes. Ele não entrou em pânico como eu esperava. Pelo contrário. Rick ficou calmo, prático, me ajudando a sentar, pegando a bolsa que já estava pronta há semanas, me ajudando a vestir uma roupa confortável. Enquanto eu respirava fundo entre as contrações, ele pegou o celular e ligou para Alex. — Alex. É agora. Vem pra casa. Agora! Alex chegou em menos de quinze minutos, dirigindo como um louco. Quando ele entrou no quarto, o rosto estava branco. Ele parecia prestes a desmaiar. Sentou na beira da cama, pegou minha mão e começou a falar sem pa
Sophia Eu estava grávida.A palavra ainda soava surreal quando eu dizia em voz alta, mas o teste positivo, o exame de sangue e a primeira ultrassonografia confirmaram: havia um coraçãozinho batendo dentro de mim. Um pedacinho nosso. Dos três.A alegria era imensa. Eu me sentia radiante, leve, como se o mundo tivesse ganhado cores mais vivas. Mas também havia preocupação, uma preocupação doce, protetora, misturada com o medo natural de trazer uma criança para um relacionamento que o mundo ainda não entendia completamente.Alex e Rick reagiram de formas opostas, mas igualmente intensas.Alex ficou em choque por quase dez minutos, depois me abraçou tão forte que eu ri e perdi ar. Rick, por sua vez, ficou em silêncio, olhos marejados, e depois me beijou como se eu fosse a coisa mais frágil e preciosa do universo.Agora, três semanas depois, estávamos os três na primeira consulta pré-natal.A sala da Dra. Helena era acolhedora, com paredes claras e imagens de bebês. Eu estava sentada na m
RickTrês meses depois do nosso primeiro aniversário juntos, a casa já não parecia mais “nova”. Os três anéis estavam gastos o suficiente para parecerem parte de nós. A rotina tinha se estabilizado: café da manhã com os três, mensagens durante o dia, jantares quando conseguíamos, e noites que quase sempre terminavam com nossos corpos entrelaçados, às vezes com calma, às vezes com aquela fome bruta que nunca diminuía.Mas havia um assunto que nós três evitávamos como se fosse uma bomba.Filhos.Eu estava na cozinha, preparando o café da manhã de domingo, quando o tema finalmente explodiu.Sophia desceu as escadas com o teste de gravidez na mão. Não era positivo. Era só um teste que ela havia comprado por impulso na farmácia e feito escondido. Ela parou na porta da cozinha, olhos vermelhos, e colocou o stick sobre a ilha.— Eu fiz isso ontem à noite. — disse ela, voz baixa. — Não estou grávida. Mas… eu queria estar. E isso me assustou.Alex, que estava lendo o jornal no tablet, levantou
RickUm ano depois.Doze meses de risadas, brigas, reconciliações, noites selvagens e manhãs preguiçosas. Doze meses aprendendo a ser três sem destruir o que já existia entre dois. Doze meses de crescimento e, confesso, de muito medo também.Eu estava na varanda da nossa nova casa (uma casa maior, com piscina aquecida e um quarto feito especialmente para nós três), olhando o pôr do sol sobre o jardim. O anel no meu dedo refletia a luz alaranjada. Ouro branco, discreto, com as letras A, S e R delicadamente gravadas. Sophia e Alex usavam o mesmo. Era nosso símbolo. Nossa promessa silenciosa.Ouvi passos atrás de mim. Sophia apareceu, descalça, vestindo apenas uma camisa larga de Alex que mal cobria suas coxas. Ela se encostou ao meu lado no parapeito, ombro tocando o meu.— Pensando em quê?— perguntou baixinho.— Em como chegamos aqui. — respondi, sorrindo de lado. — E em como ainda tenho medo de acordar e descobrir que foi só um sonho bom demais pra ser verdade.Ela riu suavemente e en
AlexO sol da tarde entrava generoso pelo quintal da nossa casa, iluminando a churrasqueira onde Rick, sem camisa, virava os cortes de carne com a precisão de quem já tinha feito aquilo muitas vezes. O cheiro de carne na brasa misturava-se ao perfume das flores que Sophia havia plantado semanas antes. Era um domingo perfeito, daqueles que parecem feitos sob medida para celebrar o que tínhamos construído.A mesa longa estava posta com saladas coloridas, pães frescos, cervejas geladas e refrigerantes. Ao redor dela, nossas famílias e amigos mais próximos conversavam animadamente.Meus irmãos estavam sentados perto da churrasqueira, cerveja na mão, observando Rick com um misto de admiração e brincadeira.— Porra, Rick. — disse o mais novo, rindo. — Se eu fosse gay, eu me apaixonaria por um homem desse. Olha esse corpo, mano. Até eu tô questionando minhas escolhas.Meu outro irmão deu uma gargalhada, batendo no ombro dele.— Eu também. Sério, Alex, como você conseguiu segurar esse cara? E
AlexA volta para a cidade trouxe os conflitos que eu já esperava.A obra da The Eclipse 2 estava oficialmente encerrada. Marcamos uma reunião final com os principais parceiros para assinar os últimos documentos. Rick participou como sócio majoritário, sentado do outro lado da mesa, terno preto impecável, expressão profissional. Nós dois fomos extremamente corretos, olhares neutros, vozes técnicas, nada que entregasse o que realmente existia entre nós, mesmo que muito ali já soubessem.A reunião corria dentro do esperado até que um dos parceiros mais antigos, o Sr. Lombardi, um homem de uns 60 anos com opiniões tão antigas quanto ele, soltou uma piada baixa enquanto guardava os papéis:— Ouvi dizer que o Alex agora é gay… deve ser moda nova. Daqui a pouco vão dizer que engenheiro também pode virar bailarina.Ele riu sozinho, achando que tinha sido discreto.Mas eu ouvi e Rick também ouviu.Senti o olhar de Rick cravar em mim como uma lâmina, sangue nos olhos, maxilar travado, corpo in







