INICIAR SESIÓNSophia
O corredor é estreito, iluminado apenas por luzes embutidas no chão que lançam um brilho suave nas paredes de veludo preto. Cada passo que dou parece ecoar dentro do meu peito. Rick vai na frente, o corpo alto e largo ocupando quase toda a largura do espaço, o terno preto se movendo com ele como graça e sensualidade. Alex segura minha mão com firmeza, com o polegar fazendo círculos lentos na minha palma um gesto pequeno, mas que me mantém confortável. Meu coração b**e tão forte que sinto a pulsação na garganta e entre as pernas. Rick para diante de uma porta discreta, sem maçaneta visível. Ele passa um cartão preto magnético e a porta se abre com um clique suave. Olho para Alex, que beija a minha mão e entramos. O quarto é pequeno, íntimo, projetado para voyeurs. Uma parede inteira é de vidro espelhado de um lado só, do nosso lado, transparente, do outro lado é espelho. Não tem luz forte aqui dentro, só lâmpadas baixas em tons que deixam tudo mais quente, mais secreto. Há um sofá de couro largo encostado na parede oposta ao vidro, uma mesinha com garrafas de água e lubrificante e almofadas espalhadas pelo chão. O ar cheira a couro, incenso e algo mais íntimo, algo que faz meu corpo reagir antes mesmo de eu ver. Rick fecha a porta atrás de nós. O clique soa alto, que faz meu coracao pular. — Podem sentar — ele diz, voz baixa, quase um ronronar. — Ou ficar de pé. O que for mais confortável. Eu não consigo me mexer. Meus olhos vão direto para o vidro. Do outro lado, a cena é explícita, crua e quente. Uma mulher de pele morena está deitada de costas em uma cama larga coberta por lençóis de cetim preto. Dois homens a cercam. Um deles é alto, tatuado, cabelo curto, está entre as pernas dela, penetrando-a devagar, com movimentos longos e profundos. O outro está ajoelhado ao lado da cabeça dela, o pau na boca dela enquanto ela chupa com vontade, gemendo em torno dele. Os três estão sincronizados, suados, os corpos brilhando sob as luzes vermelhas. A mulher arqueia as costas, as mãos agarrando os lençóis, os gemidos se transformando em gritos abafados. Eu vejo tudo: o jeito que o pau entra e sai dela, o brilho da saliva na boca dela, os músculos dos homens se contraindo a cada estocada. Meu ar some, literalmente. Eu inspiro rápido, mas o ar parece não chegar aos pulmões e meu corpo inteiro está em chamas. Os mamilos doem de tão duros contra o tecido do vestido. Entre as pernas, sinto uma umidade quente escorrendo, encharcando a calcinha e minhas coxas tremem. Alex percebe, ele se posiciona atrás de mim, os braços envolvendo minha cintura, o peito colado nas minhas costas. Sinto a ereção dele pressionando minha bunda através da calça. — Respira, amor, — ele sussurra no meu ouvido. — Você está bem? Eu assinto, mas minha voz sai trêmula. — Estou… excitada, muito… e assustada. Ele beija a lateral do meu pescoço, devagar. — Você pode relaxar. Estamos aqui juntos. Diga Ameixa, se precisar. Rick se aproxima. Ele para atrás de mim também, mas do outro lado, eu fico entre os dois homens. O calor dos corpos deles me envolve como uma corrente elétrica. Rick é mais alto que Alex; sinto o peito dele roçar minhas costas quando ele se inclina para falar baixo no meu outro ouvido. — Olha pra eles — ele diz com a voz rouca. — A mulher no meio… ela está no controle. Eles fazem o que ela quer. Veja como ela goza. Eu olho, a mulher está chegando ao orgasmo. O corpo dela treme, as pernas se abrem mais e os dedos dos pés se curvam. O homem entre as pernas dela acelera, estocadas profundas, enquanto o outro segura o cabelo dela e fode a boca com mais força. Ela goza com um grito longo, o corpo convulsionando, os seios balançando. Os dois homens gemem juntos, um gozando dentro dela, o outro na boca. Eu sinto um espasmo no meu próprio sexo só de ver e as minhas pernas fraquejam. Rick coloca as mãos nos meus ombros, dedos firmes, mas não agressivos. Ele me segura para que eu não caia. — Você está sentindo isso, não é? — ele murmura. — O jeito que ela se entrega, o jeito que eles a adoram. Você pode ter tudo isso, se quiser. Alex beija meu pescoço de novo, mais demorado, a língua traçando a pele. Uma das mãos dele desce pela minha barriga, para na coxa, sobe devagar pela fenda do vestido. Ele encontra a borda da calcinha e roça de leve. — Você está encharcada, Soph…— ele diz, com a voz cheia de desejo. — Quer que eu pare? — Não. — eu sussurro. — Por favor… não para. Rick ri baixo, um som que vibra no meu ouvido. Ele desliza uma mão pelo meu braço, desce até a cintura, me aperta contra si. Sinto a ereção dele dura contra minhas costas. Grand, quente e eu gemo baixinho, sem querer. — Olha de novo. — Rick diz. — Agora eles trocaram. Veja como ela pede mais, ela não tem vergonha, ela só se permite. Eu olho para a mulher está de quatro agora. O homem tatuado atrás dela a penetra com força, batendo a pélvis contra a bunda dela. O outro está deitado debaixo, chupando os seios dela enquanto ela se move entre os dois. Os gemidos são constantes, ritmados, como uma música suja. Meu corpo não aguenta mais, meu clitóris pulsa, lateja, cada respiração é um gemido curto. Alex enfia a mão dentro da minha calcinha, dedos habilidosos encontrando meu clitóris inchado. Ele esfrega devagar, círculos perfeitos e eu me inclino contra ele. Rick aperta meus seios por cima do vestido, polegar roçando os mamilos através do tecido. — Goza para nós, Sophia. Deixa sair, ninguém vai te julgar aqui. Eu fecho os olhos por um segundo, mas abro de novo porque quero ver, quero ver tudo enquanto gozo. Alex acelera os dedos, dois agora dentro de mim, curvados, acertando aquele ponto que me faz ver estrelas. Rick aperta meus mamilos com mais força, mordisca de leve a pele do meu ombro. Eu gozo. É tão violento que o meu corpo inteiro convulsiona, as pernas cedem, mas eles me seguram. Alex na frente, Rick atrás. Eu grito baixo, o som abafado contra o pescoço de Alex. Ondas de prazer me atravessam, uma atrás da outra, até eu ficar mole, ofegante, suada e eles me seguram até eu recuperar o fôlego. Alex beija minha testa, tira a mão devagar da minha calcinha. — Você está bem? Eu assinto, ainda tremendo. — Sim… muito bem… — Falo ofegante. Rick me vira devagar para encará-lo. Os olhos verdes dele brilham atrás da máscara. — Primeira vez que você goza olhando outro casal? — Sim! — Eu admito, com a voz rouca. Ele sorri, fazendo covinhas aparecerem nas suas bochechas. — E não vai ser a última. A menos que você diga ‘ameixa’. Eu olho para Alex. Ele sorri também, olhos azuis cheios de amor e desejo. — Eu não quero dizer ‘ameixa’ ainda,”— eu digo. Rick assente devagar. — Então fica, tem mais para ver. E talvez… mais para fazer. Eu respiro fundo, ainda sentindo os restos do orgasmo. Meu corpo está mole, mas mais vivo do que nunca. Eu pego a mão de Alex, depois, hesitante, pego a de Rick também. Eles me levam de volta para o sofá. A noite está só começando.Sophia Eu nunca imaginei que o dia em que minha filha nascesse seria tão caótico e tão lindo ao mesmo tempo. A dor começou de madrugada fraca e chata. Mas ao amanhecer ficou forte, constante, como se meu corpo estivesse sendo aberto por dentro. Rick estava deitado ao meu lado, acordou no mesmo instante em que eu soltei um gemido baixo. Ele se sentou na cama imediatamente, já com a mão na minha barriga. — Soph… é hora? Assenti, apertando os dentes. Ele não entrou em pânico como eu esperava. Pelo contrário. Rick ficou calmo, prático, me ajudando a sentar, pegando a bolsa que já estava pronta há semanas, me ajudando a vestir uma roupa confortável. Enquanto eu respirava fundo entre as contrações, ele pegou o celular e ligou para Alex. — Alex. É agora. Vem pra casa. Agora! Alex chegou em menos de quinze minutos, dirigindo como um louco. Quando ele entrou no quarto, o rosto estava branco. Ele parecia prestes a desmaiar. Sentou na beira da cama, pegou minha mão e começou a falar sem pa
Sophia Eu estava grávida.A palavra ainda soava surreal quando eu dizia em voz alta, mas o teste positivo, o exame de sangue e a primeira ultrassonografia confirmaram: havia um coraçãozinho batendo dentro de mim. Um pedacinho nosso. Dos três.A alegria era imensa. Eu me sentia radiante, leve, como se o mundo tivesse ganhado cores mais vivas. Mas também havia preocupação, uma preocupação doce, protetora, misturada com o medo natural de trazer uma criança para um relacionamento que o mundo ainda não entendia completamente.Alex e Rick reagiram de formas opostas, mas igualmente intensas.Alex ficou em choque por quase dez minutos, depois me abraçou tão forte que eu ri e perdi ar. Rick, por sua vez, ficou em silêncio, olhos marejados, e depois me beijou como se eu fosse a coisa mais frágil e preciosa do universo.Agora, três semanas depois, estávamos os três na primeira consulta pré-natal.A sala da Dra. Helena era acolhedora, com paredes claras e imagens de bebês. Eu estava sentada na m
RickTrês meses depois do nosso primeiro aniversário juntos, a casa já não parecia mais “nova”. Os três anéis estavam gastos o suficiente para parecerem parte de nós. A rotina tinha se estabilizado: café da manhã com os três, mensagens durante o dia, jantares quando conseguíamos, e noites que quase sempre terminavam com nossos corpos entrelaçados, às vezes com calma, às vezes com aquela fome bruta que nunca diminuía.Mas havia um assunto que nós três evitávamos como se fosse uma bomba.Filhos.Eu estava na cozinha, preparando o café da manhã de domingo, quando o tema finalmente explodiu.Sophia desceu as escadas com o teste de gravidez na mão. Não era positivo. Era só um teste que ela havia comprado por impulso na farmácia e feito escondido. Ela parou na porta da cozinha, olhos vermelhos, e colocou o stick sobre a ilha.— Eu fiz isso ontem à noite. — disse ela, voz baixa. — Não estou grávida. Mas… eu queria estar. E isso me assustou.Alex, que estava lendo o jornal no tablet, levantou
RickUm ano depois.Doze meses de risadas, brigas, reconciliações, noites selvagens e manhãs preguiçosas. Doze meses aprendendo a ser três sem destruir o que já existia entre dois. Doze meses de crescimento e, confesso, de muito medo também.Eu estava na varanda da nossa nova casa (uma casa maior, com piscina aquecida e um quarto feito especialmente para nós três), olhando o pôr do sol sobre o jardim. O anel no meu dedo refletia a luz alaranjada. Ouro branco, discreto, com as letras A, S e R delicadamente gravadas. Sophia e Alex usavam o mesmo. Era nosso símbolo. Nossa promessa silenciosa.Ouvi passos atrás de mim. Sophia apareceu, descalça, vestindo apenas uma camisa larga de Alex que mal cobria suas coxas. Ela se encostou ao meu lado no parapeito, ombro tocando o meu.— Pensando em quê?— perguntou baixinho.— Em como chegamos aqui. — respondi, sorrindo de lado. — E em como ainda tenho medo de acordar e descobrir que foi só um sonho bom demais pra ser verdade.Ela riu suavemente e en
AlexO sol da tarde entrava generoso pelo quintal da nossa casa, iluminando a churrasqueira onde Rick, sem camisa, virava os cortes de carne com a precisão de quem já tinha feito aquilo muitas vezes. O cheiro de carne na brasa misturava-se ao perfume das flores que Sophia havia plantado semanas antes. Era um domingo perfeito, daqueles que parecem feitos sob medida para celebrar o que tínhamos construído.A mesa longa estava posta com saladas coloridas, pães frescos, cervejas geladas e refrigerantes. Ao redor dela, nossas famílias e amigos mais próximos conversavam animadamente.Meus irmãos estavam sentados perto da churrasqueira, cerveja na mão, observando Rick com um misto de admiração e brincadeira.— Porra, Rick. — disse o mais novo, rindo. — Se eu fosse gay, eu me apaixonaria por um homem desse. Olha esse corpo, mano. Até eu tô questionando minhas escolhas.Meu outro irmão deu uma gargalhada, batendo no ombro dele.— Eu também. Sério, Alex, como você conseguiu segurar esse cara? E
AlexA volta para a cidade trouxe os conflitos que eu já esperava.A obra da The Eclipse 2 estava oficialmente encerrada. Marcamos uma reunião final com os principais parceiros para assinar os últimos documentos. Rick participou como sócio majoritário, sentado do outro lado da mesa, terno preto impecável, expressão profissional. Nós dois fomos extremamente corretos, olhares neutros, vozes técnicas, nada que entregasse o que realmente existia entre nós, mesmo que muito ali já soubessem.A reunião corria dentro do esperado até que um dos parceiros mais antigos, o Sr. Lombardi, um homem de uns 60 anos com opiniões tão antigas quanto ele, soltou uma piada baixa enquanto guardava os papéis:— Ouvi dizer que o Alex agora é gay… deve ser moda nova. Daqui a pouco vão dizer que engenheiro também pode virar bailarina.Ele riu sozinho, achando que tinha sido discreto.Mas eu ouvi e Rick também ouviu.Senti o olhar de Rick cravar em mim como uma lâmina, sangue nos olhos, maxilar travado, corpo in







