FAZER LOGINNaomi Marck
Nos acomodamos e começamos a comer, todos conversavam animadamente. Peter era a sensação da minha louca e enorme família, e dava para perceber que Deivd estava se corroendo por dentro. Eu não acredito que me apaixonei pelo noivo da minha irmã e acabo descobrindo que ele é um imbecil filho da puta. Estou começando a desacreditar que essa “paixão” seja mesmo real.
Afinal, eu era uma adolescente de 15 anos, apaixonada pelo popular do colégio, Deivd, 17 anos, no último ano e capitão do time. No dia em que decidi me declarar, ele assumiu o namoro com a minha irmã para a escola toda, e eu fiquei para trás. Mas também, o que ele iria querer comigo? Uma pirralha. Então resolvi me calar e guardar em segredo. Peter sempre esteve do meu lado, sendo meu ombro amigo.
E agora, com tudo o que está acontecendo, e principalmente com Deivd demonstrando ser um babaca, eu estava me sentindo a maior idiota do mundo. E o pior é que minha irmã está presa com esse cara.
Depois do almoço, tia Petra já me pegou pelo braço e me levou para a área da piscina. Havia várias cadeiras com mesas; me sentaram em uma única cadeira, com uma mesa à minha frente.
— Fica aí, a partir de agora você não ficará perto de Peter — tia Petra diz.
— Mas…
— Que comecem os jogos — diz a velhinha sacana.
Papai traz Peter e o coloca na grama atrás da piscina. As cadeiras ficam perto do gramado onde Peter estava. A piscina nos separava, o muro nos separava e, do outro lado, minha família nos separava.
Isso estava ficando muito tenso, e o sorriso diabólico no rosto de Deivd me deixava com medo. Tenho certeza de que ele foi encarregado de procurar algum podre de Peter e contar para toda a família hoje. Isso é uma das coisas que acontecem no ritual: havia uma pessoa designada para fazer isso. Só essa pessoa iria saber desse assunto e contaria a todos no dia do ritual. Eu realmente sentia medo. Medo de algo muito grave do passado de Peter vir a ser exposto ali. Ele não ia se sentir bem, eu sei. Sei tudo da vida de Peter, sei seus medos e traumas mais profundos e sombrios.
E meu coração queria sair para fora do peito só de imaginar que ele seria posto à prova e confrontado sobre algo doloroso que o fizesse ter uma crise. Eu nunca iria me perdoar se isso acontecesse.
— Aubrey, vem aqui, por favor — falo desesperada, e logo minha irmã vem até mim.
— O que foi, irmã?
— Fala pra eles cancelarem o segredo do passado. Fala para Deivd não dizer o que ele descobriu. Isso será doloroso para Peter. Eu sei de todos os seus segredos, e eu sei que ele ficará arrasado — digo desesperada, deixando uma lágrima solitária cair de meus olhos, deixando Aubrey aflita.
— Eu farei o possível — ela fala e corre até tia Petra.
Vejo a conversa tensa delas. Tia Petra fica muito nervosa. Ela tenta chamar a atenção de Deivd, mas ele não ouve — ou finge não ouvir — para poder falar o que queria. Esse cara é um monstro. Um monstro terrível. Um verdadeiro filho da puta.
— Agora chamo Deivd para que ele possa nos revelar um segredo.
Deivd levanta-se da cadeira todo sorridente. Ele não esconde sua alegria. Levanto-me da cadeira. Aubrey me olha nervosa. Eu não poderia interromper, era uma das regras. Olhei para Peter, e ele falou sem que a voz pudesse sair: “Tá tudo bem, fica calma.” Meu coração batia cada vez mais rápido.
Eu não podia deixar. Tentei levantar e ir até lá, mas minhas pernas não se moviam. Eu estava paralisada pelo medo.
— Fui encarregado de descobrir alguma coisa do passado desse jovem — ele faz um suspense. — Descobri várias coisas, mas uma me chamou atenção.
— Não, não, não — murmuro.
— Aos 15 anos, ele… — Deivd aponta para Peter. — Engravidou uma jovem que também tinha 15 anos. Tudo indica que ele assumiu ela e a criança, mas em um belo dia, com seus quase nove meses de gestação, ela desejou tomar sorvete. Então eles saíram de casa e foram até a sorveteria mais próxima. Entraram, fizeram os pedidos e aguardaram em uma mesa perto da janela.
Ele via o meu desespero, mas não parava de falar nem por um momento. Olhei para Peter, procurando seus olhos nos meus, mas o que obtive foi um rapaz de cabeça baixa, que com certeza chorava, lembrando desse incidente tão doloroso — o qual eu sabia, o qual toda a minha família sabia. Fomos o suporte dele, pois dias depois ele perdeu os pais em um acidente de carro.
— Um assaltante entrou na sorveteria e pediu que todos colocassem os celulares, dinheiro, tudo, em uma mochila que ele carregava, e pediu para que a moça que estava no caixa esvaziasse o mesmo. A mãe do filho de Peter entrou em trabalho de parto. O bandido não entendeu e atirou nela duas vezes: na barriga e na cabeça. Que sorte ter se livrado de um bebê indesejado, não acham?
Minha família estava indignada e aos prantos, assim como eu, que chorava de raiva e de pena do meu amigo. Peter levantou a cabeça; seus olhos estavam vermelhos e sua face estava triste, muito triste, e isso partia meu coração. Deivd só contou essa história porque queria que Peter sofresse — sofresse ao lembrar de tudo que passou.
— JÁ CHEGA! ESSA PALHAÇADA ACABA AQUI! — grito com todas as forças que tinha em meu corpo. Ao sentir meu corpo obedecendo aos meus comandos, senti uma corrente elétrica percorrer todo o meu corpo, me fazendo sair do lugar. — Você não tem noção do que fez, Deivd. Você é um imbecil, um idiota sem escrúpulos. Não sabe como eu te odeio por saber que um ser humano tão nojento está entrando em minha família. Minha irmã merece alguém melhor. Sinto muito, pessoal, mas essa tradição não ocorrerá hoje. Isso foi demais. Foi um absurdo que não tem cabimento ter continuidade.
Saí do meu posto, atravessei aquele lugar e cheguei até meu amigo, abraçando-o forte.
— Desculpa, desculpa por isso. Eu sinto muito. Me desculpa, Peter.
— Tudo bem, ruivinha — ele sorri fraco, e eu o puxo para ir embora dali.
Eu me sentia tão culpada por ter pedido que ele participasse dessa mentira, que se comprometesse desse jeito e acabasse sendo atingido por um completo idiota — alguém que não merece minha irmã, que não merece que eu tenha me apaixonado por ele e que nunca vai merecer entrar para essa família. Quando a poeira baixar, farei de tudo para que ele se afaste de todos nós, que suma de uma vez por todas de nossas vidas. Sei que Aubrey vai sofrer, mas ela será mais feliz algum dia sem esse infeliz na vida dela.
{…}
Lise Narrando:Eu passei o dia todo nervosa, a noite caiu, as crianças estavam dormindo, Zayn tomando banho e todos os outros estavam no evento do tio Thiago, fui ate o banheiro do quarto de hospedes e fiz um teste, eu estava esperando que não fosse, amaríamos as crianças, óbvio, mas é muito cansativo ser mãe, trabalhar, eu amo meu filho, mas ser mãe dói, em saber que eles podem se machucar, quando ficam doente, enfim é desesperador todo esse sentimento, e eu não posso sentir isso duplamente, posso dizer que a maternidade para mim, foi traumática.Passou os 5 minutos e eu olhei, e só tinha um tracinho, naquele momento eu soltei todo o ar que não sabia que estava prendendo, eu não estava grávida, EU NÃO ESTAVA GRÁVIDA!— Obrigada Deus! — O que houve amor? — Zayn entra e ve o teste. — Você tá grávida? — Sua expressão era de susto.— Não, não, eu nao estou. — Digo sorrindo indo abraça-lo.— Graças a Deus! — Ele me abraça e nos beijamos.É bom ter esse sentimento, de companheirismo, de q
Naomi Narrando:Um ano havia se passado, estávamos bem, felizes, de certa forma ainda sem entender porque Aubrey largou tudo e foi embora viajar pelo mundo e deixou Sávio. É difícil não olhar para ele na empresa, como CEO, no lugar da mulher que ele amava, cuidando de tudo, eé difícil não sentir pena.— Bom dia querida. — Peter diz me dando um selinho. — Hoje os babys vão ficar com Lise e Zayn, eu estou indo para a empresa com Miguel.— Okay meu amor, não se preocupe eu irei procurar algo para me ocupar. — Digo recebendo outro selinho e vendo ele sair poeta a fora, enquanto eu continuo sentada no sofá.●●●Juddy Narrando:Há um ano atrás eu saí da clínica de reabilitação, Peter e Naomi me patrocinaram para montar meu próprio negócio, desde a adolescência eu adorava flores, então com o apoio financeiro deles abri o meu próprio negócio, que exatamente hoje está completando 1 ano, desde o dia da inauguração.Confesso que fui manipulada toda a minha vida por meu irmão, por meu irmão inco
Tempos depois...Daniela Narrando:Acordar todos os dias ao lado da pessoa que amamos é uma sensação que todo o mundo deveria sentir. A sensação de amar e ser amada, e acordar com essa certeza todos os dias é esplendoroso.— Bom dia, amor. — Miguel diz vindo até mim, e beija meus lábios.— Bom dia meu bem. E Vick?— Está com Lúcio e Dreico. — Miguel diz deitando ao meu lado.— Em pensar que tempos atrás nós quase não ficamos juntos. — Digo me encaixando em seu abraço.— Ainda bem que estamos juntos, não sei o que seria de mim, sem você amor. — Ele diz e beija meus lábios.Nossos babys estão em uma escadinha, Dreicon é o meu irmãozinho, em seguida nasceu Lúcio, e logo após nossa Vick nasceu. Ela é a caçula e o tio e o primo são babões desde de pequenos, um ciúme fora de base, tenho medo quando eles chegarem na adolescência, eles não vão deixar ela em paz.●●●Naomi Narrando:Os dias passavam rápido e cada dia mais os pequenos cresciam e cresciam, meus olhos enchiam de lágrimas só de im
Peter Narrando:Cheguei na delegacia e me levaram até a sala de interrogatório onde Juddy me esperava.— Fala de uma vez, Juddy. Não me faça perder mais tempo do que eu já perdi.— Sabe quem é meu irmão?— Não!— Claro que sabe. — Não sei não.— O cara que fez da vida de vocês um inferno, e que vocês trataram de acabar com ele no final, deixando a mim, e a minha filha sem proteção. — Juddy diz com lágrimas nos olhos e eu paro no tempo, ela estava falando dele, certeza que era de Deivd que ela estava falando.— Não, não pode ser. — Digo com um turbilhão de sentimentos. — Aquele crápula ainda conseguiu esconder minha filha de mim, por 22 anos?— Haha, pois é. Você tirou a noiva dele e com isso ela perdeu o bebê deles, você achou mesmo que ele iria deixar você ficar com sua filha?— Você está completamente enganada. Deivd estuprou e sequestrou Naomi e Aubrey.— O que? Não, não, óbvio que não. — Juddy estava transtornada, ela balançava a cabeça negativamente, estava suada e lágrimas desc
Daniela Narrando:Era um dia comum, estava no consultório do médico da família fazendo exames de rotina para ver como estava meu bebê, Miguel teve que correr até a empresa com uma emergência, Zayn, Sávio e Peter estavam viajando resolvendo problemas das filiais e Miguel ficou para resolver qualquer B.O que surgisse aqui, até que surgiu.– Seu bebê está muito bem, Daniela. — O doutor diz. – Quer ouvir o coração?– Sim, mas deixe-me me ligar para Miguel. — Digo discando o número dele.— Oi amor? — Ele pergunta preocupado.— Escuta só. — Aproximo o celular da máquina e o doutor meche aquele troço gelado na minha barriga, até que escutamos as batidas do coração do meu filho.— Oh! Aí amor, que presente maravilhoso que você poderia me dar no caos que está aqui na empresa. — Ele diz com a voz chorosa.A porta é aberta bruscamente e minha mãe entra na mesma, com uma arma apontando para o doutor.— Mãe, o que você está fazendo aqui? — Pergunto me levantando.— Eu vim pegar você. — Abaixa ess
Daniela Narrando:Estávamos todos em casa finalmente, Miguel estava bem, eu e o bebê também, e ver Naomi com um barrigão enorme, Peter está muito feliz em ser pai de novo e avó.— O que mais eu poderia querer nessa vida? Eu estou duplamente feliz, vou ser pai e avó, a casa cheia de menino correndo.— Triplamente né pai? — Zayn pergunta.— Como assim? — Naomi pergunta.— Eu estou grávida, sogros. — Lise diz e todo mundo vai a loucura.— Meu Deus, que noticia maravilhosa, agora os três vão crescer juntos. — Digo indo abraçá-la.— Vai ser maravilhoso não é? — Lise diz sorrindo empolgada.Passamos a tarde toda jogando conversa fora, as 20:00 h da noite me bateu um sono fora do comum e eu subi para o quarto. Estava exausta, não sei do que, mas estava, assim que deitei na cama não vi ou ouvi mais nada.●●●Miguel Narrando:Era uma noite linda, estava sentado na beira da piscina com os pés dentro da água. Era uma noite quente, então isso estava aliviando meu calor, Dani subiu mais cedo pois







