LOGINAkoni narrando
Finalmente chegamos ao restaurante, pedi uma mesa mais afastada e fomos sentar, a mesa ficava encostada a uma janela enorme que tem a vista para o mar.Fizemos os pedidos e Kalena ficou olhando para a paisagem encantada, observei ela por alguns segundos, as suas expreções, os seus olhos brilhando enquanto olhava para o mar, ela fica muito bonita com essa paisagem de fundo.Ela olhou para mim e sorriu inocentemente, seus olhos estavam presos aos meus e ela lentamente desceu os seus olhos até a minha boca e lambeu os labios me fazendo perder totalmente o foco do encontro.Akoni - eu te chamei aqui para falar do que aconteceu - ela respira fundoKalena - não sei o que você teria para falar sobre aquiloAkoni - eu não quero que você me entenda mal, eu realmente estava te olhando - ela sorriKalena - eu sei dissoAkoni - mas não foi nessa intenção, eu passei e vi, não foi na maldadeKalena - a baba que estava escorrendo no canto da sua boca não era na maldade ? - revirei os olhos negando com a cabeçaAkoni - olha Kalena, eu to querendo falar sério com você, será que da para deixar de ser infantil - ela me encarou caladaKalena - tudo bemAkoni - me desculpa tá, eu não quero que você pense algo errado de mim, eu nunca encostaria um dedo em você - ela me olhou um pouco surpresa, parece que as minhas palavras não agradaram elaKalena - nunca encostaria em mim ? - ela deu uma risada irônica - tanto faz Akoni, é bem a sua cara tudo isso - olhei confusoAkoni - do que você está falando ?Kalena - você fica jogando piadinhas, me provocando e depois fala isso ? só pode ta de sacanagem com a minha caraAkoni - nunca foi a minha intenção Kalena, me desculpa de verdade, você tem idade para ser minha filha, é uma criança ainda - ela levantaKalena - já chega, você já se desculpou e falou o que queria, agora eu já vou - ela passou por mim como vento e eu fiquei sem reação, o que aconteceu ?Me levantei e fui atrás dela, olhei para os lados e ela já estava no meio da rua andando com tanta raiva que me deu até medo.Akon - espera Kalena - gritei chamando a atenção dela Kalena narrando Akoni é o homem mais arrogante que eu já vi na minha vida, ele supera o meu pai fácil nesse quesito.Eu não entendo como alguem consegue tratar outra pessoa dessa forma como ele me trata e ainda dizer que nunca tocaria em mim, que raiva,Eu levantei daquela cadeira queimando de tanta raiva, eu sai de lá sem nem olhar para trás, até a minha mochila ficou no carro daquela babaca, mas isso não é problema, eu sei que ele vai levar lá em casa.Não entendo como eu ainda consigo me sentir atraida por esse homem, acho que é isso que está me deixando ainda mais puta.Eu escutei ele me chamando, mas não me dei ao trabalho de virar para olhar, continuei andando até não conseguir ouvir mais a sua voz.O dia estava frio e eu estava com os braços cruzados tentando me aquecer, escutei um carro vindo muito rápido e olhei para o lado, era ele, é claro que tinha que ser ele.Akoni freiou o carro ao meu lado com uma cara péssima, como se estivesse realmente com raiva de mim.Akoni - entra no carro - ele falou sério e desviei o meu olhar voltando a caminhar - Kalena, entra no carro agora - sua voz soa ainda mais grossa agoraKalena - eu não quero, eu vou para casa sozinha - ele freia parando o carro e desceDa alguns passos parando na minha frente, segura o meu braço com força me fazendo encarar ele, não me lembro de quando vi Akoni com raiva, hoje é a primeira vez.Os seus olhos claros estavam completamente pretos, ele respirava ofegante e eu conseguia ver a sua mandíbula travada.Akoni - entra na porra do carro agora - ele falou sério, bravo, mas de um jeito calmo, o que me fez sentir medo.Ele soltou o meu braço e olhou em volta, a rua estava praticamente vazia, ele arrumou o seu terno e me olhou.Akoni - vamosNão respondi nada, apenas fui até a porta do passageiro e entrei logo depois que ele entrou, eu sei que ele está bravo e não quero ver até onde ele iria com raiva.Ele ligou o carro e deu partida, sinceramente eu nem sei para onde estávamos indo, eu mantive a minha cabeça baixa enquanto pensava no que tinha acabado de acontecer, só percebi quando o carro parou.Akoni - vamos - levantei o olhar e notei que estávamos na casa deleKalena - eu não moro aqui - ele sai do carro batendo a porta, da a volta e abre a porta para que eu saiaAkoni - eu sei que você não mora aqui, vem - ele me deu a mão e eu segurei saindo do carroSegui ele até a entrada e ele abriu a porta, nem me lembro da última vez que vim na casa dele, nem lembrava que era tão grande.Akoni - senta - ele fala tirando o terno e dobrando as mangas da sua blusaFui até o sofá e me sentei, tem uma televisão enorme na sala dele e pelo reflexo eu vi ele me olhando e caminhando até chegar ao meu lado e se sentar.Akoni - desculpa Kalena - ele segura na minha mão - eu não quis ser grosso com você - ele respira fundoKalena - tudo bem - falei sem olhar para eleAkoni - não fica assim comigo, eu sei que não está tudo bem - respirei fundoKalena - eu estava chateada e você ficou bravo comigo, eu entendo isso apesar de não fazer sentidoAkoni - eu não gosto de ser ignorado, você ouviu que eu estava te chamando e não me respondeuKalena - desculpa - abaixei o olhar e ele ergue o meu rosto com a ponta dos dedos me fazendo encarar os seus olhosAkoni - estamos bem ? - ele pergunta olhando nos meus olhosEu senti um frio na barriga, a minha boca salivou olhando os seus lábios, os seus olhos me encarando esperando por uma resposta e a única coisa que eu queria era beijar ele agora.Akoni narrando2 anos depoisKalena - jura Akoni ? - ela cruza os braços me jogando um olhar mortal - Athos acabou de completar dois anos e você está querendo dar chocolate para o garoto ? - reviro os olhosAkoni - não é como se fosse matar ele um pedacinho do tamanho de um grão de arroz - ela respira fundoKalena - eu não sei o que eu faço com vocês trêsDiego - três ? - ele pergunta com a melhor cara de ofendido dele - eu estou incluso nisso porque ? - prendo a risadaKalena - quem acabou de volta do Brasil com uma mala cheia de doces ? - ele da de ombrosDiego - os doces daqui são péssimos, não posso deixar o meu sobrinho crescer sem conhecer o que é bom de verdade - mais uma vez ela respira fundoKelena - tudo bem - ela levanta - o filho é de vocês, façam o que quiserem - vira de costas saindo da sala, me viro trocando um olhar com o Diego e caímos na gargalhada, Athos sem ao menos entender o que está acontecendo da risada também.Começando do começo, os últimos dois anos foram ch
Akoni narrandoAkoni - pequena, isso é nojento - falo enquanto observo ela comerKalena - nojento para você, eu estou achando ótimo - ela da mais uma mordida no picles que está cheio de ketchup e mostardaLendon - eu nunca vi ninguém comer isso assim - ele faz cara de nojoDiego - nem sei o que dizer - ele olha com total espanto para elaBarbara - na gravidez da Kalena eu sentia vontade de comer tijolo - ela deu de ombros achando normal o desejo da filhaKalena - gente, é só vocês não olharem - ela ri - para mim está delicioso - nego com a cabeçaAkoni - espero que o meu filho não venha verde e com cara de picles - todos riem e ela reviro os olhosPela nossa última consulta o médico falou que o Athos pode nascer a qualquer momento, o que me deixou bem nervoso apesar de que isso já tinha sido falado na outra consulta, mas agora realmente é real.Kalena completou quarenta semanas de gestação, então realmente é a qualquer momento e pensar nisso deixa o meu coração acelerado.Diego - eu v
Akoni narrandoDias depoisDiego - eu odeio você - levantei o olhar na direção do Diego vendo ele me encarar serioAkoni - o que ? - perguntei confusoDiego - eu disse que eu odeio você - ele cruzou os braçosAkoni - do que você está falando, maluco ?Diego - eu quero saber o que passou pela sua cabeça quando resolveu mudar do Brasil, abrir uma filial da sua empresa aqui, engravidar a sua namorada barra noiva e no meio do caos da sua vida ainda arrumou tempo para abrir outra filial lá na puta que pariu e me deixou responsável pelos contratos de lá - ele falou desesperado enquanto gesticulava feito um loucoAkoni - acho que você está meio nervoso maninho - ele me encarou serio, o seu rosto começou a ficar vermelho e a sua respiração acelerouNesse momento eu tenho certeza que se ele estivesse carregando uma arma, ele me mataria.Eu realmente dei uma surtada na última semana, não posso negar, e como eu sabia que não iria dar conta de três empresas eu deixei a nova filial nas costas do D
Akoni narrandoEles demoraram na rua, o que me deu bastante tempo para relaxar e colocar algumas coisas em ordem, foi bom, mas eu já estava prestes a mandar mensagem para a Kalena quando eles chegaram, algumas horas longe dela já são o suficiente para que eu fique com saudades, incrível.Kalena - oi amor - ela sorriu animada e veio na minha direçãoAkoni - oi pequena, como foi lá ? - pergunto e sinto o Diego se jogar ao meu lado no sofáDiego - eu comprei um carro irado para o meu sobrinho - nego com a cabeçaAkoni - você deixou ele fazer isso mesmo ? - perguntei para a Kalena que sentou no meu coloKalena - o cartão de credito é dele, não tinha muito o que ser feito - ela da de ombros e dou risadaAkoni - você não vai estragar o meu filho - aponto para o DeigoDiego - vou sim - ele leva a mão até a barriga da Kalena - o tio Diego vai comprar tudo que o Athos quiser - ele faz uma voz ridícula enquanto fala com a barriga da KalenaAkoni - o tio Diego é um babaca - ele riKalena - até q
Kalena narrandoEu nunca pensei que a minha vida pudesse dar tantas voltar em tão pouco tempo.Em um dia eu era uma adolescente terminando o ensino médio, cheia de dúvidas e inseguranças e com uma paixãozinha pelo melhor amigo do meu pai.Hoje eu sou uma mulher, faço faculdade, sai do Brasil, o que nunca foi o meu plano, e além de ser noiva da minha paixãozinha ainda estou esperando a chegada do nosso filho.Qual as chances disso acontecer na vida de alguém ?Mas eu não poderia estar mais feliz com a minha vida atualmente.Quer dizer, as coisas não estão exatamente do jeito que eu queria, principalmente no meu relacionamento com o Akoni.Nos últimos meses a gente brigou bastante, confesso que por culpa minha, eu estou parecendo um vulcão em erupção e ele apesar de cansado e estressado contínua sendo paciente e não sai do meu lado, tenho que reconhecer que outro no lugar dele já tinha me dado um pé na bunda.Mas não faço por mal, as palavras só saem da minha boca e só me dou conta depo
Akoni narrandoMeses depoisAkoni - tudo bem, meu amor - respirei fundo tentando manter a calma - não precisa chorar, Kalena, é só encomendar de outra corKalena - não vai dar tempo - ela falou aos prantosDiego - ela tá chorando denovo ? - ele entrou no quartoAkoni - pela segunda vez no dia - ele negou com a cabeça e sentou ao lado delaDiego - o que foi dessa vez princesa - ele falou com toda calma do mundoKalena - o papel de parede do quarto do Athos veio dar cor errado - ele me olhou e eu revirei os olhosDiego - mas não precisa chorar, o que acha da gente ir ao shopping, lá naquela loja que você ficou 3 horas olhando modelos de papéis de parede, quem sabe a gente ache um láKalena - não deve ter o que eu queroDiego - mas não custa ir lá olharAkoni - Diego, ela está com oito meses, não pode ficar muito tempo andandoDiego - eu sei, não vamos andar muito tempo, qualquer coisa eu carrego ela no coloKalena - tudo bem - ela fungou - eu acho que pode dar certoDiego - vai dar cert







