Vendida ao dono do morro

Vendida ao dono do morro

last updateDernière mise à jour : 2026-11-05
Par:  Autora Vanessa Mis à jour à l'instant
Langue: Portuguese
goodnovel18goodnovel
Notes insuffisantes
10Chapitres
20Vues
Lire
Bibliothèque

Partager:  

Report
Overview
Catalog
Scanner le code pour lire sur l'application

Isabela Martins faria qualquer coisa para salvar a vida da mãe. Com as despesas hospitalares se acumulando e sem saber a quem recorrer, ela acredita ter encontrado uma saída quando Marcelo, um homem em quem confiava, promete conseguir o dinheiro de que tanto precisa. Mas a ajuda prometida esconde uma armadilha cruel. Em vez de levá-la até alguém disposto a emprestar dinheiro, Marcelo entrega Isabela ao homem mais temido do Vidigal: Dante Ferraz, o poderoso e impiedoso dono do morro. Acostumado a ser obedecido e a conseguir tudo o que deseja, Dante recebe a jovem como parte do pagamento de uma dívida. O que ele não espera é descobrir que ela foi enganada e que não faz ideia do verdadeiro motivo de estar diante dele. Assustada, Isabela só quer voltar para a família. Ela não se curva facilmente, não aceita ser tratada como mercadoria e deixa claro que não pertence a homem nenhum — muito menos a um criminoso acostumado a controlar tudo ao seu redor. Mas a história não termina naquela negociação. Uma dívida misteriosa, segredos enterrados e interesses perigosos começam a revelar que a chegada de Isabela à vida de Dante talvez não tenha sido um simples acaso. Enquanto ele tenta descobrir quem está por trás da armação, a jovem se torna a única pessoa capaz de desafiar certezas que ele jamais questionou. Entre confrontos, desejo, desconfiança e sentimentos que nenhum dos dois pretendia viver, uma ligação perigosa começa a nascer. Dante terá de descobrir que poder não significa possuir alguém. Isabela precisará decidir se é possível confiar em um homem que representa tudo aquilo de que deveria fugir. Ela foi entregue para pagar uma dívida. Mas será que o dono do morro conseguirá conquistar seu coração sem destruir sua liberdade?

Voir plus

Chapitre 1

1

CAPÍTULO 1 — O PREÇO DO DESESPERO

Narradora: Isabela

Eu nunca imaginei que chegaria ao ponto de implorar por dinheiro.

Sempre fui uma garota simples, acostumada a trabalhar duro para conseguir o pouco que tinha. Nunca precisei de luxo, roupas caras ou de uma vida cheia de privilégios. Tudo o que eu queria era ter minha mãe ao meu lado, minha irmã sorrindo e um teto sobre nossas cabeças.

Mas, quando a vida resolve tirar tudo de você, parece que não existe oração capaz de fazê-la ter piedade.

Naquela manhã, eu estava sentada em uma cadeira desconfortável no corredor do hospital, com os olhos ardendo de tanto chorar e as mãos apertando o celular. A tela exibia mais uma mensagem de cobrança. Mais uma conta atrasada. Mais um lembrete cruel de que eu não tinha dinheiro suficiente para manter minha mãe viva sem depender da ajuda de alguém.

Respirei fundo, tentando impedir que as lágrimas caíssem novamente.

— Por favor, meu Deus… — sussurrei, olhando para o teto branco. — Eu não estou pedindo riqueza. Não quero nada demais. Só não tira minha mãe de mim.

Minha mãe, Helena, era a pessoa mais importante da minha vida. Desde pequena, eu a via fazendo o impossível para colocar comida na mesa. Mesmo quando estava cansada, mesmo quando não tinha dinheiro para comprar algo para si mesma, ela sempre dava um jeito de me fazer sorrir.

Agora, era ela quem estava deitada em uma cama de hospital, frágil, cercada por aparelhos e dependendo de um tratamento que eu mal conseguia pagar.

E eu me sentia uma filha inútil.

Peguei o celular novamente e abri a conversa com minha irmã, Sofia.

Sofia: Isa, você conseguiu falar com o médico?

Meus dedos tremeram enquanto eu digitava.

Eu: Consegui. Ele disse que precisamos resolver a parte financeira do tratamento o quanto antes.

A resposta veio quase imediatamente.

Sofia: Meu Deus… E agora?

Fechei os olhos por um instante.

Eu não sabia.

Era essa a verdade que eu não tinha coragem de dizer em voz alta. Eu não sabia o que fazer, para onde ir ou a quem recorrer. Já havia pedido dinheiro emprestado a conhecidos, vendido algumas coisas de casa e aceitado trabalhos extras. Ainda assim, a quantia necessária continuava muito além das minhas possibilidades.

Eu: Vou dar um jeito, Sofia. Fica tranquila.

Enviei a mensagem sabendo que estava mentindo.

Eu precisava parecer forte. Minha irmã já estava sofrendo demais, e não queria que ela sentisse que também estava perdendo a esperança.

Guardei o celular e me levantei. Precisava ver minha mãe antes de ir trabalhar. Mesmo quando ela estava inconsciente, eu gostava de segurar sua mão e conversar, como se ela pudesse ouvir cada palavra.

Entrei no quarto devagar.

Minha mãe parecia ainda menor naquela cama.

Aproximei-me e toquei seus dedos, sentindo um nó apertar minha garganta.

— Oi, mãe… Sou eu.

Puxei a cadeira para perto e me sentei.

— Desculpa não ter vindo mais cedo. Tive que resolver umas coisas, mas já estou aqui.

Passei a mão pelos cabelos dela, tentando sorrir.

— Você precisa melhorar, tá ouvindo? A Sofia está morrendo de saudade. E eu… — Minha voz falhou. — Eu preciso de você, mãe.

As lágrimas escorreram antes que eu pudesse contê-las.

— Você sempre me ensinou a ser forte, lembra? Sempre dizia que, por mais difícil que a vida ficasse, a gente encontraria uma saída.

Apertei sua mão com cuidado.

— Então me ajuda a encontrar essa saída agora. Porque eu estou com medo, mãe. Estou com muito medo.

Fiquei ali por alguns minutos, conversando com ela sobre coisas simples, lembrando de quando éramos felizes sem precisar pensar em contas hospitalares ou no preço de cada medicamento.

Quando finalmente saí do quarto, limpei o rosto e respirei fundo.

Eu precisava continuar.

Não tinha o direito de desmoronar.

A parte mais pobre do Vidigal nunca foi um lugar fácil para viver, mas era o meu lar.

Nossa casa ficava em uma viela estreita, entre construções simples, paredes desgastadas e escadas que pareciam não terminar nunca. Quando chovia, a água escorria pelas ruas inclinadas e, em alguns pontos, entrava pelas frestas do telhado.

Mesmo assim, eu amava aquele lugar.

Foi ali que cresci. Ali estavam minhas lembranças, os vizinhos que me viram criança e os pequenos momentos felizes que eu guardava como tesouros.

Naquele dia, porém, até o caminho de volta parecia mais pesado.

Eu havia passado horas no hospital e depois trabalhado em uma pequena lanchonete da comunidade. Meus pés doíam, minhas costas estavam tensas e meu estômago reclamava porque eu não tinha parado para comer direito.

Quando entrei em casa, Sofia estava sentada à mesa, olhando algumas contas espalhadas.

Ela ergueu a cabeça assim que me viu.

— Isa, precisamos conversar.

Larguei a bolsa sobre uma cadeira.

— Aconteceu alguma coisa?

Ela empurrou uma folha na minha direção.

Era mais uma cobrança.

Senti o estômago afundar.

— Sofia…

— Eu sei que você está fazendo tudo o que pode — ela se apressou em dizer. — Não estou te cobrando nada. Só estou com medo.

Sentei-me diante dela.

— Eu também estou.

Minha irmã segurou minha mão.

— E se a mãe não conseguir continuar o tratamento?

A pergunta me atingiu como um soco.

— Não fala isso.

— Mas é verdade, Isa! A gente não tem dinheiro. Você trabalha o dia inteiro, mal dorme e ainda fica no hospital. Eu tento ajudar, mas o que eu ganho não dá nem para começar.

Abaixei a cabeça.

Eu sabia que ela tinha razão.

Nosso pai havia desaparecido de nossas vidas quando ainda éramos pequenas. Desde então, nossa mãe sustentara a família como pôde, fazendo faxinas, cozinhando para outras pessoas e aceitando qualquer trabalho digno que aparecesse.

Agora, quando ela mais precisava de nós, eu não conseguia oferecer nem mesmo a segurança de que receberia o tratamento necessário.

— Eu vou conseguir o dinheiro — falei, tentando convencer mais a mim mesma do que a ela.

Sofia apertou minha mão.

— Como?

Abri a boca, mas nenhuma resposta saiu.

Naquele instante, alguém bateu à porta.

Duas pancadas rápidas.

Olhei para Sofia, que franziu a testa.

— Está esperando alguém?

— Não.

Levantei-me e caminhei até a porta.

Quando a abri, encontrei Marcelo Nogueira.

Eu o conhecia de vista havia algum tempo. Ele circulava pela comunidade, sempre cercado por homens que pareciam saber mais sobre seus negócios do que deveriam. Eu nunca tivera intimidade com ele, mas já o havia visto conversando com conhecidos e oferecendo ajuda a pessoas que precisavam de dinheiro.

Naquele momento, entretanto, foi como se uma luz tivesse se acendido no meio da escuridão.

— Isabela, precisamos conversar — ele disse, exibindo um sorriso que me pareceu gentil.

— Aconteceu alguma coisa, Marcelo?

Ele olhou por cima do meu ombro, reparando nas contas sobre a mesa.

— Soube que sua mãe está internada.

Meu coração apertou.

— Está, sim.

— Sinto muito. Uma mulher trabalhadora como sua mãe não merece passar por isso.

Assenti, sem saber o que responder.

Marcelo deu um passo para dentro, e eu me afastei para deixá-lo entrar.

— Fiquei sabendo que você está precisando de dinheiro para o tratamento.

Olhei para ele imediatamente.

— Quem contou isso?

— Aqui todo mundo se conhece, garota. As notícias correm.

Não gostei muito da resposta, mas estava cansada demais para questionar.

— Estou precisando, sim. Muito.

Ele puxou uma cadeira e se sentou como se já fosse de casa.

— Tenho uns contatos que podem resolver isso.

Meu coração começou a bater mais rápido.

— Resolver como?

— Conseguir o dinheiro que você precisa. Um empréstimo. Você recebe a quantia, paga o tratamento da sua mãe e depois se organiza para devolver.

Fiquei olhando para ele, tentando entender se havia escutado direito.

— Você está falando sério?

— Claro que estou.

— Marcelo, eu não tenho como pagar juros absurdos. Não tenho bens, não tenho carro, não tenho nada que possa oferecer como garantia.

Ele soltou uma risada curta.

— Calma, menina. Eu não estou te oferecendo uma dívida impossível. Estou tentando ajudar.

Sofia se aproximou, desconfiada.

— E por que você faria isso por nós?

Marcelo olhou para minha irmã e depois voltou a atenção para mim.

— Porque conheço sua mãe. Sei que ela é uma mulher de família. Além disso, ninguém merece perder alguém porque não tem dinheiro.

Aquelas palavras tocaram exatamente no lugar mais dolorido do meu coração.

Eu queria acreditar nele.

Queria tanto que alguém aparecesse e dissesse que tudo ficaria bem que, por alguns segundos, deixei de enxergar os riscos.

— De quanto estamos falando? — perguntei, quase sem voz.

Marcelo mencionou uma quantia que cobriria as despesas imediatas do tratamento e permitiria que eu respirasse por algum tempo.

Levei a mão à boca.

Era exatamente o que eu precisava.

— Meu Deus…

Meus olhos se encheram de lágrimas.

— Você consegue mesmo esse dinheiro?

— Consigo. Mas preciso que você venha comigo amanhã para conversar com a pessoa que vai liberar a quantia.

Sofia cruzou os braços.

— Quem é essa pessoa?

O sorriso de Marcelo diminuiu por um segundo.

Foi rápido. Quase imperceptível.

— Um homem que tem dinheiro e gosta de resolver as coisas pessoalmente. Só isso.

— E por que ele emprestaria dinheiro para uma desconhecida? — Sofia insistiu.

Marcelo suspirou, como se estivesse lidando com duas crianças desconfiadas.

— Porque eu vou ficar responsável pela negociação. Vocês não precisam se preocupar com nada além de assinar o que for necessário.

Olhei para Sofia.

Ela não parecia convencida.

Eu também tinha dúvidas. Mas, quando pensei na minha mãe deitada naquela cama, cercada por aparelhos, todas as minhas preocupações pareceram pequenas diante do medo de perdê-la.

— Eu vou — respondi.

Marcelo sorriu novamente.

— Sabia que você tomaria a decisão certa.

Ele se levantou e ajeitou a camisa.

— Amanhã, às seis da tarde, passo aqui para te buscar. Vista uma roupa decente e não se atrase. O homem com quem vamos conversar não gosta de esperar.

Assenti.

— Obrigada, Marcelo. Você não imagina o que isso significa para mim.

Ele sustentou meu olhar por um instante e depois desviou o rosto.

— Não precisa agradecer antes de receber o dinheiro.

Quando foi embora, fechei a porta e me encostei nela, soltando o ar que parecia preso no peito havia semanas.

Sofia não demorou a falar.

— Isa, não sei se devemos confiar nele.

— Eu sei que parece estranho.

— Não parece estranho. É estranho! Desde quando Marcelo sai por aí emprestando dinheiro para as pessoas?

Passei as mãos pelo rosto.

— Eu não tenho outra opção, Sofia.

Ela ficou em silêncio.

— Se alguém pode me ajudar a salvar a mãe, eu preciso tentar.

— E se for uma armadilha?

A pergunta me fez estremecer.

Olhei para minha irmã e tentei sorrir.

— Não vai ser. Ele disse que é só uma conversa.

Eu precisava acreditar naquilo.

Porque, se até aquela esperança fosse uma mentira, eu não sabia o que faria.

Naquela noite, quase não dormi.

Passei horas olhando para o teto, imaginando como seria o dia seguinte. Pensei na minha mãe, no tratamento, nas contas e no alívio que sentiria quando finalmente pudesse dizer aos médicos que conseguiria pagar as despesas.

Pela primeira vez em muito tempo, permiti-me imaginar um futuro.

Talvez minha mãe melhorasse.

Talvez voltássemos a jantar juntas na nossa pequena cozinha.

Talvez Sofia pudesse voltar a estudar sem se preocupar tanto com dinheiro.

Talvez eu finalmente conseguisse respirar sem sentir que o mundo inteiro estava desabando sobre meus ombros.

Apertei o travesseiro contra o peito e fechei os olhos.

— Amanhã tudo vai começar a melhorar, mãe — sussurrei no escuro. — Eu prometo.

Eu não sabia que, naquele mesmo instante, Marcelo estava em outro lugar, fazendo uma ligação que mudaria minha vida para sempre.

Marcelo entrou em um carro estacionado em uma rua pouco movimentada e verificou se ninguém o observava antes de pegar o celular.

A ligação foi atendida no segundo toque.

— Fala — disse uma voz masculina, grave e impaciente.

Marcelo umedeceu os lábios.

— Patrão, está tudo certo. Amanhã eu levo a garota.

Do outro lado, houve alguns segundos de silêncio.

— E ela sabe por que está vindo?

Marcelo soltou uma risada baixa.

— Claro que não, porra. A coitada acha que vai conseguir um empréstimo para pagar o hospital da mãe.

— Você tem certeza de que ela não vai causar problema?

— Tenho. É uma garota direita, criada na dificuldade. A mãe está morrendo no hospital e ela está desesperada por dinheiro. Acreditou em tudo o que eu falei.

Marcelo olhou pela janela, lembrando-se dos olhos marejados de Isabela quando ela agradeceu por sua suposta generosidade.

Não sentiu culpa.

Para ele, aquilo era apenas uma maneira de sair de uma situação complicada.

— E sobre o que eu te falei? — perguntou o homem. — A garota é mesmo virgem?

Marcelo sorriu de maneira repugnante.

— É o que dizem, patrão. Nunca teve namorado sério, nunca se envolveu com ninguém. E, pelo jeito inocente dela, não duvido nada. O senhor vai gostar do pagamento.

A voz do outro lado ficou ainda mais fria.

— Não me interessa o que você acha dela. Você tem uma dívida comigo e amanhã vai me entregar o que prometeu.

— Pode deixar. Amanhã sua conta estará muito mais leve.

— É bom que esteja.

A ligação terminou.

Marcelo guardou o celular e encostou a cabeça no banco, satisfeito por ter encontrado uma saída para o próprio problema.

Enquanto isso, a poucos quilômetros dali, Dante Ferraz observava a cidade através das enormes janelas de sua mansão, no lado luxuoso do Vidigal.

Vestia uma camisa preta, com as mangas dobradas até os antebraços tatuados. Sobre a mesa, havia documentos, dinheiro e registros de negócios que exigiam sua atenção.

Rafael, seu braço direito, permanecia próximo à porta.

— Marcelo confirmou que vai trazer o pagamento amanhã — informou.

Dante não desviou os olhos da cidade.

— Espero que dessa vez aquele filho da puta cumpra a palavra.

— E se aparecer sem o dinheiro de novo?

Dante virou lentamente o rosto.

Seus olhos escuros não demonstravam paciência.

— Então vai descobrir que minha generosidade tem limite.

Rafael assentiu.

Dante voltou a olhar pela janela, sem imaginar que, no dia seguinte, uma jovem de olhar sereno entraria em sua casa acreditando que estava prestes a salvar a mãe.

E que o homem que a levaria até ele já havia decidido seu destino.

Nota da autora ❤️‍🔥

Meninas, Isabela acredita que amanhã vai conseguir salvar a mãe, mas Marcelo está escondendo uma verdade cruel! E quando Dante descobrir quem está prestes a entrar em sua casa, muita coisa vai mudar…

Me contem nos comentários: o que vocês acham que Dante fará quando conhecer Isabela?

Déplier
Chapitre suivant
Télécharger

Dernier chapitre

Plus de chapitres

Aux lecteurs

Bem-vindo ao Goodnovel mundo de ficção. Se você gosta desta novela, ou você é um idealista que espera explorar um mundo perfeito, e também quer se tornar um autor de novela original online para aumentar a renda, você pode se juntar à nossa família para ler ou criar vários tipos de livros, como romance, leitura épica, novela de lobisomem, novela de fantasia, história e assim por diante. Se você é um leitor, novelas de alta qualidade podem ser selecionados aqui. Se você é um autor, pode obter mais inspiração de outras pessoas para criar obras mais brilhantes, além disso, suas obras em nossa plataforma chamarão mais atenção e conquistarão mais admiração dos leitores.


Pas de commentaire
10
Découvrez et lisez de bons romans gratuitement
Accédez gratuitement à un grand nombre de bons romans sur GoodNovel. Téléchargez les livres que vous aimez et lisez où et quand vous voulez.
Lisez des livres gratuitement sur l'APP
Scanner le code pour lire sur l'application
DMCA.com Protection Status