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16- Beijando seus lábios!

Autor: luproencio
last update Data de publicação: 2024-02-10 07:29:45

Desde que se lembrava, ninguém havia dispensado a ela tanto cuidado. Apesar de Yuri as vezes ser autoritário ele sempre se preocupou com ela, ao pensar nisso ela sentiu seu coração se aquecer.

-Oh! Você acordou, venha estou fazendo sembei. Ele disse dando um prato com alguns dentro para ela.

- Eu dormi muito, porque você não me acordou eu poderia ter preparado o café para você. Ele disse um pouco envergonhada.

- Um dia você fará, não se preocupe! Apenas coma.

Ela deu uma mordida em uma bolacha. –É uma delícia. Ela disse sorrindo para ele.

Quando Yuri conseguia arrancar um sorriso de Rosana ele se sentia muito feliz, ela era muito sofrida e seus olhos estavam sempre úmidos de lágrimas. Ele se sentia completo quando a via feliz e segura.

- Senhor! Uma voz interrompeu o momento harmonioso entre os dois, era um soldado.

Rosana olhou para ele assustada.

- Um minuto e já vou soldado.

Ele terminou de virar as bolachas e se virou para ela. –Termine de assa-las vou ver o que é, tome seu café e não saia daqui.

Ela assentiu sem dizer nada, mas seu rosto não escondia o medo.

Ele saiu e foi para longe da tenda, de lá ele viu Rosana tentando ver sua reação então ele virou de costas para a tenda.

- Diga soldado o que há.

- Senhor os aldeões encontraram um homem morto perto do lago. O soldado disse um pouco apavorado.

- E o que mais? Ele perguntou sem mostrar qualquer emoção.

- Disseram que ele vivia arrumando confusão e não se sabe se quem o matou foi algum aldeão ou algum soldado, mas estávamos todos aqui, talvez algum de outra tropa ou até um rebelde, como vamos saber?

- Me leve até lá! Ele disse indo para o jipe.

Da forma que ele falava, parecia que não fazia ideia do que aconteceu.

Quando lá chegaram ele desceu do jipe e caminhou até o grupo. – O que aconteceu aqui?

Um deles disse:

- Viemos até aqui para pescar e assim que chegamos o encontramos morto aqui.

- Ele estava aqui? Ele perguntou.

- Sim exatamente aqui.

- Vocês viram alguém? Ele disse se aproximando do corpo.

- Não senhor!

- Ele tinha algum inimigo em potencial?

- Ele era um homem amargurado e vivia bêbado, as vezes arrumava confusão com alguém e também andou envolvido com os rebeldes pró-governo.

Outro disse:

- Ele costumava importunar as mulheres dos outros.

-Bom sendo assim, fica difícil saber quem o matou, ele tinha uma lista de desafetos, algum parente?

-Não senhor, a mulher o abandonou por um agente do governo que vinha sempre aqui.

-Pai, mãe ou irmão ninguém? Ele perguntou.

-Sim ele era só. Disseram.

- Bom vamos investigar e dar a ele um enterro digno, não há muito o que faer agora. Onde vocês enterram seus mortos? Yuri perguntou.

Um deles mostrou um morro, não muito longe dali.

- Bom façam como vocês costumam fazer se tiver algum parente avise e me procurem se precisarem de ajuda. Esperem aqui, o soldado voltará com um carro maior para pegar o corpo e vocês façam o funeral de acordo com os seus costumes.

Ele saiu e voltou para a aldeia.

- Arrume suas coisas e venha comigo. Ele disse a Rosana, logo que chegou a tenda.

- Onde vamos. Ela perguntou.

- Apenas faça como eu disse. Ele saiu e foi até o soldado que tinha vindo lhe avisar.

-Você fica aqui e será o comandante, faça o necessário, vou tentar buscar respostas para o crime.

- Sim senhor. O soldado orgulhoso de si disse satisfeito, era uma honra ser comandante na ausência do marechal.

- Está pronta? Ele perguntou a ela indo para o jipe.

Ele havia pego umas coisas, barraca, um lampião, alguns mantimentos e panelas.

- Onde vamos? Ela perguntou.

- Irei resolver alguns assuntos. Ele disse.

Um grupo de mulheres viu quando ele colocou uma sacola no carro e viram Rosana seguindo-o.

- Onde você pensa que vai? Uma delas disse com certa inveja de Rosana.

Antes que Rosana pudesse responder a outra disse, com ar esnobe.

- Ora onde ela vai, ela serve o Marechal, não é?

- Não é o que você pensa! Rosana se apressou em tentar explicar.

- Não deve explicação a elas. Ela é minha assistente, cozinheira e camareira algum problema? Ela não tem família, é a única que tem disposição para me acompanhar nas diligencias. Vão cuidar de suas vidas, não gosto de mexericos. Entre! Ele disse firme para Rosana que estava encarando as duas mulheres.

Os dois saíram, ele queria tirar Rosana da aldeia antes que o corpo do homem chegasse, ele não tinha diligencia nenhuma, ele apenas queria passar um ou dois dias com ela em algum lugar longe da aldeia.

Lá eles não perdiam tempo para ofende-la e ela vivia preocupada com eles e trabalhando para alimentá-los. Isso irritava Yuri.

- Você não pode deixar que falem assim com você! Ele disse chateado.

- Eu sei, mas o que posso dizer, eu dormi na sua tenda, você está sempre me protegendo. O que você pensaria?

- O que eu pensaria? E o que você pensaria? Ele perguntou.

- Eu, eu não sei, mas eles pensam que somos amantes e isso não é verdade ela disse brava.

- Você está brava por que não é verdade? Ele disse um pouco irônico.

- Sim! Quer dizer não é que..... ela não sabia o que dizer.

Ele riu do jeito atrapalhado dela.

-Posso mudar isso se você quiser. Ele disse sério.

- É mesmo? Ele disse animada.

Ele parou o carro e respondeu.

- Sim!

Ele se inclinou para ela colocando sua mão grande na lateral de seu delicado rosto e pescoço, puxando-a delicadamente para si, beijando seus lábios, que ficaram imóveis com o susto.

Rosana não esperava e ficou imóvel, seus lábios se abriram instintivamente e ela se perdeu no beijo firme e delicado de Yuri. Era o primeiro beijo de Rosana.

Quando ela deu por si, ela o empurrou. –Você está maluco, ela tentou dar-lhe um tapa, mas sua mão foi pega no ar.

- Você estava chateada porque não era minha amante, então eu quis dar um jeito nisso para você! Disse satisfeito em ver o rosto dela corado, e ao perceber que ele havia sido o preimeiro a beija-la.

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