FAZER LOGINEla o ajudou e com as mãos tremulas ela limpou a ferida, ele gemia toda vez que ela tocava a ferida com o pano.
Ele mordeu um pedaço do pano limpo que ela trouxe, ela derramou o álcool sobre a ferida e com as pontas dos dedos ela tentava encontrar a bala, ela sentiu, colocou a piça na ferida afundando-a devagar até que sentiu quando ela tocou algo metálico, ela tentou pinça-la, mas estava presa.
Ele se segurava contendo seus gemidos suportando a dor. – Faça, não tenha dó pegue com firmeza! Ela então afundou mais a pinça e pinçou a bala, quando a puxou o sangue começou a sair mais fluido, ela se desesperou.
- Comprima, vai parar não se preocupe, se eu desmaiar quando o sangue diminuir você pegue a linha e agulha e costure a ferida unindo as partes como você faz com suas roupas.
Ela comprimiu a ferida e nem percebeu quando ela desmaiou.
Ela não sabia se estava fazendo da forma certa, mas fez conforme ele tinha dito, ela o cobriu e procurou alguma coisa na casa que podia servir a ele. Ela encontrou umas batatas e um pedaço de carne seca, ela colocou alguns grãos fazendo uma sopa nutritiva, ela comeu um pouco e se encostou na cama ao lado dele, ela ficou o observando com preocupação.
No meio da noite ela havia pego no sono, ela sentiu ele se mexer, então ela acordou assustada.
- Você está bem? Ela perguntou passando a mão no rosto dele para ver se não tinha febre.
- Estou bem, apenas com sede.
- Fiz uma sopa vou trazer um pouco para você.
Ela trouxe a agua e depois a sopa ele comeu devagar.
- Quem você acha que nos atacou? Ela perguntou.
- Não tem como saber, há tantos, desde os seguidores de Raoni, ladrões, gente do governo da província Leste, mas isso tem que acabar.
- O que você vai fazer? Ela perguntou curiosa.
- Ainda não sei, mas da forma que está não dá para ficar, o país está um caos.
- Não pense nisso, coma e descanse você está ferido.
- Você coma e descanse também, partiremos em algumas horas.
- Mas você não pode dirigir desse jeito. Ela disse preocupada.
- Estou bem, tomarei uns remédios da mochila para infecção e partiremos, não podemos nos demorar.
Os soldados de Yuri chegaram a capital bem antes dele, sem notícias estavam preocupados, na cidade as coisas estavam melhores, mas aos arredores ainda havia alguns guerrilheiros, assaltando e perturbando a população.
Neste tempo, a população, cada vez que era salva por algum soldado de Yuri, ficava agradecida e cada vez mais convencida que o melhor para sua província era ter alguém como Yuri no comando da província.
A população já estava farta das explorações e violências, eles estavam se organizando e com a ajuda dos soldados estavam combatendo os guerrilheiros e bandidos. Quando souberam que Yuri e sua tropa tinha desmantelado a organização que traficava crianças e jovens eles passaram a considera-lo como herói, há anos eles perdiam filhos e irmãos para os traficantes o governo nunca deu atenção a isso, o que esses não sabiam é que seu governo fazia parte da quadrilha, era conivente pois se beneficiava do caos e do dinheiro da propina.
Yuri e Rosana juntaram suas coisas ele, sem que Rosana visse, deixou um pouco de dinheiro debaixo da toalha da mesa em agradecimento aos donos da casa, pelas acomodações deviam ser idosos.
Yuri dirigiu devagar, um tempo depois ele passou a carro para Rosana que guiou até bem até a entrada da cidade, lá Yuri pegou o carro novamente dirigindo até um destacamento que existia ali.
Ao passar pela cidade muitos o cumprimentaram ele tinha se tornado conhecido e a noticia que ele havia enfrentado Raoni e seus comparsas na cidade vizinha tinha rodado aquela região trazendo esperança para eles que se sentiam esquecidos pelas autoridades.
Pararam em uma farmácia Yuri precisava de antibióticos e medicamentos para dor, o farmacêutico se ofereceu para dar uma olhada no ferimento, a princípio Yuri disse que não havia necessidade, mas o homem insistiu.
- Por favor deixe-me ajuda-lo, tem feito muito por nós é o mínimo que posso fazer. O homem de meia idade disse.
Então Yuri assentiu.
- Está bom, mas pode infeccionar, vou fazer um curativo e tome os antibióticos. Ele disse pegando as coisas para começar os procedimentos.
Um tempo depois Yuri e Rosana partiram para o destacamento ele pegaria um soldado para dirigir para ele.
Quando chegaram na capital já era de madrugada, dirigiram diretamente parando apena para comer no caminho, Rosana percebeu que as coisas nas cidades pareciam diferentes, o povo estava um pouco diferente.
- O que aconteceu? Ela perguntou ao soldado.
Yuri e o soldado olharam para ela curiosos.
- Digo o povo parece diferente.
- Não aconteceu nada. Yuri disse.
- Na verdade aconteceu sim, depois que derrubamos o governo e o senhor saiu para encontrar a senhorita Rosana a população tem nos procurado para que os ajude com algumas coisas, então nossos homens têm ajudado a população, desde a abrir uma estrada, a consertar uma pequena ponte, também eles têm nos ajudado a combater pequenos grupos remanescentes de rebeldes e guerrilheiros. A notícia que o senhor acabou com Raoni e sua gangue também correu o país.
- Então Yuri está famoso. Ela disse em tom de brincadeira.
- Vamos dizer que sim.
- Parem com isso, não tem nada a ver, não fiz nada sozinho. E você soldado não fique criando historias, dirija. Yuri disse sério, aquilo não era o que ele queria, não gostava de chamar a atenção.
Rosana e o soldado se entre olharam e ficaram quietos.
Na capital, as coisas iam caminhando, mas quando Yuri chegou ele viu a comoção da população na porta da sede do governo que era onde eles estavam temporariamente, ele não esperava por isso, não era esse seu intento.
Ele desceu do carro e as pessoas queriam falar com ele, ele parou e ouviu algumas, mas ele estava fraco então Rosana tomou a liberdade e disse. – Por favor, vamos nos organizar e deixar que o Marechal descanse fomos emboscados e ele foi ferido gravemente, ainda é recente e inspira cuidados, vamos ouvi-los e fazer o que for preciso, mas ele precisa de um tempo.
Os dias se passaram Yuri tinha muito trabalho, Rosana se dedicava a caridade, sempre viajavam para a província Leste para saber como estavam indo as coisas por lá. Sempre que os dois apareciam em público, as pessoas os cumprimentavam felizes e agradecendo tudo que o casal havia feito pela província. Depois Rosana já não podia acompanhar mais Yuri, pois já estava no finalzinho da gestação, ele também estava evitando viajar para longe queria estar ao lado dela quando seu filho nascesse, seu pai o ajudava, o imperador passou a levar a imperatriz com ele quando saia nas viagens de negócios, ela estava bem mais fácil de lidar. A avó de Yuri estava sempre perto de Rosana a ajudando, Yuri pediu para que fosse construída uma casa para eles na propriedade, para que ficassem perto deles. Yuri e Rosana estavam jantando em casa quando ela sentiu uma dor, vendo-a. – O que foi? Está bem? Yuri perguntou preocupado. - Acho que está na hora! Ela disse tentando se levantar com a mão em sua barriga
Numa certa manhã Rosana e Yuri tomavam café juntos, na casa de verão, raramente iam ao palácio, a não ser que tivesse algum evento, Rosana estava estudando, e ajudava algumas instituições de caridade representando Yuri, ele não tinha ocupado o trono estava adiando enrolando seu pai, mas já era ele que tomava praticamente todas as decisões. - Precisamos nos casar! Ele disse, de supetão. - Agora? Já estamos juntos, não precisamos disso. - Sim precisamos! Você merece uma festa linda! - Não gosto dessas coisas, você sabe! - Você é uma princesa, merece uma festa a sua altura! - Terei que ir ao estrangeiro para uma reunião entre líderes, quero que vá comigo, lá compraremos seu vestido. Ele disse se levantando da mesa. Antes de sair ele ainda acrescentou. – Faça uma lista do que você gostaria que tivesse na festa e quem você gostaria que estivesse presente. Antes que diga algo, não importa a distância, mandaremos trazer todos que você queira na nossa festa! Ele saiu e Rosana ficou pen
- Você não foi para seu quarto? Ela disse, segurando a toalha com força.- Este é meu quarto! Você quer que eu vá embora?- Não é isso é que...- Você está com vergonha de que saibam que dormimos jutos? Você é minha mulher, já estávamos prestes a se casar, por falar nisso faremos isso o quanto antes! Venha cá.Ela caminhou até ele devagar, seus cabelos estavam enrolados na toalha, e ela segurava a que estava envolta de seu corpo com firmeza, a sensação que sentia era indescritível, seu coração estava palpitando.- Vire-se ele pediu.Ela olhou-o nos olhos e não disse nada apenas obedeceu.Sentiu quando delicadamente ele passou a mão a sua frente e sentiu quando pousou em seu pescoço algo gelado. Ele segurou sua cintura a guiando até o espelho.- O que acha? Ele perguntou em seu ouvido.- É lindo. Ela disse tocando o colar com os dedos.- Não tanto quanto você! Ele disse abraçando-a de costas para ele, que tirou a toalha de seus cabelos e pegou as mãos dela para que soltasse a toalha qu
Os dois se amaram, a saudade não cabia em seus peitos, Yuri parecia insaciável.Na manhã seguinte os dois chegaram bem cedinho a pensão, nem perceberam haviam dormido fora, estavam preparando o café quando o imperador entrou na cozinha, os cumprimentou os três se sentaram e tomaram café juntos.- O senhor já está recuperado, vou leva-lo de volta. Disse Yuri, colocando um bolinho no prato de Rosana.- Oras você está me expulsando? O homem perguntou curioso.- Não é isso! Mas você precisa ir cuidar das suas coisas, não posso ficar lá, tenho meu trabalho aqui agora.- Você é herdeiro da Província Oeste, tem suas responsabilidades, além disso estou bem aqui e já estou velho preciso descansar.- Pai não comece, já discutimos isso...- Me leve a capital, mas a da Província Leste.- O que você quer fazer lá?Rosana com os olhos regalados observava a conversa dos dois, mas se ateve a ficar quietinha comendo sua comida.- Vamos conversar com o parlamento.- O que você quer conversar? Yuri perg
Mais dois dias se passaram, Yuri soube que os soldados estavam com Akira na mira ele desceu até a fronteira, queria participar da operação.Quando chegou a fronteira já passava da meia noite, estavam à espreita disseram que Akira tentaria fugir naquela noite pois tinham recebido informações que um pequeno avião o esperava no pais vizinho, se ele conseguisse cruzar a fronteira ficaria mais difícil, pegá-lo.Como Yuri era herdeiro da Província Oeste e era chefe do exército da Província Leste ele tinha jurisdição para pegar Akira em qualquer uma das duas províncias.Conforme as investigações iam avançando, descobria-se que Akira, embora tivesse uma boa aparência e parecia um nobre, ele era responsável pelo maior esquema de contrabandos de armas e drogas, além disso era bem provável que ele também estivesse envolvido com lavagem de dinheiro e tráfico de humanos.Estavam todos à espreita quando um caminhão suspeito passou na estrada, mais a frente um grupo tinha colocado uma barreira para
O médico examinou o imperador, ele havia sido atingido peito, mas não tinham acertado o coração, levaram-no para o hospital ele ia ter que passar por cirurgia. Rosana estava desolada dona Satoko e as pensionistas tentavam acalma-la. Quando percebeu a movimentação o imperador, que depois que conversou com o filho se sentou no fundo próximo da entrada onde seria a cerimonia, caminhou discretamente entre os carros e arvores e quando iam colocar Rosana no carro ele atirou com precisão atingindo o homem que a soltou, mas revidaram e acabou sendo atingido. Yuri e seus homens não perderam de vista os carros da gangue de Akira, seguindo-os de perto e trocando tiros. No caminho já encontraram alguns soldados da Província Leste que tinha vindo ajudar. - Avisem as fronteiras e portos. Yuri disse aos soldados da Província Leste. E ele continuou. - E vocês dois, vão para a Província Oeste e diga o que aconteceu, diga que estou ordenando que fechem as fronteiras e deem busca e apreensão em tod







