Se connecterPartiram a uma altura da estrada, havia um grande galho de árvore no caminho, Yuri a princípio achou normal, pois estavam em meio a mata a qualquer momento um galho poderia cair, fosse por causa de uma forte chuva, vento ou até mesmo por estar muito velho.
Ele desceu do carro e seguiu até o galho para tentar tirá-lo do lugar para que pudessem passar e até evitar um acidente a outro, porém quando ele chegou mais perto, algo não estava certo, ele teve um pressentimento ruim.
- Abaixe. Ele gritou para Rosana.
Pam! Pam!
Tiros foram disparados contra a eles.
Rosana tapou os ouvidos apavorada, e se abaixou dentro do carro.
Yuri sacou sua arma e tentou se proteger atrás de uma árvore, estava longe do carro, ele parou e não atirou, pois precisava ser certeiro, estava com pouca munição, ele que queria saber de onde partiam os tiros, para ter mais chances.
Os tiros partiam de pelo menos dois lados distintos, ele deu um tiro para ter certeza de que lado vinham.
Pam! Pam! Pam!
Houve mais três tiros, dois ás suas costas e um do seu lado direito, ele calculou bem a distância, atirou na direção oposta ao carro e ouviu um gemido, alguém havia sido atingido, ele aproveitou e correu em direção a uma arvore que estava próximo ao carro, se ele fosse diretamente para o carro o alvejariam e poderiam atingir Rosana dentro do jipe.
Ele atirou mais duas vezes na direção de onde vinha os tiros enquanto corria para o carro, ele saltou por cima da porta entrando no carro e dando ré rapidamente, neste momento dois homens saem da mata atirando Yuri ainda atira e acerta um deles.
Ele dirigiu rapidamente em direção a cidade onde estavam.
- Você está bem? Ele perguntou a ela.
- Estou. Ela respondeu ainda tremendo.
Ele percorreu o caminho até uma estrada estreita cercada de muitas árvores, ele não estava bem, foi atingido, nem tinha percebido, só depois que dirigiu um pouco e a adrenalina diminuiu ele sentiu a dor em suas costas, Rosana não viu, ela só notou que ele estava dirigindo devagar e de forma diferente.
- Você não parece bem! Ela perguntou olhando atentamente para ele.
- Estou bem, não se preocupe. Ele disse seguindo pela pequena estrada.
A beira da estrada havia uma cerca que Yuri acompanhou esperando encontrar um abrigo ou casa que pudessem ajuda-los, ele se esforçava, mas estava perdendo a consciência, ele parou a beira da estrada e disse a Rosana- Vai ver se tem alguma casa por perto, não consigo dirigir mais.
- O que aconteceu, me diga. Ela perguntou passando a mão pelo corpo dele a procura do ferimento, ao passar a mão logo abaixo da escapula, a camisa dele estava ensanguentada.
- Meu Deus você está ferido. A voz dela continha um certo desespero e seus olhos já estavam se enchendo de lágrimas.
- Vá e traga ajuda, tome! Ele disse entregando a ela a arma, ele não sabia quem ela poderia encontrar pelo caminho.
Ela desceu correndo do carro colocando a arma numa pequena bolsa de pano, que ela carregava consigo.
Ela correu pela estrada a procura de uma casa, alguém que estivesse passando, ela também tinha que tomar cuidado para não chamar atenção de algum guerrilheiro que por ventura estivesse por ali. Ela corria um pouco andava um pouco sempre olhando para trás para ver onde Yuri estava.
Ela avistou uma casinha não muito longe, no meio de um pasto. Correu até lá, descobriu que a casa estava vazia, ela olhou pela fresta da janela e não parecia ter ninguém.
Bateu na porta e nada, ela gritou nenhum sinal, ia escurecer e estava frio, ela forçou a porta e esta se abriu, a casa parecia estar vazia há alguns dias, tinha alimentos e alguns moveis simples, ela fechou a porta e voltou para o carro correndo.
- Yuri você está me ouvindo? Não encontrei ninguém, mas encontrei um lugar para passarmos a noite e talvez alguém chegue para nos ajudar, venha vou dirigir o carro. Ela disse tentando levanta-lo para passa-lo para o banco ao lado.
- Ai! Ele gemeu enquanto ela tentava ajuda-lo.
- Sente-se, pise na embreagem, com seu pé esquerdo, o primeiro pedal da esquerda para a direita, coloque seu pé direito no acelerador que é o terceiro da esquerda para a direita, solte a embreagem devagar e pise no acelerador na mesma proporção. Ele disse a ela trocando a marcha com a mão esquerda, ele se sentia fraco, pela perda de sangue, mas ainda consegui ajuda-la.
Assim ela fez, o carro afogou. – Novamente, devagar lembre-se, sincronizado. Ele disse a ela.
Ela tentou e conseguiu ela dirigiu devagar, quase ziguezagueando, mas conseguiram chegar depois de um bom tempo.
-Vamos deixar o carro atrás da casa para que ninguém o veja, para não chamarmos a atenção.
Ela o ajudou entrar na casa, ele se sentou no pequeno sofá.
Na casa havia um fogão a lenha de ferro fundido, ela o acendeu e colocou um caldeirão com agua para esquentar.
- Vamos ver o ferimento. Desabotoando a camisa dele.
Ela mexeu nas coisas e pegou um pano limpo e uma bacia com a água quente.
- Pegue álcool, traga a mochila que está no carro, uma pequena, lá tem kit de emergência. Ele disse a ela. Sua cabeça estava girando e suas vistas embaçavam.
- Aqui. Ela entrou trancou bem a porta e trouxe as coisas que estavam no carro, que ela achou que poderiam precisar, inclusive armas.
- Limpe com a água, vou te orientando e você terá que fazer, seja rápida posso desmaiar e você terá que fazer sozinha. Ele disse.
Ela estava nervosa. – Não sei se posso...
- Você pode, eu sei que pode! Escute bem, limpe com água morna, jogue um pouco de álcool, nas pinças que estão dentro de um estoja na bolsa verde, depois jogue um pouco de álcool sobre o ferimento, aperte com os dedos para ver se você sente a bala, coloque a pinça e tente pinça-la.
- Você sentirá muita dor! Como vou fazer isso? Ela questionou sem coragem.
- Você terá que fazer! Se não fizer, eu poderei não sobreviver, me ajude a ir até a cama.
Os dias se passaram Yuri tinha muito trabalho, Rosana se dedicava a caridade, sempre viajavam para a província Leste para saber como estavam indo as coisas por lá. Sempre que os dois apareciam em público, as pessoas os cumprimentavam felizes e agradecendo tudo que o casal havia feito pela província. Depois Rosana já não podia acompanhar mais Yuri, pois já estava no finalzinho da gestação, ele também estava evitando viajar para longe queria estar ao lado dela quando seu filho nascesse, seu pai o ajudava, o imperador passou a levar a imperatriz com ele quando saia nas viagens de negócios, ela estava bem mais fácil de lidar. A avó de Yuri estava sempre perto de Rosana a ajudando, Yuri pediu para que fosse construída uma casa para eles na propriedade, para que ficassem perto deles. Yuri e Rosana estavam jantando em casa quando ela sentiu uma dor, vendo-a. – O que foi? Está bem? Yuri perguntou preocupado. - Acho que está na hora! Ela disse tentando se levantar com a mão em sua barriga
Numa certa manhã Rosana e Yuri tomavam café juntos, na casa de verão, raramente iam ao palácio, a não ser que tivesse algum evento, Rosana estava estudando, e ajudava algumas instituições de caridade representando Yuri, ele não tinha ocupado o trono estava adiando enrolando seu pai, mas já era ele que tomava praticamente todas as decisões. - Precisamos nos casar! Ele disse, de supetão. - Agora? Já estamos juntos, não precisamos disso. - Sim precisamos! Você merece uma festa linda! - Não gosto dessas coisas, você sabe! - Você é uma princesa, merece uma festa a sua altura! - Terei que ir ao estrangeiro para uma reunião entre líderes, quero que vá comigo, lá compraremos seu vestido. Ele disse se levantando da mesa. Antes de sair ele ainda acrescentou. – Faça uma lista do que você gostaria que tivesse na festa e quem você gostaria que estivesse presente. Antes que diga algo, não importa a distância, mandaremos trazer todos que você queira na nossa festa! Ele saiu e Rosana ficou pen
- Você não foi para seu quarto? Ela disse, segurando a toalha com força.- Este é meu quarto! Você quer que eu vá embora?- Não é isso é que...- Você está com vergonha de que saibam que dormimos jutos? Você é minha mulher, já estávamos prestes a se casar, por falar nisso faremos isso o quanto antes! Venha cá.Ela caminhou até ele devagar, seus cabelos estavam enrolados na toalha, e ela segurava a que estava envolta de seu corpo com firmeza, a sensação que sentia era indescritível, seu coração estava palpitando.- Vire-se ele pediu.Ela olhou-o nos olhos e não disse nada apenas obedeceu.Sentiu quando delicadamente ele passou a mão a sua frente e sentiu quando pousou em seu pescoço algo gelado. Ele segurou sua cintura a guiando até o espelho.- O que acha? Ele perguntou em seu ouvido.- É lindo. Ela disse tocando o colar com os dedos.- Não tanto quanto você! Ele disse abraçando-a de costas para ele, que tirou a toalha de seus cabelos e pegou as mãos dela para que soltasse a toalha qu
Os dois se amaram, a saudade não cabia em seus peitos, Yuri parecia insaciável.Na manhã seguinte os dois chegaram bem cedinho a pensão, nem perceberam haviam dormido fora, estavam preparando o café quando o imperador entrou na cozinha, os cumprimentou os três se sentaram e tomaram café juntos.- O senhor já está recuperado, vou leva-lo de volta. Disse Yuri, colocando um bolinho no prato de Rosana.- Oras você está me expulsando? O homem perguntou curioso.- Não é isso! Mas você precisa ir cuidar das suas coisas, não posso ficar lá, tenho meu trabalho aqui agora.- Você é herdeiro da Província Oeste, tem suas responsabilidades, além disso estou bem aqui e já estou velho preciso descansar.- Pai não comece, já discutimos isso...- Me leve a capital, mas a da Província Leste.- O que você quer fazer lá?Rosana com os olhos regalados observava a conversa dos dois, mas se ateve a ficar quietinha comendo sua comida.- Vamos conversar com o parlamento.- O que você quer conversar? Yuri perg
Mais dois dias se passaram, Yuri soube que os soldados estavam com Akira na mira ele desceu até a fronteira, queria participar da operação.Quando chegou a fronteira já passava da meia noite, estavam à espreita disseram que Akira tentaria fugir naquela noite pois tinham recebido informações que um pequeno avião o esperava no pais vizinho, se ele conseguisse cruzar a fronteira ficaria mais difícil, pegá-lo.Como Yuri era herdeiro da Província Oeste e era chefe do exército da Província Leste ele tinha jurisdição para pegar Akira em qualquer uma das duas províncias.Conforme as investigações iam avançando, descobria-se que Akira, embora tivesse uma boa aparência e parecia um nobre, ele era responsável pelo maior esquema de contrabandos de armas e drogas, além disso era bem provável que ele também estivesse envolvido com lavagem de dinheiro e tráfico de humanos.Estavam todos à espreita quando um caminhão suspeito passou na estrada, mais a frente um grupo tinha colocado uma barreira para
O médico examinou o imperador, ele havia sido atingido peito, mas não tinham acertado o coração, levaram-no para o hospital ele ia ter que passar por cirurgia. Rosana estava desolada dona Satoko e as pensionistas tentavam acalma-la. Quando percebeu a movimentação o imperador, que depois que conversou com o filho se sentou no fundo próximo da entrada onde seria a cerimonia, caminhou discretamente entre os carros e arvores e quando iam colocar Rosana no carro ele atirou com precisão atingindo o homem que a soltou, mas revidaram e acabou sendo atingido. Yuri e seus homens não perderam de vista os carros da gangue de Akira, seguindo-os de perto e trocando tiros. No caminho já encontraram alguns soldados da Província Leste que tinha vindo ajudar. - Avisem as fronteiras e portos. Yuri disse aos soldados da Província Leste. E ele continuou. - E vocês dois, vão para a Província Oeste e diga o que aconteceu, diga que estou ordenando que fechem as fronteiras e deem busca e apreensão em tod







