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81-Começar do zero.

Autor: luproencio
last update Data de publicação: 2024-04-11 04:28:49

Se passaram alguns dias e tudo estava pronto para as eleições do parlamento da província Leste. Restavam poucos soldados da província Oeste, a maioria já havia voltado. Um dos candidatos ao parlamento era o homem que Yuri e seus soldados salvaram quando sua mulher foi sequestrada pelos guerrilheiros, ele se comprometeu em cuidar de Rosana, quando soube do acidente com Yuri, era o mínimo que ele podia fazer.

- Tenente não se preocupe eu e minha família cuidaremos da senhorita Rosana, ela é como da família para nós.

- Obrigado, espero que ganhe a vaga e que reconstrua sua província, qualquer coisa estaremos lá, não hesite em nos procurar.

- Obrigado, darei a Rosana um emprego na creche ela é muito dedicada, espero que o marechal se recupere rapidamente.

- Também espero. O tenente respondeu, pensando que isso precisava realmente acontecer logo ou seria melhor, então, que ele não recordasse de nada caso as coisas chegassem no ponto que já não dava mais para voltar atrás.

Dois dias depois que conversaram o tenente partiu e as eleições foram finalizadas, boas pessoas foram eleitas inclusive o homem da qual Yuri havia salvo, Bai, era seu nome, elegeram um representante de cada região, quinze no total.

Para a posse iam fazer uma grande festa e em forma de agradecimento mandaram um mensageiro à província Oeste convidando os soldados, Yuri e seus pais para a cerimônia de posse.

- O que? A província Leste quer que compareçamos a sua festa de emancipação, hum acho melhor não irmos. O imperador falou ao tenente que foi quem trouxe o convite até o palácio, já prevendo essa reação, afinal ele não queria que Yuri voltasse a província Leste, foi lá que ele quase morreu.

- Está bem senhor, direi que não poderá comparecer, mas quanto ao exército creio que poderíamos tirar alguns e irmos para não parecer uma desfeita, o senhor não acha? O tenente sugeriu.

- Claro, vocês podem ir, escolha alguns que queiram ir e tomem cuidado, farei uma carta em agradecimento pelo convite e votos de prosperidade a eles.

O tenente saiu e quando estava já saindo pela porta ouviu seu nome, era Yuri.

- Tenente?

Ele se virou e bateu continência para Yuri.

- Marechal.

- Esteva aqui, não me informaram. Yuri disse contente apertando a mão do amigo.

- Não quis incomodar só vim trazer um recado.

- Não era incomodo, seria uma salvação esses exercícios de fisioterapia são horríveis, não chegam nem aos pés dos nossos treinamentos.

Os dois riram das palavras dele.

- Mas quais são as notícias?  Vamos nos sentar e conversar um pouco, estou ficando louco nesta casa.

Então os dois caminharam para fora e se sentaram no jardim a sombra de uma grande árvore.

- A província Leste realizou sua eleição, o rapaz Bai, que você e seu amigo médico salvaram é um dos eleitos, ele é muito grato, por você ter salvo a vida dele e de sua esposa.

- Um não me recordo disso, espero que ele seja um bom homem.

- E é, ele e sua família nos ajudou contra os guerrilheiros, ele mandou um convite para irmos a posse.

- Que ótimo, quando será? Yuri perguntou com entusiasmo, vendo a oportunidade de sair de casa.

- Hum, não sei seu pai não irá, vai fazer uma carta para que eu possa levar.

- Ele não vai, mas eu irei seria uma falta de respeito não comparecer.

- Isto é! Afinal você é um dos homenageados, eles têm muito consideração por você.

Os dois conversaram sobre muitas coisas, o tenente só não tocou no nome de Rosana e percebeu que para o amigo era como se ela não existisse, nem da aldeia ele se lembrou.

Quando o tenente saiu Yuri foi falar com seu pai.

- Não! Você não precisa ir lá, farei uma carta, você quase morreu lá. O imperador disse nervoso.

- Oras estava em uma guerra é obvio que se corre risco em uma guerra, não foi para isso que entrei para o exército.

- O que para ser ferido? Não! Você é meu único herdeiro, não posso me dar o luxo de perde-lo!

- Meu pai, não seja dramático isso não combina com você! Irei! Eles esperam que eu vá, seria uma grosseria não ir. Ele disse saindo do escritório do pai.

- Mas...

Yuri já havia passado pela porta. A imperatriz ouviu a conversa e entrou dizendo.

- Se ele quer ir deixe que vá, vamos mandar com ele Meilin, não se preocupe ele não recorda da morta de fome. Ela foi interrompida pelo homem.

- Mulher não fale assim!

- Está bem, ele não se lembra dela, o evento será rápido e Meilin indo com ele afastará qualquer ilusão que Rosana tenha de se aproximar de Yuri.

- Se você acha, então que seja, conhecendo-o como conheço ele iria de qualquer jeito, então que vá com Meilin.

Tudo estava certo para a viagem, o que Yuri não contava que na hora que estava saindo empregados apareceram com algumas malas.

- Onde vão com tudo isso? Ele os perguntou curioso.

- Meilin irá com você. A imperatriz disse vindo de braços dado com Meilin.

- Não sabia que a senhorita Meilin havia sido convidada também? Ele disse levantando uma sobrancelha.

- Leve-a com você, não pode chegar lá sozinho, além disso ela gostaria de conhecer a província Leste.

Yuri duvidou das palavras da mãe, o pouco que falou com Meilin ele sabia que a província Leste era o último lugar que ela gostaria de estar, mas ele precisava sair logo ou chegaria com atraso, então não discutiu.

Ele passou pelo quartel e pegou o tenente, foram os três em um carro oficial, a intenção era ir de jipe, mas com Meilin no carro ele pegou um mais confortável.

Na província Leste, Bai tentava convencer Rosana a ficar e trabalhar diretamente com ele, sendo sua assessora, ela era gentil e atenciosa com a população, ela seria seus olhos na comunidade trazendo as demandas e ajudando a encontrar as melhores soluções.

Os preparativos para a posse estavam a todos vapor, Rosana estava ajudando, mas assim que terminasse ela tinha decidido ir para uma cidade menor, talvez poderia trabalhar em alguma escola ou creche como ajudante, ela também queria voltar aos estudos, ela queria começar uma nova vida longe das lembranças ruins e também das boas, a intenção era começar do zero.

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Último capítulo

  • No amor e na guerra   108- FIM!

    Os dias se passaram Yuri tinha muito trabalho, Rosana se dedicava a caridade, sempre viajavam para a província Leste para saber como estavam indo as coisas por lá. Sempre que os dois apareciam em público, as pessoas os cumprimentavam felizes e agradecendo tudo que o casal havia feito pela província. Depois Rosana já não podia acompanhar mais Yuri, pois já estava no finalzinho da gestação, ele também estava evitando viajar para longe queria estar ao lado dela quando seu filho nascesse, seu pai o ajudava, o imperador passou a levar a imperatriz com ele quando saia nas viagens de negócios, ela estava bem mais fácil de lidar. A avó de Yuri estava sempre perto de Rosana a ajudando, Yuri pediu para que fosse construída uma casa para eles na propriedade, para que ficassem perto deles. Yuri e Rosana estavam jantando em casa quando ela sentiu uma dor, vendo-a. – O que foi? Está bem? Yuri perguntou preocupado. - Acho que está na hora! Ela disse tentando se levantar com a mão em sua barriga

  • No amor e na guerra   107- Estou esperando um bebê!

    Numa certa manhã Rosana e Yuri tomavam café juntos, na casa de verão, raramente iam ao palácio, a não ser que tivesse algum evento, Rosana estava estudando, e ajudava algumas instituições de caridade representando Yuri, ele não tinha ocupado o trono estava adiando enrolando seu pai, mas já era ele que tomava praticamente todas as decisões. - Precisamos nos casar! Ele disse, de supetão. - Agora? Já estamos juntos, não precisamos disso. - Sim precisamos! Você merece uma festa linda! - Não gosto dessas coisas, você sabe! - Você é uma princesa, merece uma festa a sua altura! - Terei que ir ao estrangeiro para uma reunião entre líderes, quero que vá comigo, lá compraremos seu vestido. Ele disse se levantando da mesa. Antes de sair ele ainda acrescentou. – Faça uma lista do que você gostaria que tivesse na festa e quem você gostaria que estivesse presente. Antes que diga algo, não importa a distância, mandaremos trazer todos que você queira na nossa festa! Ele saiu e Rosana ficou pen

  • No amor e na guerra   106- O povo gritava por Yuri!

    - Você não foi para seu quarto? Ela disse, segurando a toalha com força.- Este é meu quarto! Você quer que eu vá embora?- Não é isso é que...- Você está com vergonha de que saibam que dormimos jutos? Você é minha mulher, já estávamos prestes a se casar, por falar nisso faremos isso o quanto antes! Venha cá.Ela caminhou até ele devagar, seus cabelos estavam enrolados na toalha, e ela segurava a que estava envolta de seu corpo com firmeza, a sensação que sentia era indescritível, seu coração estava palpitando.- Vire-se ele pediu.Ela olhou-o nos olhos e não disse nada apenas obedeceu.Sentiu quando delicadamente ele passou a mão a sua frente e sentiu quando pousou em seu pescoço algo gelado. Ele segurou sua cintura a guiando até o espelho.- O que acha? Ele perguntou em seu ouvido.- É lindo. Ela disse tocando o colar com os dedos.- Não tanto quanto você! Ele disse abraçando-a de costas para ele, que tirou a toalha de seus cabelos e pegou as mãos dela para que soltasse a toalha qu

  • No amor e na guerra   105- E se unirmos nossas províncias?

    Os dois se amaram, a saudade não cabia em seus peitos, Yuri parecia insaciável.Na manhã seguinte os dois chegaram bem cedinho a pensão, nem perceberam haviam dormido fora, estavam preparando o café quando o imperador entrou na cozinha, os cumprimentou os três se sentaram e tomaram café juntos.- O senhor já está recuperado, vou leva-lo de volta. Disse Yuri, colocando um bolinho no prato de Rosana.- Oras você está me expulsando? O homem perguntou curioso.- Não é isso! Mas você precisa ir cuidar das suas coisas, não posso ficar lá, tenho meu trabalho aqui agora.- Você é herdeiro da Província Oeste, tem suas responsabilidades, além disso estou bem aqui e já estou velho preciso descansar.- Pai não comece, já discutimos isso...- Me leve a capital, mas a da Província Leste.- O que você quer fazer lá?Rosana com os olhos regalados observava a conversa dos dois, mas se ateve a ficar quietinha comendo sua comida.- Vamos conversar com o parlamento.- O que você quer conversar? Yuri perg

  • No amor e na guerra   104- Também já haviam sido jovens.

    Mais dois dias se passaram, Yuri soube que os soldados estavam com Akira na mira ele desceu até a fronteira, queria participar da operação.Quando chegou a fronteira já passava da meia noite, estavam à espreita disseram que Akira tentaria fugir naquela noite pois tinham recebido informações que um pequeno avião o esperava no pais vizinho, se ele conseguisse cruzar a fronteira ficaria mais difícil, pegá-lo.Como Yuri era herdeiro da Província Oeste e era chefe do exército da Província Leste ele tinha jurisdição para pegar Akira em qualquer uma das duas províncias.Conforme as investigações iam avançando, descobria-se que Akira, embora tivesse uma boa aparência e parecia um nobre, ele era responsável pelo maior esquema de contrabandos de armas e drogas, além disso era bem provável que ele também estivesse envolvido com lavagem de dinheiro e tráfico de humanos.Estavam todos à espreita quando um caminhão suspeito passou na estrada, mais a frente um grupo tinha colocado uma barreira para

  • No amor e na guerra   103- Não sabe como trato meus inimigos.

    O médico examinou o imperador, ele havia sido atingido peito, mas não tinham acertado o coração, levaram-no para o hospital ele ia ter que passar por cirurgia. Rosana estava desolada dona Satoko e as pensionistas tentavam acalma-la. Quando percebeu a movimentação o imperador, que depois que conversou com o filho se sentou no fundo próximo da entrada onde seria a cerimonia, caminhou discretamente entre os carros e arvores e quando iam colocar Rosana no carro ele atirou com precisão atingindo o homem que a soltou, mas revidaram e acabou sendo atingido. Yuri e seus homens não perderam de vista os carros da gangue de Akira, seguindo-os de perto e trocando tiros. No caminho já encontraram alguns soldados da Província Leste que tinha vindo ajudar. - Avisem as fronteiras e portos. Yuri disse aos soldados da Província Leste. E ele continuou. - E vocês dois, vão para a Província Oeste e diga o que aconteceu, diga que estou ordenando que fechem as fronteiras e deem busca e apreensão em tod

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