Share

Capítulo 8

Author: Dynha Henry
last update publish date: 2023-04-18 01:28:17

Helena estava muito atrasada e decide ir de taxi para o trabalho, não sabe ainda qual será o seu salário, mas com certeza seria muito melhor do que a ajuda de custo que ganhava como estagiária, além de ter direito aos benefícios que a empresa oferecia.

— Bom Dia Daniela, me desculpe pelo atraso, mas precisei resolver um assunto antes de vir.

— Bom Dia Helena! Felipe pediu para que levasse o café dele assim que chegasse — Daniela sorri — Provavelmente, também está querendo um beijo de bom dia.

— Deixe de ser boba. — Helena fala rindo, guardando as suas coisas para poder ir na copa preparar o café dele.

— Agora eu descobri porque ele te notou. Você fica muito diferente sem aquelas roupas que escondem a sua beleza.

— Não exagere...

— Helena você é muito bonita, mas convenhamos, aquelas roupas não ajudava nadinha. — O telefone na mesa de Daniela toca — O chefe — Fala rindo — Pronto!

— Se Helena já chegou mande ela trazer o meu café e deixar de conversa.

— Sim senhor. — Daniela ri ao desligar o telefone — Acho que até você ouviu, vá logo acalmar o chefe com um beijinho.

Helena corre até a copa para preparar o café, não vai dá motivos a ele para chamar a sua atenção. Assim que Helena entra no escritório é agarrada pelo "chefe", que a faz quase derrubar o café.

— Não me canso de você sabia? — Ele a abraça depois de por o café na mesa.

— Bom Dia senhor Felipe, acho melhor tomar o seu café antes que esfrie.

— Bom Dia, minha gostosa. Quero o meu beijo de bom dia.

— Eu já te dei...

— Eu não te vi hoje ainda, esqueceu? — Ele pisca para ela e a beija de novo.

Não passa de beijos, eles se recompõe e Felipe se senta em seu lugar, abrindo uma gaveta e pegando um documento. Ele pega uma pasta onde está o documento contendo os termos do acordo e estende para ela.

— Leia com atenção e se concordar apenas assine. Marcaremos a data do casamento, assim que você assinar

— Não sei se isso vai funcionar... — Helena se sente indecisa, o coração diz sim, a razão diz para ela cair fora de um casamento baseado em sexo.

— Você disse que me ama e que queria que eu fosse o seu marido, o que mudou de ontem para hoje? — 'O lugar. Ontem eu estava no seu quarto com você enterrado em mim, hoje eu estou em seu escritório com você sentado em sua mesa' Helena pensa.

— Eu vou ler... mas em relação aos meus pais, eles talvez não entendam um casamento assim de repente.

— Eu irei falar com eles, já estive pensando sobre isso, diremos que estamos apaixonados e que queremos nos casar, já que trabalhamos juntos, não há motivos de ficarmos longe.

— Tudo bem, eu vou ler com calma. Preciso ter certeza da minha resposta — Helena sai do escritório pensativa e ela ainda nem leu os termos que consta no acordo.

Quando Helena se aproxima de sua mesa Daniela já estava indócil querendo saber como foi o bom dia do casal.

— O que houve? Porquê essa cara? — Daniela pergunta morrendo de curiosidade.

— Felipe quer se casar comigo.

— O que!? Como assim!? Já!? Casamento é algo muito sério.

— Eu sei, por isso não sei o que fazer...

— Que pasta é essa?

— São os termos para esse casamento, já que ele não me ama.

— Se ele não te ama, porquê a história de casamento? — Daniela pergunta incrédula.

— Talvez para afastar as mulheres do pé dele — Helena dá de ombros.

— Mas e você? Você sente alguma coisa por ele, isso é, além de tesão é claro.

— Eu o amo, sempre fui apaixonada por ele, um um amor platônico já que eu o olhava incansavelmente e o namorava de longe, mesmo quando ainda era casado com aquela loira exuberante.

— Menina, me diga que está brincando. — Daniela põe as mãos na boca sem acreditar no que a amiga acaba de dizer.

— Queria eu está brincando. Quer saber a verdade, fui eu quem me ofereci a ele, queria alguns momentos com ele, o queria ao menos para realizar o meu sonho de estar com ele.

— Pelo jeito você soube fazer direitinho já que o deixou gamado.

— Ele apenas gosta de fazer sexo comigo.

—Isso é ruim? Já é um ponto a seu favor, já que não irá querer ter outra na rua.

—Você acha isso mesmo? — Helena pergunta esperançosa.

— Helena muitas traições acontecem pela falta de compatibilidade do casal na cama, sei que em alguns casos é porque o homem ou a mulher são sáfados mesmo.

— Eu disse sim por isso ele fez o contrato...

— Você já deu a resposta? Safadinha — Daniela fala rindo.

—Não foi bem uma resposta consciente, já que estávamos transando e tudo o que eu pensava era "quero que ele seja o meu homem". Parece doideira, mas é a verdade.

—Vamos ver os termos que estão aí —Daniela move a sua cadeira para perto de Helena, mas não conseguem nem abrir a pasta.

—Eu te dei uma ajudante para ajudar no trabalho e não uma dama de companhia para ficarem conversando o dia inteiro.

— Me desculpe Sr Felipe. — Daniela volta com a cadeirabpara o seu lugar.

— Onde estão os documentos que eu te pedi há mais de meia hora?

— Já irei levá-los —Elas estavam tão entretidas na conversa que nem perceberam a aproximação dele.

Daniela acaba de organizar os documentos e vai até a sala dele entregar.

— Helena está ocupada?

— Está redigindo um documento. Quer que ela venha aqui —Felipe a olha com os olhos azuis semiserrados — Com licença. — Daniela foge apressada da sala.

— O que você fez para deixá-lo zangado? — Pergunta se sentando em sua mesa.

— Eu? — Helena a olha sem entender — Que eu saiba nada.

Já era o fim da tarde quando chega uma morena de cabelos até o meio das costas, olhos verdes e com um vestido que mostrava as suas curvas, usava uma sandália de salto agulha de dar inveja a quem não conseguisse se equilibrar sobre eles.

— Oi Daniela, Felipe está me esperando.

— Vou avisar que chegou, senhorita Bruna.

— Não precisa, obrigada. — Helena olha aquela mulher linda e maravilhosa gingado com toda elegância indo ao encontro daquele que disse querer ser o seu marido.

— Quem é a lambisgoia? — Pergunta com raiva.

— Bruna e um sobrenome muito difícil para eu tentar falar — Daniela fala rindo — eles costumam jantar juntos, mas ela raramente vem aqui, até estranhei a aparição dela.

— Vou buscar os documentos que levou mais cedo para ele. — Helena fala se ponde de pé.

— Isso mesmo gatinha, marque o território — Daniela fala incentivando a amiga.

Continue to read this book for free
Scan code to download App

Latest chapter

  • Não posso te deixar partir...   Capítulo 75

    Helena e Felipe estavam no parque com os filhos que brincavam sentados em uma manta ao ao lado deles.— Mamãe, água. Helena da água a filha que se molha um pouco, ela a seca antes de guardar o seu copinho.— Vem Miguel, beber água também. — Ela faz a mesma coisa com o filho mais velho.Aos finais de semana a familia sempre saia para fazerem algo juntos, fosse para ir ao cinema, no parque de diversão, ou mesmo fazer um piquenique como estavam fazendo. Helena engravidou pela segunda vez quando Miguel estava com três anos, deu a luz a Nicole que nasceu como o irmão, parecida com o pai. Gustavo as vezes se juntava aos sobrinhos para brincarem juntos, Helena achava estranho tio e sobrinho serem da mesma idade, a verdade é que eles pareciam mais serem irmãos pela semelhança. — Vem Nicole, vamos no balanço.— Cuidado com a sua irmã, ela ainda é muito pequena. — Nicole estava com três anos e Miguel logo faria sete anos e Helena recomenda mesmo o balanço ficando praticamente ao lado deles.—

  • Não posso te deixar partir...   Capítulo 74

    Helena estava no salão de belezq, tinha decidido cortar os seus cabelos, deixaria eles curtos. Tomou essa decisão por tê-lo que usar sempre preso, por causa de Miguel que adorava os puxar. Ao sair do salão se depara com alguém que não lhe agrada, Bruna a olha de cima em baixo e Helena tenta passar por ela que a segura pelo braço. — Se não me soltar, corre o risco de precisar engessar esse seu braço — Helena olha para a mão que segura o seu braço, antes de olhar para a cara daquela que tinha um olhar altivo.— Parabéns você ganhou, só queria te dar os parabéns.— Não precisa se dar ao trabalho de me parabenizar, não há necessidade para isso. — Helena olha novamente para a mão que segura o seu braço. — Agora me solta que já estou perdendo a paciência. — Bruna a solta, pois não estava disposta a passar vergonha na frente das pessoas. — Helena, eu sei que Felipe te ama, só não sei o que você tem para tê-lo conquistado e o mudado como fez, pois ele hoje parece que só tem olhos para você,

  • Não posso te deixar partir...   Capítulo 73

    Helena estava no escritório trabalhando de casa, quando entra uma jovem com um bebê chorando no colo.— Oi filho, o que foi? — Helena se levanta para pegar o filho que chorava.— Acho que ele está com saudade da mamãe dele, por isso o trouxe aqui para te ver. — Helena trabalhava de casa, ia a empresa apenas quando tinha reuniões. — Pode deixar Clara, eu vou dar o almoço dele hoje — Miguel estava com seis meses e já se alimentava de papinhas — Você está um homenzinho muito lindo filho. Helena deixa o que estava fazendo para dá atenção ao filho, que logo para de chorar por estar no colo da mãe. Ele tinha babá, mas Helena adorava dar atenção ao filho, Felipe também estava sendo um pai muito presente, Miguel já conhecia a voz do pai, que sempre que chegava da empresa o pegava no colo para o mimar um pouco. As vezes Helena nem acreditava que aquele fosse o mesmo Felipe que conheceu um dia, que gritava, xingava e brigava com todos, e o pior, não lhe dava nenhuma atenção antes de ficarem

  • Não posso te deixar partir...   Capítulo 72

    Bruna ao receber a visita do médico, fica sabendo que teria que ficar mais alguns dias hospitalizada, para realizar alguns exames e fazer fisioterapia. Depois que o médico sai, Felipe logo entra e encontra Bruna pensativa.— Oi, Bruna. Como você está?— Oi Felipe — Ela fica o olhando, ela estava ali naquele hospital por acreditar que um filho faria com que aquele que estava a sua frente a aceitasse como mulher — Vou ficar bem, em breve estarei fora desse maldito hospital.— Estou feliz por ter acordado.— Obrigada por vir me ver todos os dias.— Espero que não confunda o que eu fiz, eu apenas precisava que acordasse.— Como está a criança? — O seu filho está bem, mas precisamos resolver a questão dele. Espero que você e meu pai cheguem a uma conclusão sobre o que fazer. — Foi um erro eu ter tido essa criança, hoje eu sei que o meu maior erro foi ter acreditado nas palavras de sua mãe, devia saber que nem um filho faria você me aceitar ...— Deveria ter pensado nisso antes de seguir

  • Não posso te deixar partir...   Capítulo 71

    Desde que Augusto foi embora estave ciente de tudo o que acontecia com todos, através do seu assistente. Ele só evitava atender as ligações de Felipe por saber que ele iria cobrá-lo para que voltasse, mas ainda não se sentia preparado para voltar. Quando soube do acidente de Letícia, não se sentiu triste ao saber de sua morte, a verdade é que, se sentiu aliviado por saber que ela não mais iria interferir na sua vida, mas isso ele não era capaz de dizer a ninguém. Decidiu voltar quando soube que Helena tinha ido para o hospital, não foi capaz de adiar por mais tempo o seu retorno ao Brasil, já havia sobrecarregado demais Felipe. Estava na hora de enfrentar os erros cometidos e assumi-los.Para ele foi um alivio Bruna acordar, precisava conversar com ela e decidirem sobre a criança que era filho deles, iria fazer o teste de DNA e daria o seu nome a criança, não causaria mais problemas para Felipe, assumiria para todos que era o pai daquela criança. Ao ver a falta de amor de Bruna pelo p

  • Não posso te deixar partir...   Capítulo 70

    Felipe e Helena estavam no quarto do hospital, aguardando a visita do médico, Helena estava ansiosa para poder ir para casa, queria saber como Gustavo estava se comportando. Felipe estava colocando o filho no berço quando recebem uma visita inesperada. Felipe ao ver quem entrava no quarto, após bater à porta, sentiu um alívio tão grande que parecia que um peso saia de suas costas. — Pai?! — Augusto parecia ser uma outra pessoa, estava com roupas esporte e barba por fazer, de uma certa forma parecia ser mais jovem sem as roupas formais que costumava usar. — Oi Felipe, parabéns pelo nascimento do seu filho — Augusto abraça o filho — Eu sinto muito por tudo que aconteceu. — Felipe recebe o abraço do pai — Quando o senhor chegou?— Vim direto do aeroporto. Me desculpe por ter sido um covarde. — Augusto olha para Helena — Obrigada por ter apoiado os meus filhos.Helena não consegue responder o sogro, a vontade que tinha era falar uma boas verdades para ele, o que ele menos merecia era a

More Chapters
Explore and read good novels for free
Free access to a vast number of good novels on GoodNovel app. Download the books you like and read anywhere & anytime.
Read books for free on the app
SCAN CODE TO READ ON APP
DMCA.com Protection Status