LOGIN“Para quem confunde amor com posse, nada é mais insuportável do que descobrir que alguém escolheu pertencer ao próprio futuro.”
Viktor Volkov
Eu deveria ter mandado o motorista seguir.
Deveria ter desviado os olhos no instante em que Alexander Carter se levantou. Deveria ter o
“Talvez o verdadeiro legado de uma vida não esteja naquilo que construímos para permanecer, mas nas pessoas que nos dão uma razão para ficar.”O sol começava a descer sobre o mar quando Alexander percebeu que estava sorrindo.Não havia uma razão específica para isso.Talvez fosse Serena correndo descalça pela areia ao lado de Damian, os dois disputando quem chegaria primeiro à água enquanto Theo seguia alguns passos atrás, já mais velho, mas ainda determinado a acompanhar as crianças.Ou talvez fosse Alina.Ela caminhava mais adiante ao lado de Emma, os cabelos sendo levados pelo vento enquanto as duas conversavam e riam de alguma coisa que Alexander não conseguia ouvir.Ele não precisava.Ao seu lado, Brandon tomou um gole da bebida antes de olhar para ele.— O que foi?Alexander não desviou os olhos da família.— Nada.— Você está olhando para eles há uns dez minutos.— E?— Está começando a ficar estranho.Alexander ignorou.Naquele instante, Serena tropeçou na areia. Alina parou i
“O tempo não apaga aquilo que vivemos; apenas nos permite descobrir o que escolhemos construir depois.”— Papai.Alexander continuou olhando para o notebook.— Estou ouvindo.— Papai.— Serena.— Preciso de uma coisa.Isso fez Alexander levantar os olhos.Serena estava parada diante de sua mesa, com os mesmos olhos verdes do pai e os cabelos dourados presos de qualquer maneira por Alina naquela manhã. Aos cinco anos, já havia aprendido que entrar no escritório de Alexander Carter com as mãos escondidas atrás das costas geralmente tornava suas intenções bastante óbvias.Ele fechou o notebook.— O que sua mãe disse?Serena arregalou os olhos.— Como você sabe?— Experiência.Ela pareceu considerar a resposta.— Mamãe disse não.— Então, por que está perguntando para mim?Serena se aproximou e apoiou as duas mãos na mesa.— Porque você diz sim.Alexander ficou em silêncio.A risada de Alina veio da porta.— Pelo menos ela é sincera.Ele olhou para a esposa.— Você está ouvindo há quanto
“Às vezes, quando acreditamos que a família finalmente está completa, a vida simplesmente encontra espaço para colocar mais alguém à mesa.”Alexander percebeu que havia alguma coisa errada com Emma aproximadamente quatro minutos depois que ela entrou na cobertura.Ela estava quieta.Não completamente em silêncio, porque aquilo provavelmente seria impossível para sua irmã, mas quieta o suficiente para fazê-lo desconfiar.Emma havia beijado Alina, abraçado o irmão e praticamente arrancado Serena de seus braços assim que a sobrinha estendeu as mãozinhas para ela.Depois disso, porém, se sentou no sofá com a sobrinha no colo.Alexander a observou por alguns segundos.— O que aconteceu com você?Emma ergueu os olhos.— Nada.Brandon apareceu logo atrás carregando uma sacola que Alina havia pedido que trouxessem.— Ela está estranha desde ontem.Emma virou lentamente o rosto para o marido.— Obrigada, Brandon.Ele parou.— O quê?— Muito útil.— Só estou dizendo a verdade.Alexander estreit
“Talvez a paz não seja o silêncio depois da tempestade, mas o dia em que percebemos que já não esperamos por outra.”Sete meses depois, as manhãs na cobertura Carter eram consideravelmente mais barulhentas.Naquela, em particular, Serena havia descoberto que bater as duas mãos na água era extremamente divertido.Alina recebeu o terceiro jato no rosto e começou a rir.— Serena!A bebê respondeu com uma gargalhada e bateu novamente as mãozinhas na água.Sentada entre as pernas da mãe, com as costas apoiadas contra ela, Serena parecia absolutamente satisfeita com a própria descoberta.— Você está fazendo isso de propósito.Outro tapa na água.Alina fechou os olhos quando os respingos a atingiram.— Definitivamente de propósito.Serena gargalhou.Alina a apertou contra o corpo e beijou sua bochecha molhada.— Sua pequena terrorista.— Espero que não esteja falando da minha filha.Alina ergueu os olhos.Alexander estava parado à porta do banheiro.Usava camisa social, com as mangas dobrada
“Talvez voltar para casa nunca signifique retornar ao mesmo lugar quando alguém novo chega para transformá-lo.”Alexander havia enfrentado Viktor Volkov com uma arma apontada para sua família sem demonstrar metade da preocupação que sentiu quando Theo se aproximou do bebê-conforto.— Devagar.Alina olhou para o marido.Theo avançou mais alguns centímetros, com o focinho curioso apontado para Serena.— Alexander...— Theo.O filhote parou.Alexander estreitou os olhos.— Devagar.Alina precisou conter o sorriso.Tinham acabado de chegar à cobertura, e Serena ainda dormia tranquilamente no bebê-conforto enquanto Alexander permanecia ao lado dela como se Theo representasse uma ameaça que sua equipe de segurança inexplicavelmente havia deixado passar.Theo se aproximou novamente do bebê-conforto e cheirou com cuidado o pezinho de Serena.Alexander acompanhou cada movimento.— Devagar, filho. Ela é sua irmãzinha.Alina virou o rosto para ele, contendo o sorriso.— Você está explicando isso
“Uma criança nunca chega sozinha ao mundo; às vezes, nasce com ela uma família inteira em novas versões de si mesma.”Emma Carter entrou no quarto decidida a não chorar, uma decisão que conseguiu sustentar por aproximadamente três segundos.Ela havia dado apenas dois passos quando avistou Serena nos braços de Alina. Parou imediatamente, e seus olhos se encheram de lágrimas.— Meu Deus.Brandon, que vinha logo atrás, quase esbarrou nela.— Emma...— Ela é tão pequena.Ele olhou por cima do ombro da noiva para a bebê.— Bebês costumam ser.Emma virou o rosto lentamente.— Cala a boca, Brandon.Alina riu.Alexander, sentado ao lado da cama, apenas balançou a cabeça.— Eu avisei que ela faria isso.— Eu não estou fazendo nada — Emma protestou, já chorando.— Você entrou há cinco segundos.— E conheci minha sobrinha há cinco segundos, Alexander. Tenha um pouco de sensibilidade.Ela voltou imediatamente a atenção para Serena e se aproximou da cama como se todo o restante do quarto tivesse d







