LOGINO que acontece quando o homem mais sério e controlador da diretoria se vê completamente à mercê de uma garota do interior, em meio ao luxo e a rigidez do império da Aethelgard? Alexander tenta manter a pose inabalável, mas cada respiração perto dela é um teste de sobrevivência para o seu autocontrole. Prepare-se para muitas risadas, e um romance que prova que até os corações mais engessados acabam cedendo. Venha se apaixonar por essa comédia romântica viciante!
View MoreEra meu primeiro dia no trabalho. Eu ainda mal conseguia acreditar: finalmente havia conquistado a vaga tão sonhada no setor financeiro da Aethelgard Capital & Holdings.
Eu com certeza daria tudo de mim para crescer profissionalmente. Como era meu primeiro dia, a aparência realmente importava: coloquei meu conjunto de alfaiataria que só usava em ocasiões muito especiais, fiz uma leve maquiagem e prendi o cabelo em cima, deixando o restante solto. Me olhei no espelho e gostei do que vi. A imponência da Aethelgard Capital & Holdings se revelava logo no saguão de mármore e vidro, com tetos altos e um silêncio cortado apenas pelo som dos sapatos caros no piso polido. Caminhei até a recepção, respirando fundo para manter a postura impecável que ensaiei em frente ao espelho. A recepcionista ergueu o rosto, avaliando-me da cabeça aos pés com um olhar glacial. Um segundo de silêncio pesado bastou para que ela deixasse transparecer todo o seu desprezo antes de disparar, em um tom polido o suficiente para soar cortante: — Bom dia. A senhorita tem hora marcada? Naquele momento, arranhei levemente a garganta e ajeitei o cabelo. Confesso que fiquei em choque com aquele tipo de recepção; afinal, durante todo o processo seletivo, as pessoas tinham sido extremamente cordiais e atenciosas comigo. No entanto, recobrei a postura e respondi com firmeza: — Meu nome é Alice. Vim para o meu primeiro dia de trabalho no setor financeiro. Estou um pouco perdida... Você poderia me informar com quem posso falar para me orientar neste primeiro momento? Recebi novamente outro olhar da cabeça aos pés, enquanto desviava os olhos e focava no crachá gravado na lapela do seu lindo blazer. O nome dela era Kátia. Justo Kátia. Eu já tinha tido problemas na vida com outra Kátia. Espero que esta não venha a ser uma pedra no meu sapato, pensei, respirando fundo para manter a compostura. — Você está no lugar totalmente errado. Esta recepção é exclusiva para sócios e clientes. A sua entrada é na próxima porta à direita. Balancei a cabeça em sinal de consentimento, agradeci de forma seca e saí. Acredito que, graças a Deus, não vou precisar mais ter contato com ela, já que ela atende somente "clientes e sócios", imitei o tom dela em meus pensamentos, soltando um suspiro abafado enquanto me dirigia à entrada correta. Quando cheguei a porta correta, um segurança moreno, alto e muito bonito por sinal, veio prontamente me ajudar. Ele se apresentou como Oliver, mostrou todos os detalhes que eu precisava saber para me orientar naquele primeiro dia, deu-me as boas-vindas com um sorriso gentil e desejou boa sorte, acompanhando-me até a supervisora do setor. Aquele atendimento atencioso me deixou visivelmente mais leve e segura. A supervisora a quem ele me apresentou era Mara, a mesma mulher elegante e atenciosa que eu já conhecia do processo de contratação. Ela mantinha aquela postura firme e imponente, exatamente o esperado para o cargo de liderança que ocupava na empresa. — Bom dia, Alice, seja muito bem-vinda! Você aceita tomar um café comigo? — perguntou Mara, apontando com um gesto elegante para a charmosa cafeteria logo em frente ao prédio. — Me desculpe, hoje o dia está cheio de novidades e eu ainda não consegui tomar o meu. Conforme tomamos nosso café, já vou te passando as primeiras orientações. Fiquei tão feliz com o convite! Com a ansiedade do primeiro dia, passei tanto tempo em frente ao espelho que acabei me esquecendo de comer em casa, e eu já estava morta de fome. Nossa conversa foi muito produtiva. Foi um café rápido, mas que rendeu excelentes explicações. Eu precisava realmente observar e absorver tudo o que aquela mulher tinha para me dizer; afinal, aquele era apenas o primeiro de muitos dias na minha jornada rumo a uma carreira de sucesso.O tempo parecia passar ainda mais rápido na presença daquele homem, como se os ponteiros do relógio conspirassem para encurtar os minutos em que eu estaria sob o seu campo de visão. O restante da semana transformou-se em um verdadeiro turbilhão, impulsionado pelo frenesi do remanejo das atividades, pelo alinhamento de relatórios e, sobretudo, pela iminência da longa viagem que ele faria para o exterior na segunda-feira ao amanhecer.Tudo precisava estar milimetricamente impecável, pois a agenda internacional dele para os dias fora incluía uma maratona exaustiva de reuniões estratégicas, jantares de negócios com executivos e palestras em grandes conferências. A cada documento que eu revisava, a sensação de que o espaço ao meu redor encolhia tornava-se mais palpável, um reflexo direto da pressão invisível que a ausência dele começava a projetar sobre o escritório.Quando finalmente chegamos à sexta-feira à tarde, o andar executivo parecia estranhamente silencioso, quase ecoando o vazi
No dia seguinte, Alexander chegou um pouco mais tarde do que o habitual, mas o que realmente chamou a atenção não foi o relógio, e sim o seu semblante. Seus traços normalmente tensos pareciam suavizados, desprovidos daquela rigidez característica que parecia fazer parte do seu terno feito sob medida.Ele trazia um sorriso discreto nos lábios e uma leveza incomum no passo; parecia que toneladas de peso haviam sido magicamente retiradas de seus ombros largos.Querendo ou não, aquela pausa com os velhos amigos de infância lhe fez bem. Fugir por algumas horas daquela redoma de vidro e concreto da holding parecia ter trazido de volta o homem por trás do cargo.Fiquei observando-o de relance enquanto ele cruzava a antessala, constatando que o CEO implacável e sempre carrancudo ficava absurdamente mais perigoso quando decidia sorrir. Havia algo magnético ali, uma descontração que parecia redefinir o espaço ao seu redor. E aquilo, por si só, era um perigo e tanto para o meu autocontrole recém
Já passava muito da hora de encerramento do expediente quando eles finalmente decidiram sair da sala privativa. Enquanto a algazarra ecoava, eu já havia corrido contra o tempo para reorganizar a agenda, remarcando e cancelando alguns compromissos menores daquela tarde que haviam sido atropelados pela visita surpresa.Estavam todos prontos para a famosa maratona de "algumas rodadas de bebidas" — como um dos amigos fez questão de anunciar em alto e bom som.A turma já ia saindo pela porta da antessala quando Alexander parou, olhou para mim com aquela expressão polida e se despediu:— Bom descanso, Alice. Obrigado por gerenciar o caos de hoje.Eu sorri educadamente, respirando aliviada por finalmente poder ir para casa descansar os pés. Mas, antes que eu pudesse responder, um dos amigos de infância dele se meteu, abrindo um sorriso malicioso:— Bom descanso o caramba! Ela vai com a gente!Fiquei completamente sem rumo, estacada no lugar, sem a menor ideia de como me comportar naquela arm
Já havia se passado uma semana inteira desde que eu assumira o cargo na sala do senhor Aethelgard — ou melhor, Alexander, como ele havia feito questão de exigir com aquela voz firme e autoritária que parecia vibrar no meu estômago.A vergonha paralisante do primeiro dia já tinha ficado para trás, mas o meu sistema nervoso parecia não ter recebido o memorando. Bastava que ele se levantasse da mesa, cruzasse o escritório ou respirasse um pouco mais perto para que as minhas pernas decidissem virar gelatina pura.O que diabos está acontecendo comigo? Eu me perguntava mentalmente, revirando os olhos para mim mesma enquanto fingia concentrar os olhos na planilha da tela do computador.Tudo bem, eu admitia: ele era absurdamente lindo, charmoso e dono de um porte físico que parecia ter saído diretamente de uma campanha de grife internacional. Mas o meu corpo precisava aprender urgentemente a se comportar! Afinal de contas, ele era meu chefe, o homem mais temido da diretoria... e, céus, bota s


















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