Grávida do CEO Impiedoso

Grávida do CEO Impiedoso

last updateLast Updated : 2026-10-21
By:  Alejandra SotoUpdated just now
Language: Portuguese
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Paola Fischer vive um casamento aparentemente feliz até o dia em que, ao voltar para casa, encontra o marido, Lucas Hotman, na cama com sua secretária, Rose Evans. A traição a deixa devastada e, sem saber como lidar com a dor, ela decide abandonar o lar. Naquela mesma noite, em um bar, conhece um misterioso desconhecido que lhe oferece uma companhia inesperada. Tentando escapar da desilusão, Paola se entrega a uma noite de paixão com aquele homem, permitindo que a dor da traição se dissipe em meio à intimidade dos dois. Na manhã seguinte, ela tenta seguir em frente, mas logo se depara com uma surpresa capaz de mudar o rumo de sua vida: está grávida. E o pai da criança não é Lucas, mas aquele homem que ela mal teve a oportunidade de conhecer.

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Chapter 1

1

Paola entrou no carro com as mãos trêmulas e o coração despedaçado. Não tinha um destino em mente, mas sabia que precisava fugir, perder-se em algum lugar onde pudesse deixar a dor transbordar, nem que fosse por algumas horas. Dirigiu sem rumo até acabar diante de um bar discreto e mal iluminado, o único lugar onde acreditava que ninguém a reconheceria e onde poderia afogar as mágoas sem ser incomodada.

Entrou, pediu uma bebida sem sequer olhar direito para o barman e se acomodou em um canto isolado. As luzes suaves do estabelecimento e o murmúrio das conversas ao redor a envolveram, proporcionando-lhe uma fugaz sensação de anonimato e solidão. À medida que o álcool começava a fazer efeito, Paola tentava deixar que as lembranças e as palavras cruéis de Lucas se dissipassem, embora o alívio fosse passageiro. Sempre que fechava os olhos, a imagem de Lucas e Rose na cama voltava a assombrá-la, como um pesadelo do qual não conseguia despertar.

— Como pude ser tão ingênua? — murmurou para si mesma, com uma mistura de raiva e tristeza.

Pensou nos três anos de sua vida que havia dedicado a um homem que, no fim, a traíra da maneira mais cruel possível. Lucas havia sido seu refúgio, seu companheiro... ou, pelo menos, era isso que ela acreditava. Lembrou-se das inúmeras vezes em que tentaram construir uma família, dos silêncios constrangedores que surgiam sempre que tocavam no assunto e das promessas de que tudo acabaria dando certo. Ela fizera o impossível para agradá-lo, para ser a esposa que ele esperava, enquanto ele mantinha a amante bem diante de seus olhos.

A bebida começava a entorpecer seu corpo, mas sua mente continuava aprisionada ao tormento das cenas daquela tarde. A imagem de Lucas e Rose entrelaçados na cama que ela dividia com o marido surgia em sua memória com uma nitidez cruel. Ela ainda conseguia ouvir a voz fria de Lucas, chamando-a de frígida e dizendo que estar com ela era entediante. Como pudera suportar tamanha humilhação? Como permitira que seu amor se transformasse em uma corrente que a arrastava cada vez mais fundo para o sofrimento?

Enquanto bebia e as horas passavam, o rosto de Rose continuava a atormentá-la. Em sua mente, a outra mulher exibia a mesma expressão de satisfação que tivera ao vê-la sofrer. Rose sempre estivera por perto, no escritório de Lucas, ocupando um espaço na vida dele que, agora, Paola percebia ter sido muito mais importante do que jamais imaginara. Cada gole parecia alimentar aquela lembrança, e ela se sentia incapaz de expulsá-la dos pensamentos.

— Por quê...? Por que você fez isso comigo, Lucas? — sussurrou para o vazio, como se, de alguma maneira, ele pudesse ouvi-la e lhe oferecer uma resposta.

Ela havia chegado àquele ponto em que a dor e a raiva se misturavam, formando um coquetel de emoções que a deixava vulnerável e exausta.

O tempo escorria por seus dedos como o gelo derretendo no copo. Paola permanecera sentada naquele lugar enquanto as horas se acumulavam e a dor em seu peito parecia, aos poucos, tornar-se menos sufocante. Mas a noite não duraria para sempre. Quando o relógio marcou uma hora da madrugada, o barman se aproximou com uma expressão séria.

— Senhorita, acho melhor ir para casa. Já chamei um Uber para você.

Ela franziu a testa, sentindo a realidade atingi-la mais uma vez. Não queria ir embora. Não queria enfrentar a solidão de sua casa nem se lembrar de tudo o que havia perdido. Queria continuar bebendo, mergulhar completamente no esquecimento.

— Não, por favor... — murmurou, tentando se agarrar ao balcão enquanto o mundo ao seu redor parecia girar mais do que deveria.

O barman, porém, não cedeu. Com a ajuda de um dos seguranças do bar, segurou-a pelo braço e a conduziu até a saída. Seus protestos não passavam de murmúrios desconexos enquanto ela tentava resistir, mas tudo foi em vão. Sem dizer uma palavra, o segurança a acompanhou até a calçada e a deixou ali, cambaleante e perdida em seus próprios pensamentos.

A brisa fresca da noite lhe proporcionou um breve instante de lucidez, mas não foi suficiente para afastar a angústia que a consumia. Para onde iria? Não queria voltar para a casa onde morava com Lucas. Enquanto tentava se orientar, um carro preto parou diante dela.

Com a mente enevoada pelo álcool, Paola presumiu que aquele fosse o Uber chamado pelo barman. Sem pensar duas vezes, abriu a porta e deslizou para o banco traseiro, ignorando qualquer precaução.

Assim que se acomodou, percebeu que não estava sozinha. Um homem de cabelos escuros e olhar intenso a observava com curiosidade, sentado no mesmo banco. Ao vê-la, uma expressão de surpresa surgiu em seu rosto.

— Ops... Acho que este não é o meu Uber — comentou ela, deixando transparecer uma mistura de preocupação e confusão.

Paola piscou algumas vezes, ainda tentando compreender o que estava acontecendo. Sentia-se tonta, como se o mundo girasse ao seu redor. Mal se lembrava de como havia chegado até ali, mas havia algo no olhar daquele desconhecido que lhe provocava um estranho arrepio.

Ela tentou dizer mais alguma coisa, mas sua visão ficou turva. No instante seguinte, desabou inconsciente nos braços do homem. Seu corpo havia chegado ao limite.

.

.

.

Paola não sabia quanto tempo havia passado quando começou a recobrar a consciência. A primeira coisa que sentiu foi a maciez de uma superfície confortável sob seu corpo. Ao abrir os olhos, percebeu que estava em um quarto desconhecido.

Uma iluminação suave banhava o ambiente, enquanto a silhueta de um homem alto e atraente se destacava diante dela. Ele a observava com uma mistura de interesse e preocupação.

As lembranças da noite surgiram em fragmentos: o bar, a dor, o carro... Tudo parecia pertencer a um passado distante. A recente traição de Lucas e as palavras cruéis de Brenda, sua sogra, voltaram a invadir sua mente, trazendo de volta toda a raiva e a humilhação que sentira. O fogo da indignação reacendeu-se em seu peito, acompanhado por uma necessidade ardente de romper aquele ciclo de sofrimento e encontrar uma maneira de recuperar o controle da própria vida.

Foi então que uma ideia começou a tomar forma em sua mente.

Se Lucas fora capaz de traí-la sem piedade, por que ela não poderia fazer o mesmo? Talvez isso não fosse capaz de mudar o passado nem de curar suas feridas, mas, pelo menos, seria uma forma de recuperar parte do controle sobre a própria vida, de conquistar uma pequena vitória em meio a tanta dor.

Antes que pudesse refletir melhor sobre aquela decisão, impulsionada pelo álcool e pela raiva, Paola ergueu uma das mãos trêmulas e segurou o rosto do desconhecido. Puxou-o em sua direção e, sem dizer uma palavra, beijou-o.

Naquele instante, esperava que ele se afastasse, que a rejeitasse ou a impedisse de continuar. Para sua surpresa, porém, o homem correspondeu ao beijo e a envolveu nos braços com uma intensidade que quase a fez perder o fôlego. O ar entre os dois pareceu eletrizar-se, como se ambos compreendessem que, naquele momento, precisavam encontrar algum consolo um no outro, sem se importar com mais nada ou com mais ninguém.

Ele a beijava com uma profundidade e uma paixão que Paola não se lembrava de ter sentido havia muito tempo. Seus lábios se moviam com urgência, mas havia também uma delicadeza inesperada naquele contato, algo que a desconcertava. Seu corpo inteiro reagiu à proximidade dele, e ela se permitiu esquecer, ainda que por alguns breves minutos, o peso do sofrimento que carregava.

À medida que o beijo se intensificava, as mãos do homem a sustentavam com firmeza, sem restringir seus movimentos. Paola percebeu que ele respeitava cada gesto seu, deixando-lhe a liberdade de interromper aquele contato a qualquer momento. Nos braços de um completo desconhecido, sentiu-se compreendida e segura. Por um breve instante, toda a dor e a sensação de traição das últimas horas desapareceram, como se o mundo tivesse finalmente lhe concedido uma pausa para respirar.

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