FAZER LOGIN
As mãos de Ária agarraram-se aos músculos definidos do peito e ombros de Yulian, sentindo o calor e a rigidez enquanto seus próprios seios fartos estavam pressionados contra a pele quente e úmida dele, o atrito entre eles causando uma tortura prazerosa.
Yulian a ergueu em seus braços fortes, a sustentando e a virou ligeiramente, a apoiando no mármore frio do balcão.
O contraste entre o frio da pedra e o calor da pele dela era enlouquecedor.
Ele afastou as pernas bem torneadas, o som da pele escorregando e se chocando no pequeno espaço parecia amplificado.
Ele buscou a entrada dela instintivo, sem jogos e sem preliminares prolongadas.
A necessidade era grande demais para perder tempo.
Ária arqueou as costas, gemendo roucamente em antecipação.
-Yulian...
O desejo dela, que havia sido tão palpável no corredor, era agora, uma torrente de rendição.
A boca de Yulian roçou a orelha dela, e a voz, baixa, grave, rouca, pareceu vibrar direto em sua espinha.
— Diga que quer…
Ária só tinha 28 anos e já carregava uma grande bagagem, que se fosse exposto, poderia matá-la e à única pessoa que ela amava no mundo, sua irmã mais nova.
Dias antes, quando ela achara que seu esforço havia sido recompensado, o destino fez questão de lembrá-la, com crueldade, de que o inferno era, de fato, portátil.
Ária estava parada diante da imponente mesa de mogno.
O CEO Joseph pegou um copo de whisky e o girou, avaliando-a com um olhar que fez ela sentir um calafrio.
- Coordenadora de projetos?
Ele riu, uma risada curta e seca que a fez congelar.
- Minha querida, a vaga que eu tenho em mente para você é muito mais... íntima.
Ária piscou com a testa franzida, sentindo o chão lhe faltar.
-O que quer dizer, senhor.
- Veja bem.
Ele se inclinou na mesa, baixando a voz para um sussurro que era ameaçador.
- Eu sou um homem influente e lido com homens grandes, com contratos que valem milhões. E eu preciso de uma mulher que entenda que, às vezes, a discrição e a... proatividade são vitais.
Ária inclinou-se para trás, seus olhos castanhos esverdeados endurecendo.
- Não estou entendendo a que tipo de ‘proatividade’ o senhor se refere.
Joseph sorriu, revelando um dente de ouro.
- Não se faça de ingênua, senhorita Silva. Você é linda. Os olhos desses velhos lobos do mercado brilham por uma mulher jovem e linda como você.
O estômago de Ária se revirou com a insinuação.
- Eu a quero ao meu lado em todas as reuniões. E se um cliente quiser mais do que uma taça de champanhe e um aperto de mão, espero que não me decepcione.
Ele sorriu ainda mais.
-É um preço pequeno a pagar pelo emprego dos seus sonhos, não acha?
O sangue de Ária ferveu.
- Eu recuso.
A voz dela saiu baixa, mas firme.
- Eu sou uma profissional, não uma puta para os seus clientes.
O sorriso de Joseph se desfez e seu rosto inchou de fúria.
Ele bateu o copo na mesa com tanta força que o cristal estalou.
- Você recusa? Garota, você sabe quem eu sou? Você está brincando com o seu futuro!
Ele se levantou, caminhando ao redor da mesa até ficar perigosamente perto dela.
- Olhe para mim. Eu lhe ofereço o mundo, e você me ofende. Não vai ser assim. Não vai mesmo.
Ele fez um escândalo, elevando a voz para que pudesse ser ouvido pela secretária que esperava na antessala.
- Você! Sua vagabunda ingrata! Você veio até aqui se oferecer para mim? Eu sou homem casado! Eu te dou uma chance e você tenta me chantagear? Saia da minha sala! Você está demitida!
Diante de tudo o que havia sofrido ela não aguentou.
Em um movimento rápido e instintivo, a mão de Ária voou fazendo o som do tapa estalado, ecoar alto no rosto de Joseph que cambaleou, com a marca vermelha de seus cinco dedos em sua bochecha.
Com a respiração ofegante, e o olhar fixo nele, Ária rebateu com nojo.
- O senhor é um porco nojento, e eu tenho nojo de ter trabalhado um dia para alguém como você!
Ela se virou para sair, mas a voz de Joseph, agora um rosnado frio, a parou.
- Saia, mas saiba de uma coisa, brasileira estúpida. Eu sou Joseph Melman. Você nunca mais conseguirá outro emprego neste país. Sua imigrante burra. Em quem você acha que eles vão acreditar? Você está acabada. Acabada!
Ária parou na porta, girou apenas a cabeça, e cuspiu com gosto.
- Vá para o inferno!
Momentos depois, ela caminhava pelas ruas, com suas lágrimas congelando em suas bochechas.
O emprego dos sonhos, sua tábua de salvação, havia se dissolvido em um pesadelo.
Ela tirou o telefone da bolsa para ligar para Hanna, sentindo a necessidade de ouvir a voz doce da irmã, mas, antes que pudesse discar, o aparelho tocou amostrando o nome de Hanna.
- Hanna, eu não...
Ela começou, mas a voz, que a cortou, do outro lado não era a da sua irmã, era grave, masculina e destituída de qualquer emoção.
- Não é a sua querida irmã.
O sangue gelou nas veias de Ária, e ela apertou o telefone contra a orelha, sentindo o mundo desaparecendo pouco a pouco.
- Quem é? Onde está Hanna? O que fez com ela?
Sua voz mal era um sussurro.
- Não faça perguntas estúpidas. Apenas escute. Se você quiser ver sua irmã viva novamente, você fará exatamente o que eu mandar. Entendeu?
O corpo inteiro de Ária começou a tremer.
- Eu entendi. O que você quer?
- Não chame a polícia. Se eu souber que você sequer pensou nisso, a coisinha ousada aqui, vai sofrer. Vá agora para o endereço que eu vou mandar. Você tem dez minutos.
A ligação foi cortada e a mensagem chegou um segundo depois.
Momentos depois o táxi a deixou em uma rua escura e deserta.
Ária desceu, caminhando para a porta lateral do único armazém que havia ali, e que estava entreaberta.
Ela respirou fundo, se forçando a ter coragem, e entrou.
O cheiro era horrível, mas o que dominou sua atenção estava no centro do galpão.
Hanna estava ajoelhada, com as mãos amarradas firmemente atrás das costas, com seu rosto coberto de lágrimas.
Havia um pequeno corte sangrando de sua testa, mas ela estava viva.
Ao lado de Hanna, estava um homem alto, forte e de constituição robusta e inabalável.
Seus cabelos eram pretos como a noite, como seus olhos.
Ele não era apenas bonito, ele era perigosíssimo, e Ária soube disso no instante em que seus olhos se encontraram, pois este homem exalava uma crueldade fria.
Logo que o choro de Zayn se estabilizou em pequenos resmungos de vida, o médico abriu a porta e permitiu que a família entrasse.O corredor, que antes parecia um campo de caos silencioso, foi inundado por passos apressados.A primeira a entrar foi Rubi, trazida pelos braços fortes de Ramon. A pequena parecia flutuar sobre o tapete grosso, os olhos cinzentos brilhando com uma curiosidade que vencia o sono.Ramon a colocou no chão, e ela se aproximou da cama na ponta dos pés, como se temesse que o chão de madeira pudesse denunciar sua presença.Ela olhou para o pequeno embrulho nos braços de Ária e inclinou a cabeça, maravilhada.— Ele é pequeno... — Rubi observou em um sussurro reverente, esticando o pescoço. — E ele tem o cabelo do papai! Agora eu tenho um brinquedo de verdade?Ária soltou uma risada fraca, mas carregada de tern
Malrik soltou um riso anasalado, o hálito quente acariciando a orelha dela enquanto ele se acomodava melhor no travesseiro.— Desde quando? O excesso de vodca da festa criou amigos imaginários agora?— É sério! Eu a vi... ela se chama Celine. — Hanna se virou de lado, ficando cara a cara com ele sob o edredom. Suas íris começaram a oscilar, mudando do castanho para um verde profundo e selvagem, como musgo sob a luz direta do sol.Malrik travou. O deboche habitual desapareceu enquanto ele observava a mutação nos olhos da esposa. Ele era um homem treinado para notar detalhes, e o que via ali não era ilusão.“- Diga a este macho que ele tem mãos habilidosas, embora a mente dele seja meio devagar” - a voz de Celine ecoou na mente de Hanna, carregada de um humor atrevido. - “Mas eu gosto dele. Ele cheira deliciosamente bem.”Hanna solto
Hanna e Malrik ficaram emaranhados por muito tempo depois de caírem exaustos sob a cama, sua respiração voltando ao normal enquanto a neve lá fora continuava a cair silenciosa.Malrik puxou o edredom sobre eles e trouxe Hanna para o seu peito, beijando o topo da cabeça ruiva.— Sabe — ele começou, a voz voltando ao tom de provocação suave — o Karavai (É um pão cerimonial grande, redondo e ricamente decorado com flores, tranças e folhas feitas da própria massa e simboliza hospitalidade, fertilidade e prosperidade) não mentiu. Você mordeu o pão com mais força, mas eu definitivamente ganhei na resistência.Hanna soltou uma risada fraca, exausta, e deu um tapinha leve no peito dele. — Convencido. Eu deixei você ganhar.— Ah, claro. Por isso você estava arranhando minhas costas como uma gata selvagem? &m
Eles saíram de fininho pelos fundos da pousada, deixando os convidados distraídos com as rodadas intermináveis de vodka e cerveja.Malrik levou Hanna até um chalé privativo anexo, onde o brilho da lareira já prometia o calor que seus corpos imploravam.Assim que cruzaram o limiar, o clima de provocação deu lugar a uma urgência febril.Hanna nem esperou que ele a colocasse no chão; puxou-o pela gravata com força, desafiando-o com o olhar.— Você fala demais, Malrik — ela sibilou contra os lábios dele.— E você é teimosa demais. Mas hoje, você é minha — ele respondeu, a voz falhando pela rouquidão do desejo.O estalo da fechadura ao ser trancada não foi um fim, mas um convite explícito.Malrik a prensou contra a madeira rústica com força, o peso de seu corpo atl&eac
Yulian desceu o corpo com uma lentidão torturante, deixando um rastro de beijos famintos por cada centímetro de pele exposta.Ao alcançar a coxa, seus olhos cinzas brilharam com uma luxúria predatória; ele prendeu a renda da cinta-liga entre os dentes e puxou, sentindo o elástico estalar contra a pele macia de Ária.Enquanto isso, sua mão subia com firmeza, os dedos subindo pela parte interna da coxa dela, em uma carícia possessiva que a fazia tremer, até que ele finalmente alcançou a seda da calcinha.O tecido estava encharcado, colado ao corpo dela pelo excesso de desejo.Yulian não teve paciência; com os dedos grandes e calejados, ele afastou a renda para o lado, expondo a fenda rosada e pulsante que brilhava de umidade.Ele engoliu em seco e se banqueteou.Quando ele a tocou, Ária soltou um soluço de prazer, o corpo reagindo instantane
No momento em que os lábios de Yulian e Ária se selaram, o mundo físico pareceu desaparecer para os dois. O som das ondas e os aplausos dos convidados tornaram-se um eco distante, substituídos por uma batida de coração poderosa que vinha de dentro deles.Dentro do plano espiritual, na mente conectada do casal, o cenário era uma floresta de pinheiros coberta por uma neve que brilhava como diamantes sob o luar.Jax, o imenso lobo negro de olhos dourados, deu um passo à frente. Ele não era mais uma fera de fúria e dor, mas um rei pronto para reivindicar sua rainha. Do outro lado da clareira, Valentina emergiu. A Loba Branca era pura luz, seus olhos refletindo a sabedoria de eras.“-Finalmente” - a voz de Jax rugiu, mas com uma ternura que fez a alma de Yulian vibrar.“- Para sempre” - Valentina respondeu, sua voz ecoando como música na mente de Ária.







