INICIAR SESIÓN-Você está bem?
Ária correu alguns passos, mas parou abruptamente quando o homem fez um pequeno gesto com a mão, amostrando sua arma.
Hanna moveu o rosto, confirmando que estava fisicamente bem, enquanto implorava silenciosamente por socorro.
O homem falou, com sua voz profunda e controlada, num sotaque russo pesado.
- Não se aproxime.
Ele puxou Hanna pelo cabelo para que ela ficasse mais perto dele, fazendo Ária engolir um grito.
- O que você quer? Deixe minha irmã ir. O que ela fez?
O homem soltou os cabelos de Hanna e com um empurrão, a lançou para um de seus vários homens que apareciam um a um.
Ele se aproximou de Ária, diminuindo a distância entre eles.
- Sua irmã... ela é pequena e ousada demais para o próprio bem. Ela mexeu com algo que não devia.
Ele olhou para Hanna com puro desprezo.
- Ela se envolveu com um bastardo que me deve muito, e agora, por causa dessa dívida, ele nos entregou a sua querida irmã.
Ele parou bem na frente de Ária, mas ela se forçou a não recuar, e não mostrar a ele o terror que a consumia.
-Sabe... Eu sou um homem de negócios. E sei que sua irmã é inocente, mas não posso deixa-la ir e ficar sem nada. Então, se você quer a sua irmã de volta, você fará o que eu mandar.
- O que você quer de mim?
Ária perguntou, com a voz levemente trêmula.
O homem sorriu, mas o sorriso não alcançou seus olhos, frios e predatórios.
- Você é uma estrangeira com um passado desconhecido, e isso é exatamente do que eu preciso. Eu tenho um rival, que preciso destruir a qualquer custo.
Ele sussurrou e Ária sentiu o ar sair de seus pulmões.
- Você vai se infiltrar na mansão de Yulian Volkov.
Ária sentiu o chão sumir sob seus pés.
O nome Yulian Volkov era um sussurro de morte, mundialmente conhecido.
- Eu não posso fazer isso. Eu... eu não sou espiã!
O homem apontou sua arma em direção a Hanna, que saltou chorando silenciosamente com os olhos desesperados.
- Ah, você pode, Ária. Você tem a motivação perfeita. Sabe, o que Yulian está precisando desesperadamente? Uma babá. E você se encaixa perfeitamente para o cargo.
Ele caminhou guardando a arma e foi até um de seus capangas, pegando um pedaço de papel com ele.
- Você vai até este endereço amanhã e vai conseguir essa vaga. Enquanto você estiver lá, você me contará tudo. Até se ele for ao banheiro. Cada detalhe.
Ele jogou o papel nos pés de Ária.
- Se você falhar, for pega ou se você tentar me trair. Sua irmã paga. E eu prometo, não será rápido.
Ária olhou para Hanna, com o rosto contorcido de pânico.
E determinada, lembrou de tudo o que precisou fazer para elas sobreviverem ao inferno em que viviam.
- Eu aceito. - Ária se comprometeu e o homem sorriu, finalmente satisfeito.
— Ótimo. Agora vá. Sua irmãzinha fica comigo até que você pague a dívida. Consiga essa vaga, e não revele ao Volkov que você tem um empregador. Ninguém deve saber que você trabalha para mim.
Ária olhou para Hanna uma última vez, se virou e foi embora.
Voltando para o pequeno apartamento que dividia com Hanna, seu dia passou em sua mente com amargor.
Ela acabara de virar a esquina mal iluminada quando sentiu um puxão violento em seu braço, seguido de um fedor forte de álcool.
— Onde pensa que vai, gatinha?
Ária cambaleou, com o coração dando um salto ao se ver agarrada por um homem grande, mal-encarado, que a pressionava contra a parede de tijolos.
O pânico a sufocou, mas tudo o que havia forjado desde a infância para sobreviver, a fez reagir antes mesmo que ela pudesse pensar.
— Me solte!
Ela sibilou, girando o corpo para chutar, mas ele era mais forte e riu em seu pescoço.
— É assim que eu gosto. Selvagem. Você não está com pressa. Vamos nos divertir um pouco.
Ele tentou apertar seu corpo, e Ária se sentiu apavorar.
As memórias do pai violento, da impotência que sentia a cada ataque.
Ela não seria uma vítima, nunca mais.
Recobrando seus sentidos, ela se moveu e deu uma cotovelada cega nas costelas do homem que gritou.
O som do seu grito mal havia morrido quando uma figura irrompeu da escuridão, arrancando o agressor com um rosnado.
Livre, Ária escorregou e caiu, enquanto seu corpo tremia.
Ela observou a cena, paralisada e com o coração batendo descontroladamente.
Seu salvador estava parado onde o agressor estivera momentos antes.
Ele era alto, e incrivelmente imponente, mesmo sob a penumbra.
A luz fraca dos postes de rua lutava para definir seus contornos, mas revelava flashes de cabelos curtos e vermelhos.
Quando ele se virou lentamente, os olhos de Ária se prenderam aos dele.
Eram cinzentos, de uma tonalidade tão rara que pareciam brilhar na escuridão.
Ária teve a sensação de que eles tinham o poder de penetrar cada fibra de seu ser.
E não era só isso, ele era um homem incrivelmente lindo, tão lindo que ela temia ter de pagar apenas para olhar para ele.
A beleza dele era selvagem, perigosa, e tão intensa que o coração de Ária quase saiu pela boca.
Seu corpo inteiro se arrepiou, com uma eletricidade inegável de desejo puro e intenso.
O ar entre eles ficou instantaneamente mais pesado, carregado de uma tensão sexual que prometia a ruína.
Ele voltou sua atenção fria ao agressor, que para sua surpresa, estava encolhido sob o olhar frio e assassino do desconhecido.
— Saia daqui, ou juro que vou garantir que você nunca mais use suas mãos imundas para tocar ninguém.
Apavorado, o agressor não esperou duas vezes e cambaleou sumindo na escuridão.
Ária se levantou lentamente, ofegante, enquanto seus olhos pousavam no homem mais lindo e exótico que ela já tinha visto.
Ele parecia uma escultura viva, perigosamente atraente.
Logo que o choro de Zayn se estabilizou em pequenos resmungos de vida, o médico abriu a porta e permitiu que a família entrasse.O corredor, que antes parecia um campo de caos silencioso, foi inundado por passos apressados.A primeira a entrar foi Rubi, trazida pelos braços fortes de Ramon. A pequena parecia flutuar sobre o tapete grosso, os olhos cinzentos brilhando com uma curiosidade que vencia o sono.Ramon a colocou no chão, e ela se aproximou da cama na ponta dos pés, como se temesse que o chão de madeira pudesse denunciar sua presença.Ela olhou para o pequeno embrulho nos braços de Ária e inclinou a cabeça, maravilhada.— Ele é pequeno... — Rubi observou em um sussurro reverente, esticando o pescoço. — E ele tem o cabelo do papai! Agora eu tenho um brinquedo de verdade?Ária soltou uma risada fraca, mas carregada de tern
Malrik soltou um riso anasalado, o hálito quente acariciando a orelha dela enquanto ele se acomodava melhor no travesseiro.— Desde quando? O excesso de vodca da festa criou amigos imaginários agora?— É sério! Eu a vi... ela se chama Celine. — Hanna se virou de lado, ficando cara a cara com ele sob o edredom. Suas íris começaram a oscilar, mudando do castanho para um verde profundo e selvagem, como musgo sob a luz direta do sol.Malrik travou. O deboche habitual desapareceu enquanto ele observava a mutação nos olhos da esposa. Ele era um homem treinado para notar detalhes, e o que via ali não era ilusão.“- Diga a este macho que ele tem mãos habilidosas, embora a mente dele seja meio devagar” - a voz de Celine ecoou na mente de Hanna, carregada de um humor atrevido. - “Mas eu gosto dele. Ele cheira deliciosamente bem.”Hanna solto
Hanna e Malrik ficaram emaranhados por muito tempo depois de caírem exaustos sob a cama, sua respiração voltando ao normal enquanto a neve lá fora continuava a cair silenciosa.Malrik puxou o edredom sobre eles e trouxe Hanna para o seu peito, beijando o topo da cabeça ruiva.— Sabe — ele começou, a voz voltando ao tom de provocação suave — o Karavai (É um pão cerimonial grande, redondo e ricamente decorado com flores, tranças e folhas feitas da própria massa e simboliza hospitalidade, fertilidade e prosperidade) não mentiu. Você mordeu o pão com mais força, mas eu definitivamente ganhei na resistência.Hanna soltou uma risada fraca, exausta, e deu um tapinha leve no peito dele. — Convencido. Eu deixei você ganhar.— Ah, claro. Por isso você estava arranhando minhas costas como uma gata selvagem? &m
Eles saíram de fininho pelos fundos da pousada, deixando os convidados distraídos com as rodadas intermináveis de vodka e cerveja.Malrik levou Hanna até um chalé privativo anexo, onde o brilho da lareira já prometia o calor que seus corpos imploravam.Assim que cruzaram o limiar, o clima de provocação deu lugar a uma urgência febril.Hanna nem esperou que ele a colocasse no chão; puxou-o pela gravata com força, desafiando-o com o olhar.— Você fala demais, Malrik — ela sibilou contra os lábios dele.— E você é teimosa demais. Mas hoje, você é minha — ele respondeu, a voz falhando pela rouquidão do desejo.O estalo da fechadura ao ser trancada não foi um fim, mas um convite explícito.Malrik a prensou contra a madeira rústica com força, o peso de seu corpo atl&eac
Yulian desceu o corpo com uma lentidão torturante, deixando um rastro de beijos famintos por cada centímetro de pele exposta.Ao alcançar a coxa, seus olhos cinzas brilharam com uma luxúria predatória; ele prendeu a renda da cinta-liga entre os dentes e puxou, sentindo o elástico estalar contra a pele macia de Ária.Enquanto isso, sua mão subia com firmeza, os dedos subindo pela parte interna da coxa dela, em uma carícia possessiva que a fazia tremer, até que ele finalmente alcançou a seda da calcinha.O tecido estava encharcado, colado ao corpo dela pelo excesso de desejo.Yulian não teve paciência; com os dedos grandes e calejados, ele afastou a renda para o lado, expondo a fenda rosada e pulsante que brilhava de umidade.Ele engoliu em seco e se banqueteou.Quando ele a tocou, Ária soltou um soluço de prazer, o corpo reagindo instantane
No momento em que os lábios de Yulian e Ária se selaram, o mundo físico pareceu desaparecer para os dois. O som das ondas e os aplausos dos convidados tornaram-se um eco distante, substituídos por uma batida de coração poderosa que vinha de dentro deles.Dentro do plano espiritual, na mente conectada do casal, o cenário era uma floresta de pinheiros coberta por uma neve que brilhava como diamantes sob o luar.Jax, o imenso lobo negro de olhos dourados, deu um passo à frente. Ele não era mais uma fera de fúria e dor, mas um rei pronto para reivindicar sua rainha. Do outro lado da clareira, Valentina emergiu. A Loba Branca era pura luz, seus olhos refletindo a sabedoria de eras.“-Finalmente” - a voz de Jax rugiu, mas com uma ternura que fez a alma de Yulian vibrar.“- Para sempre” - Valentina respondeu, sua voz ecoando como música na mente de Ária.







