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Capitulo 2 - Promessa de sangue

Autor: ynnanerak
last update Fecha de publicación: 2025-12-01 21:56:48

-Você está bem?

Ária correu alguns passos, mas parou abruptamente quando o homem fez um pequeno gesto com a mão, amostrando sua arma.

Hanna moveu o rosto, confirmando que estava fisicamente bem, enquanto implorava silenciosamente por socorro.

O homem falou, com sua voz profunda e controlada, num sotaque russo pesado.

- Não se aproxime.

Ele puxou Hanna pelo cabelo para que ela ficasse mais perto dele, fazendo Ária engolir um grito.

- O que você quer? Deixe minha irmã ir. O que ela fez?

O homem soltou os cabelos de Hanna e com um empurrão, a lançou para um de seus vários homens que apareciam um a um.

Ele se aproximou de Ária, diminuindo a distância entre eles.

- Sua irmã... ela é pequena e ousada demais para o próprio bem. Ela mexeu com algo que não devia.

Ele olhou para Hanna com puro desprezo.

- Ela se envolveu com um bastardo que me deve muito, e agora, por causa dessa dívida, ele nos entregou a sua querida irmã.

Ele parou bem na frente de Ária, mas ela se forçou a não recuar, e não mostrar a ele o terror que a consumia.

-Sabe... Eu sou um homem de negócios. E sei que sua irmã é inocente, mas não posso deixa-la ir e ficar sem nada. Então, se você quer a sua irmã de volta, você fará o que eu mandar.

- O que você quer de mim?

Ária perguntou, com a voz levemente trêmula.

O homem sorriu, mas o sorriso não alcançou seus olhos, frios e predatórios.

- Você é uma estrangeira com um passado desconhecido, e isso é exatamente do que eu preciso. Eu tenho um rival, que preciso destruir a qualquer custo.

Ele sussurrou e Ária sentiu o ar sair de seus pulmões.

- Você vai se infiltrar na mansão de Yulian Volkov.

Ária sentiu o chão sumir sob seus pés.

O nome Yulian Volkov era um sussurro de morte, mundialmente conhecido.

- Eu não posso fazer isso. Eu... eu não sou espiã!

O homem apontou sua arma em direção a Hanna, que saltou chorando silenciosamente com os olhos desesperados.

- Ah, você pode, Ária. Você tem a motivação perfeita. Sabe, o que Yulian está precisando desesperadamente? Uma babá. E você se encaixa perfeitamente para o cargo.

Ele caminhou guardando a arma e foi até um de seus capangas, pegando um pedaço de papel com ele.

- Você vai até este endereço amanhã e vai conseguir essa vaga. Enquanto você estiver lá, você me contará tudo. Até se ele for ao banheiro. Cada detalhe.

Ele jogou o papel nos pés de Ária.

- Se você falhar, for pega ou se você tentar me trair. Sua irmã paga. E eu prometo, não será rápido.

Ária olhou para Hanna, com o rosto contorcido de pânico.

E determinada, lembrou de tudo o que precisou fazer para elas sobreviverem ao inferno em que viviam.

- Eu aceito. - Ária se comprometeu e o homem sorriu, finalmente satisfeito.

— Ótimo. Agora vá. Sua irmãzinha fica comigo até que você pague a dívida. Consiga essa vaga, e não revele ao Volkov que você tem um empregador. Ninguém deve saber que você trabalha para mim.

Ária olhou para Hanna uma última vez, se virou e foi embora.

Voltando para o pequeno apartamento que dividia com Hanna, seu dia passou em sua mente com amargor.

Ela acabara de virar a esquina mal iluminada quando sentiu um puxão violento em seu braço, seguido de um fedor forte de álcool.

— Onde pensa que vai, gatinha?

Ária cambaleou, com o coração dando um salto ao se ver agarrada por um homem grande, mal-encarado, que a pressionava contra a parede de tijolos.

O pânico a sufocou, mas tudo o que havia forjado desde a infância para sobreviver, a fez reagir antes mesmo que ela pudesse pensar.

— Me solte!

Ela sibilou, girando o corpo para chutar, mas ele era mais forte e riu em seu pescoço.

— É assim que eu gosto. Selvagem. Você não está com pressa. Vamos nos divertir um pouco.

Ele tentou apertar seu corpo, e Ária se sentiu apavorar.

As memórias do pai violento, da impotência que sentia a cada ataque.

Ela não seria uma vítima, nunca mais.

Recobrando seus sentidos, ela se moveu e deu uma cotovelada cega nas costelas do homem que gritou.

O som do seu grito mal havia morrido quando uma figura irrompeu da escuridão, arrancando o agressor com um rosnado.

Livre, Ária escorregou e caiu, enquanto seu corpo tremia.

Ela observou a cena, paralisada e com o coração batendo descontroladamente.

Seu salvador estava parado onde o agressor estivera momentos antes.

Ele era alto, e incrivelmente imponente, mesmo sob a penumbra.

A luz fraca dos postes de rua lutava para definir seus contornos, mas revelava flashes de cabelos curtos e vermelhos.

Quando ele se virou lentamente, os olhos de Ária se prenderam aos dele.

Eram cinzentos, de uma tonalidade tão rara que pareciam brilhar na escuridão.

Ária teve a sensação de que eles tinham o poder de penetrar cada fibra de seu ser.

E não era só isso, ele era um homem incrivelmente lindo, tão lindo que ela temia ter de pagar apenas para olhar para ele.

A beleza dele era selvagem, perigosa, e tão intensa que o coração de Ária quase saiu pela boca.

Seu corpo inteiro se arrepiou, com uma eletricidade inegável de desejo puro e intenso.

O ar entre eles ficou instantaneamente mais pesado, carregado de uma tensão sexual que prometia a ruína.

Ele voltou sua atenção fria ao agressor, que para sua surpresa, estava encolhido sob o olhar frio e assassino do desconhecido.

— Saia daqui, ou juro que vou garantir que você nunca mais use suas mãos imundas para tocar ninguém.

Apavorado, o agressor não esperou duas vezes e cambaleou sumindo na escuridão.

Ária se levantou lentamente, ofegante, enquanto seus olhos pousavam no homem mais lindo e exótico que ela já tinha visto.

Ele parecia uma escultura viva, perigosamente atraente.

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