LOGINCapítulo 128 — Mãos Sujas Jonathan RhodesOuvir a voz de Mason ecoar pelo corredor executivo, afirmando com soberba que eu não possuía autoridade para demitir Ethan Walker, fez cada terminação nervosa do meu corpo chiar em pura brasa.Não era apenas uma disputa corporativa por poder ou hierarquia. Era a repulsa visceral e antiga por tudo o que aquele homem representava. Durante anos, vi Mason passar por cima de tudo e de todos — humilhando a minha mãe entre quatro paredes com traições constantes e tentando me moldar à base de frieza e violência para ser a sua cópia perfeita. Quando ele chamou o assédio à minha mulher de "escândalo infantil" e desdenhou de Alice como uma "mulherzinha", a fera que eu passava a vida tentando domar rompeu a coleira de vez.Eu não blefei em momento algum. Se Mason queria usar a presidência do conselho para abrigar um assediador e cuspir na minha cara, eu estava pronto para colocar uma tocha no império dos Rhodes e vê-lo arder até o chão. A R&H era a minha
Capítulo 127 — Afronta Direta Alice Carson A imagem da mandíbula de Ethan estalando sob o punho cerrado de Jonathan ainda me causava um arrepio involuntário na espinha, mas não era de pavor. Era de um choque quase inacreditável ao constatar onde nós dois tínhamos chegado. Se alguém me dissesse meses atrás que o mesmo homem que me arrastou para um contrato de casamento frio e punitivo — movido puramente pelo orgulho ferido e pela sede de vingança por ter sido abandonado no altar — se colocaria hoje como uma muralha impenetrável entre mim e qualquer ameaça, eu teria rido na cara da pessoa. Jonathan começou essa história como o meu algoz, ditando regras e mantendo uma distância gélida para me fazer pagar por um erro que sequer era meu. Mas vê-lo reagir mais uma vez com aquela fúria possessiva, quebrando o maxilar de Ethan no meio do corredor apenas por ele ter ousado tocar no meu braço, me enchia de um orgulho silencioso. Não era a primeira vez que ele comprava uma briga por ciú
Capítulo 126 — Muito Mais Que um LanceChloe HollowayAs horas trancada naquela suíte pareceram uma eternidade fria. Eu andava de um lado para o outro como um bicho enjaulado, roendo as unhas e olhando a penumbra invadir Boston pelos vidros da janela, rezando para que alguém percebesse o meu sumiço.Pouco depois das sete da noite, o bip estridente da fechadura eletrônica fez meu coração saltar pela boca.Michael entrou carregando uma sacola térmica sofisticada, com a gravata afrouxada e aquele sorriso paternalista e intocável que me embrulhava o estômago:— Oi, querida. Trouxe o seu risoto favorito do restaurante italiano da Newbury.— Eu não estou com fome. Não quero nada que venha de você — respondi com a voz gélida, mantendo o sofá como barreira entre nós.Michael respirou fundo, apoiando a sacola sobre a mesa com uma calma forçada:— Você continua uma mal-agradecida, Chloe. Estou fazendo de tudo para te tratar como uma rainha, com as melhores intenções possíveis, e você insiste ne
Capítulo 125 — Um Clarão No Escuro Christian BakerO vento cortante da noite uivava sobre o asfalto do hangar, mas o ar parecia feito de chumbo fundido.Ver Chloe acuada, com o cano gelado daquela pistola cravado contra a têmpora e as lágrimas escorrendo pelo rosto pálido, arrancou todo o sangue da minha cabeça. Meu corpo inteiro retesou em um instinto primitivo de avançar e despedaçar Michael com as próprias mãos, mas o cano apontado para a cabeça dela era uma barreira invisível que me paralisava no lugar.Tony deu um passo à frente, saindo de trás da porta do carro com as mãos erguidas na altura do peito, mantendo a postura fria e controlada que ele usava para dominar salas de reunião hostis:— Você está blefando, Michael — a voz de Tony soou firme, sem vacilar nem por uma fração de segundo. — Eu conheço você há anos. Você é um canalha arrogante, um covarde que gosta de controlar os outros com dinheiro e pose em Manhattan, mas você não é um assassino. Você não tem coragem de puxar
Capítulo 124 — O Cerco Christian BakerO trajeto até o The Colonnade foi um borrão de semáforos ignorados e pneus cantando no asfalto molhado de Boston.Parei o carro de qualquer jeito em cima da faixa de pedestres, bem em frente às portas giratórias do hotel. Tony saltou do banco do passageiro no mesmo milissegundo, a mandíbula travada, enquanto dois sedãs pretos blindados da equipe de segurança de Jonathan encostavam logo atrás com precisão militar.Dixon desceu do primeiro veículo ajeitando o fone de comunicação no ouvido, seguido por três homens de ombros largos e ternos escuros sob medida.— Dois homens ficam cobrindo a fachada e a saída de emergência lateral — Dixon ordenou em voz baixa e cortante para os homens da retaguarda. — Se qualquer veículo suspeito arrancar, bloqueiem a via.Eu não esperei o plano terminar. Empurrei as portas de vidro com o ombro, invadindo o saguão acarpetado feito um vendaval. Atravessei o mármore até o balcão da recepção, onde um recepcionista engom
Capítulo 123 — Onde Você Se Meteu?Christian BakerChloe Holloway vinha agindo feito uma bomba-relógio desde a noite de sábado.No trajeto até a sede da Rhodes Enterprises, na manhã daquela segunda-feira, o silêncio dela dentro do meu carro foi quase ensurdecedor. Ela olhava pela janela como se a vista de Boston fosse a coisa mais interessante do universo, ignorando solenemente qualquer tentativa minha de puxar assunto. Eu sabia que a alfinetada desnecessária de Jonathan no baile beneficente tinha plantado minhocas na cabeça dela, mas ver a Chloe me tratar com tanta frieza e desconfiança mexeu com os meus nervos de um jeito que eu não esperava.Quando finalmente encurralei a mulher na sala dela para exigir uma explicação, meu coração bateu na garganta ao ouvir a pergunta direta sobre Alice.Eu não menti. Houve uma época em que confundi amizade com algo a mais, mas bastou olhar nos olhos de Chloe para ter a certeza mais absoluta da minha vida: o que um dia achei sentir pela Ali não che







