LOGINClara é a secretária impecável que vive um amor proibido com Miguel Satamini, o CEO de vidro e aço. No escuro, eles se pertencem; na luz, ela é só mais um crachá. Mas Clara carrega feridas que não podem ser escondidas para sempre. Quando sua verdade vem à tona, Miguel terá de escolher: enfrentar a luz ao lado dela ou perder a única mulher capaz de atravessar sua escuridão. ✨ Uma história de paixão, dor e coragem para amar sem máscaras.
View More📓 Narrado por Clara O tempo passou, e com ele veio o nono mês o mais longo e o mais bonito da minha vida. A casa estava pronta, o quarto pintado de um lilás suave que Miguel dizia lembrar “céu depois da chuva”. Eu já não dormia direito, andava devagar, e parecia carregar o mundo dentro da barriga e talvez carregasse mesmo. Nas últimas semanas, o corpo começou a dar sinais. As contrações vinham tímidas, depois firmes. A pele, antes frágil, agora parecia escudo. E o medo… o medo tinha virado respeito. Miguel não desgrudava de mim. Ele falava pouco, mas olhava muito. A cada movimento da bebê, a cada respiração mais forte, o olhar dele vinha cheio de um amor que doía de tão real. Naquela madrugada, eu acordei diferente. Não era dor era certeza. A bolsa tinha rompido. O quarto ficou pequeno demais pro que eu sentia. — “Miguel...” — chamei, com a voz trêmula. Ele pulou da cama, meio perdido, meio rindo, meio desesperado. — “Agora?” — “Agora.” ---
📓 Narrado por Clara — Anos depois Dois anos. Dois anos desde aquele elevador, desde aquele “a partir de agora você é minha mulher”. E ele cumpriu. Cumpriu tudo até o que nunca prometeu. Ainda sou a secretária do Miguel Satamini. Secretária, assistente, esposa, cúmplice, tormento e calmaria, tudo junto no mesmo corpo. A gente se casou depois de muita insistência dele e umas boas noites de teimosia minha. No fim, percebi que não dava pra fugir de um homem que sabia exatamente onde eu me escondia, até quando o esconderijo era dentro de mim. Saímos do apartamento dele há pouco mais de um ano. Miguel quis uma casa maior, “com jardim e espaço pra gente brigar sem vizinho escutando”, ele disse. O apartamento antigo virou presente pros meus pais. Ele fez isso sem alarde, só me entregou as chaves e disse: > “Tua mãe merece um teto decente. E teu pai merece te ver feliz de perto.” Hoje, eles moram na mesma cidade que a gente. Minha mãe vive dizendo que nunca imag
📓 Narrado por Miguel Dias depois. Convenci Clara a voltar pra cidade comigo. Não foi fácil nada nela é. Mas, no fim, acho que foi a primeira vez que a teimosia dela e a minha jogaram pro mesmo lado. A gente ainda tá se ajustando. Dividir espaço, rotina, silêncio… Aprender o peso e o prazer de morar com alguém que te conhece por dentro. No começo, foi estranho. Ela acorda cedo, eu trabalho até tarde. Ela canta lavando a louça, eu odeio barulho na cozinha. Ela espalha os livros pela sala, e eu tento fingir que não ligo. Mas a verdade é que, de algum jeito, o caos dela encaixou no meu. E hoje depois de dias de calmaria e novas guerras eu resolvi levar ela no bar da Augusta. Aquele mesmo. Onde eu costumava ir pra tentar esquecer o que agora tá sentado do meu lado. — Certeza que é aqui? — ela perguntou, franzindo o nariz pro letreiro torto e pro cheiro de cerveja velha que escapava da porta. — Aqui mesmo. — respondi, com um meio sorriso. — Lugar simples,
📓 Narrado por Clara — Banheiro do Hotel A cama ainda nem tinha esfriado quando Miguel me pegou pela mão, sem perguntar, e me arrastou pro banheiro. O quarto ficou pra trás, mas o calor dele, não. O espelho denunciava o que eu era agora: mulher desfeita, viva, acesa, pronta pra tudo até pra queimar de novo. Ele ligou o chuveiro no máximo, e o barulho da água batendo no azulejo parecia o anúncio de que o jogo tinha mudado. Era outra rodada. Miguel me encostou de frente pra parede fria, e o choque só serviu pra acordar ainda mais o que já estava quente. Senti o corpo dele colar atrás do meu, firme, pesado, a respiração já descompassada no meu pescoço. A mão dele desceu, agressiva, apertando minha bunda sem cerimônia nenhuma. Meu peito grudou no azulejo, as pernas cederam, mas ele segurou meu quadril e não teve pedido de licença, nem promessa de delicadeza. Só o instinto cru, feroz, de quem sabe que agora não é mais sobre cura, é sobre possuir. — Gosta assim, Clara? — ele murmuro


















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