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Capítulo 1

last update publish date: 2026-09-29 21:45:07

Samantha Ferraz

Não tem algo que eu ame mais no rio do que o sol e a praia. Não seria carioca se não gostasse desse clima contagiante e quente juntamente a uma praia, a de Ipanema pra ser mais exata.

    Eu diria que além do sol e a praia, pouca coisa me traz mais alegria do que pirraçar com minha família e aproveitar um feriado qualquer.

     Por essa razão 15 de agosto está sendo muito apreciado por mim. Observo minha turma se esbaldar na areia. Correção, acho que ninguém aqui está apreciando mais do que a idiota da Giovana.

    Observo a morena se jogar em cima de meu irmão e a cena só me ocasiona ciúmes.

     Mas que pouca vergonha é aquela?

     Arrependo-me internamente ao girar meu rosto ao lado esquerdo, Fresno se enrosca com sua mais nova conquista feminina. Acho que não vejo um casal combinar tanto quanto meu primo e aquela ridícula da Jessica, mas achar isso não me faz gostar daquela união nem um pouco.

     No geral eu costumo estar pelos cantos empurrando alguns idiotas para longe de mim logo após um beijo. Estranhamente não sou nada sentimental, os sentimentos predominantes em mim são o estresse e claro meu ciúme possesso. Afinal, o que se esperar de uma filha entre as famílias Maia e Ferraz?

     Não, nada disso!

     Não me venha com o imbecil comentário de que sou daquelas namoradas insuportáveis que morrem pelos boys. Eu sou possessa por minha família, é diferente.

     Tendo os pensamentos interrompidos por pingos de água na minha barriga, ergo meu rosto cobrindo boa parte com a mão, caso contrario estaria cega. O sol está de rachar, mas incrivelmente perfeito, eu amo o sol assim!

— Amigaaaaaaaa— Gio estoura meus tímpanos em meros segundos com seu grito insuportável de hiena maluca.

— Oh idiota!— Forço meu tom de voz sentindo uma enorme vontade de pigarrear por forçar minhas cordas vocálicas. — Affs! Quase estrago toda minha voz perfeita com esse pedaço de carne ambulante.— Não evito a revirada de olhos pra ela.

— Como pode alguém ser tão insuportável como você? Amiga ainda me pergunto o que sua legião de caras vêem em você.— Ela se senta ao meu lado cruzando as pernas. Esboço uma careta desanimada com seu comentário tão idiota.

— Vou pensar seriamente sobre abolir você do título de melhor amiga, sinceramente só tenho decepção com você.— Movo o corpo ficando sentada de joelhos dobrados, passo os braços ao redor me comprimindo como num casulo.

— Nunca vai ter uma amiga melhor que eu.— Giovana j**a os cabelos castanhos ondulados para trás numa rebanada exagerada.— Eu sou insubstituível garota.— Ela completa sua fala com seu sotaque carioca carregado.

— Que palhaçada era aquela, garota? Você estava praticamente em cima do Nando, não aceito essas ousadias. — Mudo de assunto observando a expressão maliciosa no rosto dela.

— Seu irmão é um fofo, Samantha, você não parece nada com ele.— Ela volta levantar, agora passando as mãos pelo corpo na tentativa de reduzir a areia do seu corpo esbelto.

     Giovana aleatoriamente começa correr feito uma débil mental pela praia me surpreendendo totalmente. Sinceramente nem sei por que me surpreendo com essas coisas. Ela é maluca, ta comprovado cientificamente.

— MALUCA, DE QUE PLANETA VOCÊ VEIO?— Grito para ela que me responde com seu lindo dedo do meio.

     Observo a careta de Jessica ao ouvir o meu grito, faço careta pra ela com uma fingida vesguice e a língua saltada pra fora. Ela move os lábios demonstrando nojo e eu permaneço com a careta.

     Problema dela, ela que me ature!

《 ♡ 》

No caminho de volta a nossa casa viemos eu a Gio e o meu irmão mais novo, Nando. Revesamos na direção embora não fosse longe acabei passando em alguns lugares pra comprar lanche antes de chegar em Copacabana. A viagem seguiu um tanto animada, nós estamos revigorados.

Pena que essa paz duraria pouco, afinal no inicio da semana estaremos de novo preso no infeliz e trágico destino; a faculdade.

Quem inventou a faculdade? Me questiono momentaneamente ao passo que minha mente voltava a depressão diária da vida de uma universitária.

Giovana cortou meus pensamentos ao meio como faca Tramontina ao berrar ao som de One Direction, Drag my dawn pra ser mais exata. Mais uma vez contato que talvez eu seja futuramente uma senhora surda, ou me desfaço dessa amizade antes que isso venha acontecer.

— Nando abre essa janela, vou jogar essa coisa pra fora.— Finjo baixar os vidros e ela me observa sem dar muita importância ao meu comentário. Ela estava mais empolgada com o grito de Harry Styles na parte do Drag My Dawn.— Ela tem sempre que estragar as músicas com essa voz horrorosa dela.

— Filha eu sou feliz, não tenho culpa que você não seja.

— Ser feliz é uma coisa, ser doida é outra bem diferente.— Faço careta voltando a revirar os olhos pra ela e mostrar o dedo do meio.

— Se vocês se suportaram até agora, acho que se suportarão até o resto das suas vidas.— Nando gargalhou nos observando por meros segundos de relance.

— Não fala besteira — Cruzo os braços mantendo a cara emburrada.— Se não fosse pela tia Emilly eu não conseguiria ser amiga dessa trouxa.

Giovana movimenta o corpo pra frente se aproximando do banco motorista e passageira da frente. Vejo a expressão de convencida dela estampada pela cara enquanto masca um chiclete cor de rosa com a boca mais aberta do que esperado.

— Você não é nada sem mim, queridinha Samantha.— Ela se j**a para trás batendo as costas contra o banco do carona e em segundos j**a a cabeça para os lados aos sons do Rock de AC/DC que toma nossos ouvidos aquele mesmo instante.

Meu Deus! No que fui me meter?

Continua…



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