LOGINEra a segunda de feriado, o dia estava frio mas tinha sol, por isso nosso almoço seria no terraço da cobertura onde o Oliver já estava organizando as coisas. Então eu fui abrir a porta para receber nossos convidados quando tocou a companhia.A Gabi e o Daniel foram os primeiros a chegar, já que o nosso chef se ofereceu para assar a carne e preparar a maior parte da comida. - Oi pessoal! Que bom que vocês já chegaram! -Eu disse abraçando a Gabi. - Oi amiga, como você está? - Estou muito bem na verdade. Estou sendo muito bem tratada com todo o conforto e luxo com vocês podem ver. - Eu respodi a Gabi. A Gabi sorriu concordando comigo. - Entendi. Está se sentindo uma verdadeira madame! - Praticamente, pelo menos até amanhã, depois volto a trabalhar. - A realidade é dura. - Ela completou com deboche. - Oi gata. - O Daniel me deu um beijo no rosto em seguida. - Eu trouxe bastante coisa para o nosso almoço. - Eu já imaginava. Pode colocar aqui na bancada da cozinha. Depois você e
- Laura, você está bem? ' Eu perguntei preocupado. - Muito bem. - Agora venha aqui e vamos dormir. No domingo não teve jogo no clube por causa do feriado emendado. A Laura pediu para caminhar no Jardim Botânico devagar porque o dia amanheceu ensolarado. Estava muito agradável e depois fomos numa cafeteira fazer uma boa refeição matinal. - Esse sanduíche está incrível amor. Quer um pedaço? - Não obrigado. O meu estava muito bom também. Estou satisfeito. Pode terminar o seu. - Eu disse vendo-a mastigar devagar. - E agora o que quer fazer nesse domingo? - São dez horas ainda. podemos ir na feirinha do Largo. - Interessante. Mas vai ter uma multidão amor, não quero que se canse. - A gente anda um pouco. Faz tempo que não vou. Se eu me cansar, a gente vem logo embora. - Tá bom. Mas se você gostar de alguma coisa, eu é que vou pagar pra você. - Vai ficar com a mão cheia de sacolas então. - Sério que você não vai brigar comigo por eu querer pagar? - Não. Agora vo
Eu estava me adaptando bem esses dias de repouso no apartamento do Oliver. Era uma nova rotina, acordar na cama dele e ficar no apartamento com todo luxo e conforto. Eu não podia reclamar. Nossa convivência estava ótima. O fato dele poder ficar comigo várias horas e sair poucas vezes pra resolver algumas coisas, tornou a nossa relacionamento interessante. Ele fazia tudo para me agradar, eu sabia que isso também era para compensar a perda do nosso bebê. Eu tinha alguns momentos de melancolia, quando eu pensava na minha gravidez, em quem a minha sementinha poderia ter se tornado. Eu ficava um tempo imaginando se seria um menino ou menina e com quem se pareceria. Mas eu logo tentava afastar esses pensamentos. Não valia a pena ficar remoendo. Eu até pensei em escolher um nome neutro para me referir em pensamento e me despedir. Eu escolhi Alisson. Eu acho que isso me ajudou a superar a perda um pouco melhor. Eu ficava tentando me convencer de que como eu já sabia que a probabilidade de
Eu mostrei os documentos para a Patrícia e ela ficou de analisar com calma no seu escritório, me prometendo que daria prioridade. Ela alegou que pelo que eu relatei, ela já iria conseguir abrir ações processuais contra o Yan e a Melissa, em relação a adulteração de exames e ao conflito de interesse. Enquanto ela guardava os documentos na sua pasta, eu por coincidência, recebi uma mensagem do Yan. "Oliver, eu sei que você me pediu para esperar, mas a Melissa está me pressionando pra saber quando você irá assinar os papeis de acordo sobre o seu filho." Eu li e suspirei indignado. Eu li novamente em voz alta pra Patrícia ouvir. - Caramba, ele realmente está levando a sério essa ideia de você assumir o papel do filho dele. - Eu nem sei o que pensar. Será que era só por causa de dinheiro? Ele é um cara rico. Eu nunca imaginei que ele fosse tão ganancioso. - Provavelmente. Mas não o deixe sem resposta, senão, ele poderá desconfiar. E a minha ideia é pegá-lo de surpresa. - Si
A Laura ia pra casa comigo ficar essa semana afastada do trabalho e eu poderia cuidar dela. Nós estávamos bem novamente e isso me deixou bastante aliviado. Eu sabia que ela estava ainda abalada devido ao aborto espontâneo, mas com o tempo eu acreditava que essa tristeza iria diminuir. O importante é que poderíamos passar por isso juntos. Logo que deixamos o hospital, nós passamos na casa dela para pegarmos algumas roupas para ela passar essa semana comigo. Esse período seria interessante também, porque serviria como uma prévia da minha intenção de morarmos juntos. Eu estava bem mais animado do que queria que ela percebesse. Eu iria tentar convencê-la a ficar mesmo depois que o atestado dela acabasse. Eu imaginava que provavelmente, não seria fácil convencer minha noiva de personalidade difícil. Eu estava observando-a conferir as coisas que ela já colocado na mala, tentando se lembrar se faltava algo importante.Estava me dando uma agonia. Eu só queria ir logo embora pra casa. -
- Eu sou um policial aposentado devido a um acidente de trabalho que me impediu de continuar trabalhando em campo. Então trabalhar com as investigações de forma particular me ajudou a seguir em frente com que eu sou bom, pelo menos de alguma forma. Eu já trabalhei como muitos advogados na minha carreira, e posso dizer tranquilamente que eles podem ser indivíduos traiçoeiros. Então eu sempre faço a minha própria investigação do contratante além do objeto que foi contratado. E nesse caso a surpresa durante a minha investigação foi ainda maior. - Isso quer dizer que você me investigou também? - Certamente que sim. Eu gosto de saber para quem estou trabalhando. Mas no seu caso, eu não demorei muito para descobrir informações sobre sua origem e sua família, como a doença e o falecimento da sua mãe e que seu pai nasceu no interior do Paraná e sempre foi muito bom nos negócios se tornando quem é hoje. Você é o principal herdeiro, além da sua irmã, claro. Mas pelo que conclui das minhas







